quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Ópera Salomé (Ópera) – Resenhas 2014

 
Esta ópera trágica de Strauss é baseada nos escritos de Oscar Wilde, que por sua vez se baseiam nos Evangelhos de Mateus e Marcos. Basicamente, a ópera é a dramatização da decapitação de São João Batista, e os acorridos antes e depois desta tragédia.
 
Salomé se sente atraída pelo profeta prisioneiro Lokanaan (São João Batista) e se insinua para ele. Este, por sua vez, não demonstra interesse algum pela mulher que se sente ofendida. Numa festa, após uma dança em que a protagonista seduz o Rei Herodes, Salomé consegue que este lhe prometa dar absolutamente qualquer coisa que ela quiser, então, ela pede a cabeça do profeta, numa clara atitude de vingança.
 
O rei tenta dissuadi-la desta escolha oferecendo uma série de outras possibilidades, mas ela se mantém irredutível. Então o combinado se concretiza. São cenas pesadíssimas, de uma densidade extrema. A música é muito forte, marcante, e as vozes são trabalhadas de maneira a realçar os gritos, o sofrimento, as intenções sórdidas dos personagens. Grandes crescentes e discussões acirradas, com extensas argumentações, num clima meio apocalíptico e depravado.
 
Após esta passagem, inicia-se uma série de cenas onde a insanidade de Salomé fica evidente, crescente, atingindo níveis vergonhosos, como a passagem em que ela se enrosca com a cabeça decapitada do profeta, desejando aquele mero objeto, beijando, se roçando, consumindo-se no ato obsessivo de consumo de algo que não lhe pertenceu.
 
O libreto é de Hedwig Lachmann e a montagem original estreou em Dresden na Alemanha, no ano de 1905.
 
A montagem que fui ver ficou em cartaz no Theatro Municipal de São Paulo de 06 a 20 de Setembro de 2014.
 
Pelo que me lembro, o palco possuía o chão inclinado, havia colunas em ruínas, indicando que ali aconteceu alguma guerra e que o império estava em decadência. Neste cenário único, havia duas passagens: uma que levava para fora do palco e uma entrada subterrânea onde ficava enclausurado o profeta.
 
O cantor que interpretou Lokanaan possuía um peso cênico e um timbre de voz forte marcante, conseguindo realmente dar a força necessária para um personagem tão denso quanto o de um profeta que é considerado o precursor de Jesus Cristo, o responsável pelo seu batismo e conversão, além de ser peça fundamental de algumas renovações ocorridas no Judaísmo e que posteriormente influenciaram os rituais cristãos que se espalharam por todo mundo.
 
 
Ficha:
 
Temporada: Terça, quinta e sábado 20h | domingo 18h
06 a 20 de Setembro de 2014
 
 
SALOMÉ - RICHARD STRAUSS
 
Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
John Neschling – Regência
Livia Sabag – Direção Cênica
Nicolás Boni – Cenografia
Veridiana Piovezan – Figurinos
Wagner Pinto – Desenho de Luz
André Mesquita – Coreografia
 
Salomé
Nadja Michael (dias 06, 09, 11 e 14/09)
Annemarie Kremer (dias 16, 18 e 20/09)
 
Herodes
Peter Bronder (dias 06, 09, 11, 16 e 20/09)
Jürgen Sacher (dias 14 e 18/09)
 
Herodias
Iris Vermillion (dias 06, 09, 11, 16 e 20/09)
Alejandra Malvino (dias 14 e 18/09)
 
Jochanaan
Mark Steven Doss (dias 06, 09, 11, 16 e 20/09)
Michael Kupfer (dias 14 e 18/09)
 
Narraboth
Stanislas De Barbeyrac (dias 06, 09, 11, 16 e 18/09)
István Horváth (dias 14 e 20/09)
 
1º Judeu
Paulo Chamié–Queiroz
 
2º Judeu
Rubens Medina
 
3º Judeu
Eduardo Trindade
 
4º Judeu
Miguel Geraldi
 
5º Judeu
Sérgio Righini
 
1º Nazareno
Carlos Eduardo Marcos
 
2º Nazareno
Sérgio Weintraub
 
1º Soldado
Saulo Javan
 
2º Soldado
Paulo Menegon
 
Capadócio
Jessé Vieira
 
Pajem de Herodias
Lídia Schäffer
 
Escravo
Elisabeth Ratzersdorf
 

 

Philomena (Filme) - Resenhas 2014




O filme é baseado em fatos reais. A freira Philomena, interpretada lindamente por Judi Dench, tem seu filho colocado para adoção sem seu consentimento, um procedimento comum adotado pela Igreja Católica na Europa dos anos 50. Após meio século, e muita vontade de descobrir o paradeiro da criança, Philomena decide sair a procura do rebento, conseguindo apoio de um jornalista, interpretado por Steve Coogan. O duo inusitado passa por diversas situações interessantes e profundas, que faz nascer entre eles uma simpática cumplicidade.

Apesar do tema triste e denso, a maneira como foi conduzida a trama, juntamente com a interpretação sutil e até inocente de Judi Dench, dão ao filme um ar aprazível, em alguns momentos menos duro, em outros mais profundos sem, no entanto, cair num tom apelativo que poderia surgir de uma super exploração do tema central.
 
Na verdade, existiriam muitos caminhos possíveis de adensamento do tema sem que necessariamente a obra soasse exageradamente dramática. O caminho adotado é mais uma escolha de condução e criação do roteirista e do diretor.
 
Senti-me convencido pelo caminho adotado.

E, achei até muito divertido! Philomena possuía, a despeito dos acontecimentos vividos, uma maneira diferente e leve de ver as coisas. É bastante lúcida e despachada, enfrentando as passagens com maturidade e resignação.
 
Muito gostoso de assistir!
 

Ficha técnica (bem bolada):
 
Título: Philomena (Original) 
Ano produção: 2013 
Dirigido por: Stephen Frears   
Estreia: 14 de Fevereiro de 2014 (Brasil)
Duração: 98 minutos 
Gênero: Drama
Países de Origem: EUA, França, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
Roteiro: Jeff Pope, Martin Sixsmith, Steve Coogan

Elenco: Amber Batty, Amy McAllister, Anna Maxwell Martin, Barbara Jefford, Cathy Belton, Charissa Shearer, Charles Edwards, Charlie Murphy, D.J. McGrath, Elliot Levey, Florence Keith-Roach, Frankie McCafferty, Gary Lilburn, George Fisher, George Michael Rados, Harrison D'Ampney, Jordan King, Judi Dench, Kate Fleetwood, Mare Winningham, Marie Jones, Martin Glyn Murray, Michelle Fairley, Nicholas Jones, Nika McGuigan, Paris Arrowsmith, Peter Hermann, Rachel Wilcock, Rita Hamill, Ruth McCabe, Saoirse Bowen, Sara Stewart, Sean Mahon, Simone Lahbib, Sophie Kennedy Clark, Steve Coogan, Tadhg Bowen, Vaughn Johseph, Wunmi Mosaku

 
 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Dolor

Como me machucam,
 
O Corpo
 
A Mente
 
A Alma
 
E o Espírito,
 
Minhas criações
 
Que se me minguam
 
Dentro
 
E fora
 
De mim!
 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Praia do Futuro (Filme) - Resenhas 2014

 
Fui esperando uma coisa e acabei encontrando outra que não me agradou tanto!
 
Pensei num filme mais vivo do que o que presenciei. Achei que encontraria atores brasileiros mais atuantes, realizando um trabalho de alcance internacional, mas a estética fria, a trama meio parada me decepcionaram.
 
Achei que seria um filme com elementos mais diversos, mais vida, mais expressividade, com qualidades maiores, algo mais elaborado, fazendo jus ao trabalho multicultural.
 
Não senti nem o espírito brasileiro, nem o espírito alemão, que também conheço! E além do mais, o entrosamento entre os dois protagonistas estava longe de transmitir alguma verdade!
 
Senti falta de peso, falta de acontecimentos, falta de profundidade, falta de fala, falta de atuação, falta de qualidade, falta de montagem, falta de ritmo, falta de um porquê para fazer este filme.
 
Não gostei do que vi!
 
 
FICHA TÉCNICA (Bem Bolada!)
 
Gênero: Drama
Direção: Karim Ainouz
Roteiro: Felipe Bragança, Karim Ainouz
Elenco: Christoph Zrenner, Clemens Schick, Demick Lopes, Emily Cox, Fred Lima, Ingo Naujoks, Jean Philippe Kodjo Adabra, Jesuíta Barbosa, Maj. Barreto, Marcus Davis Andrade Braga, Natascha Paulick, Sabine Timoteo, Savio Ygor Ramos, Sophie Charlotte, Thomas Aquino, Wagner Moura, Yannik Burwiek
Produção: Geórgia Costa Araújo, Hank Levine
Fotografia: Ali Olay Gözkaya
Montador: Isabela Monteiro de Castro
Título Original: Praia do Futuro
Duração: 1h 30min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 14 Anos
 
 

 

O Rei Leão (Musical) - Resenhas 2014

.

Que lindo ver saindo das telas para o palco algumas das cenas mais marcantes da infância da geração da qual faço parte.
.
Que vozes lindas, que temas lindos, que montagem feliz. Uma trama profunda e muito bem tecida, unida aos elementos africanos que tanto têm força em si!
.
Só poderia dar certo como deu e continua dando ao longo de tantos e tantos anos e montagens pelas quais a obra já passou e permanece.
.
O Rei Leão é a animação feita à mão de maior sucesso da história, segundo a Wikipédia.
.
Já o musical estreou em 1997 na Broadway e continua em cartaz, desde então, lá e em tantos outros lugares.
.
No Brasil teve a temporada diversas vezes prorrogada e só não continuou em cartaz porque, como nos falou um funcionário, o Teatro Renault não renova contrato por mais de dois anos com qualquer montagem que esteja lá. Sendo assim, o espetáculo estaria migrando para o México.
.
Emocionei-me já logo no primeiro grito da música “Circle of Life” e a emoção só aumentou conforme foram surgindo os animais, os filhotes, os elefantes, as girafas, os Gnus e outros tantos.
.
Foi ótimo! Saímos anestesiados e contando quantas vezes tínhamos chorado ao longo do espetáculo!
.
As soluções cênicas para os acontecidos na animação são muito bem boladas! E as músicas adicionais são lindas e acompanham as belezas das canções da animação.
.
Mas a surpresa maior, para mim, foi a música que o Mufasa canta para o Simba e que não faz parte do vídeo clássico da Disney.
.
Essa música acontece após o Simba, em seu ímpeto desbravador e infantil, ter desrespeitado os ensinamentos de seu pai. Por esta atitude, ele corre risco de vida, mas Mufasa vai em seu auxílio e o salva.
.
Após este episódio, ele o perdoa e vai além cantando que as coisas da natureza e de Deus estão dentro dele.
.
Não me contive e tive que ir atrás da música.
.
Que profundidade, que força tem esse tema!

.
Que maravilha de composição bem arranjada, falando das coisas da natureza e das hierarquias espirituais que nos guardam a todos nós, homens, animais, plantas, seres vivos e seres silentes que vibram cada qual em sua ordem e grandeza, fundindo-se no funcionamento de todas as belezas possíveis de existir! As belezas do Criador!
.
 
Segue o vídeo: 
 

 

Relatos Selvagens (Filme) - Resenhas 2014

Um pouco o espírito de filmes do Quentin Tarantino.
 
A loucura da violência arrebentada nas telas, colocada ao máximo, ao sem limite, ao além de qualquer limite que se queira tentar, uma tentativa de alcance do desprezo total por qualquer civilidade, um risco desmedido por se arriscar sem freios, sem medos, sem nada, uma barbárie infestada de cotidiano, o aniquilamento de qualquer relance de polidez, o aprofundamento visceral dos instintos mais insanos, o escracho total, a total infestação dos nervos por qualquer coisa que se queira fazer visceralmente naquele momento, a exploração do lado animal do homem, nosso lado mais arisco, nosso lado mais primitivo, mais primeiro, mais verdadeiro, mais baixo, mais básico, mais nosso, mais visceral, mais carne e osso, mais socos e vinganças, o humano desumanizado, ou demasiado humano, o humano implodido pelo Niilismo das situações sociais, pela simples vontade de se fazer o que se quer naquele momento, sem se importar com as consequências, sem se importar com o que vai ou não resultar, ou ainda sabendo dos desastres que estão por vir, mas que mesmo assim se opta por encará-los, deixando que o caos se instaure, se faça sentir, se faça nos encharcar das tantas coisas ordinárias que por aí existem, mas que não se quer mais suportar, e se escolhe corroborar com a languidez da ordem, da moral e dos costumes, esquartejar o que nunca fez sentido, esquadrinhar o caos com as mais belas linhas do nojo, as mais belas curvas do desespero, os mais belos quadros da selvageria.
 
Seis episódios que repassam nossos pontos mínimos e/ou máximos, pela lente de um belo humor-negro latino-americano.
 
Nunca tinha visto um filme assim feito aqui por estes nossos lados de mundo! Achei inovador, criativo, corajoso!
 
Ficha Técnica:
Gênero: Comédia
Direção: Damián Szifron
Roteiro: Damián Szifron
Elenco: Darío Grandinetti, Diego Gentile, Diego Velázquez, Erica Rivas, Julieta Zylberberg, Leonardo Sbaraglia, Liliana Ackerman, María Marull, María Onetto, Mónica Villa, Nancy Dupláa, Oscar Martínez, Osmar Núñez, Ricardo Darín, Ricardo Truppel, Rita Cortese
Produção: Agustín Almodóvar, Esther García, Hugo Sigman, Matías Mosteirín, Pedro Almodóvar
Fotografia: Javier Julia
Montador: Damián Szifron, Pablo Barbieri Carrera
 
 

Rio, eu te amo (Filme) - Resenhas 2014

Da coleção de filmes “Cidades do Amor”, uma série já retratou Nova York e Paris.
 
 
 Agora foi a vez do Rio.
 
10 episódios passados na cidade maravilhosa, dirigidos por nomes famosos do cinema nacional e internacional.
 
Gostei de alguns. Já outros foram bem fracos!
 
 
 - Listagem:
 
Dona Fulana, por Andrucha Waddington - Fernanda Montenegro e Eduardo Sterblitch protagonizam uma estória rápida, gostosa e despretensiosa.
 
La Fortuna, por Paolo Sorrentino – Um tanto horrenda, mas engraçada.
 
A Musa, por Fernando Meirelles e Cesar Charlone – Não gostei! Achei muita loucura pra pouco resultado.
 
Acho que Estou Apaixonado, por Stephan Elliott – Interessante e bem humorada. O fim é um tanto inusitado.
 
Quando Não Há Mais Amor, por John Turturro – Achei ruim. Um pouco inexpressivo.
 
Texas, por Guillermo Arriaga – Um dos melhores! Impactante, bem construído. Passa o recado de maneira forte e comovente!
 
O Vampiro do Rio, por Im Sang Soo – Engraçado e bizarro! A cena da dança do Tonico Pereira é fabulosa!
 
Pas de Deux, por Carlos Saldanha – Lindo! O misto de diálogo, dança e animação criam um universo singelo e bastante artístico.
 
O Milagre, por Nadine Labaki – Uma graça! O menino é um show à parte!
 
Inútil Paisagem, por José Padilha – Gosto muito do Wagner Moura, mas esse episódio é uma porcaria! Jogado demais, sem peso. Soa até meio desrespeitoso com quem vai assistir.
 
 
Ficha Técnica:
 
Gênero: Drama
 
Direção: Andrucha Waddington, Carlos Saldanha, Fernando Meirelles, Guillermo Arriaga, Im Sang-soo, John Turturro, José Padilha, Nadine Labaki, Paolo Sorrentino, Stephan Elliott, Vicente Amorim
 
Roteiro: Andrucha Waddington, Carlos Saldanha, Fellipe Barbosa, Im Sang-soo, John Turturro, Nadine Labaki

Elenco: Basil Hoffman, Bebel Gilberto, Bruna Linzmeyer, Cláudia Abreu, Débora Nascimento, Eduardo Sterblitch, Emily Mortimer, Fernanda Montenegro, Harvey Keitel, Jason Isaacs, John Turturro, Land Vieira, Laura Neiva, Marcelo Serrado, Márcio Garcia, Michel Melamed, Nadine Labaki, Regina Casé, Roberta Rodrigues, Rodrigo Santoro, Ryan Kwanten, Stepan Nercessian, Tonico Pereira, Vanessa Paradis, Wagner Moura
 
Produção: Emmanuel Benbihy, Valéria Amorim


Sobrevivi ao Holocausto (Filme) - Resenhas 2014





O filme mostra a força do perdão e da integridade de um homem que tanto sofreu, que superou e que manteve sua beleza, sua sanidade, sua hombridade. A película coloca em contato a sabedoria de alguém mais vivido e a contrapõe ao espírito do jovem atual (ou de qualquer tempo moderno) que ainda se sente indignação frente a coisas imutáveis e distantes de seu tempo e de seu espaço.
 
Um documentário delicado, honesto, bem organizado, câmeras abertas, diálogos abertos, locais de muita história, o velho e a jovem juntos caminhando e resgatando os horrores de um dos episódios mais vergonhosos para o espírito humano.
 
O senhor protagonista, Julio Gartner, mora aqui em São Paulo numa rua próxima daqui de casa. Pude notar isso no final do documentário quando aparecem todos seus filhos e netos no apartamento que ele mora há tantos anos.
 
Um senhor simpático, brando, culto, sabedor de alguns idiomas, como pode ser notado ao longo das conversas, dotado de uma maneira tão humana no expressar de suas palavras. Uma figura cativante e muito comovente! Só ele já valeria a ida ao cinema!
 

Mais dados do Filme:
 
Resumo: Julio Gartner é testemunha ocular do Holocausto. Sua história pessoal, entre 1939 e 1945, confunde-se com o maior crime já cometido pela humanidade, o assassinato de seis milhões de judeus de forma planejada e industrial. O documentário acompanha este sobrevivente do Holocausto, que mostra pessoalmente o que viveu antes, durante e depois da tragédia. Durante mais de três semanas, a equipe filmou os locais onde tudo aconteceu. Sempre acompanha- dos de Julio Gartner e de Marina Kagan, uma brasileira tão jovem quanto o Julio que viu o fim da guerra, recém libertado dos campos de trabalhos forçados. Marina estabelece o encontro do passado com o presente. (Fonte: www.exibidor.com.br )
 

FICHA TÉCNICA (Bem Bolada!)

Gênero: Documentário
Direção: Caio Cobra, Marcio Pitliuk
Roteiro: Márcio Pitliuk
Produção: João Pedro Albuquerque
Elenco: Julio Gartner, Marina Kagan
Duração: 90 min.
Ano: 2014
País: Brasil
Cor: Colorido
Estreia: 21/08/2014 (Brasil)
Classificação: 12 anos