terça-feira, 26 de julho de 2011

Clarice, - Benjamin Moser





.
Um misto de biografia e análise literária de uma vida, ou melhor, uma biografia construída, primordialmente, em torno da literatura de Clarice Lispector. O fio condutor são os romances, os contos, e o que vivia sua autora nas passagens em que estava escrevendo este ou aquele livro.
.
Clarice foi totalmente sofredora, genial, espiritualmente não trabalhada. Uma mediunidade grandiosa que foi fenecendo no vácuo de uma mente inquieta que cavou seu túmulo perpétuo, inescapável, dia-a-dia, na mais imperfeita convicção aflita de estar vivendo.
.
Não era tanto vida, mas simplesmente obras!
.
Nascida em meio a uma guerra sangrenta, fugida de uma cidade que nunca mais visitou, pais falidos, mãe doente, irmãs loucas, ela mesma se encaminhando para tal fim, Clarice é sempre superlativo que soa belo somente enquanto arte, mas totalmente pesado de ser em si.
.
Começou a escrever cedo. Inventava estórias, nomeava os azulejos do banheiro, firulava situações para divertir os outros quando pequena. Isso foi crescendo junto com ela, ou melhor, até mais do que ela. Morreu latente, a maior escritora do modernismo brasileiro, no entanto, carente e infantil...
.
Nem mesmo seu psiquiatra a suportou!
.
Casou-se, teve um filho que se tornou esquizofrênico, tentou e tentou a vida por anos, oscilando entre raros momentos de euforia, cercados de outros tantos e tantos de escuridão e perdição que, se valeram, não valeram em si, mas simplesmente por aquilo que eles não foram, ou seja, pela ficção que deles surgiu.
.
Terá sido Clarice Lispector um erro, ou uma parábola grandiosa do sofrimento que faz transcender o reles humano?
.
Não sei e não pago pra ver!
.
O autor, Benjamin Moser, é explicitamente judeu. Isso fica claro no quanto ele repetidamente faz questão de falar do anti-semitismo, do sofrimento judaico, do misticismo da religião, e coisas do tipo, soando algumas vezes um pouco apelativo em ligações ou acusações construídas no decorrer dos capítulos.
.
Mas é um livro muito bem escrito! Uma linguagem simples, bem colocada, fácil de prosseguir apesar do tamanho e das constantes referências contidas que remetem a bibliografia localizada no fim do livro.
.
Eu recomendo a leitura e também bastante calma, porque se envolver no sofrimento de Clarice pode ser um erro bastante torturante ao leitor!
.


Ecco



As 3 coisas mais importantes para um ser


(em ordem)
.
1 – Espiritualidade
.
2 – Sensibilidade
.
3 – Inteligência
.

Elis

.
Te balanceio com aqueles que tem meu nome...
.
O que serias de ti?

.

O que seremos de nós?
.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vociferamu(n)do




.
O vácuo da noite vil
O vazio da vontade vã
Vilania descarrada deliberante
Neste vício apartamento solitário
Rolando rasteiro
Por qualquer improvável
Dissolução deste redigente
Esguiamente secretas
As possibilidades de existir
Revezam-se em meu peito
Dilaceram instantaneamente
Segundo a segundo a Passos
Qualquer possível continuidade
Manipulo meus sentires
Como quem malabariza tentativas
Escorrem pelos meus dedos
As oportunidades humanas
Esvaindo-se madrugada a dentro
Como um rio de desvãos
Contínuos resquícios imperativos
Cíclicos de sentir perdição
Esquecimento sertão
Sou criança idosa
Jogando bola com o infinito
Difícil sinastria envolvente
Que pelo prolixo verborrágico crescente
O presente míngua em todo agora
Minhas voltas revoltam silentes
Consciência de desvario convicto
O amanhã é outro dia
O amanhã é socialmente responsável
Mas não este prospectante magma
Que circunda este casulo servil
De proteção lancinante
Que desbasto nas horas voláteis
Aquelas que correm em minhas veias
Encharcam os cantos e o centro
Todos os cômodos sinápticos
Desta imaterial subversão
Exponencial tangente da vida
Margem de tudo
Centro do infinito
A magia do descompromisso
Que detendo a mim
Se lança-me em explosão
Convulsiva paródia resquícia
Vociferada imunda muda
Neste peito cálido de senão
.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Meia noite em Paris

.
Escrito e dirigido por Woody Allen.
.
De uma maneira bem humorada e cordial, o filme nos leva a repensar o tão constante sonho de viver em outra época, este passado que sempre está envolto por luzes doiradas!
.
Um roteirista da Hollywood atual, bem sucedido, mas que escreve roteiros banais, vai viajar para Paris com sua mulher e lá, suspira o fato de não ter vivido na Paris dos anos 20. Acontece que a magia da cidade, por alguma conjunção cósmica, não necessária de ser explicada, o leva para seu sonho e assim ele se encontra com artistas, como: Pablo Picasso, Salvador Dali, Ernest Hemingway, Cole Porter, Luis Buñuel, Francis Scott Fitzgerald, T. S. Eliot, e outros que não me lembro, além de suas amantes, esposas, festas regadas a vinhos e música de classe, críticos de arte, e toda a atmosfera mágica da Paris dos anos 20.
.
Nessas idas e vindas no tempo, ele se apaixona por uma mulher da época, que, na verdade, não gosta dos anos 20, mas sim da chamada Época de Ouro de Paris, do final do século XIX. Ao caírem nesta época, o natural do século XXI e sua amante do século XX, se deparam com a infelicidade dos naturais dos anos 1890 que, para eles, o ideal seria ter vivido na época do Renascimento.
.
Ou seja, uma insatisfação, esta sim, atemporal!
.
O personagem principal é muito bem montado! Um sujeito totalmente pacífico, com suas insatisfações quietas e uma vida bastante normal, acomodada e sem grandes escândalos, ou seja, um possível cidadão mediano do mundo, se é que isso é provável! Alguém que gera empatia sem grandes esforços...
.
No final, tudo muda e acontecem algumas coisas que eu não vou contar aqui pra não perder a graça.
.
Gostei bastante! Bem Woody Allen!
.

Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida

.
Li este livro há um mês, já que na época de colégio, nem cheguei a tocá-lo.
.
Ágil, bem escrito, com pitadas de humor, um romance sobre um total anti-herói. Alias, provavelmente, o primeiro anti-herói da Literatura Brasileira. Será mesmo?!
.
A linguagem, embora pareça um pouco rebuscada é, na verdade, popularesca. Há gírias, diálogos convencionais, tramites e fofocas cotidianas. O rebuscado, ao olhar contemporâneo, dá-se pelas palavras que não usamos mais com tanta freqüência. Além disso, o rebuscado também é usado para gerar comicidade, ironia, algo burlesco e, porque não, um deboche das regras.
.
É interessante como Manuel Antônio de Almeida constrói o personagem desde sua infância. Os moldes do garoto, que se tornaria um sargento de milícias, são mostrados quase didaticamente. É quase um manual de como se criar um vagabundo divertido e, um tanto quanto, inofensivo.
.
Muito gostoso de ler! Um livro escrito na metade do século XIX, mas que se encaixaria perfeitamente numa época 100 anos mais nova, ou, menos velha!
.


X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

.
Sem dúvida, o melhor filme dos X-men, dentre os 4 que já vi. Na verdade, só não vi o filme do Wolverine. Se bem que, pra ser melhor do que este, os roteiristas teriam que fazer milagres, já que o impacto visual do poder deste mutante é reduzido.
.
Eu adoro o Magneto, desde pequeno. E nesse filme ele é, se fosse para apontar um, o protagonista. Está mostrando bastante do que ele é capaz.
.
Mas viagens a parte...
.
É um filme super bem montado, com pitadas sutis de humor, que ajudam na empatia com o público. Os efeitos especiais não estão em demasia, o que soaria apelativo. É, sem dúvida, o filme com mais carga de ficção visual, mas, tudo é bem costurado com passagens de caráter humano.
.
Os personagens mutantes mostram bastante seus dramas pessoais, como a dificuldade de ser diferente, ou mesmo a alegria de poder compartilhar as diferenças quando estão em grupos onde há uma certa similaridade. Os diálogos são muito inteligentes, alguns bem tocantes, como quando o professor Xavier propõe o limiar entre a raiva e o amor como ponto que potencializaria o poder do seu, até então amigo: Magneto.
.
Fora isso, a velha disputa entre mutantes e X-men’s está presente em suas origens, mostrando como tudo começou.
.
Gostei demais!!!
.

Julho trazes pra mim II

.

Esta é a última vez que coloco um trânsito deste Julho de 2011 aqui. Já apareceram outros positivos (e um pequenino, de 2 dias, que era negativo), mas achei interessante este por ser bem longo.

.

.

De 10/07 (Hoje) até 17/09, o planeta Mercúrio estará ativando a Casa 11 do seu mapa, Wagner, o que pode ser particularmente positivo para...

.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Perplexa ansiedade












.
Tomei um copo de suco de maracujá

.

e

arrotei
.

.

.
A

...PAZ...

...
.




quarta-feira, 6 de julho de 2011

Filosofia experimental: Livre Arbítrio versus Causa e Efeito

.
Endereço:

.


.
Filosofia experimental: Livre Arbítrio versus Causa e Efeito
.

Baseado em artigo de Jeff Harrison
.
Liberdade versus determinismo
.

Filósofos têm argumentado por séculos, milênios, na verdade, sobre se as nossas vidas são guiadas por nossa própria vontade ou se são pré-determinadas como resultado de uma cadeia contínua de eventos sobre os quais não temos controle.
.
Por um lado, parece que tudo o que acontece tem algum tipo de explicação causal; por outro, quando tomamos decisões, parece-nos que temos o livre arbítrio que nos permitiria tomar decisões diferentes e trilhar outros caminhos.
.
A maioria das pessoas parece concordar com o império do livre-arbítrio.
.
Contudo, embora muitos, nas mais diversas culturas, rejeitem o que é conhecido como determinismo, todos continuam encarando conflitos sobre o papel da responsabilidade pessoal em situações que exigem julgamentos morais.
.
.
.
Filosofia experimental
.
O professor Shaun Nichols, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, é um dentre um número crescente de pesquisadores que estão tentando encarar esse dilema filosófico através da aplicação de métodos experimentais usados pelos psicólogos do desenvolvimento e por outros cientistas sociais.
.
Suas últimas conclusões ("A Filosofia Experimental e o Problema do Livre Arbítrio") foram publicadas na edição desta semana da revista Science.
.
Até recentemente, essas questões foram dissecadas usando "reflexão cuidadosa e sustentada, aguçada por um diálogo com colegas filósofos," disse Nichols.
.
"Quase tudo o que as pessoas têm feito é trabalhar com estes problemas de forma conceitual. Você pensa por meio de problemas; você pensa sobre as implicações de algumas teses. E um monte de trabalhos excelentes foi feito sobre complexas questões filosóficas usando essas técnicas ao longo dos últimos 2.000 anos".
.
Mas Nichols está trazendo para a filosofia experimental outra ferramenta que pode proporcionar novas fontes de informação e ajudar a resolver alguns destes problemas.
.
.
.
Livre arbítrio e determinismo
.
O debate sobre o livre-arbítrio e o determinismo é um problema desse tipo.
.
O princípio central do determinismo é que tudo o que acontece é o resultado de algo que o fez acontecer, e esse algo foi provocado por um algo anterior e assim por uma cadeia infinita que remonta ao início dos tempos.
.
O conflito surge quando as pessoas se deparam com a necessidade de fazer uma escolha ou tomar uma decisão que resulta em tomar caminhos diferentes, todos eles caminhos igualmente possíveis.
.
"O dilema é como conciliamos a forma como normalmente pensamos sobre a explicação causal com a intuição de que temos de que nossas decisões não são apenas o produto destas cadeias causais inevitáveis," disse Nichols.
.
Parece que algo tem que ser abandonado, seja o nosso gosto pelo livre arbítrio, seja a ideia de que cada evento é completamente causado por eventos anteriores."
.
.
.
Livre-arbítrio entre as crianças
.
O filósofo decidiu então testar a noção do livre-arbítrio em crianças.
.
Quando perguntadas se uma bola que estava rolando em uma rampa rumo a uma caixa poderia ter um destino diferente, quase universalmente as crianças responderam "não".
.
Mas quando perguntadas se um adulto que aproximou sua mão da caixa poderia fazer outra coisa que não fosse enfiar a mão na caixa, a resposta foi uniformemente "sim".
.
Os resultados são óbvios e nada mais fazem do que reproduzir o dilema, mas podem indicar que estes conceitos se formam muito precocemente.
.
.
.
Livre-arbítrio entre os adultos
.
Já os adultos mostraram os resultados conflitantes que se verifica sobre a questão desde o surgimento da filosofia.
.
Dado um universo determinista, onde cada decisão é o resultado de decisões passadas, as pessoas geralmente responderam que ninguém poderia ser considerado moralmente responsável por suas ações em tal universo.
.
Mas quando apresentadas com um cenário em que um homem nesse universo teórico cometeu um ato criminoso hediondo, a maioria dos participantes concordaram que o homem tinha inteira responsabilidade moral por suas ações.
.
.
.
Pergunta mal feita
.
Uma possível explicação para estas respostas que o filósofo chama de "conflitantes" é que, quando as pessoas estão calmas e serenas, o determinismo parece excluir o livre-arbítrio e a responsabilidade moral.
.
Já os casos que são mais emocionalmente carregados e "mais próximos de casa" suscitam respostas diferentes.
.
"Quando você apresenta às pessoas uma transgressão carregada emocionalmente, e se você pergunta se a pessoa é moralmente responsável, então a esmagadora maioria diz que a pessoa é responsável, mesmo que sua ação tenha sido o resultado determinístico de outra coisa," diz o pesquisador.
.
Aceitas ou não essas hipóteses, o experimento não resolve a questão se o nosso universo é um universo determinístico ou um universo guiado pelo livre-arbítrio - a forma como a questão é posta dita o resultado do experimento.
.
.
.
Filosofia de laboratório
.
A filosofia experimental, contudo, segundo Nichols, pode ajudar a compreender porque as pessoas são levadas em direções diferentes em uma série de problemas do dia-a-dia.
.
"Esse movimento tem menos de 10 anos e hoje já existem centenas de publicações sobre a filosofia experimental. Nesta revisão eu foquei o livre-arbítrio, mas há uma grande quantidade de trabalhos sobre outros temas, incluindo o julgamento moral, o raciocínio causal, e como as pessoas pensam sobre a consciência," diz ele
.

domingo, 3 de julho de 2011

Julho trazes pra mim!

.

Uma intensificação da força da vontade é uma das qualidades mais marcantes do período que vai de 12/06 (Hoje) até 21/07, por ocasião da passagem do planeta...

.

Entre os dias 24/06 (Hoje) e 10/07, o planeta Mercúrio estará alcançando o topo do seu mapa pessoal, Wagner. Este pode ser um momento particularmente interessante para você...

.

De 26/06 (Hoje) e 16/07, Wagner, o planeta Vênus estará passando pela sua nona casa astrológica, o que sugere que este é um momento particularmente bom para todas as questões que envolvem espiritualidade...

.

Nos próximos dias que vão de 29/06 (Hoje) até 06/07, o planeta Mercúrio estará se aspectando harmoniosamente com a Lua do seu mapa de nascimento, Wagner. Esta tende a ser uma fase bastante propícia para...

.

Entre os dias 01/07 (Hoje) e 03/07, Wagner, você estará vivendo uma fase positiva para a expansão...

.

Entre 03/07 (Hoje) e 06/07, Wagner, você viverá uma fase excepcionalmente boa no que diz respeito a...

.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Julho 2011

.

Olá

Julho,

.

que

novidades

trazes

para

mim

?

!

.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Frase de um sonho

.
Algum conhecido que desconheço por agora me disse:
.
"Ser é cultivar nosso vazios com os preenchimentos do lugar de onde viemos."
.


Fracasso vitória

.
Eu tampouco sou
Eu vou
Eu estou sendo
Gerúndio do movimento
Particípio da realidade
Infinitivo sem margens
Sem fim
Finalidade
.
A verdade, o tocável, o real
São minhas maiores delícias
Minhas mais legítimas conquistas
.
O rente ao domínio humano
Encantou-me pelo teu calar
Por mais estridente que seja
O ambiente é sempre mais quieto
Que meu interior
.
Eu não sei se realmente sou
Não sei se quero ser
Ser totalmente ciente cínico
Eu vou
Eu deixo estar
Eu complemento minha inexatidão
Com as poucas partículas mais estáveis
Mais vivíveis
Estas sim
Só estas
Frutos dos resquícios mais verdadeiros
Mais inteiros e profundos
Somentemente elas
Ficam guardadas no terreno do tempo
.
As obsessões
Eu guardo
No campo das memórias de não lembrar
.
Retorna-me uma frase antiga
De um sonho antigo:
“Leve dos momentos
Apenas a memória da memória”
.
Agora entendo-a plenamente!.
Agora entendo a REALmente
.
Se recordar é viver
Devo tomar cuidado
Das minhas dores do passado
E das tantas inventadas
Guardadas só dentro do meu peito
Irreais
.
Eu que por tantas vezes
Quis deter em mim
A exata configuração voluntária
Da expressão da energia
.
Um quase como nada possível!
.
Era como um cientista místico
Que saberia induzir ao corpo
Pelo viés mental
Todas as possibilidades de existência
Todas as que fossem necessárias aos meus dias
Que coubessem na minha memória
Na minha réstia de tentativa pagã
.
A sabedoria menos provável:
A do controle absoluto!
.
Quis saber e exercer
A exatidão da mais perfeita colocação
Colocar-me precisamente clínico
Em todos os segundos da minha vida
.
Tornei-me escravo de minha auto-crítica
.
Escravidão voluntária
Do capataz Eu-mesmo
.
Como fui vil!
Como fui vão!
Desvão em vão!
.
Como fui tolo, meu Deus!
.
Esta é a época do estar sendo
A variável tempo
Aqui é diferentemente presente prensada
Densa
.
O futuro é a época de ser
Agora
Sutilmente deixe-se estar
.
E eu...
.
Eu não sou realmente
Eu vou
Balanceando
Balançando
A linha tênue
Entre esquecer e lembrar
Entre considerar e despachar
Entre ser ou simplesmente estar
.

Deus,

.
Como eu gostaria de poder deitar minha cabeça no teu colo e ter a certeza de que tua absoluta perfeição me calaria pelo resto da eternidade.
.


Adiv

.
A vida é um constante exercício de foda-se!
.

:-)

terça-feira, 14 de junho de 2011

A Ostra e o Vento







Vai a onda
Vem a nuvem
Cai a folha
Quem sopra meu nome?
Raia o dia
Tem sereno
O pai ralha
Meu bem trouxe um perfume?
O meu amigo secreto
Põe meu coração a balançar
Pai, o tempo está virando
Pai, me deixa respirar o vento
Vento

Nem um barco
Nem um peixe
Cai a tarde
Quem sabe meu nome?
Paisagem
Ninguém se mexe
Paira o sol
Meu bem terá ciúme?
Meu namorado erradio
Sai de déu em déu a me buscar
Pai, olha que o tempo vira
Pai, me deixa caminhar ao vento
Vento


Se o mar tem o coral
A estrela, o caramujo
Um galeão no lodo
Jogada num quintal
Enxuta, a concha guarda o mar
No seu estojo
Ai, meu amor para sempre
Nunca me conceda descansar
Pai, o tempo vai virar
Meu pai, deixa me carregar o vento
Vento
Vento


Vento


segunda-feira, 6 de junho de 2011

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ineditismo possível?!




.
às vezes
a transcendência da sensação
da minha alma
é barrada pelo corpo

.
mas o que se há de fazer
senão
obter do próprio corpo próprio
o mais corrente
prospecto temporal sentido
sem lamentar
nem exaurir-se de si
no momento de sentir
.
eu quero a sensação mais sublime
a possibilidade mais distante daqui
.
às vezes
tenho a impressão
de que sinto
e descubro coisas
que ninguém mais no mundo sente
.
feito minha única possibilidade
de sentir-me inédito
incalculável esquivo
neste mundo pós-moderno
.
mas o que há de se fazer com isso
senão escrever num blog
e esperar que ainda se sinta em conjunto

.

a testemunha ocular deste restim profundo
.


Cabisbaixamente em peito pulsante!





.
I
.
Suplício profundo de tempos em tempos, era
Arrastando as maravilhas contrárias que nunca pensei ter, tinha
A humildade profunda de nunca resistir, cai
.
Cai Caim!
.
II
.
Seria bom
Fluir feito as águas que sempre vislumbram novos horizontes
Uma cascata qualquer em núcleo cântico urbano
Assim eu seria!
.
Assim seria bom demais!
.
III
.
Acho que a importância da humildade tem a ver
Com o intangível e seus auxílios
A mão que vem de cima e espera no conforto da luz
O sempre necessário pedido de suspensão de si
.
O que temos pode ser retirado
Deve-se tomar muito cuidado!
.
Independente do quanto intrínsecos a nós
Sempre poderão ser retirados
Nossos maiores sustentáculos
Nossas mais longínquas suspensões
.
Sempre poderá ser reavivado
Pelo disperso contexto
Nossos mais carentes vazios preocupadiços
E aquela dor que dormia no peito
E só te fazia lembrar-se dela
No limite da vida
Quando ficamos com medo de esquecer como se respira
.
Assim tudo passa
Se dispensarmos a possibilidade
Da mão que vem de cima
.
IV
.
Aquela que afaga
É a mesma que faz arca pelo peso invisível
Das coisas que se fazem nos desvãos da alma
.
Tua alma tem mais vãos intocáveis por ti
Do que julga tua vã filosofia!
.
Tua alma é estrutura estabelecida em regras de existência
Se deturpas uma delas
Abre-se teu périplo espinhal energético
Tua coluna intocável
.
No fundo
Tudo sempre e sempre é nunca nosso
Tudo sempre poderá não ser mais nosso
.
Cabe enfim
Cabisbaixamente em peito pulsante
Arfar a sonolência desperta do mago natural
Vínculo silente que dorme dentro de cada
.
Só-em-cada-um
Cabe seu
Cada-em-um-só!
.


Justiçã



.
I
.
Há sempre uma resultante exata para toda ação
Ou simples pensamento constante
Uma leve intenção que perpetua
E já escapa das mãos a paz de dois minutos atrás
.
Há sempre uma resultante exata
Das possibilidades existentes
.
Elas estão chegando a todo tempo
.
Basta saber sentir
.
II
.
Qual é o limiar da justiça?!
Quantos segundos dura a tolerância da luz?!
Qual é a longitude temporal do vácuo de Deus?!
Qual a limitância do esconde-esconde vívido?!
Até onde não serei percepto alheio?!
Por quanto tempo sou substancialmente indivíduo?!
.
Esta é
A mínima ilha solitária de um tempo
Em que ninguém poderia me perceber
E eu seria totalmente livre!
.


Bivolt

.
Há sempre um respiro mais profundo e completo a se dar sobre o mundo!
.
Sempre há um mais completo e profundo respiro a dar-se sobre o mundo!
.



Frases soltas

.
Brincar é treinar realidades, amalgamadas do julgamento, pelo prazer de poder ser sem juízo! 11/5/2011 04:49 A.M.
.
Queira, procure e peça – a santíssima trindade a renovação do exercício humano.
.
A humildade nos nivela a todos num patamar superior.
.


O amor

.
O que é amar uma pessoa? Qual é o formato padrão da sensação deste sentimento tão exaltado pelos homens?
.
Dizem por aí, que quem ama sempre sabe.
.
Mentira!
.
Eu já amei e não sabia.
.
Assim como eu já soube, mas não era amor!
.
Afinal o que é amor? O que se ama no amor?
.
Dizem que o que se ama é o jeito da pessoa. Um jeito de cortar o pão, de sorrir sem graça, de fazer alguma besteira.
.
Mas será que se resume a isso?
.
Dizem que o que se ama numa pessoa é a alma. Mas eu amo tantas almas e, no entanto, não AMO todas elas.
.
Dizem que o que se ama é o amor, e a pessoa amada é aquela me melhor se encaixa este amor pelo amor que sente necessidade de expressar-se.
.
Eu não sei o que disso tudo está certo!
.
Pra mim, amor não se define com frases categóricas, ainda que estas sejam as mais próximas de uma definição mais total.
.
Pra mim, amor é uma brincadeira sem graça pra todas as outras pessoas do mundo, mas que para vocês faz todo o sentido do mundo. Uma piada interna, um fim de semana maravilhoso.
.
O amor se escreve por frases soltas e sem exatidão!
.
Talvez os poetas sempre estejam com a razão quando se retiram da razão quando falam de amor!
.
Está aí a certeza de que existe a construção de um amor.
.
Aliás, talvez o amor só exista enquanto processo em que se coloca em prática o sentimento chamado amor.
.
O amor vai além do sentir!
.

O caminho é o caminhante




.
É como se a vida se nos desse a oportunidade de eliminar hipóteses de existência pelo viés da dor ou da beleza!
.
É assim que se faz, é assim que se é. É assim que se faz sendo!
.
Dentro deste aparente labirinto interminável de tentativas, cabe a cada sensibilidade, de cada ser, sentir (muito mais do que pensar ou ponderar) os caminhos a serem trilhados.
.
Mas tenho certeza de que não é bom cair no erro de superestimar a dita eterna misericórdia. Não são tão leves as possibilidades, tão brandas as conseqüências, tão sempre perdoáveis os deslizes!
.
Na verdade as possibilidades são assim, duras, pela beleza que a capacidade individual pode extrair de cara dureza. Torcer a pedra e criar calos que te protegerão em quedas futuras, quando será necessário, mais uma vez, usar as mãos contra as pedras!
.
Mas, enfim, como se desvencilhar, profundamente, e vislumbrar o caminho não escravo da sensação da alma/corpo? Como ser leve, ainda que as rochas sejam as mais duras que sua alma já teve notícia?!
.
Como olhar para o maior profundo tocante do espírito humano e, ainda tão profundo quanto nos toca, ainda sermos capazes de sentirmos, observarmos de fora, e traçarmos a linha que nos desvencilhará de tão primordial e carnal realidade?
.
Eu, ainda, não sei totalmente! Mas ando descobrindo e um dia saberei!
.


Pensando sobre coisas

.
A bela música cantada é quando a maior profundidade sintetizada encontra a mais brilhante melodia que lhe encaixe, e potencialize, o sentido sobre-humano contido naquele poema ou, porque não, romance em potencial! Eis o traçado fino da absorviência poético-sonora!
.


Compasso sangria

.
Escuta sempre tua consciência, pois a consciência é Deus presente nos homens.
.
Li isso no blog de uma pessoa.
.
Mas será que nossa consciência não muda, profundamente, com o tempo?! Digo profundamente mesmo! Será que aquela parte de nós que, por vezes, grita antes de realizarmos algo errado, sempre nos trará ao centro da mesma forma?!
.
Acho que não!
.
O que muda, é a nossa forma de trabalhar com aquilo que nos chega, com aquilo que está no nosso fundo
.
Acho que sim!
.
Novas ponderações, novas colocações em relação a nós mesmos, sempre são perpetuamente motrizes. Sendo assim, seria minha intuição moral, uma pedra angular infinita?!
.


Fortes como o pecado

.
Destituir-se de convenções
Sem cair no erro
O prazer de se fazer diferente
Enfrentante
Destemente desta mente
Sem
No entanto
Colocar-se para fora das leis perpétuas
.
Eis o grande barato!
.
Mas...
.
O gozo de estar errado
Sempre haverá
.
O peitar de um carma genérico
Ainda existirá
.
A agonia de uma dança impúnica
Nunca me deixará
.
São fortes como o pecado
São cortes de um vão deixado
São sortes por eu haver voltado
.
O pecado existirá enquanto houver existir
O pecado haverá porquanto existir haver
.

O natural e a voz

.
Será que a beleza maior da voz, como o maior dos instrumentos musicais, não está relacionado com a identificação do humano com o humano?
.
Muito mais do que nos sentirmos conjuntos com um violino, por exemplo, nos sentimos, naturalmente, mais tocados e reunidos pela voz humana.
.
Daí o poder de nos fazer tocar!
.
Um relance darwinista! Com certeza!
.



Será?!

.
Será que Deus seria um resumo de todas as melhores sensações possíveis?
.
Ou seria uma eliminação de realidades pela preservação daquela mais possível?
.
Deus se dá por soma ou por eliminação?!
.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Piano & Cia.




.
Hoje faz 16 anos que eu tive minha primeira aula de música!
.
Aconteceu no dia 01/06/1995, aos 11 anos de idade.
.
Foi uma das coisas mais importantes que me aconteceu na vida, pois, pela música ganhei grandes amigos de carne e osso, ganhei histórias pra contar, lágrimas boas de emoção, rodinha de violão, festival e outras cositas.
.
Mas, não posso esquecer que, além desses amigos em forma de gente, ganhei também outro grande amigo feito de teclas e cordas e pedais e infinitas possibilidades de combinação sonora. Um amigo imprescindível para minha expressão de vida:
.
O PIANO!
.
Este que considero o mais belo dos instrumentos!!!
.

Salve Jane Penedo! Salve Rosa Angélica! Inalienáveis em mim!

.







domingo, 29 de maio de 2011

LUZ










.
O que é a luz?!
.
É

a

medida

da

sensação

eterna.
.


Exu

Exu Caveira
.
Ago, ago
Sr. Caveira no terreiro vai chegar
Ago, ago
Exu Caveira na Umbanda é mojibá
.
Sr. Caveira é senhor do silêncio
Humildade, firmeza e coração
Quando chega no terreiro da madrugada
De Ogum traz a espada
Pra marcar este chão
É Exu de fé, de força e harmonia
Vem trazendo alegria
Macaio não tem vez, não
.
Ago, ago
Sr. Caveira no terreiro vai chegar
Ago, ago
Exu Caveira na Umbanda é mojibá
.
A chegada e o passo lento são de peso
Densidade de quem sabe quando sorrir
A doçura e a imagem bruta se completam
De beleza se repletam
Neste exu de muita luz
Caridade de uma vida de cuidados
Medicina dos soldados
Que agora nos conduz
.
Ago, ago
Sr. Caveira no terreiro vai chegar
Ago, ago
Exu Caveira na Umbanda é mojibá
.
Desafia nossa sensibilidade
Convidando-nos a olhar bem mais além
A saliva e o corpo arcado são protestos
Contra o horror do manifesto
De dar valor ao que tem fim
É só uma capa que sem caveira desmorona
E a fraqueza vem à tona
Culminando num simples sim
.
Ago, ago
Sr. Caveira no terreiro vai chegar
Ago, ago
Exu Caveira na Umbanda é mojibá
.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O cachorrinho e a dona sua

.
Uma volta. Uma ligeira volta na rua. Um frio de paulistano, seco. Noite de início. O fluxo de carros era intenso. Corria sempre a vontade de chegar logo. Eu também. Fui comprar crédito na farmácia mais próxima. Nem sinal do sistema. Andei mais alguns momentos procurando outro ponto, mas o sistema estava realmente nem sinal.
.
Como se pudera existir em seu ombro um bocado de ternura que arfasse, a dona levava seu animal pelas ruas escuras do bairro Vila Buarque. Colocou-o no chão. Entre travecos e bêbadas travessuras de universitários de classe média, seu corpo todo rebaixado do tempo que lhe escorria no vão da consciência consentia. Ela olhava seu cão. Experimentava olhá-lo. Na verdade não olhava realmente nada. Consentia não conceber. Reclinava num aspecto de carinho por aquele bichinho pequeno que vestia roupas mais coloridas do que as dela, e continuava seu semblante estático pelas ruas lotadas de jovens no início da noite de uma pré sexta-feira.
.
O tempo é o senhor da verdade. Disto todos nós sabemos. E talvez por apropriação indigesta e embriagada, nós nos fazemos dele segundo nossas verdades. É a razão e sua escória jogatina. Brinquei uma vez com um amigo sobre sua crença profunda de que não existia Deus e de como seu niilismo era fanático religioso. Ele, por sua vez, vendo minha ironia primitiva, me pegou de surpresa dizendo que eu não tinha talento suficiente pra uma liberdade como aquela. Acho que ele tinha e ainda tem razão.
.
O cachorro, por sua vez, nunca se desviava de sua falta de compromisso. Quanto talento, meu Deus! Não tinha rabo e nem porque preservá-lo. Tropeçava em alguma lajota solta, cheirava, lambia alguma poça, e continuava seu caminho, guiando a dona. Arfava de esforço, teimava com ganas de vencer na vida pequena de sua memória instantânea, e ditava, a duras penas, o ritmo da descoberta conjunta. Tentava, por sobremaneira, chegar a qualquer custo monocromático do seu rico universo de estímulos e sempre, sempre conseguia almejar. Era um grande vencedor. O macho da casa, o dono da dona.
.
- Oh dona, me vê uma pão?!
- Não posso. Totó adora o tempero do padeiro!
.
O tempero do desespero...
.
Compromissada até as últimas gotas com sua falta de gente, ia sem deixar rastro, ela também cheirando aqui e ali. Cutucava uma lata, mexia numa folha. Pelo menos não latia! Também roia as unhas, coisa que até hoje nunca vi um canino fazer. Mas também rosnava de cansaço por algum motivo que lhe afligira há alguns ditames atrás. A prisão do não-verbal e seu calabouço de sensações inconclusas que podem nos levar a balbuciar palavras muito próprias no meio de uma avenida lotada. Era o corpo todo reclinado. Os seios desvanecidos. A barriga servindo de apoio às costas, que se apoiavam na barriga, que se apoiava no ventre, que descia aos joelhos. O rosto onde não couber mais. Desvão, desvão, desvão, vão e um eco sem fim em qualquer chacra possível. O que seriam aquilo?! Cabelos mal tingidos. Uma raiz branca de grosso calibre. Mãos firmes, mas inválidas. Nunca preenchia. Não consegui captar seu olhar, tamanha a distância que lhe parecia existir entre seu mundo e este outro que não é de ninguém.
.
Eles vadiavam no vazio da idade daquele bairro tão conhecido por todos nós. O cachorrinho labiríntico, a dona seguinte, a próxima e a outra, e mais uma nova, e ainda outra que não se lembrava de nenhuma das suas. Iam indo, sem se haverem.
.
Iam por aquelas grades todas enferrujadas. O único corrimão do desvão fastio. Eram o apoio mais pertinente e o mictório mais sagrado. A Praça Monteiro Lobato e sua biblioteca infantil municipal. Não havia mais crianças e nem jovens jogando bola. Havia uma pessoa de casaco preto que passava e agora escreve.
.
- Quantos anos tinha o cachorro?! Não sei. Talvez a mesma idade dela! Existe aquela fórmula humano-canina de multiplicar por sete a idade do animal pra encontrar quanto ele teria se fosse gente. Mas isso é mentira! Se fosse gente já teria morrido!
.
A dona prosseguiu até o ponto de taxi mais próximo. Eu olhava de longe e ela sempre olhava assim: de longe. Perguntou algumas coisas pros taxistas velhos que estavam sentados. Latia, seu cachorro queria continuar. Ela foi. Eu também. Não os vejo nunca mais. E pra dizer a verdade, nem sei se eram realmente de se existir.
.
São Paulo, 27 de maio de 2011. 22 e pouco da noite.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

RIO



.
Leve, gostoso de ver!
.
Uma animação para adultos e crianças de todas as idades!
.
Ri muito e me emocionei também!
.

Contracorrente

.
Um filme sutil que conta a estória de um triângulo amoroso meio moderno, por assim dizer. Uma trama latina de pescadores, forasteiros e o amor! Ou melhor, os amores!
.
Os atores estão estupendos, sem exceção! Dava até dó de ler a legenda e perder as atuações! Naturais, exatas, sem clichês! Um convite ao envolvimento sincero!
.
Fui ver meio que sem saber antes o que era. Queria ir no cinema e só havia tempo pra chegar a essa sessão, das 22 horas.
.
Gostei demais e recomendo!
.


VIP’S



.
Wagner Moura, como sempre, está ótimo!
.
No começo a piruquinha ficou meio forçada, mas, no desenrolar do filme, ele se modifica a cada personagem, o que dá uma força tremenda pra trama!
.
Roteiro legal, direção também!
.
E o drama psicológico que entremeia as ações é sutil e colocado de forma a não soar demasiado, o que poderia fazê-lo se desgastar e se abrir antes do tempo.
.
Ao mesmo tempo, não fica tão descartado da trama, a ponto de se tornar esquecido.
.
Filme brasileiro de alto padrão!
.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Muuuuu

.



Qual é o mais bovino dos cantores brasileiros?!



.



.



.



.



.



.



.



.



.



.



.



.



.



.



.



.






.




Conceiçãããããooooo!!!