quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Só pra fechar!!!

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O dinheiro
te dá uma liberdade rasa.
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O conhecimento
te dá uma prisão profunda.
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Fiz uma poesia só pra mim

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Geralmente não escrevo pra mim mesmo. Sempre penso na possibilidade de um leitor fictício, mesmo quando o texto não será visto por ninguém. É raro eu escrever pensando em dizer coisas só pra mim.
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Mas no dia 18 chutei o balde e comecei a colocar no papel uma poesia que o único leitor seria eu.
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SOMENTEMENTE EU.
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E daí o negócio foi rolando loucamente. O assunto não acabava, eu fui me abrindo cada vez mais e a poesia ficou com um nível de sinceridade absurdo.
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E das 8 páginas, mais de 2000 palavras, 365 versos (a quantidade não é coincidência), tiro só esse pedacinho:
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Mas plutão não permitirá mudanças leves
Ele não está para brincadeiras
Ele nunca foi de brincadeiras
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O resto não poooooodee ser lido!!!
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NÃO
SER LIDO!!!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Publicitário, eu!?

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Meu anúncio único

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QUINGENTÉSIMA POSTAGEM

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Auto-comiseração
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Não vejo nada além do visível
Não sinto nada além do sensível
Não crio mundos
Nem delibero de mim
Sou rente ao pífio
Utilizo-me da matéria com distância
Primeira e única possibilidade
Sou minhas curtas margens
Rio sem volume, sem paragens
Vastidão sem miragem
Não desfruto de poréns
Poucos portantos
Milhares de talvez
Vivo sem recanto
Encanto de nada
Pequenas são minhas saídas para o mar
Nunca naveguei senão por outros
Fico imaginando miudezas
Caçando novidades
Pensando-me raridade
Invento maus tratos
Na esperança de ser gente
Dotada de belezas
Mas é hostil a realeza
Escolhe seus semblantes
E se esquivou das sombras
Não gosta do vil
Não gosta do credo
Sorrateira esvaiu
Deixou-me senil
Abandono descrente
Terreno inválido
Nó instável
Provável suicídio por fracasso
Que esparso escasso
Desisto de ser
Putrefato poder
Multidão inoperante
Declinação do infante
Menino da perdição
Que antes ignorância
Agora resignação
Pungente vértice baixio
Do universo espiral minguante
Introspectivo suplício
Opaco sufocante
De sombra e vício
Degradado filho de Adão
Auto-comiseração
Serpente sem paraíso
Animado fictício
Cabisbaixo navegante
Sou eu meu pior amante
Sou eu meu derradeiro resquício
Aqui jazz-me em vida
Posto numa tentativa
De rima
Esquisita...
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

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I
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Durkheim (Objeto → Sujeito)
Para ele o mundo existe independente da gente percebê-lo.
Para observar o mundo como ele é, é necessário abandonar as pré-noções.
Durkheim diz que a sociedade é um corpo vivo. E pega emprestado o modelo da biologia, que diz que: se cada parte fizer seu papel, o todo será saudável.
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Weber (Sujeito → Objeto)
As coisas existem a partir do momento em que elas são pensadas. Porque para ele a realidade não faz sentido sozinha. A história possui infinitos pontos espalhados. Para estudar é necessário recortar um pedaço e estudá-lo, porque só ver o todo não é possível por ser muito complexo. Para ele não é possível se desfazer das pré-noções. Nós atribuímos, através de estudos de fragmentos, um sentido para tudo. Os valores é que vão nos deter, minar o que é importante a ser estudado nos objetos.
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Marx (Sujeito ↔ Objeto)
Para ele o mundo existe, não tem um sentido próprio, mas um sentido potencial, o mundo caminha por um caminho, mas podemos mudá-lo. Para Marx a existência determina a consciência. Totalidade existe, está partida em pólos opostos que se equilibram num desequilíbrio constante.
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Para Weber, não tem totalidade, mas sim fragmentos.
Para Durkheim tem totalidades e é equilibrado.
Para Marx tem e está em desequilíbrio.
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Os 3 se apóiam em paradigmas, que são verdades aceitas como tal devido a uma convenção na comunidade científica. Um ponto onde os questionamentos se estacionaram para poder criar uma ciência a partir daquela convenção.
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II
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A classe média é uma conseqüência da luta de classes. O desdobramento do Marxismo. As lutas entre proletariado e burguesia criou ferramentas de equalização social que levou à classe média.
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Em pleno 2008

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Conversa verídica
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- Então todas as pessoas orientais, milhões e milhões de pessoas justas e trabalhadoras que acreditam em Buda, em Krishna, irão para o inferno??? Nascem num sistema, acreditam de coração naquilo que sua cultura os passou, mas, mesmo assim, acabaram sua vida sem descobrir Jesus, vão pro inferno???
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- Sim, elas vão para o inferno.
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- E ele, Jesus, não está sendo injusto dando apenas um caminho para o céu??? Não seria mais justo pensar que há uma iluminação espiritual e que há varias maneiras de se atingi-la???
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- Como Jesus seria injusto agindo assim??? Ele é O único caminho. Sem ele nada podemos fazer e não iremos para o céu estando sem Ele. O próprio é o Criador do mundo juntamente com Deus Pai e Deus Espírito Santo e Ele foi o único sem pecado que Deus escolheu, que pôde vir pra salvar o homem do pecado. Veio ao mundo para morrer na cruz pela humanidade. Não há outro caminho, nem outra iluminação, mesmo porque iluminação até há, mas salvação nessas iluminações não existem!
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Ai, que tristeza!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Para o jornal...

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Provocações
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Jésus Martin-Barbero perguntou no seu livro “Dos Meios às Mediações” de 1997:
- “Por acaso a aura expulsa da obra de arte se refugiou obstinadamente na profissão”?
E eu respondo:
- Olha, acho que sim, viu!!! Mas, fazer o que, né?! :-/
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Não, eu não acredito no Socialismo, Comunismo e Anarquismo aplicados em nações. Suas tentativas não foram bem sucedidas, se tornaram fachadas, mentiras e, nos piores casos, ditaduras. Também não acredito na possibilidade deles se tornarem formas de governo reais nos próximos 100 ou até 200 anos. Acredito sim, na relativa anarquia do espírito que se experimenta ou simplesmente se permite, no comunismo de almas que se querem bem e no socialismo de ONG’s compostas por homens de boa vontade. Exemplos poéticos.
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E também práticos.
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- Mas como saber da boa vontade de cada? – alguém pode perguntar.
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- Não sei. Juro que não sei. Não posso ter certeza do que passa dentro de cada um, mas os olhos tendem a não mentir para um olhar. Experimente exercer o socialismo-possível dos dias atuais. Socialismo presente nos lugares onde nós deixamos que restassem para ele. Infelizmente...
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Aproveito e faço um convite.
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Faça parte do Movimento Humanista. Nós acreditamos nas nossas boas intenções. Nós acreditamos numa mudança possível, ainda que no mundo de hoje.
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Ahh, esses dias de hoje, viu!!!
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O mundo mudou e o capital se mostrou como a forma mais eficaz de controlar e seduzir o ser humano, colocá-lo na linha e lidar com o individualismo de muitos (não, não somos poucos) e a falta de educação básica de tantos outros, ambos prisioneiros de si. O capitalismo se mostrou mais forte pelo mesmo motivo que religiões se tornam falhas com o passar dos anos: a natureza do homem deste nosso tempo.
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Não é novidade alguma bradar contra políticos, empresários, homens ricos e dirigentes dizendo que eles são maus, mesquinhos, desonestos, egoístas, mas o problema não está só neles, está em todos nós. Essa frase pode parecer clichê. Mas então pergunto:
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- Por que frases se tornam clichês? Seria pela arrogância dos ouvidos frente à realidade latente?
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Ora, olhe-se e verá que também há momentos de desonestidade em cada um de nós, momentos de mesquinhez, razões e reações pequenas aqui e ali, ainda que muitas vezes sob a forma do simples comodismo. Assim somos... Por enquanto...
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Esse olhar nos mostra responsabilidades, mas também possibilidades.
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Jésus Martin-Barbero defende no seu livro que, no fim das contas, as conjunturas são reflexos das massas, o que entra em confluência com a célebre idéia de Rousseau que dizia que: a soberania é inalienável, ela está no povo. Ou seja, não está nos meios, mas sim nas mediações, como sugere o título da obra já citado no início deste artigo.
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Nós, sendo as mediações, somos os meios em si. Enfim, em nós!!!
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Claro que não vamos cair no exagero contrário de jogar tudo nas costas do povo, mas o que esses dois autores nos indicam é que: o topo é um reflexo da maioria, se sustenta por ela ou, de maneira mais leve, o topo tem muito em comum com a maioria-nós, a base da pirâmide.
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Homens do topo detêm grandes poderes, sim, e jogam de acordo com interesses privados, sim. Mas é fato que as massas os emprestaram temporariamente essa força e eles, os de cima, só fazem como fazem porque nós não procuramos tomá-la de volta. Talvez por desânimo, por falta de informação, por negligência. Não importa. Fato é: os meios para realizar ações estão aí, no meio das mediações.
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O Movimento Humanista é um exemplo disso, assim como: partidos, sindicatos, associações de bairro ou uma simples conversa de boteco que gere um mínimo de transform-ação. Tomar a força de volta, não significa necessariamente depor o governo, mas sim, recuperar a atitude política, expandindo-a para além da urna.
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Pessoas podem discordar dessas frases anteriores, mas ainda sim gostaria de insistir na crença de que somos culpados e capazes, dessa vez de uma maneira mais sutil.
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Pensar-se parte do problema, por mais que não pareça verdade, tende a se tornar uma atitude muito válida por causar incômodo interno, movimentação, enfim, afetação. Colocar-se distante, pensar-se diferente da “escória” é colocar-se numa postura individualista e defensiva, que com certeza não trará resultados tão profundos quanto o incômodo de se sentir igual aos podres, porque, em verdade somos.
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Explico como...
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Temos muito mais em comum com eles do que desconfiamos. Omitir-se da instância política da vida é tão errado quanto manipulá-la em seu favor. Afinal, a omissão não pode ser considerada a forma que muitos usam para manipular sua própria não-vida pública em seu favor? É a omissão como manipulação.
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Podem replicar dizendo que os que omitem não fazem mal a milhões como os grandes ladrões e homens de muitas posses e poucos bens.
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Mas eu treplico. Os que omitem podem não fazer mal, mas deixam de fazer o bem para algumas dezenas e isso é extremamente ridículo. Ridículo igual, egoísta igual. Não importa o quão ridículo ou egoísta. Fato é que é. E como esse texto é meu, detenho-me na tréplica. rsssss
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Viajando um pouco, já entrando no início dos finalmentes, o Protocolo dos Sábios de Sião (não se enganem com esse bonito nome), sendo legítimo ou forjado, teve, pelo menos, o mérito de tratar cruamente da natureza humana colocando no papel uma lógica baseada não só na ação dos maquiavélicos como também na omissão dos mesquinhos, elementos que formam o pano de fundo deste artigo. Procurem saber desse texto e verão que, apesar de cruel, é genial, ainda que profundamente medíocre. Uma genial demonstração de mediocridade que pode nos despertar para lógicas que, infelizmente, às vezes preferimos ignorar.
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E com toda essa loucura de maquiavélicos, mesquinhos, protocolos, Martin-Barbero, Rousseau e a natureza humana, o que nos resta?
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Nos restam mudanças, sempre. E elas estão por vir. Os astros dizem, poucos interpretam, alguns não acreditam, mas muitos de nós viveremos pra ver. Por bem ou por mal. Pelo bem ou pelo mal. Mais provável que seja pelos dois.
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Não me importo de parecer rígido nas críticas e vago nas esperanças. Assim elas podem ser. Caso contrário, seriam estatísticas, o que deixaria o futuro muito menos poético e progressivamente mais insuportável. Já pensou se algum dia a matemática falar mais alto que os astros? Será uma pena!!!
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Posso parecer pessimista com todas essas frases, mas no fundo não acredito no fracasso. Ainda que a aura expulsa da obra de arte tenha ido se refugiar obstinadamente na profissão, mostrando o movimento de “endireitamento” do mundo, isso me parece pouca bobagem.
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Quem ama o passado é que não vê que “O NOVO SEMPRE VEM”.
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SEMPRE!!!
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Wagner Passos

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

E ainda dizem que os anos 80 foi a década perdida!!!

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Um mago dos teclados que produziu lindos arranjos pra lindas músicas dos anos 80 (não que essa seja dessa época- rssss)
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(1986)
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E uma bela composição com um belo arranjo (genuinamente anos 80)
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(1989)
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Não sei porque dizem que foi perdida (até desconfio), mas realmente não acho que tenha sido. Como filho dela, mesmo que achasse, não poderia concordar com isso.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

E se...

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E se todo ano o ano todo fosse fim de ano?
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Escreve, escreve, escreve de novo...

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A noite cai junto com a chuva. As gotas despencam transparentes do céu negro. A essa altura as gotas já estão limpas e o céu mais leve. Tudo está mais leve num início de madrugada chuvosa. Sinto-me assim, desse jeito. Não despenco como gotas, mas pairo esguio por sobre infinitos edifícios minúsculos. Leve. Não há músculo, apenas vontade. Basta querer para flutuar? Acho que não. Os astros não me permitem livre-arbítrio pleno. Não permitem a nenhum de nós. Estamos sob suas órbitas mesmo quando restauramos nossos impactos. Impacto estelar. Construção. Concisão. Não. Concisão não me basta. Quero palavras muitas, todas as possibilidades. Frases de longo alcance. Infinitas deveriam ser as idéias, e assim são. Mas apenas algumas perduram, por alimentadas por muitos. A maioria delas são pequenas complexadas de si. Diminutas. Não que a harmonia não se enriqueça com elas, mas é que elas não são as mais belas. As de sétima aumentada são mais simpáticas. Diminutas são tortas, moribundas. Ficam alegrando seus criadores, mas não são dignas de além-ser. Por isso morrem. Deixam saudade ao que sonhou. Deixam vontade, mais que saudade. Saudade da possibilidade, saudade de sentir efetuando. Gerúndios são preguiçosos. Andando, sendo sentidos pelos N’s. Esses são nasais. Demoram. Irritam. Vibram na cabeça. Entorpecem. Nuvens são gerúndios. Demoram. Entorpecem. São das alturas. E o céu, nesse início de madrugada chuvosa, está repleto delas. Algumas meio avermelhadas, outras de não existir. Passam sem passar. Pelo menos meus olhos não sabem dos seus movimentos. Dormem sobre a cidade dormente. Descansam a vista. Olhar de longe alivia, olhar de perto inibe. O horizonte é condição de paz, nem que seja o horizonte de si, o horizonte intrínseco. Supérfluo diriam alguns, mas eu não digo. Sei do horizonte intrínseco, mas por vezes não posso deflorá-lo. Me resumo ao entorno, ao concêntrico, ao próprio. Despróprio está o próprio somente de si, ou de si num somente. Meu raio de segurança são alguns quilômetros. Qualquer coisa menos que isso me arredia. Sinto presença, faço que não. Teimo que sim, mas sei que não. Aposto que sim, mas peco no não. Pouco pão por muitos anos. Muito menos de mim que agora. Agora flutuo na madrugada leve de chuva transparente. Cai chuva. Pode cair. Não te custará nada, apenas a mudança de condição. De gota a esgoto, não levará mais que alguns instantes. Daí podes ir. Já realizaste tua condição, e agora metamorfoseia-se em outrem que ainda tu. Ainda que outro ainda eu. Ainda que longe, ainda meu. Ainda que próximo, longe demais. Meu raio de segurança máxima é meu coração. Meus olhos para ser mais direto. Chego direto ao coração pelos olhos. Não é tão longo o caminho. Mas sim penoso. Recordação da novidade. Tinha me esquecido do como é a novidade. Novidade era o velho com roupagem inacessível. Limpa teus olhos para verem mais. Limpa tua mente para ver de fato. Limpa teus fatos para estabelecer em si o que resta. O que resto, é resto. O que resta é somente teu e por isso não deves carregar por mais de alguns anos ou por mais de que apenas simples condições criadas pela razão. Extinguindo a razão, destitua-se de si. Melhor, faça isso antes. Preserve a razão, mas não os teus desfatos. Medíocre é a chuva que não cai, medíocre é o homem que não vai. Vaidade, va-idade, ano e mais ano nela. Assim vaidade, o fato apenas de si. Não há vaidade que resista a realidade, ou melhor, não há vaidade na realidade. Realidade é condição minimalista. Recolha-te ao que exato de ti. Está é a condição da realidade. Recolhimento exato. Abra-te se queres, permeia-te de realizações e tua realidade será menos ingrata. Caminha pelo espaço quando este houver, caso contrário, abra-te como puderes. Deixe estar não o deixará expandir. Ou se isso acontecer, corres o risco da vaidade. Vaidade é risco ou pintura renascentista? Vaidade é moldura, isso sim. Acredito em Deus, mas amarro meu burro. Não haveremos de subestimar nossas carências, não é verdade?! Escrevo porque assim expando. Não quero deter todos, nem a mim mesmo. Quero uns pseudópodes ligeiros e outros tantos elaborados. São como conjecturas. Não desfazem, nem que sim. Prefere-se a ignorância da multiplicação mesmo quando a unidade não se firma. De que adianta unidade se nela sou apenas eu?! Eu por mim sou apenas mais um. Por mim não faço nem desfaço. Por multiplicidade sim, por mim, não. Gosto do pedaço sem forma absoluta. Gosto de tentar, refazer, não gostar. Gosto de não gostar. Assim é nesse início, já terminado, de madrugada fina. Logo acima da madrugada está um sol de sempre. Logo mais estará o de sempre, ainda mais, mas a madrugada está como si. Madrugada de Vênus. Umas estrelas não são possíveis. Nem mesmo Vênus saberei onde está. Por sob esta chuva de silêncio entre os céus perfurados por aqueles que dizem apenas arranhar, estarei eu até o fim defendendo o que não se explica. Falando no limiar do ridículo, no paradoxo das possibilidades, a tenuidade do que é para ficar incompreendido. Assim é a mira que a cada palavra está contida. Não há verdade, não há existência sem que eu a faça. Cada uma das palavras é inédita como um filho caçula. Ainda que novamente, é o novo. Filho de vinte, mas ainda sim o mais inédito caçula. A madrugada se estende e eu não me confesso. A madrugada se deita por sobre minhas sobrancelhas numa pesada condição. Pois então assim me vou!!! Boa noite!!!

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Minha cachorra morreu!!!

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É esquisita sensação de perder uma cachorra. Um ser humano a gente ainda pode mandar recados, rezas, votos de felicidade, mas um cachorro eu não sei o que pensar ou falar. Só sei o que sentir. A nossa comunicação com eles é muito física, ou melhor, imediata, direta. Acredito sim que cachorros sentem a energia da pessoa, entendendo ou simplesmente reagindo a isso, mas não há palavras envolvidas nesse processo. Tudo é muito direto e do instante. Não há comunicação verbal e, sendo assim, como nos comunicar com eles depois de mortos? A comunicação é muito pela presença. Então, como se comunicar quando essa não há? Há algum paralelo entre a forma de troca no plano físico e no plano espiritual? Concebemos a troca entre humanos mesmo depois de mortos, mas, entre humanos e animais, se já disseram, eu desconheço. Uma curiosidade ignorante, talvez... Mas pelo menos uma curiosidade!!!
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LILI

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Post 490

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Quando estamos sozinhos, nossos pensamentos ecoam com mais violência pelo espaço. Todo o entorno está disposto à pessoa e nela está o centro das possibilidades. Uma expectativa de comunhão, de descanso ou anarquia. A gravidade dos sentidos se dirige para aquele ser específico que perambula livrearbitriamente pelos caminhos da ignorância.
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Os inanimados se detêm sem ar, a cada passo, esperando as ações, sem muito poder fazer para alterá-las. Coçam-se inalteráveis, doendo avidamente na tensão que não se alivia por si. A vida que não vive, convive com a tensão eterna de depender do alheio. Esperam imovelmente seus desejos mais internos se realizarem pelo corpo daquele ingênuo deus de espaços diversos.
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Ah, se este espaço falasse o que ele diria?! O que esta sala espera infinitamente de mim? Calados estão todos. Calados estamos todos, sem entender o que se passa nas profundezas de ambos. Alheios próximos, confidências católicas, residências caóticas. Residir o supostamente inanimado, observado por sorrisos e lágrimas que não existem.
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Estão em algum lugar nenhum, mas não se sabe ao certo onde. Estão mas não existem, persistem por não existirem. Resistem intensamente sem vez, esperando na esperança teimosa, por ser a única maneira de seguir adiante. Condenados estão a ter apenas a possibilidade como alimento de vida.
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Estamos desta maneira...
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Eles em nós, e nós no além...
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