quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Itanhandu é assim:

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É ruim, mas é bão!
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É bão, mas é ruim!
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Um meio termo inteirim!
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Alto risco - Maurício Tibúrcio

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Livro de um escritor de Passa Quatro – MG.
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Conta alguns casos vividos, ouvidos ou, porque não, inventados pelo autor. Histórias de consultório médico, sauna, bar, casos de família. Coisas pequenas, de uma página ou duas, em sua maioria.
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Uma leitura leve, fácil, bem-humorada. Coisa pra ocupar o tempo de uma tarde de ócio.
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Tem uma citação do livro neste endereço:
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Não achei a imagem da capa ou uma foto do autor, pra seguir aquilo que geralmente integra um post de resenha de livro. Então, vai uma foto de Passa Quatro mesmo, já que algumas passagens narradas aconteceram lá.
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(sem título II)

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Outra das antigas...
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Eu peço arrego pro aconchego que me toca
Sabes que digo, sabes que falo o que te provoca
Invento vidas, vivendo os tempos que o amor invoca
Sentindo as horas, fugindo das caras se um olhar nos foca
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Corre, corre pra bem longe daqui
O choro insiste e teima sempre em me perseguir
Também essas horas nos fazem escravos do não fugir
Revendo as fotos, vivendo os tempos de só te servir
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Eu ando sempre a correr
Andando em passos pelas ruas
Vivendo o medo de saber
Que essa manhã ainda é tua
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A brisa toca, o tempo leva
A noite vence o nunca mais
O dia encerra a forma certa
Que a luz senil não mais refaz
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Nos falta força, nos falta ar
Nos sobra o bonde que já partiu
O trem ao longe me faz pensar
Qual dos meus lábios não te sorriu
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As cores deste céu bem me fazem pensar
Os muitos lindos lagos que existem adiante
Caindo alto as cachoeiras, vem beirando as montanhas
Desvendando os lugares de um sonho tão errante
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As luzes seduzem os olhos castanhos
Que brilham de volta estranhos
Seduzem as horas, compasso do tempo
Que lento vai levando o sorriso sem tamanho
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As estradas abertas viajam seus rumos
Sem rumo, sem prumo, em aprumo me arrumo
Rimando as notas cercadas de cores
Pavores das flores que nascem incolores
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O vento balança sempre nossas redes
Deitadas a beira-mar
Pousando serenas nas sombras
Balançam leve, bem leve e devagar
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As ondas limpam nossa face
Revelam o horizonte matinal
Seria simples se lembrassem
A vida feita sem um final
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Canta, canta sempre com vontade
Teu canto revela tuas velas de fé
Lançando tuas chamas nos chama a bondade
Tão novas as vidas, alegres até
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A alegria do canto
Renasce do pranto
Em meu coração
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Seus olhos molhados
Me dizem calados
O sim do perdão
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Se passas correndo
Me sinto perdendo
Teus passos em vão
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Que vão de repente
Sabendo que a gente
É ciente do não
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(sem título)

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Tão simples assim serão nossos dias
De pura alegria e vontade de cantar
Espero ter de volta nossas voltas e viagens
Pra nunca mais o nosso canto dar lugar pro lamentar
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Cores sempre vivas enfeitam nosso céu
Céu que toca a terra num beijo de horizonte
Libertas as cirandas, sei que posso ainda ser teu
Se entre nossas vidas desenharmos uma ponte
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Poesia antiga também, nem sei de quando é. Provavelmente fazia parte de outra maior, daí eu dividi. A rima com a palavra "ponte"ficou bem forçada!!!
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Intersecção

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Poesia de mais de 6 anos atrás.
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I (o geral)
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Quando não se pode mais contar
Quantos olhos cabem entre os mundos
Nada mais é capaz de te fazer
Elevar o olhar na busca de piedade.
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Sem que se perceba os impulsos de amor e ódio
Te escapam pelos atalhos do que é inútil
E o cotidiano vai ao longe e te foge à cabeça.
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Nessas horas a rotina faz-se esquecer
Perdida no vácuo de quem dormiu por covardia
E os sorrisos desesperados
Se abatem sem sinceridade.
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Abatido estava todo
Nos instantes passageiros
Dos errantes passageiros
Num momento liberdade.
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II (a dois)
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Vai-se ao longe a visão de um velho presente
Que ausente não percebe ter passado
Entre os vãos de mãos sem dedos
Que não tocam nem o ar
Que em vão rodeia o amor alado.
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Não são mais importantes os por quês
As justificativas recíprocas se abundaram
Sufocando nossa sanidade a dois.
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É latente em almas excluídas
A virilidade inconclusa de quem secou os olhares,
Murchou os enfeites
E se definhou em rodas de cirandas
Que ainda reluziam
A inocência da primeira mentira.
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III (a separação)
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São precisos aos concisos homens-lata
As calotas que norteiam novas curas
Novas carnes que ao menos sejam duras
Pois dores ricas de crescentes pensamentos
São tormentos, levam mentes às alturas.
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IV (a vida)
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Falsas meretrizes
Eram matrizes
Que nos tocaram por perdão.
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Presentes rotinas
São meninas
Que nos matam sem razão.
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Olhos que voam
Nos ecoam
Pra divina perdição.
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Onde ao fundo
Está o mundo
Onde Deus é mesmo vão.
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São intensos os tormentos de velhas frases
Jogadas soltas no ouvido menino
Que com o tempo se esclareceram
Nas pequenas falhas das coisas sem destino.
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V (as putas)
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A maternidade sensual de teus beijos escondidos
Me brotaram os desejos mais relevantes
Me botaram sem medo
Num mundo de controles desvairados
E de forças sem pudor
Que ainda me alimentam
Os fantasmas ditos esquecidos.
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Nesses momentos é possível perceber
Quantos santos não te olham mais
Quantas preces já não lhe são dignas
Quantos pecados lhe dilaceram o peito
Por se saberem válidos e escolhidos.
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Eu escolho os meus mais válidos pecados!
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Vários sentidos vão além de uma parede estimulante
Muitos sons são mais que apenas ondas
E a sanidade é medida em minutos de espera.
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Andam trilhos de andarilhos sem destino
E vagando foi meu bando da procura
Vê-se o brilho só no canto de um menino
Que marmanjo não tem anjo nem doçura.
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VI (a lembrança)
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Quisera tanto
Acreditar na pureza de teus poros
Na transparência de tuas lágrimas pequenas
Que saíam sem força.
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Quisera tanto
Resgatar minha ignorância perdida
Pra poder dormir mais uma noite contigo
Sem ver-te habitando minhas insônias.
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São vitais os vitrais de tais lembranças
Pras andanças que em tempos há de haver
Luzes-ares de fulgazes reentranças
Pois tais tatos, vícios novos hão de ter.
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VII (a decadência)
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Tantos vícios
Me mosterizam dentro de teu peito
Me aprisionam em calabouços esnobes
Que não me olham nem das janelas longínquas
Tantas foram as voltas de minha fé fraca
Embriagada de pavor
Que sutilmente brotaram as lágrimas
Que saltaram longe buscando as suas.
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VIII (Fênix)
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Mas é necessário um novo espaço
Pro sentido que quer se mudar
Pro viver não passível de um qualquer.
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Minhas correntes se esmigalharam
Na presença do vento que não gostavas
E os farelos sentimentais
Alimentaram os pássaros meus amigos.
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Os amores se dignificam
E encarnam novas formas
Pros meus olhos
Que não medem teus velhos mundos.
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O impulso desmascarado e inconseqüente
Empurra o que houver de antigo
Ultrapassa e terra e o céu por vontade em si.
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Vê-se o pulsar do sentimento e o que quiser que seja é.
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Não há obrigação nem terceiros
Há o primeiro e o só
Eu em mim, enfim.

O singular que deseja e é plural.
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É a aura do novo que me excita
É a onda dos apelos próprios que me intensificam.
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Não se explica nem se replica
Só se percebe e nada mais.
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O amor se desfaz em simples alimento de alma
Que já não quer ser diminutiva
Já que a carne suporta outros pecados
Pela crença na finitude da vida
(Vide meus antigos sonhos extintos).
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São meus dias abundantes
Que me levam a crer na obsolência
De suas curvas presentes na terra dos homens.
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Não digo que não quero
Nem tampouco nego nada que me propuser.
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Digo apenas
Que me perdi no excesso de confiança
Que alimentei por acreditar nos meus 21 anos medíocres.
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No entanto,
Já aquietei meus personagens vitais.
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IX (o retorno)
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Aquietei-os
Já que não se pode mais contar
Quantos olhos cabem entre os mundos.
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Será eterno?
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Que tamanho de poesia! Lembro-me que comecei no meu primeiro caderno que comprei depois do intercâmbio, logo que entrei na ESPM. Mais tarde passei as palavras pro Word, porque queria levar adiante a idéia. Gostava bastante dos versos iniciais: “quando não se pode mais contar quantos olhos cabem entre os mundos”. Ela estava toda desarrumada aqui numa pasta meio esquecida. Fui ajeitando agora e propondo os sub-títulos pra dividir e deixar mais fácil de entender. Hoje em dia, eu não seria capaz de escrever uma coisa assim. Acho que tenho um fluxo menor de palavras.
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Chama-se Intersecção por ser exatamente isto o que acontece e que causa o verso principal, ou seja, “quando não se pode mais contar quantos olhos cabem entre os mundos” é porque houve uma Intersecção de realidades, de modos ou coisas do tipo. E a poesia narra exatamente isso. Uma Intersecção de momentos da vida numa grande mistura!
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Nascente dos Sonhos (Post 777)


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Esse poema é de 30/09/2003. Acho que escrevi no papel e depois passei pro word. Eu estava no primeiro semestre da faculdade e nem tinha o costume de escrever poesia no computador. Não sei porque nunca publiquei. Acho que por descuido mesmo. Não a percebia aqui e foi ficando... Ou às vezes via, mas não pensava em publicar. Mas agora vai!
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No começo era o nada
Espalhado pelos contos
Como humildes sonhos calados
A esperar pelo nascer
O nascer de um novo dia
Ao final tudo é presente
Salpicados pelos ares
São migalhas desses sonhos
Que voam sempre, sem parar
Em todo lado, em toda forma
Dançam livres, são sem donos
Andam vagos como o vento
Soam tímidos pelos momentos
E sensatos pelos que pensam
Ao centro era a semente
Desabrocha com a chuva
O aconchego da nova terra
Dorme logo ao clarear
Fecha os olhos que passaram
Abre os outros para frente
Vem crescendo em novas horas
Veja os frutos dos pulsares
São pulmões do novo mundo
Alimento aos vagos choros
Flores ternas de estações
Sonhos brotam dos olhares.
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Aliás, é uma poesia meio em conta gotas. Dá até pra fazer permuta entre os versos, tirar alguns, trocar de lugar outros. Acho que por isso não publiquei: ainda queria fazer uma permuta pra recriar. E foi isso que eu fiz agora. Peguei um e pulei outro, ajeitando, o mínimo possível, questões de concordância. Segue:
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No começo era o nada
Como humildes sonhos calados
O nascer de novos dias
Salpicados pelos ares
Que voam sempre, sem parar
Dançam livres, são sem donos
Soam tímidos pelos momentos
Ao centro era a semente
O aconchego da nova terra
Fecha os olhos que passaram
Vem crescendo em novas horas
São pulmões do novo mundo
Flores ternas de estações
Espalhadas pelos contos
A esperar pelo nascer
Ao final tudo é presente
São migalhas desses sonhos
Em todo lado, em toda forma
Andam vagos como o vento
E sensatos pelos que pensam
Desabrocha com a chuva
Dorme logo ao clarear
Abre os outros para frente
Veja os frutos dos pulsares
Alimento aos vagos choros
Sonhos brotam dos olhares.
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Agora pegando o primeiro, pulando 2 verso e indo assim até o fim, depois pegando o segundo verso, pula dois, pega mais um e assim por diante; e ainda depois, pegando o terceiro e fazendo a mesma coisa.
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No começo era o nada
A esperar pelo nascer
Salpicado pelos ares
Em todo lado, em toda forma
Soam tímidos pelos momentos
Desabrocha com a chuva
Fecha os olhos que passaram
Veja os frutos dos pulsares
Flores ternas de estações
Espalhado pelos contos
O nascer de um novo dia
São migalhas desses sonhos
Dançam livres, são sem donos
E sensatos pelos que pensam
O aconchego da nova terra
Abre os outros para frente
São pulmões do novo mundo
Sonhos brotam dos olhares
Como humildes sonhos calados
Ao final tudo é presente
E voam sempre, sem parar
Andam vagos como o vento
Ao centro era a semente
Dorme logo ao clarear
Vem crescendo em novas horas
Alimento aos vagos choros
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Wagner Passos de Sousa Pinto.
30/09/2003 - terça-feira
1:50 da manhã em São Paulo
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Permutas feitas em 24/12/2010, às 00:10 em São Paulo.
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Há outras maneiras de fazer, mas daí vai que vai! Nascente dos sonhos que continua brotando. É só escolher a sequência!!!
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Poesia feia

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Continuando as poesias antigas que não foram publicadas, aí vai mais uma. Bem horrível! Acho que não publiquei, na época (04/03/2006) por ser muito feia!!! Mas agora vai!
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Luxo-Úria (EGO)
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Eu não sei como eu cheguei até aqui
Eu sei que eu cheguei até aqui
E aqui não é nada de mais
Nem nada de menos
São apenas regos e cus vorazes
Chanas, checas, pintos, bocas
Seios, peitos, tórax, mamilos
Mamíferos, apenas mamíferos
Espécies iguais que nascem, crescem
Reproduzem e morrem.
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O que eles mais fazem é a reprodução
Filhos, ninhadas, pencas de rencas
De filhotinhos chamados prazer
Sou tudo, sou antro de desejo
Que me invade, que eu invado outros tantos
Mas sou blasé acima de tudo
Sou blasé em relação ao que há de mais instintivos no ser que somos
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Sou máquina de vem-e-vai
E vem e sai, esporra, mela
Cospe, mija
Cascata dourada ou
Cascata marrom-sangue, hemorróidas
Bosta, o caviar brasileiro
De tudo
Sou tudo e mais um pouco
Não me importo, não me tenho, tenho todos vocês em mim
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Sem auto-estima
Sem nome, sem o que seja que quiseres
Me alimento, me ergo, me nomeio no teu olhar
Sou de tudo, já disse
O que me faz seguir em frente
É a possibilidade de rir
Gargalhar dos teus desejos
Vomitar depois de teus beijos
E saber-me mais, muito mais
Por ser tudo naquilo que você teme ser nada
E que por isso me paga caro
Pra poder acreditar no fundo do fingimento dos meus olhos
Quando digo que foi bom
Só pra receber seu sorriso burguês de 200 reais.
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

TURMAS DE PRETO / (ESFERAS)



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Essa poesia eu fiz pra ler pra uns amigos de uma turma que eu tinha em Itanhandu, há alguns anos atrás. Nós éramos conhecidos como a: Turma de Preto. Essa poesia é do dia 20/07/2004. Eu nem tinha blog nessa época... Saudades do passado distante!!! Muitas saudades de um passado de felicidade tããão distante!!! Chorei ao ler e relembrar...
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A gente corre por estradas siderais,
E mesmo que por horas
Pareçam impulsos banais,
A pluralidade de pensamentos únicos,
Unidos,
Faz do todo diverso
Uma diversa diversão única.
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Como é bom sentir o vento
Como é bom gritar o fim
Chorar a gota
E intensificar os suspiros
Que mesmo não sendo últimos,
Se os fossem,
Seriam plenos...(Será?!)
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A plenos peitos os pulmões se esvaziam
Em trocas aéreas instáveis;
Extensos gritos.
São bravos os ritos
Que enfrentam os mitos,
Falsos, medíocres
Perto de tantos grandes
Que quebram grades
Colosso de Hades
De uma mitologia própria
Não intolerante
Porém repleta de unicidade. (Olhares Angulares)
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Singelas explosões
Que destroem conceitos.
Máquina trituradora de mediocridades.
Respeitáveis são as imperfeições
E não tóxicas as impurezas.
Personal-idade de trocas
Filtráveis gestos
Da natural influenciabilidade humana.
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O todo se despedaça como a frágil voz
Veloz é o estilhaço
Que esparrama o asfalto
Nas almas lavadas,
Lavradas de vivências
Carências talvez...(talvez!)
É suprimento do eu no próximo
Que sempre (ou quase) mais próximo está.
Corpo único de almas diversas
Almas diversas num corpo só. (Por horas)
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A mistura de tendências edificantes
Diversifica os mundos.
As trocas dos Eus,
Componentes do Nós
Amarram as cordas nos breus
Reciclando luzes coloridas (ou não):
Sentimentos, Pensares
Crenças, Maturidades
Tolerâncias, Sensibilidades
Que em metamorfose estão! (Sim!)
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A gente corre por estradas siderais
Sentindo ventos velozes
Visserais vulcões de vozes
Amigas acima dos mares.
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A gente corre por carcaças de convenções
Por poeiras de normalidades e rotinas.
Latrina da sociedade
Nos olhos do sol do meio dia
Refletido nas águas da praça corrigível,
Estável campo minado (Pode até ser!)
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A gente corre por compassos quebrados
Extensas liberdades
De uma semi-libertinagem ponderada.
Transgressões de olhares
Que buscam o descompromisso do ver.
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Escancarados são os campos minados
Onde a dança corre solta
Noite à dentro
Vida à fora
Numa eternidade finita
Inconscientemente esclarecida
Bonita
Porém não perfeita,
Válida
Porém não saciável,
Inebriante
Porém não profundamente,
Profunda
Porém não simples,
Complexa
Isso sim!
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Que bom...
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Esferas humanas
Numa esfera maior.
Quebra-cabeças imperfeitos
Incompletos e plurais
Não complementares (talvez!)
Porém sustentáveis
E vivíveis.
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O dia-a-dia faz valer a pena,
As almas são grandes
As peles são penas
E os corpos alados
Alagados olhares da flor-maça.
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A energia flui!
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Por caminhos andados
Pelas horas oradas
Pelos cantos que em cantos encantam
Por momentos da harmonia dissonante
Pelos andantes sem lenço para chorar
Pelas pessoas sem documentos para se estabilizar
Pelas faces tão veladas no olhar
Pelos risos tão gostosos de se lembrar
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Obrigado!
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São campos que se abrem
São visões que se miram
São tantos múltiplos
Num número só.
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São tantas as unhas roídas
São tantos os risos e choros
São tantas orelhas inocentes
São tantas as caras das nuvens
São tantos os sonhos em cultivo
Que às vezes me pego perdido.
Perdido no tanto de todos
Que invadem o mim!
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Sim...
Acima de tudo
Há a profundeza dos singulares
Que escancaram o meu plural.
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Sim...
Acima da estabilidade
Eu gosto da forma miscível
Dos abalos alheios
Que terremotam este aberto.
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Sim...
Eu gosto de todos
Que muito mais do que uma mão é.
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Vocês mexem comigo
Vocês me botam em pé-de-guerra
E isso não tem preço!
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O preto da noite inunda as almas
Que se buscam.
Companheiros de aventuras
São os trovadores das montanhas
Que cavalgam pelos campos.
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O preto da noite inunda os corpos
Vestidos de luto alegre.
O preto da pupila reflete o grupo
Que errante bóia no rio da vida.
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É infinito o espaço tão negro
É grande o grupo que vivo
É riso na cara do medo
É flor do momento cativo
É uma as turmas do preto
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Talvez seja excesso de dizeres
Talvez seja falta
Mas como não há a vacina do não doer
O melhor é viver intensamente
As coisas queridas como eterna
Pois na imensidão da luz do buraco
Mora o negro tempo
Que acabará (temporariamente)
Com as relações das almas
Entrelaçadas pelas vidas vindas
Sucessivas passagens que desafiam
O determinista final
Não para nós! (Será????????)
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20/07/2004





Poesia por encomenda

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Há muito tempo atrás fiz uma poesia por encomenda pra uma mulher que gostava da Xena. Nunca veio aqui pro blog, mas agora vai. Fica então uma homenagem às lésbicas... Notem que no final, deixei um recado velado pra moça que, na época, era meio recatada!
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XENA – a mulher, a lenda... (12/10/2006)
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Wagner Passos de Sousa Pinto
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Guerreira respeitada pelas forças deste mundo,
Mulher de integridade e dureza no lutar,
Senhora dos poderes que dos deuses são fecundos,
Pois vêm de um céu divino renascente em além-mar.
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Seus olhos são turquesas de doçuras e encantos
Que olham seus amores, seus andores, seu remanso;
E dançando bem faceira na fogueira em noite escura,
Libera seus desejos libertários de amargura.
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Xena, a rainha das rainhas desta gente,
Mulher, a beleza da beleza mui valente,
Selvagem, a destreza de um golpe de repente.
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Por isso, sonho que num sonho ela vem ao meu encontro,
E então, ponho os meus punhos a clamar o teu confronto
Que enfim, travo na paixão que em mim me amedronto.
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Poema sem título

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Estou fazendo uma limpeza aqui no meu computador e resolve postar textos que ainda não foram pro blog. Um deles, que acho que já foi postado mais eu não consigo achar, é esse que fiz no segundo ano de faculdade pra um trabalho de semiótica. Ele foi feito sem título, por isso vai continuar assim:
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Eu estou consciente do meu conflito,
eu sinto o caos racional do meu ego.
Minhas vontades e virtudes,
minhas idéias e fisiologias.
“Eu penso por isso existo,
eu tenso por isso insisto”...
Se a poesia é domingo,
esta minha é segunda...
Da razão ao sentimento,
do impacto ao equilíbrio...
Meus olhos se arregalam,
e meu coração precisa do ar longínquo
pra dar de comer à neurônios pulsantes.
Oh deus, por que me abandonastes?
Oh Freud, por que não me explicas?
Eu invoco a inspiração camoniana
para expressar meus conflitos.
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Tudo é tão minimalista
nesta minha cidade barroca,
como poço , como quero , como penso.
Penso se já não sei se sinto.
Sinto se já não amei , ou minto?
Sim , é mentira que já fui violada!
Não , não sejas demente
Se isto que sentes é dor vaginal,
é dor em sua mente!
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Não , urgentemente penso.
Penso sobre diálogos carinhosos
Penso sobre vozes amigas
e sinto que sento exausta
num quarto medíocre
forrado por uma prole de porcelana...
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Quebrada...
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Afrodite, o que aconteceria
se não fosse assim?
Acredite, Atenas pensaria
sentir pena de mim!
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A complexidade das relações,
das metáforas e analogias,
das orgias de um amor universal
Me põem em dias de cão.
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Sim , vivo na terra de um cão
Esta é a sua Vila...
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Ferida aberta que quero cutucar,
sou consciente do momento.
Sou persistente (ou demente?)
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Quero sim arrastar essas minhas
correntes de dualidade urbano-bucólica.
Quero o bucolismo perverso
que me açoita
(masoquismo)
Não, preciso de ar!
Não quero que um saco plástico
Que embrulha presentes de Natal
( já nasceu deus menino - Grace’s a Deus )
me impeça de respirar.
Não quero barreiras.
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Maldito conflito, abençoado sentimento racional!
Não me acho apesar de meus olhos,
já não falo por falta de ar.
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Meu Deus a porta fechou?
Oh, Tômas, o gelo queimou?
... Não ... sim ... Sim ... não ... N -----
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Se a balança é o meu antro atual,
desequilíbrio é a lei,
e a lei é a exceção.
Do fundo do meu coração,
ou do meio de minha razão...
Não sei , só que nada sei.
Só sei se nada sei.
E é por isso que daqui em diante
o conflito , é constante.
Na “arena da existência cotidiana”,
a neblina baixou,
atiçando os cachorros
que ladram mas não mordem.
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Será???
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(Poema baseado no filme DOGVILLE de Lars Von Trier)
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Interessante!!!

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Tomás de Aquino
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1a. via - Primeiro Motor Imóvel
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Tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido.
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2a. via - Causa Primeira
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Decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita.
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3a. via - Ser Necessário
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Existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.
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4a. via - Ser Perfeito
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Verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe uma parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a Causa da Perfeição dos demais seres.
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5a. via - Inteligência Ordenadora
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Existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada.
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De tempos em tempos

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O que havia nas eras passadas que não existe mais?!
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Um sorriso tranqüilo do artista medíocre
Que esvaiu-se em milhares de migalhas instáveis?!
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Minguantes quimeras de um senil indigente
Que desvalido de gente deixou-se ceder?!
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Olhares esparsos de luz e ventania sutil
Entoando melodias no entra e sai dos ares?!
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O que havia nas eras passadas que não existe mais?!
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Uma vontade de espaço que por mais residente
Não encontra reflexo possível na longa despedida?!
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Um andar sereno de aspecto intransigente
Que sufocou-se sem necessidade num vazio agônico?!
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Brincadeiras criativas de criaturas criadoras
Desprovidas de maldade e resultantes catástrofes?!
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O que havia nas eras passadas que não existe mais?!
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O que havia de haver e não pode mais existir?!
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Poema semblante

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Deito em meu leito
Levanto meu espanto
Sacrilégio meus ouvidos
Para perceber o som das horas
Que se passam em minha memória
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O além do dia
O além da noite
O além da memória
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Badalam colcheias vividas
Ressoam pausas sentidas
Vejo a clave da manhã de hoje despontando no céu
Os sustenidos dos passos nas ruas
Uma fermata feito almoço com amigos
Um sibilar de acontecimentos em Sol maior
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Os minúsculos plantados
Repasso todos
Pergunto todos
Danço ao som de uma lembrança
Silenciosamente rítmica
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Percorro cômodos vazios
Estradas entrecortadas escuras
Minha casa dorme como quem me quer aqui com ela
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Faço vigorar em meu peito
O escárnio hereditário da disciplina contrária
Da corrupção dos momentos
Da extensão máxima do mínimo vivente
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Não durmo cedo
Não durmo cedo
Não durmo cedo
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Nunca!!!
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Poema reverso (A morte do poema, em cena)

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Na verdade
Toda poesia é uma sensação
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Sensação
Que se traduz enquanto se mantém
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Sensação
Que se mantém enquanto se traduz
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A poesia é um mínimo ponto de exercício
Na realidade vívida de seu autor
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É um vice-versa constante
Um vice-versa verso
Um vira verso reverso
A poesia é o reverso do verso
O verso contrário
O anti-verso
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O antes de virar verso
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A poesia habita somente
O limiar agora da pena que toca o papel
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Só ali ela vigora pra nunca mais
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A poesia é a palavra em potencial
A latência mão-dupla
O exercício de registrar
É a existência enovelando-se
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A poesia só existe enquanto se escreve
Só há enquanto houver verbo
E o verbo é a sensação escrevente
O verbo é o exercício de desleixar
Deslexicar-se conscientemente
O vigorar do entorno decrescente
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A pulsação em declínio
A entrega do fascínio
Todo poeta é um extermínio
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Martírio convicto diminuto
Autoflagelação voluntária
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A poesia é o silêncio em aproximação
É o silêncio espremendo a expressão
É o vazio expressando criação
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O esquecimento do homem prolixo
Existência deixando de existir
O rastro do assassinato literário
Uma linha de pólvora limítrofe
Alvorada doentia esfumaçada
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A poesia é um devir que se caça
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Se caça e caçador siameses
No carrossel inteiriço de mim
Feito roleta russa solitária
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O ato-poema exige respeito
Conforme forma seu leito
Seu leito de morte
Seu leito se mostre
Seu deito se deito em
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Seu dente mostrado
Seu ventre exposto
No enterro do branco caixão
A celulose do campo derradeiro
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A folha é um cemitério de idéias
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A poesia é o suicídio vital
O envenenamento vitalício
Das estranhas exprimíveis
Uma injeção pervertida
Que no papel se aplica
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A poesia só existe
Enquanto potencial poético
Resguardado no tempo
De ainda vir a ser
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Escrevê-la é um erro fatal!!!
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p.s: e assim mato mais um canto poético de mim...
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Lista de livros que já li

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No texto-resenha que fiz sobre o livro “Grande Sertão: Veredas” para o Senhor Laranja, jornal do Centro Acadêmico da ESPM, eu disse:
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“Todo livro que eu leio eu escrevo alguma coisa sobre ele”. 12/05/06
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Isso não era verdade, nem na época e nem depois disso ter sido dito.
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Vi que falhei após escrever essa frase, já que nem tudo que li, passado o 12 de maio de 2006, foi resenhado.
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Pensando mais um pouco, vi que poderia fazer cumprir isso, não só para depois, como também para além (antes) da data acima.
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E foi então que fiz um levantamento de todos os livros que li, antes do intercâmbio, no intercâmbio e depois do intercâmbio, chegando até hoje em dia.
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Fui me empolgando e lembrando de livros muito antigos, de quando eu tinha 8 anos e etc.
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Criei até uma lista...
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Depois disso, selecionei aqueles que valiam a pena serem resenhados, mas que não haviam sido, e me pus a escrever.
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As resenhas vão ficar prontas aos poucos. Isso vai demorar um tempinho...
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Logicamente que não me lembro de todos, mas uma boa parte deles está aqui. Principalmente os mais recentes, ou seja, aqueles que li de 2002 em diante, ano do meu intercâmbio.
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São eles:
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Antes do intercâmbio:
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- Na primeira série, quando eu tinha 7 anos, teve uma festa do livro na Escola Estadual Felipe dos Santos e eu ganhei um livro que era 2 em 1, mas não me lembro o nome dele. Acho que esse foi o primeiro livro que eu li sozinho. Antes disso, eu ainda estava aprendendo a ler.
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- Na segunda série, quando eu tinha 8 anos, o primeiro livro do ano que faria parte de uma ficha de leitura, se chamava:
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1. A botija de ouro – Joel Rufino dos Santos (Simples e bonitinho. Contava a história de uma escrava faminta que começou a comer a parede da senzala e achou uma botija que, ao ser esfregada, fazia brotar moedas de ouro. O dono da fazenda, ou o capataz (não me lembro) pega a botija pra ele e esfrega gananciosamente. Isso faz com que as moedas pesem e afundem o homem no solo (acho que juntamente com sua casa), libertando os escravos)
2. Diário de classe – Bartolomeu Campos Queirós (poesias para crianças)
3. O filho das estrelas – Wilson Rocha (um menino que viajou numa espaço-nave, ou coisa assim)
4. Falando pelos cotovelos – Lúcia Pimentel Góes (um menino que fica imaginando coisas, tipo “O fantástico mundo de Bob”.
5. A Vassoura da Bruxa – Rosana Rios (a vassoura de uma bruxa estraga e ela tem que pedir pra uma fada consertar).
6. Vinda com a Neve – Odette de Barros Mott (uma história meio oriental de uma menina muito branca e etc).
7. O dicionário de Serafina – Cristina Porto (Uma menina faz um dicionário com palavras bonitas, tentando achar o significado de diversas delas).
8. Laurinha vai pro hospital – Jane Curruth (tenho esse livro desde quando eu ainda nem sabia ler)
9. O dentinho malcriado – Jane Carruth (um esquilinho fica com dor de dente)
10. Casa de vó – Guiomar de Paiva Brandão (fala de coisas de uma casa de vó, como bolo, o cheirinho da vó e etc).
11. O monstrinho medonhento – Mário Lago (história de um monstrinho que não sabe ser mau)
12. A menina da garrafa verde – Doris Beling Quintella (uma menina encontra uma garrafa e dentro dela tem outra menina)
13. Mikai Kaká – Hildebrando Pontes Neto (uma história indígena).
14. Dona Vassoura – Guiomar de Paiva Brandão (uma vassoura falando das coisas que tem que passar).
15. Juca das rosas – Lúcia Miners (um menino da favela que ajuda a mãe a levar e trazer trouxas de roupa).
16. O pássaro-da-chuva – Monique Bermond (um menino prende um pássaro e daí a aldeia dele passa por uma seca, até que ele solta o animal e volta chover).
17. O gato de botas
18. O teatro de sombras de Ofélia – Michael Ende (Lindo livro de uma senhora que adota sombras e ensina teatro a ela. Então eles saem representando grandes comédias e dramas em aldeias e cidades).
19. O rei bigodeira e sua banheira – Audrey Wood (um rei não quer sair de sua banheira e faz todos do castelo ir lá pra dentro).
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Não sei se todos estes livros foram deste ano, mas, pelo menos são os mais infantis que eu já li. O último livro de 1992, foi:
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20. O Menino de Olho D'Água - José Paulo Paes e Rubens Matuck (Um livro lindíssimo!! Com ilustrações maravilhosas, comentários do ilustrador e ensinamentos entre um velho e um menino). Um livro ganhador de muitos prêmios. (Será resenhado por ser muito bonito!)
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No meio desses tiveram alguns que eu não consigo lembrar...
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- Na Terceira, Quarta e Quinta séries, minha fase CDF, li diveeersos livros, mas também não me lembro de todos. Lembro que lia muito nessa época. Lia 2 vezes cada livro antes da ficha de leitura. Ficava lendo até tarde... Foi uma fase muito rica!!!
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Segue uma lista com alguns livros dessa época:
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21. Caça ao tesouro, Uma viagem ecológica – Liliana Iacocca e Michele Iacocca
22. Viajantes do Infinito – Flávia Muniz (Livro que dá nome a esse blog, porque foi o primeiro livro que me marcou e também porque o título era sugestivo para o projeto de blog que eu tinha na época que criei esse “canto em que a hora e a vez do canto se fez). (Será resenhado)
23. A ilha perdida – Não sei quem é o autor (Adorei esse livro! Conta aventuras numa ilha deserta no meio do rio Paraíba)
24. O mistério do 5 estrelas – Marcos Rey (História de mistério – assassinato talvez - num hotel chique e a investigação feita por um mordomo)
25. Histórias da Carochinha – Não sei o autor (Coleção de contos. Fiquei com medo do Barba Ruiva!!!)
26. O livro dos porquês – não sei o autor (Era uma tradução de um livro em italiano com perguntas feitas por crianças daquele país e respondidas por 2 jornalistas que selecionavam as mais interessantes e publicavam)
27. As sete faces da fábula – (Um livro meio chato. Primeiro é contada uma fábula, depois um autor desenvolve uma história que tenha a mesma moral da fábula que ele se baseou. Os autores - Fernanda Portela, Luiz Maria Veiga, Marcia Kupstas, Orlando Bastos, Paulo Sampaio, Ricardo Soares, Wagner Costa / As fábulas - "Os pés do pavão", "O gato e o macaco", "A águia e a coruja", "O lobo velho", "O cão e o lobo", "A raposa e as uvas" e "Os ratos e o sino do gato")
28. A Turma da Rua Quinze - Marçar Aquino (Investigação feita por uma turma de rua)
29. Garra de Campeão - Marcos Rey (Histórias de um rapaz que corria de moto e disputava o amor de uma mulher. Tinha um vilão, umas disputas com trapaças)
30. O Outro Lado da Ilha - José Maviael Monteiro (Pessoas vão para uma ilha que possui um lado desconhecido. Eles querem de qualquer maneira chegar até lá. Estudam o terreno e explodem uma pedra pra abrir um buraco para “o outro lado da ilha”. Depois disso, estranhos acontecimentos os ameaçam)
31. Pai sem terno e gravata – Cristina Agostinho (acho que o pai do menino perde o emprego e reaprende a viver).
32. O diário de Marisa – Maria Alice do Nascimento e Silva Leuzinger (descobertas de uma adolescente)
33. O diário de Marcos Vinícius - Maria Alice do Nascimento e Silva Leuzinger (descobertas de um adolescente)
34. É proibido miar – Pedro Bandeira (um cachorro que era meio gato)
35. Contos, mitos e lendas para crianças da América Latina (um livro de contos, mitos e lendas para crianças da América Latina. Afinal, com título tão grande como este, nem é necessário resenha ou comentário).
36. A reforma da natureza – Monteiro Lobato (algum personagem do sítio do Pica-pau amarelo resolve reformas árvores e animais).
37. Invasão de pensamento – Alina Perlman (uma menina que pensava demais).
38. O outro lado da história – Rosana Rios (uma inversão de contos de fadas).
39. A infância acabou – Renato Tapajós (passagens que levam um garoto a deixar de ser criança).
40. Sun and Light – Alair Alves de Carvalho (histórias em quadrinhos em inglês).
41. Em busca do templo perdido – Susannah Leigh (que de enigmas que devem ser decifrados pra poder chegar até o fim da história).
42. Flicts – Ziraldo (história das cores e de uma que fica meio esquecida).
43. Tantas histórias tem o tempo – Lino de Albergaria (mitos e fábulas de povos primitivos)
44. A bomba e o general – Umberto Eco e Eugenio Carmi (livro que fala do átomo que não queria fazer parte da bomba atômica).
45. Além do rio – Ziraldo (história do rio Amazonas).
46. Momento mágico – Guiomar de Paiva Brandão (fala de uma flor e de um beija-flor na ventania e insetos e coisas do tipo)
47. A constituição para crianças – Liliana Iacocca e Michelle Iacocca (fala dos direitos das crianças).
48. Poemas para brincar – José Paulo Paes (poemas bem humorados).
49. As viagens de Gulliver – adap: Cláudia Lopes
50. Uma professora muito maluquinha – Ziraldo (uma professora que fazia seus alunos gostarem de ler)
51. O menino maluquinho – Ziraldo (clássico)
52. A Grécia, mitos e lendas – Alain Quesnel, Jean Torton, trad: Ana Maria Machado (mitologia grega)
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Têm muitos outros além desses, mas não consigo lembrar de jeito nenhum.
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- Depois, na Sexta, Sétima, Oitava, Primeiro, Segundo e Terceiro colegial, eu tive uma fase de ler menos. Eu lembro que eu gostava de ler, mas não tinha disciplina pra isso.
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Os livros dessa fase, são:
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53. Os noturnos – Flávia Muniz (Tinha uns vampiros e umas cenas sensuais)
54. O último mamífero do Martinelli – Marcos Rey (É o caso de um cara explorando um hotel abandonado, as coisas que ele acha, o mundo que ele cria. Acredito que seja um refugiado da ditadura militar que, um belo dia, sai e vê as diretas já passando e coisas do tipo)
55. David Copperfield – Charles Dickens (Biografia de um rapaz que se torna escritor. Talvez seja o alter-ego de Charles Dickens. Lembro que ele sofria demais no início da vida, mas depois se ajeitava. Gostei muito!)
56. Romeu e Julieta – William Shakespeare (Adaptação: Isabel de Lorenzo) (Me comoveu as declarações de amor)
57. A maldição do tesouro do faraó – Sérci Bardari (Tinha ligação com Tutancâmon, uma maldição e um museu)
58. Um rosto no computador – Marcos Rey (Acho que era história de rackers – ou simplesmente um rosto na tela - e um paralítico que o vencia)
59. O noviço e Juiz de Paz na Roça – Martins pena (Adaptação: Martins Pena) (Livro em forma de peça de teatro)
60. Cyrano de Bergerac – Edmond Rostand (Rubem Braga) (Um esgrimista francês que era feio, narigudo, mais era o melhor de todos com a espada. O fim do livro é ele velho e acabado, mas ainda bom lutador e respeitado por todos)
61. Sexualidade, um bate papo com o psicólogo – Ênio Brito Pinto (Livro em forma de conversa, muito gostoso de ler)
62. Sonho de uma noite de verão – William Shakespeare (Adaptação: Ana Maria Machado) (Uma fantasia total numa floresta e seres imaginários)
63. O grande mentecapto – Fernando Sabino (Viagens de um doido por terras brasileiras. Lembro-me de uma cena muito linda que se passa em Congonhas do Campo, junto aos profetas de Aleijadinho, onde o Mentecapto tem visões e coisas do tipo, tudo muito bem escrito)
64. Para gostar de ler I – Crônicas de autores famosos
65. Para gostar de ler II – Crônicas de autores famosos
66. Para gostar de ler V – Crônicas de autores famosos
67. Brás, Bexiga e Barra Funda – Alcântara Machado (histórias paulistanas).
68. Auto da barca do Inferno – Gil Vicente (embate entre anjos e demônios).
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Não me lembro de muitos outros livros dessa fase. E também não vou colocar livros de escola nessa lista.
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No terceiro ano, lembro que li e escandiei, junto com um amigo, TODOS os poemas do livro:
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69. Espumas Flutuantes – Castro Alves (Lindíssimo! Um super poeta que tivemos. Versos metrificados, rimas bem feitas, vocabulário vasto. Adorei!)
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No intercâmbio (2002): (A partir desse ponto, todos os livro serão resenhados)
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Voltei a ter disciplina pra ler, por isso essa fase está colocada como uma zona de separação. Procurei comprar uns livros, pegar com conhecidos e etc. Foi ótimo!!!
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Os livros principais dessa fase, são:
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70. Conto da ilha desconhecida – José Saramago
71. O banqueiro anarquista – Fernando Pessoa
72. Baía dos Tigres – Pedro Rosa Mendes
73. Death Poets Society – N. H. Kleinbaum (O único livro em inglês que li inteiro)
74. Diário Noturno – Gabriel, o pensador
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Tem outros menores que eu não lembro, uns livros pequenos em alemão, coisas do tipo.
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Depois do intercâmbio:
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75. Cem anos de solidão – Gabriel Garcia Marquez (tem um texto falando coisas vagas)
76. Ensaio sobre a cegueira – José Saramago (só tem uma poesia sobre ele)
77. Fausto I - Goethe
78. Amar, verbo intransitivo – Mario de Andrade
79. Terras do sem fim – Jorge Amado
80. Intermitências da morte – José Saramago
81. Evangelho segundo Jesus Cristo – José Saramago
82. Primeiras estórias – João Guimarães Rosa
83. A grande arte – Rubem Fonseca
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Talvez existam outros livros, mas eu não me lembro. Se estiver faltando, será um, no máximo dois...
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Livros já resenhados:
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Acho que o primeiro livro resenhado desse blog é:
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84. A hora a estrela – Clarice Lispector. O título dessa resenha, na verdade, é: Macabéia...
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Antes dele, escrevi coisas baseadas em livros, mas nada que pudesse ser chamado de “Resenha ou quase”.
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Outros já resenhados:
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85. Grande Sertão: Veredas – João Guimarães Rosa (primeira vez que eu procurei ir fundo numa resenha)
86. Perto do coração selvagem – Clarice Lispector (na minha opinião, é uma das melhores resenhas desse blog)
87. Manuelzão e Miguilim – João Guimarães Rosa
88. Vidas secas e Angústia – Graciliano Ramos (Estão juntas)
89. A maçã no escuro – Clarice Lispector
90. Dom Casmurro – Machado de Assis
91. Livro com os contos: “A cartomante”, “Uns braços”, “Conto de escola”, “O alienista”, “O espelho”, “Um homem célebre” e “A causa secreta” – Machado de Assis (Há uma resenha comparando ele com Guimarães Rosa, falando um pouco de Primeiras estórias)
92. Heloísa – Benita Carneiro
93. Pipas e Porões – Dilza Pino Nilo
94. O processo – Franz Kafka
95. A viagem do elefante – José Saramago
96. O filho Eterno – Cristóvão Tezza
97. Sagarana – João Guimarães Rosa
98. Dom Quixote – Miguel de Cervantes Saavedra
99. A metamorfose – Franz Kafka
100. Mensagem – Fernando Pessoa
101. Memorial do Convento – José Saramago
102. Bendições – Max de Figueiredo Portes
103. Madame Bovary – Gustave Flauber
104. A Fábrica – Danilo Ferraz
105. O assassinato e outras histórias – Anton Tchekhov
106. O coração das trevas – Joseph Conrad
107. Caim – José Saramago
108. Contos de amor, de loucura e de morte – Horacio Quiroga
109. Cândido ou O Otimismo – Voltaire
110. Os sofrimentos do jovem Werther – J. W. Goethe
111. Outra volta no parafuso – Henry James
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São 17 resenhas que ainda precisam ser feita!!!
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Não vou colocar prazo pra terminar isso e, se lembrar de outros livros, acrescentarei aqui.
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domingo, 12 de dezembro de 2010

Post 767 - Boing Blogger

A dor AÇÃO
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Fui ver esta peça no Sátyros I, domingo, dia 12, às 21 horas.
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Não achei informações no site da companhia para colocar aqui no blog. Li, em outro lugar, que a direção é de: Fabio Penna.
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Achei a peça curta demais. Quando comecei a entrar no clima, já estava acabando, e acredito que não aconteceu só comigo. Prova disso, foi a impressão, muito clara, de que as palmas foram puxadas pelos atores.
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Como disse um colega, é meio vazia de conteúdo. Unicamente apelativa, com cenas de pessoas nuas, chicotadas, velas no corpo, uma atriz coloca agulhas na carne (a parte mais impressionante!), mas ficou faltando o que viria depois do choque, depois de colocar o espectador contra a parede.
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O que se coloca enquanto nos colocam contra a parede?!
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Ou seja, restou um clima de: “E daí?!... Por que tudo isso?”
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Ou melhor: “Coitada da moça que se picou!!!”
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Entendo que o objetivo possa ser simplesmente causar incômodo, dizer pequenos textos com frases sobre a podridão humana, e tentar gerar, dentro do ouvinte, alguma identificação com tudo aquilo, desvelando instintos e perversões que desconhecíamos em nós.
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Mas faltou peso!!!
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Se um intuito arrojado não é cumprido, a decepção tende a ser maior!!!
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Já vi os “100 dias de Sodoma” que tinha uma pegada parecida, mas possuía mais densidade nas figuras do elenco, indo assim, mais além. Já essa, não poderia ter parado onde parou.
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Acho que a reclamação que levantei aqui, a respeito dela ser curta, tem a ver com isso e não com a duração em si. A impressão de ser curta tem pouco, ou nada a ver com o fato dela ter menos de uma hora. A peça poderia ter os minutos que teve e ser completa, deixando, ao término, uma sensação de fechamento.
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Enfim...
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Nas artes, por mais que se desconstrua, que se queira chocar, destruir, depravar, rearranjar, banalizar, esgarçar, distorcer, denunciar, deturpar, escrachar, delatar, refazer, desnaturar, inverter, contrariar, desvirtuar, instaurar, reimaginar, desmoronar, corromper, repavimentar, acusar, perverter, reciclar, acoimar, adulterar, apontar, culpar, fuder, entre outras coisas semelhantes, alguns elementos são imprescindíveis, milenares!!!
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Ela ser curta tem a ver com texto, direção e atuação, imprescindíveis para um teatro com T maiúsculo.
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Infelizmente, faltou tudo isso.
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Pronto, falei!!!
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Doutor Fausto



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Depois de um tempo lendo livros um pouco menores, resolvi começar “Doutor Fausto” do “Thomas Mann”. É um tijolo de mais de 700 páginas. Li umas 30, até agora. Estou achando bem interessante! Vai demorar pra acabar, mas não tenho pressa...
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Aí vai um trecho:
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“Eu gostaria de saber com que olhos teriam então observado àquele homem de Wittenberg que, segundo nos contava Jonathan, ideara, uns cento e tantos anos atrás, o experimento da música visível, que nos era às vezes apresentado. Entre os poucos aparelhos de física de que dispunha o pai e Adrian, existia uma chapa de vidro redonda, que adejava livremente e só no centro repousava num pino. Nela se reproduzia o referido milagre. Pois a chapa estava polvilhada de areia fina, e Jonathan a fazia vibrar, tocando-a de cima para baixo com um velho arco de violoncelo. Em virtude dessas oscilações, a areia deslocava-se e coordenava-se em figuras e arabescos assombrosamente precisos e variados. Essa visão da acústica, na qual se uniam atraentemente clareza e mistério, a lei e o pródigo, muito agradava a nós, os meninos; mas era também para alegrar o executante do experimento que amiudadamente lhe pedíamos que o repetisse.” Doutor Fausto – Thomas Mann
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