Está chovendo lá fora meu caro amigo tempo!
Está chovendo como nunca se viu antes.
Cada milímetro cúbico de água em mágoa
Despenca intensamente sobre meus telhados
Escorrendo pelas minhas ladeiras mais tortas
E antigas.
Meus olhares se cabisbaixam por dó da realidade
É pena de sei lá do que,
Talvez de um vizinho de viveres
que me bate nas costas
pedindo mais humanidade,
ou talvez aquela música velha
que não quer sair da memória inesquecível.
Memória de dizeres e viveres tão belos e bons
que me fazem escravos
de tudo que um dia me rodeou
e me fez vivo de momento
como nunca eu fui capaz de ser...
Ah, que saudade de tudo que não me pertence
tudo, tudo que já foi um sonho vivível
mas que agora soa como uma miragem velha
real.
O imaginário e o mortal
se misturam tão intensamente agora
que eu não sou mais nada além de palavras
que fluem como as águas das ladeiras mundanas.
Que peso tem meus olhares pro passado,
que peso tem tudo que me faz pensar.
tudo que um dia já me foi e que ainda é
porque eu sei que
pedaços diversos de mim
estão jogados por aí
eu vejo
eu me sinto cada vez menos
por me pensar,
apenas pensar,
cada vez mais seguro dentro de mim.
Mas a ignorância é uma defesa
para os massacres diversos
é capa que protege
e que me faz menos cabisbaixo,
que me leva além
pela infantilidade de se pensar inatingível.
É mentira
basta uma queda pro vazo se despedaçar em milhões
que por outras milhões de vezes terão de ser catados
e recatados
para menos e às vezes mais recatados se tornarem.
Já não sei de nada
apenas sinto uma água nas ladeiras dos anos
a escorrerem para algum lugar entre o céus e a terra,
talvez o horizonte.
No meu horizonte chove
mas que venham as águas.
Às vezes tenho medo da minha coragem instantânea.
(O que me importa é que a legitimidade dos meus escritos só a mim pertence).
Está chovendo como nunca se viu antes.
Cada milímetro cúbico de água em mágoa
Despenca intensamente sobre meus telhados
Escorrendo pelas minhas ladeiras mais tortas
E antigas.
Meus olhares se cabisbaixam por dó da realidade
É pena de sei lá do que,
Talvez de um vizinho de viveres
que me bate nas costas
pedindo mais humanidade,
ou talvez aquela música velha
que não quer sair da memória inesquecível.
Memória de dizeres e viveres tão belos e bons
que me fazem escravos
de tudo que um dia me rodeou
e me fez vivo de momento
como nunca eu fui capaz de ser...
Ah, que saudade de tudo que não me pertence
tudo, tudo que já foi um sonho vivível
mas que agora soa como uma miragem velha
real.
O imaginário e o mortal
se misturam tão intensamente agora
que eu não sou mais nada além de palavras
que fluem como as águas das ladeiras mundanas.
Que peso tem meus olhares pro passado,
que peso tem tudo que me faz pensar.
tudo que um dia já me foi e que ainda é
porque eu sei que
pedaços diversos de mim
estão jogados por aí
eu vejo
eu me sinto cada vez menos
por me pensar,
apenas pensar,
cada vez mais seguro dentro de mim.
Mas a ignorância é uma defesa
para os massacres diversos
é capa que protege
e que me faz menos cabisbaixo,
que me leva além
pela infantilidade de se pensar inatingível.
É mentira
basta uma queda pro vazo se despedaçar em milhões
que por outras milhões de vezes terão de ser catados
e recatados
para menos e às vezes mais recatados se tornarem.
Já não sei de nada
apenas sinto uma água nas ladeiras dos anos
a escorrerem para algum lugar entre o céus e a terra,
talvez o horizonte.
No meu horizonte chove
mas que venham as águas.
Às vezes tenho medo da minha coragem instantânea.
(O que me importa é que a legitimidade dos meus escritos só a mim pertence).