sexta-feira, 6 de novembro de 2009

6 de novembro!!!


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Postagem 595

Um ser humano completo e feliz
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Nada dói mais em mim
Meu engolir
Minha gestão de mazelas
Se calcificou
Numa caótica inconclusão
Numa eterna perversão
Indefinida
Nem perverso
Nem seu oposto
Nada dói mais em mim
Minha cabeça
Não se confunde mais
Meus olhos
Não se enchem mais de nuvens
Ao toque temporário das obsessões
Meus dedos fugazes
Obedecem ao comando
Minhas mãos não tremem
Ao toque do inimigo
Nada dói mais em mim
Meus gritos saem suaves
Minhas revoltas comportadas
Meus espasmos minguantes
Meu todo pseudo
Nada dói mais em mim
As horas correm livres demais
A natureza não me interessa
O céu é bem distante
Nada dói mais em mim
Meu querer se assentou
Meus medos se esconderam
Minhas palavras saem com coesão
Excessiva
Nada dói mais em mim
Meios termos
Meios mundos
Meios seres
Meios medíocres
Finalidade equilibradiça
Nada dói mais em mim
O abraço envolve suave
Frio
O sorriso sai lento
Morto
O choro nunca mais
Sonso
Nada dói mais em mim
A raiva nem sei
O ódio esquecido
Esquisito
A extinção de extremidades
Concentração correta
Corretamente podada
Portada
Nada dói mais em mim
Pinceladas de sublimação
Num mar de frações
Frustrações
Gerações inacabadas
Fases escorregadias
Nada dói mais em mim
Areia movediça
Que mantém a superficial indolência
Inofensiva
Colocada
Pacata
Profunda escuridão
Bárbara lassidão
Esquecível
Superável
Nada dói mais em mim
Pálpebras a meio olho
Olhares a meio ângulo
Lábios a meio tônus
Corpos a meio metro
Cumprimentos a meio palmo
Amores a meio riso
Nada dói mais em mim
Equilíbrio sentimental
Não me toque racional
Complexo cultural
Desespero seminal
Colorido abissal
Nada dói mais em mim
Status atual
Gesso boçal
Auto-crítica canibal
Sub-mundo colossal
Pós-cirúrgico ideal
Máquina ilegal
Música marcial
Pardal anal
Nada dói mais em mim
A alma santa
O corpo denso
Tenso
Nada dói mais em mim
Tudo
Simplesmente
Lateja
Lateja
Lateja

Postagem 594

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Tome cuidado para que seu pensamento não seja mais forte que seu olhar
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Alongamentos sublimam pensamentos
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A rosa

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Deito-me, as notas batem fundo na minha cabeça repleta de nuvens e clarões, coisas que se repetem, manhãs que não se concluem, pensares e seus opostos que tentam se resolver enovelando-se na fusão com o correto, mas jazem num fundo de desconstrução própria, desfazendo de si pela gravidade própria que descompassa o pulsar da matéria, são coisas vindas de lugares não localizáveis, chegando sem permissão, partindo partindo a saudade em metades que faço questão de jogar sem fixação, pois deixo estar aquilo que não posso julgar, é o poder sedutor do caos, é o desvario descrente diminuindo vagarosamente até não mais existir, deixando de lado cada pedaço, cada caco, cada propriedade, cada estado, numa aglomeração com o invisível, e assim vem a dormência das horas que adentram sem fim, vem o pausar sem permissão, vem o descampado, vem o desprotegido, vem o que nunca vem, mas vem despetalando a rosa do peito, frágil resistência que por anos permitiu seguir com brilho no olhar, mas que, agora, perdida pelos cantos, fazendo da rosa centro a rosa total, decai lentamente no esquecimento do apelo final de seu cheiro, degradando-se do total, consumindo-se totalmente no grito mudo do olor pungente, pungente pois resiste no implorar mesmo sabendo que seu desvirginar está próximo ao horizonte rente que se aproxima lentamente na transcendência do local esquecido, a rosa do caos, a última resistência que se desfez, sem voz, nem vez, e, ao toque do horizonte, sua voz esvaiu-se na fronteira do amanhã com o ontem, desintegrando o eterno presente da consciência da rosa, decaindo ao nunca, eliminando a esperança da rosa que habitava o peito, e assim, acordando, modificado irredimível para mais um dia, não compreende a falta inconclusa que algo indefinido te trás, a fatal dispersão, ele não se contem, não se refaz, não se detém, não se comporta, não cabe mais em si, por caber demasiadamente carente, quasimodo, aleijado, sem saber que tua rosa fora-lhe arrancada do peito, extinguiu suas forças em gritos mudos, entregou-se ao caos de mais um dia e, ele, solitário, chorará a incompletude daquilo que nunca mais, em si, compreenderá.
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OI??????????????????

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O Tautismo das ciências cognitivas gera uma incongruência com relação ao pensamento humano na medida em que resume à lógica computacional aquilo que, na verdade, transcende esta base de transferência. Do mesmo modo, o Tautismo da religião, proposto por Feuerbach, esboça um desencaixe quando afirma sua base meramente humana, já que, como o pensamento, esta segunda, também transcende sua plataforma de construção ideológica.
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Eu...
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Considerações sobre o pensamento (temas cíclicos)

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Ele é uma ferramenta, não uma finalidade em si. Ele é uma das instâncias mais ágeis e incontroláveis do homem e seu controle não está no pensamento oposto, na força contrária, mas na proposição de uma terceira possibilidade desvinculada daquilo que não se quer pensar. Seu controle não vem pelo oposto, mas pela colocação simplesmente diferente.
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O oposto ainda é o próprio, só que invertido. Já o desvinculado, sim, é mais propriamente avesso, mas não necessariamente O avesso. Usando o pensamento para negação, de alguma maneira se está reafirmando a relevância do contrário.
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O processo de pensar é capaz de trazer energias positivas, negativas e isso coloca o ser numa redoma não facilmente quebrável dependendo da intensidade da absorção. O fato pensado não tem peso por si, mas o processo pensante é capaz de criar pesos, por vezes, insustentáveis.
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Pensar não é um fato concreto, mas seu acúmulo pode gerar fatos concretos, modificar o modos-pensantis de alguém.
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A cabeça não é absolutamente controlável, mas relativamente moldável, educável. Apesar de não controlável com rédeas, como já dito, há um ponto anterior ao pensamento, e que ainda não chega a ser sentimento, uma espécie de quadro geral profundo e vigilante, que é capaz de quebrar não totalmente o próprio pensar, mas é capaz, sim, de conter, em si, um distanciamento saudável capaz de interromper processos destrutivos e desagradáveis. É uma sustentação situada na nuca adentrando também um pouco a base cerebral e que serve de apoio para este proto-discernimento veloz.
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Obviamente não somos máquinas, mas há uma tendência, a meu ver, real, indicada aqui. Anterior ao próprio proto-discernimento há outras instâncias menos controláveis e ignoradas, e de percepção ainda mais delicada que não cabe entrar aqui, pois faz parte de assuntos exaustivamente já explorados.
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Auto-psicologia sutil, bases de sustentação para uma teoria situada na fronteira do intangível.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mal

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O mal se alimenta do fazer, sei lá se ele se sente profundamente pleno e bem com a condição. O mal não se alimenta do ser. Ele se alimenta do ter, do estar, se alimenta de um processo que é insaciável. Fazer, fazer. Um pseudo-saciar raso e imediato que se completa por pouco tempo pelo excesso abusivo de coisas que se avolumam para instaurar o estardalhaço, realizar a revolta, extravasar a incapacidade, degolar a inveja, a explosão que não permite o silêncio, porque no silêncio a culpa grita, berra, por mais profundo que seja a maldade dentro daquele qualquer. No silêncio, no zero do cada um, mora sempre e sempre a profunda consciência. “A consciência é Deus presente no homem”. Arrisco dizer que ela sempre mora, sempre está em algum canto, por mais profundo que o estado de desconstrução do correto esteja, ainda que apoiado em razões. A razão definitivamente não é o limite, ela é apenas um instrumento, e talvez nem o mais importante deles. O mal não se sedimenta, ele é uma grande reviravolta de poeiras e detritos para ludibriar a luz que ameaça chegar ao fundo do lago individual indivíduo. Assim deve ser... Assim É!!!
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mãos

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As mãos são uma espécie de altar próprio, itinerante e indivisível de nós. É nelas que colocamos e retiramos, louvamos e descartamos, elevamos e denegrimos elementos que, em suma, nos fazem ao nos fazermos neles.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Primeiridade-Consciência-Liberdade-Orientalismo-Semiótica

Tratam-se de estados de disponibilidade, percepção cândida, consciência esgarçada, desprendida e porosa, aberta ao mundo, sem lhe opor resistência, consciência passiva, sem eu, liberta dos policiamentos do autocontrole e de qualquer esforço de comparação, interpretação ou análise. Consciência assomada pela mera qualidade de um sentimento positivo, simples, intraduzível.

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Lúcia Santaella (Livro: O que é semiótica)

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domingo, 27 de setembro de 2009

Tarde demais para um texto assim (fragmento)

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... Tudo é passível de perversão, mas medíocre é o homem que perverte aquilo que o faz ou pode lhe fazer bem. Não pensaste que fosse tão difícil simplesmente ser a si mesmo. Palavras bonitas não necessariamente são carregadas de beleza aparente. Nem tudo soa com brilho. O brilho está mais na criação do que na recepção, por isso todos deveriam criar do jeito que forem criar. Se crias com respeito e brilho próprio, isso será mais brilhante que qualquer respiração dos que tragarem tua perversão. Ainda que teu contato seja intenso, não será igual à criação, pois não perpetuaste nada além de ti. Se mínguas naquilo que te fazes sentido total, tu não estás sendo o total. Só se realiza-se no outro. Não míngües por medo, pois isso não vale à pena. Não vale a pena ser pela metade, mesmo no erro. Deixe fluir as melodias desafinadas, pois assim serão melodias. Quantas das nossas foram certas, erradas, medíocres? Não te importes. Um mínimo de censo não há de fazer mal, mas deixe estar, como uma harmonia sintetizada que perdura na duração dos dedos que quiserem. Questione, mas não míngüe. Não se deixe minguar. Chorar só se for por perdão, por beleza, por emoção em catarse de pequeninices. Catarse de tudo se pode ser em si. Estou certo disso. Tenho pena do que acaba, mas não do que vem, ou pelo menos deveria vir. Seria assim suficiente? Tenho certeza que sim. E por que tenho? Simplesmente tenho. Não descarto pensamentos como irrelevantes, os guardo até o momento de não os levar a sério, mas não quero esquecer nenhumas das possibilidades que pensar. Certamente esquecerei, mas não esqueço que lamentar é o passo pra não ter de si o melhor. Não poderia ser diferente. Quase tudo não poderia ser diferente. Se não poderia, pelo menos não deveria. Ou, se não devesse, pelo menos que creiamos que não devesse...

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