terça-feira, 30 de julho de 2019

ASTUTO BIBLIÓFILO!!!

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"como todo escritor, media as virtudes alheias pelo poder de realização e pedia que os outros o avaliassem pelo que ele entrevia ou projetava."
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Ficções, Jorge Luis Borges
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sexta-feira, 19 de julho de 2019

Altaneiras Paragens


Uma Flor


Outra Flor



lautamente simétrico



POLIPROPAROXITONAÇÃO


ÁSPERO ÚTERO ÚTERO ÁSPERO

ASPERÚTERO UTERÁSPERO 

ASPERÚTEROTERÁSPERO

ASPERÚTERUTERÁSPERO

ASPERÚTEROTERÁSPERASPERÚTERUTERÁSPERO

ASPERÚTEROTERÁSPERASPERÚTERUTERÁSPEROASPERÚTEROTERÁSPERASPERÚTERUTERÁSPEROASPERÚTEROTERÁSPERASPERÚTERUTERÁSPEROASPERÚTEROTERÁSPERASPERÚTERUTERÁSPEROASPERÚTEROTERÁSPERASPERÚTERUTERÁSPEROASPERÚTEROTERÁSPERASPERÚTERUTERÁSPEROASPERÚTEROTERÁSPERASPERÚTERUTERÁSPEROASPERÚTEROTERÁSPERASPERÚTERUTERÁSPEROASPERÚTEROTERÁSPERASPERÚTERUTERÁSPERO 

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Boulevard São João



miragem



Saúde!

TEU PENIQUINHO TUPINIQUIM

Bucolismo-Tupiniquim
Tupiniquim-Bucolismo
Tupinicobucolismo
Tu-Penico-Bucolismo
TEU PENIQUINHO TUPINIQUIM

Jardim das Quimeras



InfraMundo


Orvalhino Aureolar


quinta-feira, 18 de julho de 2019

( micro . consciência )


Altivo Cavaleiro!


A Velha Estação (Itanhandu-MG)



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O Dragão


O Caminho



o céu do vale / o vale do céu


Memórias do Subsolo



o Curumin e o Rastro Lunar



Portais para a Mantiqueira


Melancolia do Fim

Ela desatinou
Viu chegar quarta-feira
Acabar brincadeira
Bandeiras se desmanchando
E ela inda está sambando

Ela desatinou
Viu morrer alegrias
Rasgar fantasias
Os dias sem sol raiando
E ela inda está sambando

Ela não vê que toda gente
Já está sofrendo normalmente
Toda a cidade anda esquecida
Da falsa vida
Da avenida onde ela desatinou

Chico Buarque

quintal-essência / quintessência


Heimatstadt


segunda-feira, 8 de julho de 2019

Música que nunca será gravada...

A Marcha do Bufões
Feita para o espetáculo "O Impostor Geral"

UMA RODADA DE BATERIA

Coro: "Se sua cara é torta, não culpe o espelho."
DUAS RODADAS DE BATERIA

SOLO VIOLINO (em toda música): 
D#m7/9, Dm7/9, Dbm7/9, Cm7/9, Bm7/9

Bm7 (Nota cantada: Fá#)
CORO: Se o espelho
Bbm7 (Nota cantada: Fá)
Entorta tua cara
Am7 (Nota cantada: Mi)
Pára e repara
Bbm7 (Nota cantada: Fá)
Que teu olho mascara
Bm7 (Nota cantada: Fá#)
O defeito que está em você

Bufão:
Bm
Estive em uma ilha onde a Lua se esconde. 
Cm
Como sabem, a Lua guarda segredos de muito longe
C#m
De nossos pequenos arquipélagos distantes
Dm
Que no fundo de nossos peitos habitam errantes.
D#m
Nesta ilha que visitei, a Lua estava tão perto
Dm
E chegando ela até mim, se abriu um vasto deserto
C#m
Que me levou para dentro dele e me senti perdido
                                              Cm
E foi quando uma criança disse assim, cochichando em meu ouvido. 

Cm7 (Nota cantada: Sol)
CORO: Se o espelho
Bm7 (Nota cantada: Fá#)
Entorta tua cara
Bbm7 (Nota cantada: Fá)
Pára e repara
Bm7 (Nota cantada: Fá#)
Que teu olho mascara
Cm7 (Nota cantada: Sol)
O defeito que está em você

Bufão:
Cm
Sem compreender suas palavras, eu continuei meu caminhar 
C#m
Oh não! O que deveria eu então pensar? 
Dm
Admitir que o defeito que eu aponto no semelhante
D#m
É o que eu, sendo igual, tenho também em meu semblante?
Em
A verdade é que não há segredo e sempre devemos agir
Fm
O segredo está na verdade, no conjunto de toda ação
F#m
E a verdade é o segredo do mistério impensável!
Fm
Aquilo que me segue, persegue e me alimenta desde então.
Em
E desde então, para onde vou, levo sempre comigo
Ebm
O segredo que, lá na Lua, cochichou para mim o menino. 

Ebm7 (Nota cantada: Sib)
CORO: Se o espelho
Dm7 (Nota cantada: Lá)
Entorta tua cara
C#m7 (Nota cantada: Sol#)
Pára e repara
Dm7 (Nota cantada: Lá)
Que teu olho mascara
D#m7 (Nota cantada: Sib)
O defeito que está em você

Bufão:
D#m
Levantem-se, vocês serão meus personagens! 
Em
Afinal, para que estamos aqui nesta enferrujada engrenagem,
Fm
Fechados nessa taverna nos escondendo de tão vasto luar, 
F#m
Esperando encontrar a vida sentada, aqui, neste lugar? 
Gm
Esperando... Esperando?!
G#m
Mas, a partir de agora, serei o malas-artes que vos inflama, 
Am
Um menestrel, um trovador ou um simples poeta que declama 
A#m
Seus versos aos ventos dos mares desertos da Lua em 
A#m
Chamas

PÁRA A MÚSICA

Dono: O que é isso? O senhor entra em minha taverna e atrapalha meus negócios. Por favor, se retire! Aqui não somos bons hospitaleiros para aqueles que interrompem nossa folia.

Bufão: Caro senhor, para que serve manter essas pessoas aqui, bebendo e comendo, oferecendo um simples momento de vida, se elas mesmas não conseguem perceber como e quem elas são? Eu tenho a arte da representação que servirá como o cochicho do menino da Lua no ouvido de todos. 

Coro: "Se sua cara é torta, não culpe o espelho."

REINICIA A MUSICA

Bufão:
Bm
Para que serve o teatro senão para iluminar nossas verdades 
Cm
Que aqui tão fundo, se encontram escondidas em nós?
C#m
A partir de agora seremos todos um só!

Dm (Nota cantada: Lá)
TODOS: Primeiro Sinal!

Bufão:
Dm
Peçam desculpas aos nossos convidados dessa tarde 
D#m
E utilizem suas mesas e cadeiras para criar a atmosfera da história. 
Em
Tudo pode ser transformado e tudo será transformado.

Fm (Nota cantada: Dó)
TODOS: Segundo Sinal!

Bufão:
Fm (4 tempos)
Neste momento estamos em uma pequena vila na Rússia antiga. 
F#m (4 tempos)
Todos serão diversas almas perdidas nesse local esquecido, 
Gm (4 tempos)
Seus personagens estão nestes textos que recebem agora. 
G#m (2 tempos)                            Am (2 tempos)
E você, Dono da Taverna, será o responsável pela loucura em que todos vivem. 
Bbm (2t)                                                   Bm (2t)
E a partir de agora todos serão seus próprios espelhos.

Bm7
CORO: Se o espelho (Nota cantada: Fá#)
OUTROS: Se o espelho (Nota cantada: Si)
Bbm7
CORO: Entorta tua cara (Nota cantada: Fá)
OUTROS: Entorta tua cara (Nota: Sib)
Am7
CORO: Pára e repara (Nota cantada: Mi)
OUTROS: Pára e repara (Nota cantada: Lá)
Bbm7
CORO: Que teu olho mascara (Nota: Fá)
OUTROS: Que teu olho mascara (Nota: Sib)
Bm7 (Notas cantadas (Dueto): Fá# e Si)
TODOS: O defeito que está em você

FIM: SI MAIOR
(Notas cantadas (Dueto): Fá# e Si)
(Terceira Nota: Ré#)

TODOS: Terceiro Sinal!

O Homem de Nós!

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No amanhecer ignóbil 
De uma cidade escarrada
Brota o olhar bestial 
De um homem de qualqueres.
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Tudo nele são qualqueres!
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Qualqueres sonhos
Qualqueres hábitos 
Qualqueres caminhos e religiões
Qualqueres palavras
Qualqueres convicções e olhares.
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Qualqueres são as coisas 
Que brotam deste ser:
Uma máquina regurgitante 
De influências instáveis.
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A minimalidade 
De seu semblante apequeninado
Juntamente a seus olhares
Recurvos e entronizados
Expõem 
A incapacidade de boquejar suas ausentes coisas muitas
Expandem 
A incomunicabilidade de seus pensamentos
Aclaram 
A inferioridade de suas rasteiras sublimações 
A bestialidade 
De seus fétidos contentamentos
O hebetismo  
De suas elaborações quiméricas de anteconceitos
A inépcia
De sua inventividade de vulgarios bestas 
A estultice 
Da inimaginação que desvela, ao oposto, seu caminho.
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Eis a horripilante alma aspirante 
De seus horizontes poucos
Que caminha por uma trivial 
E passável manhã consecutiva
Feito o exemplar de uma sintomática vida 
Fruto do recém levante de uma rotina senil.
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Suas vontades não escolhem a certeza
Seu coração não rastreia o amor
Suas mãos tateiam precipícios
Sua cabeça tomba ao mínimo embate
Seu sorriso amarela-se esquivo.
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Suas costas são conchas inoperantes
Que envergam a derrota de encontro ao solo
Crivando de respeito o pedregulho cáustico
Que serve de sustentáculo do cotidiano.
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Eis o soldado putano do capital primário
O macaco desencaixado do Darwinismo reverso
O inaproveitamento ordinário de recursos genéticos
O escarro último da modernidade líquida.
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Eis a metáfora de todos nós 
Batizada com nome e sobrenome
Ao mal gosto daquilo que seus pais quiseram.
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Seus olhos fitam o sucateado alvorecer
Que teima no amanhecimento 
E que destrincha as nuvens
Enquanto seus pés solapam 
O solo urbanamente orvalhado
E as arestas são descortinares 
Erráticos de futuros esquivos.
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Cada esquina 
Mostra o acorrentamento 
Ao qual seus passos 
Subjugados estão
Cada nova rua
É o encarceramento
De tuas vontades 
A perseguição infinita
Por algo que lhe satisfaça
Cada esquina
Apresenta o novo palco
Através do qual 
Sua alma se arrastará  
Em venenosas cedências
Aflorando cada vez mais 
Suas chagas humanoides
De bicho sôfrego do nada.
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Este homem de nós
É o retrato irrisório dos medíocres 
A raça escassa 
Das maiorias humanas depravadas 
A inumanidade alastrada dos homúnculos.
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Este homem de nós
É a espécie escolhida por Deus 
Para arruinar 
As coisas físicas de uma bola d´água isolada.
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Este homem de nós
É o desperdício constante 
Daquilo que se acreditava ser
Um amanhã inquebrantável.
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Este homem de nós 
Que caminha como quem não se desata
Tem seus pés perfazentes 
Das reentrâncias biológicas egoístas
Retratos intensos e internos dos seres
Que somos todos os que por aqui estão.
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Este homem sou eu!
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Este homem é você!
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Este universo narrativo está em mim!
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Esta cidade é aqui!
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Esta cidade 
São pedras e ares 
De uma extrema carência de libertação
Tudo nesta cidade 
É indigno de liberdade duradoura
Todas os contornos da metrópole 
São reféns de algum passado
Que não mais se pode tocar.
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Todas os angulares trajetos
São resquícios 
De um saudoso arcaísmo impoluto
E os contornos concretos 
Escondem a desordenança
A incompletude avassaladora 
Da matéria manufaturada
As fisicalidades moldadas 
Pela força da penúria 
As formatações enrijecedoras 
De seres incompreensíveis.
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Este homem de nós
E esta cidade aqui 
Não são dignos 
De prosseguirem em criação literária...
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