Como se pode postar no dia 29 de Fevereiro apenas uma vez a cada quarto anos, vou aproveitar e colocar umas palavras aqui. Antes, fui ver se no ano de 2008 eu havia colocado alguma coisa com o mesmo intuito, ou seja, simplesmente postar qualquer coisa nessa data, e vi que sim. Havia um texto nesta data.
O endereço é este:
Nunca ouvi falar que quatro anos formam um ciclo de vida, de astros ou de alguma coisa. Sei apenas que em quatro anos uma vida pode ser mudada, em quatro se faz uma faculdade, se conhece alguém e se casa, e muitas outras possibilidades de realização.
Desde vinte e nove de Fevereiro de 2008, minha vida mudou demais, eu mudei bastante, e mudei pra bem melhor, graças a Deus!
Não acredito mais numa felicidade facilitada, inquebrável, sem altos e baixos, coisa que acreditei e que me fez revoltar por uma boa dúzia de vezes. Não há escape para todas as dores, não há uma fórmula para não sofrer. O sofrimento, em suas diversas origens e intensidades, faz parte do homem vivente. Escapar a isso, ter nisto uma obsessão e renegar todo e qualquer incômodo que se possa ter é um caminho para o suicídio.
Negar a dor é negar, a longo prazo, a própria vida, o dia-a-dia, a rotina, a condição da carne, enfim. Não é a dor, mas o COMO senti-la! Isso sim é parcialmente controlável e isso sim é o que mais conta!
Realmente eu passei períodos de extrema infelicidade e, acho que, só não entrei em depressão profunda porque não tenho forte esta tendência dentro de mim, senão o abismo teria sido ainda mais fundo. Mas, nem por isso, deixou de ser abissal.
Não tenho coragem de dizer aqui todas as coisas que passei. Ou, pelos menos, ainda não tenho coragem. Mas penso seriamente em deixar registrado a maior quantidade possível dos meus maiores incômodos passado, e outros ainda brandamente próximo, que eu conseguir lembrar, num arquivo que guardarei aqui no meu computador. Uma infinidade de medos, angústias, invenções malucas da cabeça, depravações, revoltas, brigas, falta de sonhos e realizações, lágrimas e sorrisos embriagados!
Mas a vida é feita disso mesmo!
Quem lê meu blog com certa freqüência pode estar achando estranho eu estar me abrindo desta maneira aqui, quando geralmente o que eu faço é, ou escrever sobre coisas que eu simplesmente pensei, ou escrever sobre coisas que li e vi, ou escrever sobre mim, mas de maneira cifrada.
Enfim, hoje está assim!
Um texto aberto, leve, descompromissado, fluido que estou escrevendo quase na velocidade da leitura!
Me pergunto agora... E em vinte e nove de Fevereiro de 2016, como eu estarei?! Trinta e dois anos nas costas, mestrado terminado! O que mais o futuro me reserva?!
Não sei a resposta, mas arrisco dizer que estarei melhor do que hoje!
O tempo dirá!!! Mas muitíssimo de sua resposta virá das minhas próprias escolhas e condutas!



