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Trechos lidos na Revista da Cultura, edição 36, em Julho de 2010
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... De acordo com a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Raquel Paiva, coautora de O Império do Grotesco, junto com Muniz Sodré, cada período da história da civilização é marcado por uma forma de expressão estética. “Para a nossa época, além do realismo exacerbado, é o grotesco que marca a cultura contemporânea. Vivemos a época da exacerbação dos sentidos e, pela própria natureza, o grotesco entra como elemento predominante para essa produção que precisa chamar a atenção. O grotesco e o realismo convivem de forma harmônica dentro da produção cultural e são a expressão de nossa época”, explica.
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... A estética do grotesco no pós-moderno se aproxima da defesa feita por Victor Hugo em Do grotesco e do sublime. Para o escritor, a arte moderna era justamente essa reunião harmoniosa entre o sublime e o grotesco. “É o feio junto ao belo. A partir daí, você traz um novo significado para ambos. Essa é uma das características da pós-modernidade, essa tentativa sistemática de mesclar, fundir, unificar e, com isso, gerar algo novo. As fronteiras que ainda não foram corrompidas serão certamente corrompidas por alguém.”
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