quarta-feira, 22 de junho de 2011

Frase de um sonho

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Algum conhecido que desconheço por agora me disse:
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"Ser é cultivar nosso vazios com os preenchimentos do lugar de onde viemos."
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Fracasso vitória

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Eu tampouco sou
Eu vou
Eu estou sendo
Gerúndio do movimento
Particípio da realidade
Infinitivo sem margens
Sem fim
Finalidade
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A verdade, o tocável, o real
São minhas maiores delícias
Minhas mais legítimas conquistas
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O rente ao domínio humano
Encantou-me pelo teu calar
Por mais estridente que seja
O ambiente é sempre mais quieto
Que meu interior
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Eu não sei se realmente sou
Não sei se quero ser
Ser totalmente ciente cínico
Eu vou
Eu deixo estar
Eu complemento minha inexatidão
Com as poucas partículas mais estáveis
Mais vivíveis
Estas sim
Só estas
Frutos dos resquícios mais verdadeiros
Mais inteiros e profundos
Somentemente elas
Ficam guardadas no terreno do tempo
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As obsessões
Eu guardo
No campo das memórias de não lembrar
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Retorna-me uma frase antiga
De um sonho antigo:
“Leve dos momentos
Apenas a memória da memória”
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Agora entendo-a plenamente!.
Agora entendo a REALmente
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Se recordar é viver
Devo tomar cuidado
Das minhas dores do passado
E das tantas inventadas
Guardadas só dentro do meu peito
Irreais
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Eu que por tantas vezes
Quis deter em mim
A exata configuração voluntária
Da expressão da energia
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Um quase como nada possível!
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Era como um cientista místico
Que saberia induzir ao corpo
Pelo viés mental
Todas as possibilidades de existência
Todas as que fossem necessárias aos meus dias
Que coubessem na minha memória
Na minha réstia de tentativa pagã
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A sabedoria menos provável:
A do controle absoluto!
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Quis saber e exercer
A exatidão da mais perfeita colocação
Colocar-me precisamente clínico
Em todos os segundos da minha vida
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Tornei-me escravo de minha auto-crítica
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Escravidão voluntária
Do capataz Eu-mesmo
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Como fui vil!
Como fui vão!
Desvão em vão!
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Como fui tolo, meu Deus!
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Esta é a época do estar sendo
A variável tempo
Aqui é diferentemente presente prensada
Densa
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O futuro é a época de ser
Agora
Sutilmente deixe-se estar
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E eu...
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Eu não sou realmente
Eu vou
Balanceando
Balançando
A linha tênue
Entre esquecer e lembrar
Entre considerar e despachar
Entre ser ou simplesmente estar
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Deus,

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Como eu gostaria de poder deitar minha cabeça no teu colo e ter a certeza de que tua absoluta perfeição me calaria pelo resto da eternidade.
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Adiv

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A vida é um constante exercício de foda-se!
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:-)

terça-feira, 14 de junho de 2011

A Ostra e o Vento







Vai a onda
Vem a nuvem
Cai a folha
Quem sopra meu nome?
Raia o dia
Tem sereno
O pai ralha
Meu bem trouxe um perfume?
O meu amigo secreto
Põe meu coração a balançar
Pai, o tempo está virando
Pai, me deixa respirar o vento
Vento

Nem um barco
Nem um peixe
Cai a tarde
Quem sabe meu nome?
Paisagem
Ninguém se mexe
Paira o sol
Meu bem terá ciúme?
Meu namorado erradio
Sai de déu em déu a me buscar
Pai, olha que o tempo vira
Pai, me deixa caminhar ao vento
Vento


Se o mar tem o coral
A estrela, o caramujo
Um galeão no lodo
Jogada num quintal
Enxuta, a concha guarda o mar
No seu estojo
Ai, meu amor para sempre
Nunca me conceda descansar
Pai, o tempo vai virar
Meu pai, deixa me carregar o vento
Vento
Vento


Vento


segunda-feira, 6 de junho de 2011

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ineditismo possível?!




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às vezes
a transcendência da sensação
da minha alma
é barrada pelo corpo

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mas o que se há de fazer
senão
obter do próprio corpo próprio
o mais corrente
prospecto temporal sentido
sem lamentar
nem exaurir-se de si
no momento de sentir
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eu quero a sensação mais sublime
a possibilidade mais distante daqui
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às vezes
tenho a impressão
de que sinto
e descubro coisas
que ninguém mais no mundo sente
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feito minha única possibilidade
de sentir-me inédito
incalculável esquivo
neste mundo pós-moderno
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mas o que há de se fazer com isso
senão escrever num blog
e esperar que ainda se sinta em conjunto

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a testemunha ocular deste restim profundo
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Cabisbaixamente em peito pulsante!





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I
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Suplício profundo de tempos em tempos, era
Arrastando as maravilhas contrárias que nunca pensei ter, tinha
A humildade profunda de nunca resistir, cai
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Cai Caim!
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II
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Seria bom
Fluir feito as águas que sempre vislumbram novos horizontes
Uma cascata qualquer em núcleo cântico urbano
Assim eu seria!
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Assim seria bom demais!
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III
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Acho que a importância da humildade tem a ver
Com o intangível e seus auxílios
A mão que vem de cima e espera no conforto da luz
O sempre necessário pedido de suspensão de si
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O que temos pode ser retirado
Deve-se tomar muito cuidado!
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Independente do quanto intrínsecos a nós
Sempre poderão ser retirados
Nossos maiores sustentáculos
Nossas mais longínquas suspensões
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Sempre poderá ser reavivado
Pelo disperso contexto
Nossos mais carentes vazios preocupadiços
E aquela dor que dormia no peito
E só te fazia lembrar-se dela
No limite da vida
Quando ficamos com medo de esquecer como se respira
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Assim tudo passa
Se dispensarmos a possibilidade
Da mão que vem de cima
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IV
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Aquela que afaga
É a mesma que faz arca pelo peso invisível
Das coisas que se fazem nos desvãos da alma
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Tua alma tem mais vãos intocáveis por ti
Do que julga tua vã filosofia!
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Tua alma é estrutura estabelecida em regras de existência
Se deturpas uma delas
Abre-se teu périplo espinhal energético
Tua coluna intocável
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No fundo
Tudo sempre e sempre é nunca nosso
Tudo sempre poderá não ser mais nosso
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Cabe enfim
Cabisbaixamente em peito pulsante
Arfar a sonolência desperta do mago natural
Vínculo silente que dorme dentro de cada
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Só-em-cada-um
Cabe seu
Cada-em-um-só!
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Justiçã



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I
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Há sempre uma resultante exata para toda ação
Ou simples pensamento constante
Uma leve intenção que perpetua
E já escapa das mãos a paz de dois minutos atrás
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Há sempre uma resultante exata
Das possibilidades existentes
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Elas estão chegando a todo tempo
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Basta saber sentir
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II
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Qual é o limiar da justiça?!
Quantos segundos dura a tolerância da luz?!
Qual é a longitude temporal do vácuo de Deus?!
Qual a limitância do esconde-esconde vívido?!
Até onde não serei percepto alheio?!
Por quanto tempo sou substancialmente indivíduo?!
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Esta é
A mínima ilha solitária de um tempo
Em que ninguém poderia me perceber
E eu seria totalmente livre!
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Bivolt

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Há sempre um respiro mais profundo e completo a se dar sobre o mundo!
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Sempre há um mais completo e profundo respiro a dar-se sobre o mundo!
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Frases soltas

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Brincar é treinar realidades, amalgamadas do julgamento, pelo prazer de poder ser sem juízo! 11/5/2011 04:49 A.M.
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Queira, procure e peça – a santíssima trindade a renovação do exercício humano.
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A humildade nos nivela a todos num patamar superior.
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O amor

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O que é amar uma pessoa? Qual é o formato padrão da sensação deste sentimento tão exaltado pelos homens?
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Dizem por aí, que quem ama sempre sabe.
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Mentira!
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Eu já amei e não sabia.
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Assim como eu já soube, mas não era amor!
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Afinal o que é amor? O que se ama no amor?
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Dizem que o que se ama é o jeito da pessoa. Um jeito de cortar o pão, de sorrir sem graça, de fazer alguma besteira.
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Mas será que se resume a isso?
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Dizem que o que se ama numa pessoa é a alma. Mas eu amo tantas almas e, no entanto, não AMO todas elas.
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Dizem que o que se ama é o amor, e a pessoa amada é aquela me melhor se encaixa este amor pelo amor que sente necessidade de expressar-se.
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Eu não sei o que disso tudo está certo!
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Pra mim, amor não se define com frases categóricas, ainda que estas sejam as mais próximas de uma definição mais total.
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Pra mim, amor é uma brincadeira sem graça pra todas as outras pessoas do mundo, mas que para vocês faz todo o sentido do mundo. Uma piada interna, um fim de semana maravilhoso.
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O amor se escreve por frases soltas e sem exatidão!
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Talvez os poetas sempre estejam com a razão quando se retiram da razão quando falam de amor!
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Está aí a certeza de que existe a construção de um amor.
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Aliás, talvez o amor só exista enquanto processo em que se coloca em prática o sentimento chamado amor.
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O amor vai além do sentir!
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O caminho é o caminhante




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É como se a vida se nos desse a oportunidade de eliminar hipóteses de existência pelo viés da dor ou da beleza!
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É assim que se faz, é assim que se é. É assim que se faz sendo!
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Dentro deste aparente labirinto interminável de tentativas, cabe a cada sensibilidade, de cada ser, sentir (muito mais do que pensar ou ponderar) os caminhos a serem trilhados.
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Mas tenho certeza de que não é bom cair no erro de superestimar a dita eterna misericórdia. Não são tão leves as possibilidades, tão brandas as conseqüências, tão sempre perdoáveis os deslizes!
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Na verdade as possibilidades são assim, duras, pela beleza que a capacidade individual pode extrair de cara dureza. Torcer a pedra e criar calos que te protegerão em quedas futuras, quando será necessário, mais uma vez, usar as mãos contra as pedras!
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Mas, enfim, como se desvencilhar, profundamente, e vislumbrar o caminho não escravo da sensação da alma/corpo? Como ser leve, ainda que as rochas sejam as mais duras que sua alma já teve notícia?!
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Como olhar para o maior profundo tocante do espírito humano e, ainda tão profundo quanto nos toca, ainda sermos capazes de sentirmos, observarmos de fora, e traçarmos a linha que nos desvencilhará de tão primordial e carnal realidade?
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Eu, ainda, não sei totalmente! Mas ando descobrindo e um dia saberei!
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Pensando sobre coisas

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A bela música cantada é quando a maior profundidade sintetizada encontra a mais brilhante melodia que lhe encaixe, e potencialize, o sentido sobre-humano contido naquele poema ou, porque não, romance em potencial! Eis o traçado fino da absorviência poético-sonora!
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Compasso sangria

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Escuta sempre tua consciência, pois a consciência é Deus presente nos homens.
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Li isso no blog de uma pessoa.
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Mas será que nossa consciência não muda, profundamente, com o tempo?! Digo profundamente mesmo! Será que aquela parte de nós que, por vezes, grita antes de realizarmos algo errado, sempre nos trará ao centro da mesma forma?!
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Acho que não!
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O que muda, é a nossa forma de trabalhar com aquilo que nos chega, com aquilo que está no nosso fundo
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Acho que sim!
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Novas ponderações, novas colocações em relação a nós mesmos, sempre são perpetuamente motrizes. Sendo assim, seria minha intuição moral, uma pedra angular infinita?!
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Fortes como o pecado

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Destituir-se de convenções
Sem cair no erro
O prazer de se fazer diferente
Enfrentante
Destemente desta mente
Sem
No entanto
Colocar-se para fora das leis perpétuas
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Eis o grande barato!
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Mas...
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O gozo de estar errado
Sempre haverá
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O peitar de um carma genérico
Ainda existirá
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A agonia de uma dança impúnica
Nunca me deixará
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São fortes como o pecado
São cortes de um vão deixado
São sortes por eu haver voltado
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O pecado existirá enquanto houver existir
O pecado haverá porquanto existir haver
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O natural e a voz

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Será que a beleza maior da voz, como o maior dos instrumentos musicais, não está relacionado com a identificação do humano com o humano?
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Muito mais do que nos sentirmos conjuntos com um violino, por exemplo, nos sentimos, naturalmente, mais tocados e reunidos pela voz humana.
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Daí o poder de nos fazer tocar!
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Um relance darwinista! Com certeza!
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Será?!

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Será que Deus seria um resumo de todas as melhores sensações possíveis?
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Ou seria uma eliminação de realidades pela preservação daquela mais possível?
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Deus se dá por soma ou por eliminação?!
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Piano & Cia.




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Hoje faz 16 anos que eu tive minha primeira aula de música!
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Aconteceu no dia 01/06/1995, aos 11 anos de idade.
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Foi uma das coisas mais importantes que me aconteceu na vida, pois, pela música ganhei grandes amigos de carne e osso, ganhei histórias pra contar, lágrimas boas de emoção, rodinha de violão, festival e outras cositas.
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Mas, não posso esquecer que, além desses amigos em forma de gente, ganhei também outro grande amigo feito de teclas e cordas e pedais e infinitas possibilidades de combinação sonora. Um amigo imprescindível para minha expressão de vida:
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O PIANO!
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Este que considero o mais belo dos instrumentos!!!
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Salve Jane Penedo! Salve Rosa Angélica! Inalienáveis em mim!

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domingo, 29 de maio de 2011

LUZ










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O que é a luz?!
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É

a

medida

da

sensação

eterna.
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Exu

Exu Caveira
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Ago, ago
Sr. Caveira no terreiro vai chegar
Ago, ago
Exu Caveira na Umbanda é mojibá
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Sr. Caveira é senhor do silêncio
Humildade, firmeza e coração
Quando chega no terreiro da madrugada
De Ogum traz a espada
Pra marcar este chão
É Exu de fé, de força e harmonia
Vem trazendo alegria
Macaio não tem vez, não
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Ago, ago
Sr. Caveira no terreiro vai chegar
Ago, ago
Exu Caveira na Umbanda é mojibá
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A chegada e o passo lento são de peso
Densidade de quem sabe quando sorrir
A doçura e a imagem bruta se completam
De beleza se repletam
Neste exu de muita luz
Caridade de uma vida de cuidados
Medicina dos soldados
Que agora nos conduz
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Ago, ago
Sr. Caveira no terreiro vai chegar
Ago, ago
Exu Caveira na Umbanda é mojibá
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Desafia nossa sensibilidade
Convidando-nos a olhar bem mais além
A saliva e o corpo arcado são protestos
Contra o horror do manifesto
De dar valor ao que tem fim
É só uma capa que sem caveira desmorona
E a fraqueza vem à tona
Culminando num simples sim
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Ago, ago
Sr. Caveira no terreiro vai chegar
Ago, ago
Exu Caveira na Umbanda é mojibá
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sexta-feira, 27 de maio de 2011

O cachorrinho e a dona sua

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Uma volta. Uma ligeira volta na rua. Um frio de paulistano, seco. Noite de início. O fluxo de carros era intenso. Corria sempre a vontade de chegar logo. Eu também. Fui comprar crédito na farmácia mais próxima. Nem sinal do sistema. Andei mais alguns momentos procurando outro ponto, mas o sistema estava realmente nem sinal.
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Como se pudera existir em seu ombro um bocado de ternura que arfasse, a dona levava seu animal pelas ruas escuras do bairro Vila Buarque. Colocou-o no chão. Entre travecos e bêbadas travessuras de universitários de classe média, seu corpo todo rebaixado do tempo que lhe escorria no vão da consciência consentia. Ela olhava seu cão. Experimentava olhá-lo. Na verdade não olhava realmente nada. Consentia não conceber. Reclinava num aspecto de carinho por aquele bichinho pequeno que vestia roupas mais coloridas do que as dela, e continuava seu semblante estático pelas ruas lotadas de jovens no início da noite de uma pré sexta-feira.
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O tempo é o senhor da verdade. Disto todos nós sabemos. E talvez por apropriação indigesta e embriagada, nós nos fazemos dele segundo nossas verdades. É a razão e sua escória jogatina. Brinquei uma vez com um amigo sobre sua crença profunda de que não existia Deus e de como seu niilismo era fanático religioso. Ele, por sua vez, vendo minha ironia primitiva, me pegou de surpresa dizendo que eu não tinha talento suficiente pra uma liberdade como aquela. Acho que ele tinha e ainda tem razão.
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O cachorro, por sua vez, nunca se desviava de sua falta de compromisso. Quanto talento, meu Deus! Não tinha rabo e nem porque preservá-lo. Tropeçava em alguma lajota solta, cheirava, lambia alguma poça, e continuava seu caminho, guiando a dona. Arfava de esforço, teimava com ganas de vencer na vida pequena de sua memória instantânea, e ditava, a duras penas, o ritmo da descoberta conjunta. Tentava, por sobremaneira, chegar a qualquer custo monocromático do seu rico universo de estímulos e sempre, sempre conseguia almejar. Era um grande vencedor. O macho da casa, o dono da dona.
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- Oh dona, me vê uma pão?!
- Não posso. Totó adora o tempero do padeiro!
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O tempero do desespero...
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Compromissada até as últimas gotas com sua falta de gente, ia sem deixar rastro, ela também cheirando aqui e ali. Cutucava uma lata, mexia numa folha. Pelo menos não latia! Também roia as unhas, coisa que até hoje nunca vi um canino fazer. Mas também rosnava de cansaço por algum motivo que lhe afligira há alguns ditames atrás. A prisão do não-verbal e seu calabouço de sensações inconclusas que podem nos levar a balbuciar palavras muito próprias no meio de uma avenida lotada. Era o corpo todo reclinado. Os seios desvanecidos. A barriga servindo de apoio às costas, que se apoiavam na barriga, que se apoiava no ventre, que descia aos joelhos. O rosto onde não couber mais. Desvão, desvão, desvão, vão e um eco sem fim em qualquer chacra possível. O que seriam aquilo?! Cabelos mal tingidos. Uma raiz branca de grosso calibre. Mãos firmes, mas inválidas. Nunca preenchia. Não consegui captar seu olhar, tamanha a distância que lhe parecia existir entre seu mundo e este outro que não é de ninguém.
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Eles vadiavam no vazio da idade daquele bairro tão conhecido por todos nós. O cachorrinho labiríntico, a dona seguinte, a próxima e a outra, e mais uma nova, e ainda outra que não se lembrava de nenhuma das suas. Iam indo, sem se haverem.
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Iam por aquelas grades todas enferrujadas. O único corrimão do desvão fastio. Eram o apoio mais pertinente e o mictório mais sagrado. A Praça Monteiro Lobato e sua biblioteca infantil municipal. Não havia mais crianças e nem jovens jogando bola. Havia uma pessoa de casaco preto que passava e agora escreve.
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- Quantos anos tinha o cachorro?! Não sei. Talvez a mesma idade dela! Existe aquela fórmula humano-canina de multiplicar por sete a idade do animal pra encontrar quanto ele teria se fosse gente. Mas isso é mentira! Se fosse gente já teria morrido!
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A dona prosseguiu até o ponto de taxi mais próximo. Eu olhava de longe e ela sempre olhava assim: de longe. Perguntou algumas coisas pros taxistas velhos que estavam sentados. Latia, seu cachorro queria continuar. Ela foi. Eu também. Não os vejo nunca mais. E pra dizer a verdade, nem sei se eram realmente de se existir.
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São Paulo, 27 de maio de 2011. 22 e pouco da noite.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

RIO



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Leve, gostoso de ver!
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Uma animação para adultos e crianças de todas as idades!
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Ri muito e me emocionei também!
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Contracorrente

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Um filme sutil que conta a estória de um triângulo amoroso meio moderno, por assim dizer. Uma trama latina de pescadores, forasteiros e o amor! Ou melhor, os amores!
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Os atores estão estupendos, sem exceção! Dava até dó de ler a legenda e perder as atuações! Naturais, exatas, sem clichês! Um convite ao envolvimento sincero!
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Fui ver meio que sem saber antes o que era. Queria ir no cinema e só havia tempo pra chegar a essa sessão, das 22 horas.
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Gostei demais e recomendo!
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VIP’S



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Wagner Moura, como sempre, está ótimo!
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No começo a piruquinha ficou meio forçada, mas, no desenrolar do filme, ele se modifica a cada personagem, o que dá uma força tremenda pra trama!
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Roteiro legal, direção também!
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E o drama psicológico que entremeia as ações é sutil e colocado de forma a não soar demasiado, o que poderia fazê-lo se desgastar e se abrir antes do tempo.
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Ao mesmo tempo, não fica tão descartado da trama, a ponto de se tornar esquecido.
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Filme brasileiro de alto padrão!
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Muuuuu

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Qual é o mais bovino dos cantores brasileiros?!



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Conceiçãããããooooo!!!


quarta-feira, 27 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Wiki à vontade!!!


“A Doutrina Espírita dedica-se à formulação destas explicações desde Allan Kardec (século XIX). Na obra Espírita Missionários da Luz, ditada pelo espírito de André Luiz, através da psicografia do médium Francisco Cândido Xavier, a epífise é descrita como a glândula da vida espiritual e mental. Para a Doutrina Espírita, a epifise é órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Preside os fenômenos nervosos da emotividade, devido a sua ascendência sobre todo o sistema endócrino, e desempenha papel fundamental no campo sexual. Na mesma obra, André Luiz descreve ainda que a epífise está ligada à mente espiritual através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência formal ainda não pode identificar, comandando as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. Na atualidade, o assunto é estudado pelo especialista Dr. Sérgio Felipe de Oliveira. Segundo ele, a pineal seria capaz de gerar forças psíquicas a todos os armazéns autônomos do órgão.” Wikipédia


terça-feira, 19 de abril de 2011

10 Haikais Guilherminos

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Seguem 10 Haikais Guilherminos.
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Além do esquema de 5 – 7 – 5, o primeiro verso rima com o terceiro, e o segundo verso possui uma rima interna (A 2ª sílaba rima com a 7ª sílaba).
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Seu difusor foi o poeta Guilherme de Almeida, daí a definição de Haikai Guilhermino.
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É bastante praticado no Brasil.
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p.s: sei que aqui tem haikais fora desta forma!

1) Revolta

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Andou sem atino.
Atua louco na tua,
Soltou-se ferino.
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2) Queda cão

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Andou sem latido
Altura louca da tua
Soltou-se ferido.
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3) Apocalipse zen

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No fim do outro mundo
Quero sem pressa e te espero.
Infindo segundo.
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4) Sopro

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Infinitamente
Imploro tua linda flor
Translucidamente.
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5) Fui!

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Despedida ou!
Desbasto sem muito gasto
Tchau sem dó lhe dou.
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7) Tangente Literal

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Livro meu amigo
Redijo profundo, te digo:
Livra-me amigo!
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8) Sem solo

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Muitas são as coisas
Que vão sem ter direção.
Muitas coisas-vãos.
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9) Cu doce

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Dolorido dói cá!
Doido dedo dói tudo.
Doente dondoca.
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10) Amigas

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Palavras são vis.
Serem vis, de ti te rendem.
Palavras servis.
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Pseudo Haikai

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Pensamento madrugada
Sorriso incontido, no meio da sala:
Saudades do meu amor!
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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Faça o que quiseres, mas queiras segundo deves agir

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Não se deve agir segundo a vontade rasa, descabida, cheia de intempérie, dotada de impulso baixio, egoísta. Vontade bifásica do sim e do não, do quero porque quero, assim como não quero porque não quero. Ou mais, quero porque quero a mim em exercício desta maneira e não quero porque acredito não me caber determinado tipo de dor ou tentativa.

Isto é pouco em demasia!

Não se deve esgarçar a moral pelo simples prazer de arrebentar o instituído, de ocasionar o desvario, um desperdício crônico de crenças e costumes, dilacerando o anterior de todo homem, o intocável de toda alma.

O mais importante é saber quando e como enfrentar, como sentir. O que, dentro de tudo, é considerável em fastio, sem inovação.

Desta hora, e de todas pra sempre, nem tudo cai neste ponto, nem tudo está para isso, está para reformulações, para quebra-cabeças a serem remontados, re-amontoados, re-contextualizados.

Seria maldito quebrantar as estruturas dignificantes e constituintes de um sustentáculo capaz de proporcionar a paz e o exercício humano neste terreno de perigos tão físicos, de olhares tão cegos, de sentires tão sem explicações permitidas; de ser na plenitude da não plenitude.

No entanto, este não é um segmento sem porém, ainda que valorize o traçado do “menor-porém”.

Ao mesmo tempo que tudo já aqui dito, é necessário ressaltar que deve-se equilibrar o não arrebentar do entorno, sim, mas nunca deve deixar de lado o arrebentar de si próprio.

Quando a cabeça pende ao chão de modo a lhe podar os mais belos horizontes, é hora de lançar olhares mais longínquos. Se tua postura resignada te causa sufoco, nada te impedirá de dar teu mais íntimo brado vital.

É saber quando e como jogar! Situar-se em vida!

De fato é como se as leis divinas pregassem no homem um matize de egoísmo permitido, pelo simples fato de sermos sozinho em nossas dores. É dada a licença de tentar, a permissão de se permitir.

O cerco entorno do homem, que exige muito de si, é fechado, mas, ainda sim, admite-se um descampado do espaço que o proporcione dançar conforme tua música interna mais latente e estridente.

É o encontro de dissonâncias que podem ser novamente harmonizadas, ainda que pelo total rearranjo das melodias internas. São estas que devem ser mexidas. As externas estão aí desde antes de estarem aqui.

E, além do mais, se não podes fazer o que quiser, queria aquilo que possa ser feito por ti.

Sempre há uma saída para perversão total ou ainda mental-parcial, intrinsecamente dolorida.

Para todo caminho percorrido, para todo traçado torto, por mais vívido dentro e fora de nós que esteja, há uma possibilidade de atalho, um conserto, um concerto mais belo a ser assistido e participado.

Há sempre um recaminho condutor para todo desvio, por mais perverso que este seja.

E nunca é estritamente necessário burlar entendimentos. Basta saber adiá-los, ou simplesmente compreender que não se deve compreender. Ainda!

Nunca é estritamente necessário pular compreensões, mas, é bom dizer que, por vezes, é necessário não as querer, e é bom que se faça isso.

Toda perversão se dá primeiramente na mente, para depois se alastrar. Mas é neste mesmo interno intenso que moram todos os encaixes.

O analgésico da dor da alma está no silêncio profundo. Por vezes impossível, é verdade. Mas sempre ainda mais possível, sempre ainda mais quisto, sempre ainda mais humano.

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“Age apenas segundo aquela máxima que possas ao mesmo tempo desejar que se torne lei universal.” Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Immanuel Kant.

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