terça-feira, 27 de setembro de 2005

Mais uma daquelas...

Vou começar um texto qualquer agora. De cada ponto, vírgula ou palavrinha jogada sem pretensão no papel ou digitada no computador (o que não é nem um pouco poético, mas é verdadeiro e contemporâneo) abrem-se bitrilhões (como eu costumava dizer quando criança) de maneiras de continuar essa coisa que quiseram chamar de Post. É tão grande a liberdade, como disse Sartre, nós estamos condenados à liberdade e isso é foda. É muito bom, mas é meio inebriante, imagina só, cada fim de sentença é apenas o começo de uma nova escolha muito muito aberta mesmo, e o que vem pode ser o que for. É por isso que eu gosto de escrever. Gosto porque é um negócio meu, um pedacinho que dorme num outro lugar por aí. Uns filhos meio tortos que vão embora e só, dependendo do envolvimento com a cria. Os textos são muito legalzinhos. Eu gosto mesmo. Mas mesmo com toda essa liberdade na hora de escrever, parece que algumas vezes o resultado final é uma coisa que já existia dentro e só passou pra fora, como se fosse, ahhhhhhh, uma merda. É, me desculpem, mas o troço saiu inteiro e agora dorme mansinho no fundo da tela-privada (privada por não ser pública, e não por ser privada em si). É, é mais ou menos isso. Mas algumas muitas vezes eu só escrevi e no fim aquilo ali não era nada além de um ser que já existia e agora continuava existindo só que noutro lugar. Não me importa, nada não. Às vezes me cansa essas minhas viagens. Esses dias atrás queria acabar com o meu blog. Despedir, falar o porquê e dar um tempo, talvez voltar, talvez nem isso, mas com certeza fazer outro com outro propósito, ou melhor, com outro nome. Não gosto desse nome não. Ele não condiz com o que eu devo condizer atualmente. Vários compromissos em bolos de tarefinhas que não me refletem, mas mesmo assim esse talvez seja a minha escolha e agora pode já ser (mesmo com 21 anos) tarde demais para voltar atrás. Quem viaja demais pro infinito, não pára na terra e entre os seus. É tudo muito bom, é tudo muito ruim, é no fim tudo na base do mais ou menos. Nem lá nem cá, nem em lugar nenhum e nem eu em mim. É fóda, é difícil pra ser mais polido, mas isso não vem ao caso em quase hora alguma, principalmente pra vocês que lêem o blog. O texto tá ficando grande, e eu ainda quero falar pro resto da vida coisas e mais coisas. Exagero???? Não, eu não mentiria pra mim, porque eu ainda acredito na validade do que é pleno e sincero de se auto-acreditar. Viver a si próprio na plenitude de alegrias e tristezas sinceras já é um feito impressionante. É talvez seja melhor parar aqui sem mais coisinhas sem valor aparente, mais lindamente humanas e vomitadas. Tadinho dos meus escritos, eles são tão meus amigos. Muitos deles já estão por aí. Eu tenho um caderno que eu sempre carrego ele, e ele é muito maior que do que ele é realmente. É só abrir as páginas dele pra saírem voando pelos ares do meu quarto um bando de momentos e coisas minhas só minhas, egoísmos pra valer sem pena de ser anti-social. Ah, que coisa não. Deixa eu mostrar um pouquinho de lucidez falando mais corretamente porque tô com vergonha. É, sou tímido mesmo, já fui bem mais, mas agora tô mais de boa. Acho que vou acrescentar uma poesia e as coisas ficam de boa. Esse post é pra isso mesmo, botar coisas e ficar de boa. É tão bom falar coisas nada a ver. Vai falando aí meu irmão, vai falando que as coisas se ajustam. A Terra é mãe, ela dá muito jeito pra muita coisa. A Terra é planeta, casa e tudo mais que seja. Tudo um dia chega lá, chega lá junto com essa frase que vai ser alcançada pelo tempo. Os certinhos se acham superiores porque conseguem ser mais corretos que os loucos e se gabam por isso. Os loucos se gabam por serem mais loucos que os certinhos que não conseguem se soltar. Na verdade o ser humano é para o que nasce. Não tem jeito. Acho que pode ser até alguma coisa genética, mas não sei. Vou deixar o assunto em aberto porque a folha do Word acabou. Falou. E essa foi mais uma daquelas, que vocês que lêem o blog bastante sabe do que eu estou falando.
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A poesia prometida:
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(Sem título)
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Queria pegar a folha mais simples
Aquela do caderno mais distante
Jogado num fundo errante
De um canto que seja eu
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Queria escrever em letra confusa
Da maneira mais direta
A conclusão mais incorreta
Num poema que morreu
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E como que saindo do nada
Na forma mais desnuda
E textura mais afável
Se abrisse em linhas e riscos
Sem margens ou mensagens
O meu pensar de vagas miragens
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E do instante mais repente
No olhar mais palpável
Do sentido mais presente
Em verdade inviável
Queria ver posto em frente
Um poema miserável
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Há tanta amplidão em simples dizeres
Há tanta transmissão em ternos pensares
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Quero escrever em qualquer canto
E fazer do canto cantos
De maneira tão real
E nas voltas de meus mundos
Escrever os vários mundos
Que me formam afinal.
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Ê coisa mais linda, eu adoro escrever. Um abraço pra todos.........
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quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Músicas e Vidas...Parte I

Aqui eu listei um bando de músicas e alguns comentários sobre elas. Cada música tem seu significado, representa uma fase, um momento pequeno ou não. Elas podem ser músicas sem valor, mas foram relevantes a ponto de eu lembrar delas no meio de tantas outras músicas que eu já ouvi na vida. Eu comecei com uma listinha pequena e fui aumentando até que não dava mais pra por em um Post só, então eu dividi em 6. Eles vão ficar uns dias aí até que me dê na telha e eu ponha outros Posts. Só sei que foi muito legal escrever e ir lembrando das fases. O que eu achei mais legal é que eu consegui dividir minha nessas 6 partes de uma maneira que eu conseguisse ver certinho o que cada fase representou pra mim. Tem alguma coisa em comum unindo cada uma delas e foi muito fácil pra mim perceber isso. São tantas emoções. Eu só peço desculpas porque algumas vezes eu botei comentários que pode ser que ninguém entenda, mas o meu objetivo não era contar a minha vida aqui e sim listar músicas que podem parecer nada a ver, mas que para MIM tem um significado. Eu acho que mesmo sendo isso daqui um blog pra todos lerem, eu escrevo em primeiro lugar para mim. Pode ser egoísmo pensar assim, mas é que se eu for levar em conta as possibilidades de interpretação (diferentes da minha) de acordo com a cabeça de cada pessoa que lê os textos, eu escrevo só coisas quadradas, parecendo um manual de instruções pra não haver dúvidas. Acho que nem eu nem quem lê queremos algo assim. Bem vindos ao post que mais deu trabalho pra fazer e desculpe os erros.
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O Viajantes do Infinito nasce, passa um tempo, ele aprende a entender português e:
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“Vem meu ursinho querido
Meu companheirinho
Ursinho Pimpão
Vamos sonhar aventuras voar nas alturas
Da imaginação”.
(Eu tinha um ursinho chamado Pimpão na infância e como quase toda criança, ganhei o vinil do Balão Mágico e cantava as musiquinhas – 4 anos).
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“Meu lanchinho, meu lanchinho
Vou comer, vou comer
Pra ficar fortinho, pra ficar gordinho
E crescer, e crescer”.
(Época do Balão Vermelho – 5 anos – Tia Martinha, Francis, Marlene, Ciléia, Sônia, Regiane e Tio César).
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“Duck Tales, u-hu, tcham tcham ram ram
São os caçadores de aventuras, u-hu, tcham tcham ram ram
Todos eles são grandes figuras, u-hu, tcham tcham ram ram
Por isso a garotada só quer Duck Tales”.
(Essa música é da época que eu via desenhos do SBT na casa da minha Bisavó Zazá. Eu sempre dançava essa música pra ela na hora da abertura e ela morria de rir – 5 anos).
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“Chorando se foi quem um dia só me fez chorar”.
(Lambada diversas e Reveillon em Búzios – eu era o mascote da casa e achava que dançava lambada bem pra caramba só porque o povo gostava de me ver dançando. Mas eles gostavam porque eu tinha 6 anos e não porque eu dançava bem realmente).
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“Tchararâm Tchararâm
tchátchátchátchá tchátchátchátchá tchá
Tchararâm Tchararâm Tchararâm Tchararu
tchátchátchátchá tchátchátchátchá tchá”.
(Música Instrumental chamada Antártida do Vangelis que eu fingia que tocava num Piano de mentira que na verdade é o cercado de madeira da parte de cima da minha casa – 6 anos).
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Músicas e Vidas... Parte II

“Lua de cristal, que me faz sonhar
Faz de minha estrela que eu já sei brilhar
Lua de cristal, nova de paixão
Faz da minha vida, cheia de emoção”.
(Primeiro filme que eu vi no cinema no Rio de Janeiro, época que eu colocava aparelho pra consertar o dente e a Xuxa tava no auge – 7 anos).
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“Embarque nesse carrossel
Onde o mundo faz de conta
A terra é quase o céu, papararâ”
(Novela Carrossel – eu comprei o vinil – 7 anos)
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“Um passarinho me ensinou, uma canção que diz
E quando solitário estou, mas triste do que triste estou
Recordo o que ele me ensinou
Uma canção que feliz:
Eu levo a vida cantando, ai lili ai lili ailô,
Por isso sempre contente estou, o que passou passou
O mundo gira depressa e nessas voltas eu vou
Cantando a canção tão feliz que diz , ai lili ai lili ailô
Por isso que sempre contente estou , ai lili ai liliiiiiiiiiiiiiii
Ailô”
(Apresentação do dia do livro na primeira série na Escola Estadual Felipe dos Santos – 7 anos)
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“Mama soi tanto felicie
Perque ritorno date
La mia cancione de ditche
Quel piu ver giorno per me”.
(Época do coralzinho do Objetivo - 8 anos)
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“Nessun Dorma, Nessun Dorma
Mu puria principesa
Nela tua dre zastança
Mo beli dês tele que bela dona amore
Meri isperança”
(Óperas diversas, os 3 tenores in concert nos Estados Unidos na copa de 2004 – eu ouvia muita ópera nessa idade, e ficava cantando essas músicas todas – 10 anos).

Músicas e Vidas...Parte III

“Oh Jack foi nascer numa cabana Inoa-noa
Sol do Taity na pele na boa
Seu pai cruzou o mar duas filhas na canoa
Coco pra beber e leite de leoa
Jack é uma menina tão bonita que enjoa
Enjoa de vertigem viagem de avião
Hálito de virgem dois olhos de amêndoas
Macacadela macaca gazela
Linda toda toda linda ela
Toda beleza se reconhece nela
Jackie Tekila coca-cola e água
Égua mina mingua minha mágoa
Oho yê, aroceroçare, aiairê”.
(época do CD Calango do Skank. Primeira vez que eu ouvia uma música atual/jovem, feita pra minha idade e de boa qualidade – 11 anos – viagem para Águas de Lindóia).
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“Roda roda Vira, solta roda e vem
Já me passaram a mão na bunda
E ainda não comi ninguém
Roda roda Vira, solta roda e vem
Neste raio de suruba,
Já me passaram a mão na bunda
E ainda não comi ninguém”.
(Apresentação de dança pra nota em Educação Física, e época dos Mamonas Assassinas – 11 anos).
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Pateta e Max, a dupla que é demais
Amigos de fé, éééé
(eu que fazia o éééé grave quando a gente cantava)
Com eles tudo vai dá pé
Aprontando aqui e ali, só querem se divertir
Vamos todos juntos é a turma do Pateta (2x)
A galera vai se blugar, vamos deitar e rolar
Vamos todos juntos (parungadadá – tchadurungá)
ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ
(Ver CRUJ e tomar sopa na casa da minha tia nos dias de semana à tarde quando meus primos já tinham chegado da escola – 12 anos)
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“If you wannabe my lover, you gevugevunit my friend”.
(Pedir Wannabe das Spice Girls na Rádio Itanhandu, na época que ela era na rua de casa, só pra poder entrar ao vivo com o locutor e escutar a própria voz na Rádio, depois eu e meus primos aumentávamos o som e desligávamos a luz do quarto pra poder dançar até acabar a música – 12 anos)
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“Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar do tamanho da paz”.
(Bucolismo desvairado de pré-adolescente – essa representa uma fase que eu achava o mundo uma merda e falava que os povos das cavernas é que eram felizes porque podiam viver pelados e sem problemas e tal, fala sério hein, mas é perdoável por causa da idade – 13 anos)
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“Tô com saudade de você debaixo do meu cobertor
E te arrancar suspiros fazer amor
To com saudade de você na varanda em noite quente
O arrepio frio que dá na gente”.
(Férias de janeiro em Passa Quatro – Novela Por Amor – a gente passava o dia inteiro no clube de campo e depois a noite ficava na pracinha sem fazer nada de mais. Nessas férias a gente gravou um vídeo onde vários primos dançavam uma coreografia feita por 2 primas para a música Quero te Encontrar do Claudinho e Buchecha – 14 anos).
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“È na pegada do bambo do bambo bambo
Do bambo do bambolê, bambo tchan
Você pode sambar com o bambolê
É só se ligar pra você aprender
É samba no pé
Ai que gostosura
Menina que quebra é beleza pura”.
(É o Tchan e derivados - Carnaval de 1997 e 1998)

Músicas e Vidas...Parte IV

“There is no pain you are receding
A distant ship smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move but I can't hear what you're saying
When I was a child I had a fever
My hands felt just like two ballons
Now I've got that feeling once again
I can't explain, you would not understand
This is not how I am
I have become comfortably numb”.
(Uma das primeiras músicas que eu aprendi a tocar no teclado, ou seja, fora dos padrões do piano só na partitura. Depois disso veio muita coisa boa, e foi à partir dessa música que eu passei a ouvir Pink Floyd – 15 anos).
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“Não tinha medo o tal João de santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu”.
(Fase Legião – eu botava o som alto e ficava cantando junto com o cd lá na sala de casa em Itanhandu as músicas do CD Mais do Mesmo – 15 anos).
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“Só eu sei as esquinas por que passei
Só eu sei os desertos que atravessei
Sabe lá o que é morrer de sede em frente ao mar”.
(Show do Djavan e etc – 15 anos)
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“Brasil, meu Brasil brasileiro”.
(Encontro de corais em Itanhandu – Primeiro ano no coral, povão sambando dentro da Igreja de Itanhandu e o adre de cabelo em pé – 15 anos)
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“Se já nem sei, o meu nome
Se eu já nem sei parar
...
Viajar é bom
...
Manuel o audaz
Manuel o audaz
Manuel o audaz
Vamos lá, viajar”.
(Beijo Gelado e descobertas que me fizeram perder o controle de tal maneira que eu busco até hoje perder de novo daquela maneira – 16 anos).
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“Nos amamos como se fosse a primeira vez”.
(Música do Paulo Ricardo que adorava tocar com uma colega – 16 anos)
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“Teu brilho ofusca a noite
E já vejo a aurora boreal
Nascendo no horizonte.
Quando aproximas a meu ser
Tua presença me fortalece
E o teu sorriso me engrandece”.
(Festival, Misticismo e Eubiose – Primeira vez que eu cantei num palco e quase morri de nervoso – 17 anos).
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“Papapa paparara parara parara parara parara
Parara parara parara parara parara
Parara parara papapapa pararara”.
(Audição de 2001 quando eu toquei Brasileirinho e foi muito legal – 17 anos)
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“Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite
Bem no fundo, todo mundo quer zoar.
Todo mundo sonha em ter uma vida boa
Sábado à noite tudo pode mudar”.
(17 anos mais pro fim)

Músicas e Vidas...Parte V

“Brigam Espanha e Holanda pelos direitos do mar
O mar é das gaivotas que nele sabem voar
O mar é das gaivotas que nele sabem navegar
Brigam Espanha e Holanda pelos direitos do mar
Brigam Espanha e Holanda por que não sabem que o mar
É de quem os sabe amar”.
(Alemanha – 18 anos)
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“Você entrou no trem e eu na estação
Vendo um céu fugir
Também não dava mais para tentar
Lhe convencer a não partir
E agora tudo bem
Você partiu para ver outras paisagens
E o meu coração embora finja fazer mil viagens
Fica batendo parado naquela estação”.
(Fim do primeiro mês na Alemanha - 18 anos)
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“O que será que me dá que me bole por dentro
Será que me dá
Que brota a flor da pele será que me dá
E que me sobe as faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular”.
(Alemanha – Segundo mês – 18 anos)
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“Volare, ô ô/ Killing me Sofly, with this song
Amazing Grace tcha ra ra ra/
You give me Butterflyz
Got me high and so high in the sky
I can control the Butterflyz”
(Alemanha – primeira metade – 18 anos)
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“O du fröliche, O du zelige
Frojen dich in den weinachts zeit”.
(Natal na Alemanha – 19 anos)
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“Quem sabe um dia tudo volte a ser igual
Ao que era antes de ter sido assim
Quem sabe um dia o caminho seja real
Ao inverso oposto da estrada sem fim
...
Tá legal, puxa o saco do patrão, enrola
Tá nesse jogo que pe bão, embassa
Ateando fogo lá na mina lá do lago
Lá na mina do buraco, enrola
...
Se o plano que eu vivo é perto
De um ser tão dourado que eu tento
A vida fica mais bela
E a alma transpira aconchego
Se a duvida mais pura me nega
Entender como tudo funciona
Espero a surpresa suprema
Da suave voz que me encontra”
(Festival 2003 – tudo deu muito certo)

Músicas e Vidas...Parte VI

“É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas.
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto o mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E a mente apavora o que ainda não é mesmo velho.
E foste um difícil começo, afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso.
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas e campos e espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva.
E os novos baianos te podem curtir numa boa”.
(19 anos – São Paulo e etc)
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“Olha lá quem vem do lado oposto
Vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
Sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar”.
(Faculdade – 20 anos – faculdade é bom pra pôr a gente no nosso lugar)
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“There must have been an angel by my side
Something heavenly led me to you
Look at the sky
It’s the color of love”.
(Cartas e emoção em demasia – cegueira – 20 anos)
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“Estou pensando mais que nunca que preciso ouvir alguma coisa
Eu quero conversar e se alguém me perguntar vou responder
Que eu me sinto hoje como a brasa que a cinza apagou
E que precisa urgente mente de um sopro pra que volte a arder”.
(Época mais foda da minha vida até agora – 20 anos)
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“Coração, para que se apaixonou
Por alguém que nunca te amou
Alguém que nunca vai te amar”
(Férias de janeiro – Muita coisa boa e muita coisa ruim – comida do Diabo e Salvador – 21 anos)
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“It's got to be slow, talking love the only way It's got to just flow, Making love and taking time To let it grow”.
(Covardia ou sensatez? – 21 anos)
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“Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar”.
(Deus e o Diabo na Terra do Sol ou na Briga dos Tempos – 21 anos)
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“A minha alma tá armada e apontada para a cara do sossego”.
(Conseqüência das Brigas dos Tempos e cansaço de sei lá o que – 21 anos)
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“Enquanto isso anoitece em certas regiões
E se pudéssemos ter a velocidade para ver tudo
Assistiríamos tudo”.
(Florianópolis e derivados – 21 anos – Todas as Cores do Mundo)
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“Canta comigo meu povo
Pro grito ecoar pelo morro
Que os cantos de minas é bão demais
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Vozes geraes, nos cantos da terra
Minas é porta e janela
Noites e quintais
Nas minas das vozes geraes
O quintal é o muuuuuuuuuundo
...
A flor que mora na estrela, parece uma margarida
É branca de olhos verdes, alguém que eu tenho na vida
A flor que mora na estrela, parece uma magarida
Eu gosto tanto de vê-la, na juventude florida.
Mando um beijo, corto o desejo
Para manter o meu amor todinho aceso”.
(Festival 2005, depois do festival horrível de 2004, eu merecia um festival como esse desse ano, e aí de quem negar).
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Essas são algumas músicas que eu pensei e que me marcaram de alguma maneira, ou por causa de um momento, ou por estarem presentes em vários deles, ou por terem feito mais sentido pra mim na hora que eu precisava cantar aquilo que eu estava vivendo. Nem sempre a letra tem tanto a ver com a hora que ela foi cantada, mas de qualquer maneira as músicas estão aí juntas com alguns pedaços meus. Com certeza existem outras tantas que eu devo ter esquecido, mas eu fiquei satisfeito com o resultado dessa lista aí. E pra terminar eu queria deixar esse pedaço da música do Milton Nascimento que se chama Certas Canções.
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“Certas canções que ouço cabem tão dentro de mim,
Que perguntar carece como não fui eu que fiz.
Certa emoção me alcança corta minha alma sem dor
Certas canções me chegam como se fosse o amor”.
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terça-feira, 13 de setembro de 2005

O que há... (coisa pouca)

O que há de melhor e pior em mim deve ser escondido. O “de melhor” porque parece demagogia e o “de pior” porque parece filme de terror. Os extremos estão aí como dois objetos periféricos que incomodam no canto do campo de visão que a gente pode ter do mundo. Estão aí como dois bonequinhos irmãos, vizinhos e amiguinhos íntimos refletindo-se mutuamente nos contornos dos olhos da gente, como se a gente fosse resumível em alguns adjetivos simples e tão opostamente radicais que o que vem no meio é pura conseqüência de tamanhas intensidades polarizadas. Somos imãs de identidades absurdas. O que há de melhor e pior em mim deve ser escondido. O “de melhor” porque chega a ser engraçado e bom demais pra ser verdade, e o “de pior” porque alguém poderia achar que o inferno é aqui. O que há de melhor e pior em mim deve ficar muito bem escondido porque nem eu mesmo sei do que eles são capazes. Protejam-me de mim mesmo, é só o que eu peço. Assinado: Papai Noel.

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Poesias frutos de nossas prosas... (CSO-5C)

Essas são mais algumas poesias que mais alguns colegas de sala e eu fizemos. Depois que eu postei aquela que eu fiz com o Edinho, eu tava conversando com o Rafael Gomes e falei pra ele que se ele me mandasse essas poesias que a gente tinha feito há algum tempo, eu colocaria no blog. Ele mandou e agoras elas estão aqui, inclusive o título do post foi idéia dele.
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A 1 que é sobre a Gabriela Marques (MAX) e a 2 que é sobre a Gabriela Rocha (Rochinha) eu acho que quem fez foi o Bruno (Alfano), o Rafael Gomes (Gomes), eu e o Denis quando a gente voltava da festa da Gaby (esse é o nome dela, não é apelido). A 3 é sobre o Rafael Torres e quem fez foi o Bruno, eu e o Rafael Gomes pra dar de presente de aniversário. A 4 é sobre o Bruno e quem fez foi eu e o Gomes também pra dar de presente de aniversário e inclusive no dia que a gente deu essa poesia pra ele eu tomei o meu primeiro porre e foi de Uísque, viu que Xik. Agora já teve até de pinga velho barreiro e 51, mas o importante é que o primeiro foi de Uísque (talvez 12 anos), hehehe. Tem mais algumas outras poesias que a gente fez sobre outras colegas, dentro do carro quando a gente estava voltando da festa da Gaby (aquele dia foi produtivo), mas eu acho que o Gomes não tem, talvez o Bruno tenha. Aqui vão as poesias e eu acho que essa é a classe mais poética de todos os quintos semestres da faculdade. Isso porque eu nunca li uma poesia feita por outra classe. Rssss
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1
Marques deixa marcas
Traz o êxtase
Arrebata, enfeitiça
No sorriso que cativa
Que covardia!
Faz do teso, bambo
Do rijo, tenro
Da alegria contida,
Amores em descontrole
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Marques deixa marcas
E como sobeja paixão
Nesse coração de meio tons
Coração enlaçado
Gabi ama
Gabi não disfarça
Quem não se desmancha em suas graças?
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2
No saçaricar de seus passos
Com todo entrelaço
Uma volúpia de amores
Lubricidade, lascívia
Sem rancores
Caminha
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Aventura pelas ruas
Sorriso aberto, cara crua
Não camuflando suas dores
Ela ía
Gabi e suas cores
Rochinha
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3
Rafa Torres de Lazari
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Rafa Torres
Um mundo de cores
Cores análogas, complementares
Presente em todos os lugares
Às vezes tímidas, às vezes ácidas
Torres ríspidas
Torres mágicas
Presa em alicerces intactos
Enrijecido diante de um ruge batom com
Sapatos altos
Que se desmancha nas suas graças
O avião penetra nas torres
Prazeres no calor da explosão
Tirando seu manto
Grita: ah meu Deus, vai! Não para!
Clamando por todos os santos
Santos, GOL! É bola dentro.
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Ao que assusta
Rafa Lazari
Sempre entoa
_ que encare!
Não perdoa
Ri à toa e fala de boa
Não faço cara feia
Nem desato o laço
Pode vir que eu traço.
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Ah! Torres
Esse seu mundo sem dores,
Amores em pares
Nas torres dos ares
Que n’água do riso
Eterno menino
Não nada em vão
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Se o nado do peixe
Despertam-te sonhos
De punhos fecundos,
Não deixe que o mundo
Que em volta está
Te leve em segundo
O primeiro lugar
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Mas se num instante
A glória te escapa
Não chores os olhos,
Não vires os copos
Entornem as jarras
Se afie em garras...
Se agarras as farras
Das modas dos dias
Enfia-te as caras
Renasças por vias
Chute o “barde”
E brote energias, alegrias, folias, Marias, Joanas, Renatas, Giseles.......
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Amores fraternos
Eternos os são,
Se olhas nos olhos
Desperta a canção
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Canção tão interna
Que viva carregas
Tu sabes o que digo:
- Tu sabes, irmão!
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4
Bruno Bellotto Alfano
Insano
Completa 20 anos.
Levando a vida 100 planos.
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Por planos diversos vagueia
Vencendo o ócio da mediana cultura
Tão dura barreira
Que berra na cara:
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- Caralho, eu quero dormir!
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Alfano levanta (insano)...
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Em sono correndo à pinturas
Pintadas em telas de TV
Que vagam semióticas partituras
Cantadas por ela, à você.
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Amigo
Fotografia, o hino.
Filosofia, como menino.
Arte, algo interino.
Interior, qual é o seu destino?
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Bellotto
No alto de sua manhã
Não se engana
Não quer fama
Só ama
Com toda arte [manha]
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Caboco come quieto
Em momentos oportunos
Em dias ou noturnos
Melhor se forem constantes
Pra Bruno chegam
Dizendo insinuantes
- Só se for de repente!
E é...
Quando menos se espera
Com ele se depara
Com ele e mais alguém
Que não sabemos de onde vem
Mas é muito bem vinda
- Colírio aos olhos
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Sem titubear
Experimenta o novo
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Horizontes holísticos se abrem
Perante a peralta visão
De um menino em tempos outrem
Com o Aurélio sempre a mão
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Se quer tua companhia
Apazigúe suas feras
Faça um som, muita folia
E espera....
Espera
Espera
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