quinta-feira, 30 de março de 2017

Tantas Quaresmeiras

Quando
a
gente
se
doa,
gente
se
ganha
de
presente!

Presente
ganha
se
a
gente,
quando
se
doa
de
gente!

Se
doa
feito
gente!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Perpetuação!

Quando
a
criança
deixar
de
ser
uma 
explosão
de
energia
e
comoção,
é
sinal
de
que
a
humanidade
está
se
abandonando!

Daí
surgirá
uma
nova
criança,
uma
nova
humanidade!


Milton Nascimento - PORTAL DA COR


Este
homem
explode
simplicidade!!!

Quando
ele
morrer,
eu
ficarei
um
pouco
órfão!!!


sábado, 18 de março de 2017

12 anos de Blog

Fiz uma limpeza geral nuns escritos que estavam guardados aqui há muitos anos.

Eram papéis de um caderno que depois eu arranquei, papéis de rascunho que eu escrevia e colocava numa pilha e etc.

Hoje foi o dia de dar um destino a tudo isso, obviamente aproveitando que o Blog está fazendo 12 anos.

São coisas que escrevi há quase 10 anos, mas também há outras um pouco mais recentes que também estavam meio jogadas.

Alguns textos são seguidos de comentários que fiz hoje mesmo. Foi uma maneira de estabelecer um vínculo entre o passado e o presente; o que penso em relação ao que eu pensava e escrevia.


É sempre bom organizar a papelada!


Folhas avulsas 1 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

É necessário equilibrar-se na vida a ponto de saber se situar de maneira adequada em cada situação. Isso pode trazer muito esclarecimento e fluidez porque, se a realidade está boa, notá-la, trará satisfação e pulsão de prazer pelo que se tem. Acredito que a percepção da realidade de forma ampla pode trazer plenitude e até mesmo alívio frente a pequenos e médios percalços que tenham surgido em outros momentos. Notar bem a realidade, melhorando as mediocridades e desfrutando as belezas, esta pode ser uma forma interessante de se portar perante a existência!


Comentário atual: Interessante esse texto! Eu devia estar passando por algum momento bom quando escrevi esse parágrafo.

Folhas avulsas 2 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

Como já disse sua mãe: melhor se arrepender de fazer do quê de não ter feito.

Imagine-se velho, com mais de 50 anos, olhando para trás, reconhecendo com sua possível futura sabedoria as tantas oportunidades desperdiçadas.

Se você, tendo o muito que tem, podendo o tanto que pode hoje em dia, já está ligeiramente triste e ansioso pelo não feito, pelo pouco não feito, imagine-se quando realmente não puder fazer nada para mudar sua história...

Você, aí sim, terá muitos motivos verdadeiros para se entristecer.

Faça sua vida valer a pena!

Se ela não vale é porque você não teve a firmeza para fazê-la melhor.

Você é seu maior parceiro.

Goste de si. Você sempre estará consigo.

Assim seu sono não será uma fuga apelativa, mas um descanso de corpo e alma que logo voltarão ávidos pelo belo inédito da vida que te é presenteado a cada manhã!

Comentário atual: Até existe uma realidade nessas palavras, mas acho fui duro demais comigo mesmo!


Outra coisa... Nem sempre é melhor se arrepender de ter feito do que de não fazer! 

Folhas avulsas 3 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

Entender não é poder fazer!

Comentário atual: A incapacidade de um rapaz perante as possibilidades que ele vislumbrava aos 24 anos. Provavelmente isso foi escrito antes de Novembro, então eu devia ter essa idade.


Hoje em dia, entender ainda continua, em grande medida, não poder fazer, mas existem caminhos suficientes a serem trilhados dentro daquilo que me cabe. 

Folhas avulsas 4 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

Construa boas relações humanas, pois a eternidade é muito tempo para não querer bem alguém ou para não ser bem quisto por alguma alma; ainda mais se esta alma já fora próxima de ti.

Comentário atual: Hoje em dia sinto um pouco diferente. Importo-me menos com a opinião dos outros, mas a primeira metade da frase ainda acho muito bonita!

Folhas avulsas 5 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

Superstições, algumas vezes, são formas de burrice. São burrices que as pessoas embasam em confusas argumentações intrincadas e dificilmente contra-argumentáveis.


Comentário atual: Superstições, quando não nos atrapalham de viver, devem ser vistas com respeito. Algumas delas podem esconder verdades inenarráveis!

Folhas avulsas 6 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

Como lidar com instâncias humanas que deveriam ser apenas naturais quando elas já se tornaram racionalizadas dentro de nós?!

Como renaturalizá-las?!

Como viver em paz e de maneira plena sabendo das causas e consequências das passagens cotidianas e corriqueiras que se passam comigo?

Pobre pobre.....

Comentário atual: Trazer a cabeça ocupada com coisas boas e a memória leve pode fazer com que nossas interioridades sejam arejadas e que determinadas durezas sejam superadas.

Folhas avulsas 7 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

O olhar para o outro deve ter um “quê” de ódio e amor, de inveja e compaixão.

Há um enfrentamento básico em todo o olhar, gesto, troca de palavras.

Há um enfrentamento, pois o outro não é você e em tudo que sai de ti está contido uma possibilidade aberta para a crítica.

A concordância total é muito improvável de acontecer e, por isso, um fundo de amor e ódio é necessário em todo gesto e olhar.

Os opostos devem ser compatíveis no espaço limitado que habita dentro de cada um. 

Comentário atual: Frases meio duras e palavras um pouco pesadas, mas é um texto arrojado!

Folhas avulsas 8 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

O poder que as palavras têm sobre aqueles que se inebriam por pouco.


Comentário atual: A sensibilidade e sua tendência a nos fazer alçar voos por vezes doloridos e por vezes prazerosos!

Folhas avulsas 9 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

A língua tem gosto de boca!

Folhas avulsas 10 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

Ser é automático. 

Estar é opção ou obrigação!

Folhas avulsas 11 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

É difícil esquecer o que se aprende de fato em si.

Os novos estímulos e anúncios de realidade me fazem resgatar sensações e imediatas conclusões já instauradas.

O mundo se nivela no conhecimento.

As barreiras caem e os espaços se costuram num campo vasto de consciência.

Tudo é tomado de uma impressão de posse e o antigo mundo conhecido se reapresenta ao novamente se representar de si.


Comentário atual: Bonito texto falando sobre o mundo que habita nele mesmo, o mundo que se faz repetir e aprofundar dentro dos homens, o mundo que salta aos olhos repetitivamente, e cada dia mais complexo, no desenrolar dos dias.

Folhas avulsas 12 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

Tive inveja daquela frase dita por mim...

Primeiro porque ela dizia, em si, mais do que eu posso dizer por mim.


E segundo que ela representava uma beleza de ideias contidas, nela mesma, que eu jamais serei capaz de ter em mim.

Folhas avulsas 13 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

O tremular frágil, porém intolerante de uma bússola em meio à tempestade...


Comentário atual: É bonito imaginar a agulha de uma bússola que continua apontando o norte mesmo com as oscilações do mar. A insistência da sanidade que, mesmo sendo dolorida, continua preferindo manter-se assim. 

Folhas avulsas 14 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

Eu sou e não me resta nenhum questão.

Me resta?

Pois assim sou de resto e, deste jeito, resigno-me aqui.

Lembro que quando não estava naquele lugar, fui tão mais presente lá. Caminhava livre por aquelas ruas e lugarejos.

Tão fixos são os lugares que me desvencilho com prazer daquele marasmo.

Não basta estar para se viver o entorno. Isto é muito pouco.

Não estava e por isso me lembro tão bem daquelas esquinas. Não haviam muitas, na verdade.

Esquina é qualquer lugar onde se cai em desuso de si por instantes.

Fiz um monte delas naquela cidadezinha. Encruzilhadas do humano. Encruzilhadas de mim.

Pouco que sou, nem pude enfrentar tanta coisa que por lá havia. Então, resignei-me nos cantos.

Fundei minhas esquinas nos lugares que me pareceram corretos e deixei um pedaço de dúvida caída em cada canto.

Fui povoando com pequenas estórias o inventário de novos seres e assim foram nascendo aqueles que me faziam felizes, mesmo estando eles, às vezes, tão mal de si.


Mas o que se faz é o que se gosta, e eu invento dúvidas onde nascem seres que habitam minhas esquinas.

Folhas avulsas 15 (Escrito em 2008) - 12 anos de Blog

Eu sou uma alma vazia e sozinha. Não sinto a companhia de Deus, nem de ninguém. Sou solitário... No fundo, somos solitários. Devemos estabelecer laços para amenizar a solidão. Devemos tentar acreditar na comunhão das almas para nos enganar e esquecer um pouco este estado lastimável de solidão.

No fundo, estamos sós. Ninguém nos segue sempre. Mesmo Deus não está humanamente presente. Deus se esgueira pela fragilidade das palavras e não está inteiro. Está na hipótese e a hipótese se caracteriza pela negação da certeza e, se não há certeza, não há fato.

E se não há fato, não me basta.

Tenho um aperto no coração. Não posso me matar, não posso sentir com intensidade.

Devo estar: comedido, esguio, pequeno, cerzido, podado, retraído, controlado. Não posso pensar o que penso, nem sentir o que sinto, pois não me faz bem. Devo me vigiar, punir minhas naturalidades que se exacerbam.

Fico pensando quando vai encerrar tudo isso. Nunca. Ainda vai demorar até que eu deixe desistir.

E por que passar por tudo isso? Deus não precisava ter me criado e eu, sinceramente, agora, não me sinto lisonjeado por isso.

Penso, dispenso, cogito, não acredito... Sou sempre assim!

As palavras são caminhos para o erro, mas eu gosto delas. O que hei de fazer? Gosto do pensamento e isso é natural em mim. Não há certezas e tudo é questão de se enganar.


Comentário atual: Provavelmente esse texto foi escrito para não ser publicado na época, mas agora tudo bem! Já é passado!

Folhas avulsas 16 (Escrito em 03/09/2008) - 12 anos de Blog

Raciocinar sobre o indizível.

A voz interna oscila do berro ensurdecido ao murmúrio inaudível do descaso ou da paz.

Apesar de não haver ouvido de som que os ouça, mas há o ouvido da alma.

E mesmo esse, às vezes, não sabe se ouve o que escuta ou se escuta o que ouve.

PLANEJAMENTO DE LIVRO

Título: Os ouvidos da alma

Vozes internas.
Diferentes discursos.
Incursões ao profundo.
Fluxo do pensamento.
Verdades internas que não serão explicitadas como internas e assim parecerão vividas.
A verdade pode ser mostrada como falsa no repetir de situações parecidas (Déjà vu) ou na negação de expectativas.
Crescente incongruência.
Não se sabe se morreu. Qual das vidas está?
A alma é uma só e ela leva consigo os seus ouvidos que não se distinguem entre as vidas.

Talvez colocar as datas: 10/11/1536 ou 12 de agosto de 2039, por exemplo.

Como tornar interessante?
Incessantes sacadas.
Frases fortes que exprimam boas ideias de maneira clara.
Não alongar muito.
Agilidade.
Foco.
Ser direto.


03/09/2008 - 4:28 da manhã

Folhas avulsas 17 (Escrito em 2009) - 12 anos de Blog

Nicho musical: 
Cadeia da realização independente em São Paulo

Com a influência da ESPM, eu passei a gostar menos de discursos muito teóricos. Perdi a crença de que eles conseguem resumir uma realidade. A ESPM é voltada para a prática, lá se ensina a fazer e não a pensar o método, e isso me influenciou. Eu quero muito ser professor porque acho bonito, tenho vocação para ensinar, gosto das palavras.

Não gostaria de fazer meus pais pagarem pelo meu mestrado, por isso quero prestar USP. Além disso, eu gosto de lá. Acho um centro de excelência e pesa no currículo ter um diploma da USP. A ESPM não pensa a comunicação cientificamente e não nos ensinou a pensar. Nem mesmo estimulou a pensar.

Já a mestrado da USP é, por excelência, um local onde se pensa cientificamente a comunicação e, talvez por falta de preparo, eu não sei por onde começar meu caminho, minha dissertação. Não consigo vislumbrar um tema.

Queria algo que eu gostasse, mas que também não fosse banal. Queria explicar, pela dissertação, algo que eu sentisse, que eu estivesse inserido e tivesse vontade de entender e, produzir uma forma de entendê-lo, por uma pesquisa e dissertação, seria ótimo.

Gosto de música e literatura, mas estou mais inserido no contexto musical.

Como eu poderia pensar cientificamente a música na comunicação? Como encontrar um tema relevante que englobe música e comunicação e que se encaixe nas linhas de pesquisa pré-estabelecidas pela ECA USP?

Que tema seria esse?

Como me colocar satisfatoriamente lá dentro? Como andar por um caminho que eu não sei qual é?


Comentário atual: Comecei com um título para pensar minha futura dissertação de mestrado, mas acabei entrando em pensamentos ainda anteriores sobre a ESPM e sobre como eu me sentia em relação ao processo que estava vivendo!

Folhas avulsas 18 (Escrito em 2009) - 12 anos de Blog

A intenção é um proto-pensamento!

Será o espírito, no fundo, escravo da carne?

O corpo, com seus ritmos e carências é, em primeira instância, o dono da palavra final?

Não que ele seja intolerante, mas é que as margens de nós podem estar, física e intrinsecamente, atadas a ele.

Seus movimentos são absolutos, enquanto que os da alma são relativos quando se vive.

Porto Seguro do espírito que necessita de âncora.


Arraste tua âncora pelas ruas e marque teu caminho com as mais profundas escolhas do itinerante fantasma: você.

Folhas avulsas 19 (Escrito em 2009) - 12 anos de Blog

Cada nova palavra posta na folha delimita o mais inédito limite do inexistente no testemunho em criação. Daí a dificuldade mais pontual da escrita: empurrar este limite rumo ao apenas vislumbrado e que, por vezes, nem mesmo vislumbrado está. Grande é a resistência apresentada pelo que ainda estava para se tornar realidade!


Comentário atual: Achei bonita a imagem da mão empurrando o limite da existência, fazendo vir à vida o que antes era apenas possibilidade artística. 

Folhas avulsas 20 (Escrito em 2009) - 12 anos de Blog

Deturpando frases célebres

“A imaginação é mais importante que o conhecimento”.

Daí se deturpa em um texto onde o sujeito imagina tudo errado por não conhecer direito as coisas e ficar imaginando tudo, enquanto outro adquire mais conhecimento e lê o mundo perfeitamente. Ao final, um termina louco (o imaginativo) e o outro terminar sábio (o que buscou conhecimento). 

Esse texto deve ter uma lógica profunda de criação, a fim de fazer frente suficiente à força da ideia contida na frase alvo.

Folhas avulsas 21 (Escrito em 2009) - 12 anos de Blog

Talvez as discussões das ciências humanas (unidade x diferença) se aquiete quando encontrarem paralelos irrefutáveis com as manobras do plano espiritual que perpassa a tudo e possui mais unidade de pensamento e estratégias mais alinhadas, apoiadas pelo absolutismo incontestável de Deus.


Comentário atual: Não me lembro exatamente o que me levou a escrever essa frase, mas estava numa fase de repensar os fatos históricos, tentando encontrar uma lógica que encaixasse melhor os erros e acertos da humanidade. Hoje em dia, ainda não cheguei a conclusões sobre tudo o que gostaria, mas a busca me levou a lugares mais interessantes! 

Folhas avulsas 22 (Escrito provavelmente em 2010) - 12 anos de Blog

Reconheça, sinta em si quais as suas possibilidades de ser. Sinta qual é a que mais lhe agrada. Qual é a que te fará mais pleno, aquela que te possibilitará ser o melhor de si, a que trará mais felicidade, firmeza, humildade, compaixão, plenitude, prazer de viver, estabelecimento em vida, prazer, capacidade de troca.

Escolhida, vislumbrada esta maneira de ser, aja conforme ela.

Firme-a no seu interior, no seu todo, no corpo, na mente e passe a testá-la nas diversas situações da vida. Comece devagar, seja centrado, tenha paciência, permita-se errar, mas não desista.

Tente ao máximo, sempre!

E conforme esse processo se firma, você passará a ter, automaticamente, em si, esta nova forma de ser. E então, uma nova naturalidade e espontaneidade se fará de você para o mundo.

Minha maneira vislumbrada é firme, forte, intensa, justa, direta, sincera, de olhar firme e complacente, humilde, com muita sinceridade na entrega, mas também reservada nos pontos mais íntimos.

Minha dúvida é: como incluir meu humor neste todo que vislumbrei?

Não quero acabar sendo um sujeito sisudo e pesado. Mas acho que uma firmeza inteira permite uma boa pitada de bom humor.

Sou um laboratório de mim!


Comentário atual: Gostei desse texto! Acho um pouco difícil uma alma se fazer racionalmente apenas por vislumbrar uma maneira ideal de ser mas, a procura disso é um ótimo ponto de partida e que, por isso, deve sempre existir!

Folhas avulsas 23 (Escrito provavelmente em 2011) - 12 anos de Blog (Post 1700)

Quantas histórias têm o tempo?

Quantas camadas tem a alma?

Quantos desvãos a história não retrata?

Quantos homens viveram em vão, nestes desvãos?


Comentário atual: Falo aqui sobre a imperfeição da memória coletiva, sobre as injustiças que invariavelmente cometemos com tantas figuras belíssimas que nasceram e morreram no esquecimento! 

Folhas avulsas 24 (Escrito provavelmente em 2011) - 12 anos de Blog

Deixem o povo secar seus prantos
Deixem as velas queimarem
Deixem o povo minguar os quebrantos
Deixem a festa calar as injúrias
Deixem o povo cultivar seus encantos

Deixem o povo queimar suas velas
Rezar seus encontros
Clamar seus sonhos
Traçar seus punhos
Firmar seus olhos

Deixem o povo queimar suas velas
Cantar a saudade de suas pátrias
Deixem o povo bater seus tambores
O Eterno retorno eterno


Comentário atual: Falei aqui sobre a Umbanda!

Folhas avulsas 25 (Escrito provavelmente em 2012) - 12 anos de Blog

3 MOTIVOS PARA A GRANDEZA DO UNIVERSO

PRIMEIRO MOTIVO

Demonstrar a grandeza de Deus, a miudeza do homem e o real valor de nossos egos e conhecimentos perante a criação. O Universo seria uma espécie de metáfora de Deus, uma representação física do criador, uma maquete real, e nós, pequenos habitantes deste todo temporalmente incognoscível.

SEGUNDO MOTIVO

Exigir que seja necessário um alto grau de desenvolvimento científico e tecnológico de uma civilização para que ela consiga entrar em contato com outra. Seria como uma barreira físico-temporal que, ao ser superada por uma civilização, espera-se que este povo esteja também num alto grau de desenvolvimento espiritual e, sendo assim, estes desbravadores interestelares chegariam com o respeito necessário até os outros planetas habitados.

É interessante este ponto pois, se entramos em conflito com nossos semelhantes nascidos numa mesma raça, num mesmo planeta, seres feitos de um mesmo material genético, imaginem os conflitos que podem surgir quando entrarmos em contato com raças diferentes, de histórias diferentes, com construções divinas diferentes e outras tantas diferentes possibilidades de elaboração das coisas. Uma maior facilidade ou uma menor dificuldade de encontro entre as civilizações poderia mesmo gerar atritos irreconciliáveis, causar o extermínio em massa da população de um planeta, guerras intermináveis e etc.

TERCEIRO MOTIVO

Toda civilização é complexa e rica o suficiente para se desenvolver por si só. Não que não posam haver contatos intrigantes ou intercâmbios espirituais diversos, mas toda “morada física” possibilitada pelas grandes almas deve ser rica o bastante para girar em torno de si mesma.

ENFIM:

A lógica física dos encarnados está sob esta condição:

Civilizações distantes o suficiente para se desenvolverem sozinhas, evitando assim conflitos catastróficos e desnecessários, imersas nos mistérios de uma grande metáfora física que instiga e demonstra o quão grande é o Criador!

Desta maneira, o Universo deixa de ser um desperdício de espaço e energia. Sua vastidão ganha sentido.

Acho que isso me convence!

Comentário atual: Guardo esta conclusão na minha memória desde quando escrevi esse texto! Talvez haja algo de inédito nela!

Folhas avulsas 26 (Escrito provavelmente em 2012) - 12 anos de Blog

A palavra é o princípio da construção do homem, sua principal ferramenta que engendra sua diferenciação do animal.

É o princípio da auto-firmação, mas não o fim desta auto-firmação.

O homem deve ir além da palavra! Há interioridades que transcendem o verbal e fluem mesmo num ritmo ainda mais ligeiro que o mais rápido dos pensamentos verbalizados.

Além disso, a palavra é falha e exige um constante esforço de especificação.

Ela é temporária. Já o sentir é eterno!

Um dia superaremos todos os alfabetos, todos os vocábulos, todos os dialetos, todas as línguas, todas as gramáticas.


Toda palavra será superada!