quarta-feira, 25 de julho de 2007

Outro exercício: Cansativo

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Eu era o santo do negado pai
Era o candelabro que iluminava por querer
Eu era o montante do verso menino
Que descascava a desinocência com sermões límpidos
Ludibriados e proclamantes de multidões
Sermões por ser mãos com ir-mãos
E indo sim pelos pés, descalços sem ruído
Céus e terras numa pilastra pilantrável
Andante desmoronável, mas imensa e plena
Dos solstícios e dos equinócios das estações
Fluxo do oblíquo complexo
Obtusângulo giratório compulsório
Infinito perplexo na carne instância
Morada vibrante, modulante casulo
Cláusulo libertário itinerante
Que de tudo se fez nada
Num remoendo de ossos doridos
Estrutura corrosível (osteoporose astral)
Poros de hóstia, hóstia porosa
Teia de fé
Ódio natural
Viral do medo bélico
Em paz se estado em condições
Nação do cíclico
Intenso enrustido
Levemente viajante
Faça-se teia dos coágulos descontínuos
Consangüíneo perplexo
Permeável muralha
Desconstrução contemporânea
Simbiose de opostos
Germe repetitivo
Cansativo.
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terça-feira, 24 de julho de 2007

Um exercício: Incongruzência em lista

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1 - Do corpo que clama
2 - Da chama que nega
3 - Dos olhos que sugam
4 - Da alma que fluxa
5 - Do rácio que cina
6 - Que sina, que sina, meu Deus!!!
7 - Do dedo que toca
8 - Da pele que sosticia
9 - Do sonido que sonha
10 - Da mancha que expande
11 - Do sangue que verma
12 - Da lente que testa
13 - Da cabeça que impõe
14 - Do gelo que altza
15 - Da nuvem que nubla
16 - Do alto que esconde
17 - Do baixo que esquia
18 - Da cruza que encarna
19 - Do peito que rodópis
20 - Do flanco que flangula
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domingo, 22 de julho de 2007

Boa noite

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Tenham um ótimo restinho de domingo...

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Tenham um ótimo restinho de domingo...

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terça-feira, 17 de julho de 2007

ÚLTIMO ENCONTRO

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No ar
ficou a frase,
No espaço,
a palavra se perdeu.
Na imaginação,
uma idéia desarticulada
formulou um quase nada
e desapareceu.
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Ficou o silêncio (e o piano)
vazio de vozes,
tentando revelar alguma coisa
no segredo da intenção.
Um gesto passou e se afogou
no mar das emoções sentidas.
Ninguém falou o que pensou
na despedida.
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Benita Carneiro
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terça-feira, 10 de julho de 2007

Poeminha instantâneo

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Algo.
Sim.
Algo, centrípeto, carnal, conciso,
Certeiro.
Do fraseado que não fala nada, mas diz.
Do parafraseado do que vem.
Todo ano, vem.
Esse ano não seria outrem, senão eu.
Parafraseados avulsos dos que vêm.
Distantes, porém há.
E vêm em prolixo
Mas não me importo.
Com melodia de fundo
Percepções são,
Mas tê-las é gratificante.
Resigno-me no sentido
Distanciado pela consciência
Que se aloja na cavidade superior.
Ela meio que foge.
Não ela realmente,
Mas a percepção dela.
Percepções nos fazem, basta sabermos como...
Se o mundo se mostra a imagem que temos dele,
(Vide arcanos da humanidade madura)
E “Torna-te aquilo que és”,
Serei o que sou,
Na medida do que quero,
No exato do que posso,
No percalço que me impõem.
Assim seja.
Cavalgaremos aos montes
Ainda que mancos dos 7 cascos dourados.
Tão lindos há dois anos atrás.
Ainda pergunto porquê,
Mas já aceito melhor o silêncio de sempre.
Contratos feito por ambos os lados.
Pena nos faltar leitura e memorização das cláusulas.
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akakakaka
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quarta-feira, 4 de julho de 2007

Festival de música de Itanhandu 2007

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Gosto de expressar minha felicidade, mas tenho medo de que não a queiram para mim...
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Piano e silêncio
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Intro: G7+/D – C° - sol – C#m7/13 – C° - sol – C7/9- - Bm7 – B7/9- - Am7 – Bb° - Em7/B – C#° - C6/9 – D7/C D7 – G – A meio diminuto 6- - G7+ - F#°9
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G7+/D - C° - C#m7/13
Só, neste calado, só
C° - Bm7 - B7/9-
Neste espaço dói
Am7
As minhas canções
Bb°
Caladas no pó
Em7/D
Minguantes sem dó
C#° - C6/9 - D7/C - D7
Perdura o nó calado
G - A meio diminuto 6- - G7+ - F#°9
Do meu viver
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G7+ - C7+ - A7+/9/C#
Dói, neste calado, dói
F7+/9
Nesse espaço
Bm7 - C#°
Vem um claro traço
Bm7 - C#°
Tem milhões de aços
Am7
Pacatos assim
Bb°
Dormentes em mim
Em7/D
Quietos confins
C#°
Ferrugem em fim
C6/9 - D7/C - D7 - G7+ - A meio diminuto 6-
E doem sem você
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G7+ - C6
Quando você me tocava
G7+ - Am7
Mas quando você me tocava
G7+ - C6
Pois quando você me tocava
Am7
Eu era feliz
Bb°
Sincero aprendiz
Em7/D
Do toque que diz
C#°
Em força motriz
C6/9 - D7/C - D7 - G7+ - A meio diminuto
Cante, meu bem querer
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G7+ - C6
O dedo no gesto brincava
Em7/9 - F7+
A voz da garganta soava
G7+ - Eb7+/9/11
A corda do encanto vibrava
G7+ - Eb7+/9 - G7+
Ali, o som e magia minguou
Eb7+/9 - G7+
O verso já não mais rimou
Eb7+/9 - G7+
Piano e silêncio restou
Eb7+/9 - G7+
Piano e silêncio restou
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G7+/9/11/13 - G7+
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4:30” de música
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14/5/2007 – São Paulo – 2:54 a.m
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Piano e silêncio restará
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