segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Morro Dos Ventos Uivantes - Emily Brontë


Um livro beeeem pesado!

Não consegui terminar logo de primeira! Acabei colocando outros no meio da leitura!

Os conflitos são constantes, as brigas, a estupidez, a loucura, o clima tenso, a maldade, o rancor, a vingança, a perversidade!

A tradução é de Raquel de Queiroz e o livro é muito bem escrito!

O título original é Wuthering Heights e foi lançado na Inglaterra em 1847.

É uma mistura de famílias, o pai de um com a mãe do outro, com a esposa do fulano e assim por diante!



Sua autora, apesar da dita pouca experiência de vida, pois vivia reclusa com suas irmãs e morreu jovem, compôs um livro de trama bastante madura, personagens esféricos, de bem e mal, muito bem caracterizados, com atitudes coerentes com sua personalidade!

Muito bom!



O Guarani – Carlos Gomes


No Teatro São Pedro, aqui perto de casa, na quarta-feira, dia 26 de Outubro, fui ver a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, baseada na obra de José de Alencar.

Esta foi a primeira ópera que vi na vida! Pude então, enfim, entender, qual é a proposta de uma ópera!

Achei fantástica a união de atuação, música, orquestra, vozes, atores, cenários, enredo, conflitos, tudo junto no palco!

Ela se divide em 4 atos que totalizam por volta de três horas de espetáculo.

Sua estréia ocorreu no teatro “Alla Scala”, na cidade de Milão, em 19 de março de 1870, alcançando grande sucesso. À partir daí, ganhou novas e novas montagens em diversos lugares do mundo, tornando-se a obra mais famosa de Carlos Gomes. O libreto é de Antonio Scalvini e Carlo d’Ormeville.

As músicas são belíssimas! Cantadas em italiano, sim, mas, o tempo inteiro correu uma legenda projetada num quadro logo acima do palco do teatro. Deu pra entender tudo!

Os cantores estavam muito bem caracterizados nos personagens! Tenores, baixos, barítonos e a soprano principal, Edna D'Oliveira que fazia Cecília, o amor de Peri! 



Como o cacique da tribo indígena, o baixo-barítono Licio Bruno deu um show a parte!

A estória todo mundo já conhece! É uma trama de acontecimentos paralelos. Não há somente uma linha condutora e os conflitos chegam de diversos lados!

A única coisa que não gostei, foi que os índios eram tratados excessivamente como vilões, na minha opinião! Quando na verdade, a revolta da tribo, se devia à morte acidental de uma índia Aimoré por um português.

Além deste ponto, outro que poderia ter sido melhorado, foi a roupa usada pelo personagem principal. O tenor que fez o Peri estava com uma roupa muito feia, transparente! Ele era meio gordo e o personagem é um índio forte e heróico. Isso não combinou muito, mas sua voz deu um show a parte!

No entanto, isso não impediu de ser magnífico!

Batemos palma diversas vezes ao final de cada cena! E, no fim, o teatro lotado, ficou totalmente de pé e aplaudiu por mais de cinco minutos! Foi demais!

Que força pode conseguir uma ópera quando bem montada!

O maestro Roberto Duarte, diretor musical e regente, ganhou diversos prêmios com seu trabalho de restauração desta ópera que, por diversas vezes, foi recortada, editada e modificada.


O cenário era simples, com pinturas em preto e branco, modernas, que ganhavam tonalidades diferentes conforme se projetavam luzes sobre os tecidos!

Pelo que o li no livro de apresentação, só havia feras da cena lírica brasileira!

Não acredito que esta montagem ficou apenas cinco dias em cartaz! Quase não consegui ingresso!

Mas acredito que, pelo gabarito dos envolvidos, talvez esta passagem pelo Teatro São Pedro foi uma etapa que antecede a ida deste mesmo espetáculo para outro local maior. Talvez o Teatro Municipal de São Paulo.

Foi marcante!!!




Centésima Resenha - O Palhaço - Selton Mello


Estava com bastante expectativa com relação ao filme “O Palhaço”, onde Selton Mello faz o personagem principal: Benjamin, o palhaço Pangaré. Além de ator, ele foi o diretor e também o roteirista em parceria com Marcelo Vindicatto.

Achei interessante um filme que se propunha a retratar o Brasil do interior, dos artistas que rodam por estradas de terra, levando de cidade em cidade a magia do circo. Mas confesso que não gostei muito do resultado!

Mas antes vou falar dos lados positivos!

A trilha sonora estava primorosa com peças que iam do humor ao drama, como pediam as cenas da película!

Os figurinos eram muito bem feitos e lindíssimos, mesmo simples!

Os atores convidados, que fizeram participações especial, e não faziam parte da trupe do Circo Esperança, também foram um show a parte:

Moacir Franco como o juiz ranzinza que amava seu gato, acima de sua própria mulher.

Ferrugem como o funcionário público brincalhão.

Tonico Pereira como os irmãos que moravam numa oficina isolada do mundo, no interior de Minas Gerais, provavelmente.

Fabiana Karla como a possível prostituta que se encanta com os desvarios do personagem principal.

Jorge Loredo, o Zé Bonitinho, que faz um piadista vaidoso.

Entre outros!

Mas com todos estes pontos positivos, o que não me agradou na película está justamente no seu centro: o conflito interno do palhaço que não se vê em sua profissão, não possui CPF, nem comprovante de residência! Tem apenas uma certidão de nascimento velha.

Talvez haja algo de autobiográfico neste filme! Selton Mello, como declarou na capa da revista Bravo!, se não me engano, passou por um período de crise e depressão, declarando que tomou mais cuidado com seus personagens que com ele mesmo!

Mas mesmo com este forte apelo, me parece que a película flui de maneira meio solta demais! Algumas cenas ficam meio jogadas: como a briga que acontece no bar, ou a revolta da trupe contra uma mulher que os roubava!

Alguns personagens não estão tão bem em seus papéis!

O próprio personagem principal poderia ter sido mais explorado! Entendo que o silêncio diz muito, mas o excesso de silêncio deixou-o vazio. Como ele pensava sua literal e pessoal falta de identidade? Como ele via sua vida? O que ele queria modificar, refazer, conquistar, além do que já tinha? Um ventilador, como mostra o filme? Um CPF? Uma namorada? Será que seu conflito poderia ser realmente sanado, simplesmente vendo um homem contando piadas numa mesa de jantar? Isso é suficiente para fazer ele enxergar a beleza de fazer os outros rirem?

Monta-se um belo contexto, mas o núcleo não deslancha como seria de se esperar!

Além disso, você se propor a colocar um palhaço em cena, mostrar seu trabalho, o compromisso de ser engraçado é presente, mas isso não aconteceu realmente. O número do circo, apesar de bem montado, não me fez rir realmente! Não me tocou e acho que à platéia também não!

Há algumas propostas bonitas, como colocar uma criança honesta no lugar da trambiqueira mulher que bailava e era tida como corajosa! Ou mostrar as fraquezas do homem mais forte do mundo e outras, mas as coisas estavam meio desamarradas!

É isso! Espero não estar sendo injusto! A Veja SP até colocou o filme entre os melhores em cartaz, mas eu, pessoalmente, não gostei tanto assim!

Direção: Selton Mello
Roteiro: Selton Mello e Marcelo Vindicatto
Produçao: Vânia Catani
Dir. de Fotografia: Adrian Teijido
Dir. de Arte: Claudio Amaral Peixoto
Edição: Marília Moraes e Selton Mello
Trilha Sonora: Plínio Profeta
Som Direto: George Saldanha
Figurino: Kika Lopes
Maquiagem: Marlene Moura e Rubens Liborio
Co-Produção: Telecine, Locall, Imagem Filmes
Patrocínio: Prefeitura Municipal de Paulínia, Fundo Setorial Audiovisual, MRS Logística, EMS, Toyota, AMBEV, Oi, Adidas, Santander, Cemig e Governo de Minas
Apoio Cultural: Azul Linhas Aéreas, Delphi e Oi Futuro


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Post 945 - Ouvindo “Vicro e corte – Milton Nascimento”

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Tratado poético generalista

Em 10 partes

Em 10 páginas
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I
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Eu gostaria de caber-me
Em poucas palavras
Eu gostaria de ter
Sempre
A mais sublime inspiração
Em todos os momentos
Em todas as vivências
Em todos os percalços
Que a vida me apresentasse
A saída mais bela
O acorde mais confiável
Que me trouxesse
O máximo de expressão
O caminho mais amável
Aos olhos e ouvidos
De quem me detém
.
Se tantos fazem
Qual seria o máximo do fazer
Quando tantas pluralidades
Desfazem a presente arte?
.
Qual seria o caminho que
Contemporâneo ainda tocante
Poderia desbravar o peito
Do homem instável errante
Tão saturado de tentativas de vida?
.
Qual seria o caminho que
Ainda tocante
Iluminaria novamente o novo
E o traria limpo de tamanho estado
Tão descrente de si?
.
Seria a melodia?
.
Seria a letra mais precisa?
.
Seria o encontro mais reverberante?
.
Mas
Qual
O
Encontro
Mais
Reverberante
No
Surdo
E
Cego
Coração
Do
Hoje?
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Corações e mentes
Tão mentidas para si
Tão mentidas em si
Tão metidas no em si
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Tão sem si!
.
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II
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Qual a diferença
Do caminho poético
Quando registrado
Em papel virtual?
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Qual a descrença
Do vocábulo estético
Quando resignado
No folhetim real?
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Qual é a vantagem
De escrever ligeiro
Num meio intangível
Por tantos acessado?
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Qual é a coragem
Do dizer fuleiro
Se num meio invisível
Definha-se minguado?
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III
.
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Qual a sensibilidade
Que invoca
A cada palavra
Um novo ciclo
De conseguinte informação?
.
De onde vem
A palavra inédita
In-é-dita desdita
Que faz o escrever
Seguir seu quinhão?
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Onde está o misterioso
Anterior poético prostrado
Que perpetua e se renova
A cada vocábulo colocado?
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Onde está a novidade convicta
Das coisas vitais
Que fluem nos sons
Em proto-palavras reais?
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O som é o anterior vocabular!
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O som é a matriz do dizer!
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A música é o pressuposto do verbo!
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A música é a literatura em potencial!
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IV
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Seria a música instrumental
O não verbal
O ulterior irracional
Ainda mais envolvente
Que o som organizado
No contorno
Da convenção lingüística?
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Não sei!
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Mas tudo é alimento
Àquele que escreve
Basta ter vocabulário
E permissão receptiva
Dentro de si
Para expressar aquilo que passa
Que registra com força
Nas linhas da alma viva
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V
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O que fazer quando tudo já foi feito?
.
O que dizer depois que tudo já foi dito?
.
Ainda vale a pena?
.
Ainda vale a pena
Arriscar teus poemas ao vento?
Lançá-los aos ares sem medo?
Sem preservá-los
Dentro do círculo permissivo
Do poeta seu dono convulsivo?
.
Como filhos desgarrados
Indefesos e jogados
Na corrente tirânica
Da modernidade descrente?
.
Ainda vale a pena tentar?
.
Ainda vale a pena dizer?
.
Dizer a ninguém?
.
Dizer quando nenhum será seu ouvinte?
.
Dizer pelos poros
Dizer pelos olhos
Dizer pelos gestos
Dizer pelos jeitos
Dizer pelo não dito
Dizer pelo perigo
Dizer pela mudez
Dizer pela intolerância
Dizer pela inconstância
Dizer pelos versos
Dizer pelas prosas
Dizer pelos sons
Treze vezes dizer!
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VI
.
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Será que devo?
Ou melhor
Será que posso
Não assim ser?
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Será que posso não dizer?
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Será que posso me calar
E sublimar meus ruídos?
.
Será que posso
Engolir minhas expressões
Já que elas
Não são relevantes?
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Ou simplesmente
Já foram ditas?
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Será que devo
Resignar-me em ser
Simplesmente
Uma repetição?
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Será que devo
Obscurecer o redito?
E tentar sem sentido
Procurar o inédito?
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Mas o que já não foi dito?
O que nunca foi inédito?
.
O que nem sequer
Chegou a ser inédito
Pois nunca foi realmente
Pensado ou dito?
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VII
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Depois de tantos séculos
De poesias que se esmera
Depois de milênios póstumos
Às Ilíadas de cada era
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Valeria à pena abrir a boca
Deitar os dedos sobre o teclado
Rascunhar traços convencionais
Sobre o papel imaculado?
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Poderia haver alguma forma intermediária
Entre os poemas e as pinturas
Que não fosse simplesmente
A reunião pífia de miniaturas?
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Não uma poesia pintada
Ou uma pintura poética
Mas um traçado novo
De conteúdo e estética?
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VIII
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Inédito
Indito
Neolístico
Neuplástico
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Concrético
Infinito
Neologístico
Bioelástico
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Profético
Incontido
Proto-sístico
Fantástico
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Amplexo
Fundido
Artístico
Sarcástico
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IX
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Há?
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Há de haver
Enquanto houver?
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Haveria senilidade
E por anos e anos
Ainda esta novidade?
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Haveria a possibilidade
De um aglomerado mutante
Que transcendesse a fusão
Trazendo um novo semblante?
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Haveria o encaixe de propostas
Em diferentes formas inventivas
Que geraria um formato suplente
Exaurido do corpo físico presente
Em concretas catarses coletivas?
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Haveria enquanto fluida inovação
E ainda sim, seria além da aglomeração:
Seria mais que um insuficiente resto
Não a fusão simplista da forma
Mas uma nova proposta de gesto
Do povo guiando em si a re-forma?
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X
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Seria isto possível
Enquanto vital prosseguimento
Da arte?
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Infelizmente acho que não!
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Intersecções artísticas
Tentativas de superação
Sem efeito relevante!
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Isto é tudo!
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Nada a mais, ao menos
Nem nada menos!
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Nenhum artista contemporâneo
Será mais plenamente realizado!
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Mas o gosto pelo contemporâneo
Há que se manter preservado:
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Sempre!
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