domingo, 29 de novembro de 2015

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

32 e algumas

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O que se espera em cada passagem da vida?
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A razão construída pelo pensamento?
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Não, acho que isso é a pequenez de quem idolatra o tempo!
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A emoção intraduzível, ainda que sutilmente controlável?
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Sim, isso me parece agora ser o ponto!
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Acho que sim!
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Ao menos me parece ser assim agora!
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Amanhã pensarei da mesma forma?!
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Isso ele mesmo me dirá!
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Talvez a emoção indizível de agora
me possa
após tantos anos
datar o findar
de minha enormidade

hiper-pensativa
que tanto me perturbou
em silêncio
sem que eu soubesse
o que ela queria de mim.
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Fronteira

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O rebento de um ventre
A fronteira de um número
Ou mais um único lívido segundo
Na realização de uma respiração
Que nunca mais voltará
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Eu não tenho
Mais
Agora
Medo de minha idade
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32 anos e 3 minutos
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Se é mais um dígito
E algo menos que digito
Neste meu descaso literário 
Pouco agora me importa
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Desejo a mim próprio
Um brando respiro
Futuro de cada amanhã
E isso é a verdadeira poesia
Do ano que vira
Sempre em cada manhã
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Se desfaleço
Ou se permaneço
Mais a mim
É que atual pertenço
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Assim penso agora
E assim é melhor
Pois a idade da vida reconstrói
Mais do que as palavras escritas
Aquilo que o esquecimento
Desfez por sabedoria
No ato da recriação
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No momento
Da reencarnação
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E ela exige 
Mais vida
Do que teoria
Mais prática
Do que arte
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Sutil 32

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Talvez a sensação sentida no dia do nascimento não seja simplesmente a euforia de uma data marcada pelo calendário e celebrada pelos tantos inumeráveis, muitos inomináveis e alguns irreconhecíveis amigos das redes sociais.
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Talvez a sensação sentida no dia do nascimento seja a energia emanada para nós, pela alegria de nossos guardiões superiores, ao lembrarem de nossas almas encarnando para uma nova vida que eles tanto acreditaram, ainda que, nós mesmos, por vezes, esqueçamos de tamanha esperança depositada em nossos seres.

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Um ato de relembrança anual!
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