quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

2011 - On the road – Jack Kerouac



Falar mal de On the Road pode provocar brigas, caso alguém que goste muito do livro leia este post.

Mas eu vou falar!

No entanto, ninguém pode deixar de reconhecer que este livro ajudou a trazer, em alguns aspectos, o mundo para o ponto em que ele se encontra hoje, no que há de bom e no que há de mal. Escritores, músicos, ativistas, artistas plásticos, bem como, movimentos sociais, culturais e comportamentais tiveram esta obra, e outras que floresceram em torno dela, como fontes de inspiração.

Ou seja, ele é bárbaro neste ponto!

E eterno também, pois acho que a rebeldia jovem e a procura pelos ícones juvenis de outras gerações sempre existirá, por mais que o mundo mude. E acredito que, neste eterno movimento, enquanto ele durar, On the Road será uma das grandes procuras.

Mas a arte não é só isso, mesmo que o que tenha sido apresentado até aqui não seja pouco!

A arte é também gerar belezas que continuem tocando os corações, maduros ou não, de gerações e mais gerações futuras. Pois isso transcende. Não é simplesmente permanecer relevante por se apoiar no fato de ter sido uma obra icônica de um tempo. É continuar tocando mesmo após 3 leituras, e acho que On the Road não é expressiva a este ponto.

On the Road, nos dias de hoje, soa como uma viagem literária interessante, mas nada profundamente envolvente!

Eu curti muito mais ler a avalanche transgressiva do livro Pornopopéia do Reinaldo Moraes, que ler as tentativas de Sal Paradise, personagem que escreve a obra, e as intensidades suicidas de seu amigo: Dean Moriarty, este sim, personagem cativante.

Mas, no fundo, são apenas relatos de desvarios e mais desvarios que poderiam ser resumidos em menos espaço.

Entendo que Jack Kerouac viveu muito do que relatou. Ele presenciou algumas das cenas tresloucadas que ele mesmo apresenta nos seus relatos, e isso confere força à obra. Entendo que seu fluxo de palavras é intenso e foi inovador na época, mas isso passou.

On the Road é um livro legal para ler sem compromisso, viajando, dentro do metrô, na hora do intervalo de alguma aula, é isso!!!

Esperava mais e a obra não atendeu!




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