sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

JORNADA AO ORIENTE ANCESTRAL

DIÁRIO 
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DA VIAGEM
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PARA ÍNDIA 
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E NEPAL
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FEITA ENTRE 
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OS DIAS 01 E 19 
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DE JANEIRO 
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DE 2025
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1º Dia - 01/01/2025 - SÃO PAULO

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Pegamos o Uber, antes das 10:00 horas da noite do dia primeiro e fomos para o aeroporto de Guarulhos. Lá, depois de muito procurar, encontramos uma sala VIP. Comemos bastante,  tomamos muitas taças de vinho e conversamos sobre a vida. Entramos bêbados no avião, prontos para as quase 24 horas de viagem até Delhi.
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2° Dia - 02/01/2025 - VIAGEM DE IDA

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Após um longo voo de 12 horas, fizemos uma escala em Addis Ababa, capital da Etiópia, não sem antes tomar um susto com as aeromoças jogando um jato cheiroso nas malas de todos os passageiros. Kkkkk. Rimos muito! No aeroporto de Addis, vimos uma mistura muito grande de culturas: judeus, africanos, muçulmanos e outras tantas etnias que ali se juntavam, muito provavelmente, pela posição estratégica da Etiópia. 
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Depois de algum tempo de espera, partimos para Delhi num voo de mais 6 horas e meia e, novamente, as aeromoças espalharam o tal jato cheiroso na bagagem de todos os passageiros. 
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O que mais nos chamou a atenção foi o modo como elas espalharam o líquido. Parecia que estavam entrando numa passarela de moda internacional, fazendo um acontecimento cenográfico, uma performance chocante numa peça da Broadway. Nunca vi uma coisa assim dentro de um avião! 
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Comemos, dormimos, andamos pelos corredores, fomos ao banheiro, dormimos mais um pouco e etc, etc, etc, até completar o itinerário…
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3º Dia - 03/01/2025 - DELHI

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Chegamos às 8 da manhã em Delhi do dia 03, depois de termos saído do Brasil à 1:30 da manhã do dia 02. Ufa!!!
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Logo ao sairmos da área internacional, tivemos a recepção com o nosso guia Amar (sim, esse era o nome dele), recebemos o tradicional colar de flores e compramos nosso chip indiano num lugar super bagunçado onde acendiam incensos para divindades dentro do próprio aeroporto. Ali já sentimos um pouco daquilo que nos aguardava. 
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Os profissionais estavam em troca de turno e, por isso, o quiosque estava muito cheio. Os caras se acotovelavam no pequeno espaço, falavam pra caramba, corriam do lado de fora, conversavam muito rápido com a telefonista que estava fazendo o registro dos nossos novos números, tiravam fotos de nossas caras de olho aberto, de olho fechado e, nesse vai e vem, fui até atropelado por um dos funcionários que estava brincando com seu colega de trabalho. Índia sendo Índia! Depois desse trâmite, fizemos o traslado ao hotel para descansar um pouco. 
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Em conversa com o guia, resolvemos comprar mais alguns passeios para preencher esse 1 dia e meio extra que tínhamos na capital. Valores acertados, contas pagas, partimos para visitar o Poço Ugrasen ki Baoli, onde diversos trabalhadores e viajantes ficavam descansando como se fosse um hotel. Trata-se de uma escavação extremamente profunda, cheia de pequenos nichos onde os viajantes descansavam.
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Depois de vermos esse poço, fomos visitar o maior Templo Hindu do mundo que se chama: Akshardham. É uma maravilha arquitetônica com uma riqueza imensa de detalhes e talvez tenha sido o mais belo templo que visitamos nessa viagem.
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No centro dele, há uma imensa sala com imagens de quatro metros de altura banhadas a ouro 24 quilates. Já as paredes são todas esculpidas e adornadas com milhares de pedras preciosas e semi-preciosas. 
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A imagem principal deste templo, que fica no centro de toda construção, é a de um Santo indiano que sonhou com um Deus do Panteão hinduísta. Neste sonho, o tal Deus pedia que ele fizesse um grande templo em homenagem à religião em questão. Passados alguns muitos anos, um outro homem de fé resolveu tomar a frente e arrecadar os recursos para sua construção. 
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Pelo que eu me lembre, o templo demorou mais de 50 anos para ser terminado, mas o trabalho valeu! Ficamos impressionados com a riqueza de detalhes, com a quantidade de significados embutidos em cada uma das figuras, em cada uma das posições de mão das divindades, em cada postura corporal das esculturas e etc.
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Como se não bastasse o detalhismo do templo, a plataforma sobre a qual ele está localizado também possui uma série de esculturas de homens e outros animais totalizando mais de 500 figuras que contam a importância do elefante para a cultura indiana.
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A única parte ruim desse passeio foi que não pudemos nem nos aproximar do templo com máquinas fotográficas e, por isso, não temos provas dessa imensa beleza. 
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Depois disso, fomos para o hotel e dormimos bastante, afinal, estávamos com o fuso totalmente desordenado.
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4º Dia - 04/01/2025 - DELHI

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Dentro do novo pacote que compramos, fomos visitar mais 4 lugares no dia 4.
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Levantamos cedo e seguimos em direção ao templo Laxmi Narayan, uma construção dedicada ao Deus Vishnu e a sua esposa Laxmi, a deus da riqueza e da boa sorte. A Gláucia gostou especialmente deste templo. É uma arquitetura bastante diferente dos templos hindus tradicionais e gostamos muito da combinação de cores colocadas nas paredes e nas abóbadas.
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Logo na entrada, um senhor com muitos ímãs bonitos se aproximou e não conseguimos nos conter. Eu comprei, de cara, 10 imãs com imagens de diversos deuses. Depois descobrimos que fizemos um bom negócio, afinal, o preço que conseguimos estava abaixo da média do que iríamos encontrar nos dias seguintes. 
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Depois fomos para o Gandhi Smriti Museum que foi o local da última morada de Mahatma Gandhi e também o local onde ele foi assassinado exatamente às 17:17 horas do dia 30/01/1948. 
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Eu, particularmente, fiquei muito emocionado por estar no espaço que fora habitado por esse grande baluarte da humanidade. Acredito, inclusive, que Gandhi seja, talvez, a maior figura humana do século XX.
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Penso assim por se tratar de um homem revolucionário que se transformou num ícone político, filosófico e religioso! Eu não conheço outra pessoa do século passado que tenha conseguido agregar, em si, tanta potência moral em tantas diferentes áreas do exercício humano.
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Neste museu, também vimos algumas maquetes com diversas das passagens significativas de sua vida, além de alguns objetos que pertenceram a ele como: sua cama, seu icônico óculos de leitura, o local onde repousaram seu corpo após a morte, seu relógio que parou exatamente no momento em que seu corpo caiu no chão atingido por três balas e etc. Um local de imensa significação. Chorei pela beleza de tudo aquilo que ali estava!
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Fomos então para o Templo Lotus. Achamos a arquitetura muito interessante, mas o templo, em sua parte interna, não possuia nada de chamativo. Trata-se de uma flor de lótus muito grande com 27 pétalas. A religião se chama Bahá-I e defende a igualdade entre os sexos, o fim das castas e a pregação das suas crenças a todos os seres humanos. Me pareceu se tratar de uma reação natural a alguns dogmas do Hinduísmo mas, sentimos que estávamos diante de uma religião menor.
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Almoçamos num lugar com vários estrangeiros e a comida estava bastante boa.
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Logo depois do almoço, fomos para o Qutub Minar, a maior torre de pedra da Índia. Uma curiosidade sobre essa torre é que ela foi atingida por um raio e acabou recebendo uma nova divisão, no entanto, os construtores posteriores fizeram questão de manter sua altura original de 73 metros. O Minarete Qutub foi construído no século XII e cada novo imperador mandava somar mais um pouco de altura a ele. É impressionante pensar que uma construção de mais de 800 anos tenha atingido tamanha dimensão e tenha resistido a tantas intempéries naturais e humanas que provavelmente tenham ocorrido naquele espaço.
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Depois voltamos para o hotel e capotamos porque estávamos ainda não adaptados ao fuso horário.
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5º Dia - 05/01/2025 - DELHI

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Depois do café da manhã reforçado, saímos para um passeio de dia inteiro à Delhi e enfim, depois de 5 dias, começamos a passar pelos pontos que estavam listados no nosso roteiro original.
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Pela manhã, visitamos a Antiga Delhi, conhecida antigamente como a cidade de Shahjehanabad, com suas muralhas construídas por Shah Jahan. 
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Começamos pelo Raj Ghat, local onde Mahatma Gandhi foi cremado em 1948. Nesta construção, existem diversas pedras colocadas em locais específicos. Trata-se de simbólicos presentes trazidos por diversas pessoas de todo o mundo. De maneira geral, tudo que está relacionado a Mahatma Gandhi se torna extremamente comovente e profundo.
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Depois de passarmos muito frio no Raj Ghat, nos dirigimos para o Red Fort, uma enorme fortaleza muçulmana que apenas olhamos do lado de fora.
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Em frente a sua entrada, ao invés de caminharmos por uma rua menos movimentada, resolvemos andar por uma que passava por 3 templos de religiões diferentes: Jainista, Hinduísta e Siquista. Foi uma experiência extremamente impactante, pois estávamos numa região muito pobre da cidade antiga de Delhi. Sentimos ali, um pouco da Índia popular que iria nos chamar bastante a atenção pelos dias que viriam.
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Vimos macacos, ratos comendo oferendas e pessoas extremamente pobres vendendo comida, verduras, legumes e diversos outros tipos de mercadoria. Comemos também um doce muito estranho e gorduroso feito por uns senhores que estavam nas ruas.
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Depois desta passagem, fomos até a Jama Masjid, uma das maiores mesquitas da Ásia. Sua grandeza é impressionante, mas o lugar é mais interessante visto de fora do que de dentro, ou seja, sua fachada é mais impactante do que seu interior. Andando pelo local, o guia nos contou que, devido ao tamanho do espaço e ao fato de não haver microfone nos séculos passados, essa mesquita possuía sacerdotes responsáveis por repetir as pregações centrais a fim de que todos os fieis pudessem ter acesso aos sermões.  
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Saindo da mesquita, fomos fazer um passeio de Riquixá (tuc-tuc) por algumas ruas e vielas extremamente estreitas que faziam parte do chamado Mercado Chandni Chowk, um local de comércio com quase 500 anos de tradição e esse se tornou um dos momentos mais intensos da viagem até então. As ruas eram extremamente apertadas com diversos fios de eletricidade emaranhados, pessoas tomando banho nas calçadas, especiarias, roupas para casamento, saris, joias, cachorros em cima de carros, pequenas lojas improvisadas e todo tipo de comércio característico da Índia.
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Após essa imersão na realidade basilar da pirâmide social indiana, fomos visitar o lindo Templo Gurudwara Bangla Sahib da religião Siquista. Lá assistimos ao trecho de um ritual onde estavam sendo cantados alguns mantras. O Siquismo é uma religião monoteísta que surgiu em Punjab, região da Índia, no final do século XV e está entre as religiões com mais adeptos na humanidade.
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Achamos o lugar muito leve, com uma energia muito positiva e ficamos pensando o porquê de termos tido essa impressão em comum mesmo antes de termos conversado sobre ela. Chegamos à conclusão de que os ensinamentos básicos dessa religião eram os responsáveis pela beleza que sentimos no local, principalmente uma de suas regras basilares que diz que se deve oferecer comida e fazer caridade a qualquer pessoa. 
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Visitamos a cozinha do espaço e ficamos impressionados com a quantidade de comida, de pessoas se alimentando e de voluntários engajados naquele domingo de manhã. O guia nos disse que os templos siquistas preparam e doam alimentos 24 horas por dia. Enfim, ADORAMOS O LOCAL!
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Após essa passagem, fiquei pensando que a Índia realmente possui uma vocação religiosa a nível mundial. O Oriente e, mais especialmente, as terras localizadas abaixo do Himalaia, são o maior berço religioso da humanidade. Me parece que as sementes religiosas lá plantadas tendem a perpetuar pelos séculos seguintes. É impressionante a quantidade de vertentes espiritualistas que ali se originaram e tiveram sua expansão por diversos lugares do planeta: o Hinduísmo, o Jainismo, o Siquismo, o Budismo, o Bahá-I, além de outros tantos gurus contemporâneos nascidos ali e que foram capazes de espalharem seus conhecimentos por todos os cantos do planeta. 
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Depois desta visita, demos uma passada pela região onde ficam os ministérios indianos, o congresso nacional, a casa do presidente e outros tantos prédios enormes relacionados ao governo da Índia. Todas as construções datam da época em que o país era colônia do Império Britânico. 
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Passando isso, fomos almoçar no restaurante Lazeez Affaire. Pedimos uma entrada super gostosa que misturava massa e algumas verduras. Já o prato principal era uma mistura de arroz, temperos e outros legumes.
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Após o almoço, visitamos o Mausoléu do segundo imperador Mongol chamada de Tumba de Humayun, construída em 1565. O local está bastante degradado, mas a grandeza ainda impressiona. Ao final da visita, rimos muito no momento em que eu tentei conversar pelo telefone com o nosso guia e nós não tínhamos a menor ideia de onde ele estava.
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Depois de passarmos por este complexo de tumbas, nos dirigimos ao famoso Índia Gate. Trata-se de um memorial feito pelo governo britânico em homenagem aos soldados indianos que morreram na 1ª Guerra Mundial.
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Segundo nosso guia, com o fim do grande conflito, as lideranças locais passaram a defender mais liberdade para a colônia. No entanto, em resposta a esse movimento, o governo britânico apenas construiu o monumento em questão como forma de acalmar os ânimos, garantindo assim a manutenção do seu poderio político-econômico sobre o território. 
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O local estava cheio de pessoas se divertindo, tirando fotos e inclusive uma família pediu para tirar retrato conosco. Foi um momento super leve onde nos sentimos integrados ao povo da Índia numa tarde de domingo, andando por um monumento central da cidade de Delhi. Depois do Portal da Índia, fomos para o hotel descansar um pouco. 
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Após um certo tempo, demos uma rápida volta pelos arredores onde passamos numa pequena venda, uma espécie de minimercado. Eu, particularmente, acho interessante presenciar o comércio local, pois ele pode nos dar dicas sobre a economia do país. Vimos, por exemplo, que neste estabelecimento não existia uma grande variedade de marcas e algumas linhas de produtos nos pareceram meio monopolizadas por algumas corporações.
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Depois de uma certa dúvida sobre o itinerário de volta até o hotel, entramos na recepção, pedimos um chai e subimos em direção ao quarto a fim de nos organizarmos para a viagem do dia seguinte. O dia foi ótimo, bastante produtivo, cheio de momentos interessantes e visitas a lugares legais. Gostei do caos de Delhi! 
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6º Dia - 06/01/2025 - DELHI // JAIPUR

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Levantamos às 6:00 da manhã para tomarmos café e logo depois pegamos o carro com destino a Jaipur, a capital do estado do Rajastão. 

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No caminho, entramos numa cooperativa de tapetes onde nos mostraram mercadorias feitas com pele de carneiro, algodão e seda. Nos mostraram também o processo de feitura dos nós, o corte da superfície do tapete e também a queima do seu verso para a melhoria da qualidade. Também vimos um processo de pintura de alguns tecidos, mas nada nos interessou para comprarmos.

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Depois desta cooperativa, logo paramos no restaurante para comermos pratos típicos indianos. Ali, vimos um pai e uma criança cantando músicas e fazendo danças típicas do Rajastão. Fiquei emocionado com a simplicidade dos artistas e pela forma gentil como eles nos entregavam sua música, sua dança, sua arte. A comida também estava muito boa.

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Andamos por muitos quilômetros mais e chegamos, enfim, à cidade de Jaipur, a chamada cidade rosa, terra dos marajás, de grandes palácios e fortalezas construídas a mando deles. Logo nos primeiros momentos, passamos em frente ao Albert House Museum, um local de efervescência cultural. Sua fachada nos agradou bastante.

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Depois nos dirigimos para o Patrika Gate, um portal que celebra a diversidade religiosa. Nele, pode-se observar elementos de algumas religiões existentes aqui na Índia como: o Hinduísmo, o Islamismo e etc. Este monumento foi construído por um magnata das comunicações que mora na cidade. Curiosidade: PATRIKA significa periódico, jornal, revista.

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Depois de algumas fotos no local citado acima, demos uma rápida passada no hotel para deixarmos as nossas malas e então fomos em direção ao Templo Birla para assistir ao ritual religioso chamado Aarti. Este ritual é feito como forma de cuidar dos deuses hindus e, para isso, se oferece comida, água, além de acenderem o fogo para queimar as más energias do mundo. No altar do templo, estavam as imagens do Deus Vishnu e de sua esposa Laxmi.

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O guia nos explicou que as imagens dos deuses hindus são vivas. Os devotos cantam para acordarem suas divindades de devoção, levam refeições e, ao fim do dia, colocam seus deuses para dormir, não sem antes agradecerem pelas conquistas que tiveram. 

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Voltando a falar sobre o Aarti, achamos um ritual bastante leve, com os frequentadores batendo palmas, algumas músicas soando nos alto-falantes e os sacerdotes tocando alguns instrumentos de percussão. Um dos sacerdotes jogou água na cabeça dos fieis que estavam no local e depois, vários de nós, passamos pelo benzimento do fogo, além de darmos uma volta em torno do altar em sentido horário. Nós impressionou a fé de alguns frequentadores, bem como o fato de termos visto vários jovens dentro do local. 

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Numa das conversas que tivemos, chegamos à conclusão de que a religião é algo muito mais cotidiano e natural para o indiano. Não se trata de algo apartado da vida ou algo que se pratica somente em alguns momentos específicos, como é o caso do Brasil. Na Índia, a religião é parte integrante do dia-a-dia da maioria da população e se mantém, ao longo dos milênios, como o vértice central da cultura nacional. Acreditamos que este seja um elemento de extrema importância para a manutenção da identidade, um espécie de escudo antiocidente que leva,  por exemplo, os jovens indianos a usarem menos drogas que os nepaleses. 

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Depois desse lindo ritual, tiramos algumas fotos do templo e voltamos ao hotel para descansar.

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7º Dia - 07/01/2025 - JAIPUR

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Tomamos um café da manhã no hotel Sarovar Premier e saímos em direção ao Palácio dos Ventos que fica dentro das muralhas da cidade antiga de Jaipur. Logo depois da passagem por este espaço, fomos em direção a Fortaleza de Amber, uma enorme construção que foi morada de um dos marajás que controlou o estado do Rajastão.
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Logo na chegada, na base da rampa que dá acesso ao palácio, ao virarmos numa viela estreita, vimos diversos elefantes. Minha emoção foi enorme e tive que registrar o momento de diversas maneiras. Pegamos, então, carona em um deles para subirmos a longa estrada que leva até o Forte. 
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Um fotógrafo muito insistente tirou fotos de nós 2 em cima do animal e depois conseguiu nos encontrar novamente para vendê-las. Após mais de 10 minutos de insistência, acabamos chegando num preço em comum e eu comprei as 10 fotos que estavam dentro do álbum. Não me arrependi. A emoção de andar no meu animal terrestre favorito precisava ser guardada de todas as maneiras.
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O palácio é realmente muito bonito, possuindo diversas paredes incrustadas de pedras preciosas, enfeites feitos com ouro 24 quilates, bem como alguns espaços decorados com espelhos vindos da Bélgica. Estava bastante frio no local e, além disso, ventava muito,  mas nos agasalhamos com o que tínhamos. 
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Também visitamos um pequeno templo de mármore localizado dentro deste palácio e, no momento em que estávamos descendo, a Gláucia fez, na mão, uma tatuagem de rena super bem desenhada.
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Quando já estávamos novamente na base do palácio, à beira de um lago artificial, vimos um homem que tocava flauta para uma cobra naja. Levamos um susto quando ele levantou a tampa do cesto, mas a coitada estava totalmente zonza dentro daquele lugar e não tinha condições de atacar ninguém.
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Depois deste momento, fomos de carro até as margens de um outro lago artificial onde, dentro dele, se encontra o Palácio das Águas, local em que o marajá do Rajastão ficava nas épocas de calor. O guia nos explicou que,na época, os criados do governante colocavam diversos jacarés nas águas desta lagoa artificial como forma de proteger o rei.
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Continuando o passeio, fomos  até o Jantar Mantar, que é o maior observatório de pedra e mármore desenhado do mundo. O observatório tem quase 300 anos de fundação e possui o maior relógio de sol do mundo que pode medir a variação tempo com uma precisão de até 2 segundos.
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Também vimos instrumentos de medição relacionados a cada um dos 12 signos do Zodíaco, bem como 2 semicírculos afundados no chão que mostravam qual seria o ascendente de uma criança que estivesse nascendo em Jaipur naquele dia em que estávamos lá. O resultado mostrado pelo instrumento foi o signo de Sagitário. A Gláucia adorou!
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Depois deste local muito interessante, fomos almoçar no Heritage Cuisine e pegamos a comida de um buffet que estava muito gostosa. 
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Após o restaurante, fomos até um local de artesanato que estava com os preços mais em conta e, enfim, depois de tantas visitas a lugares extremamente caros, resolvemos adquirir algumas coisas para nós. Compramos algumas figuras de elefantes para colocarmos nas paredes e namoramos outros itens. Achamos lindos os objetos que estavam no local! 
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Passadas essas compras, nos dirigimos a uma loja de joias onde a Gláucia comprou uma tornozeleira e alguns aneis de prata.
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Continuando nosso tour pela capital do Rajastão, fomos, enfim, para o Maharaja’s City Palace, local onde o atual marajá tem sua morada. Obviamente não entramos na casa do dito cujo propriamente dita, mas numa parte do palácio que está aberta a visitação do público. Lá dentro, visitamos várias divisões da construção, bem como um museu com armas e outro com vestimentas usadas pelas várias gerações de marajás desta província indiana. 
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Após este palácio, fomos caminhar pelo centro da cidade de Jaipur: comemos um chocolate indiano, fizemos algumas compras, conversamos com a população local e sentimos o clima da cidade no entardecer do dia 07/01/2025. Foi um momento muito interessante! Não há nada melhor para sentir um local do que caminhar no chão, no solo de todos, junto com os comuns. Após esta 1 hora pelas ruas de comércio, pegamos o carro e voltamos para o hotel, não sem antes passar na frente do palácio do governo do estado do Rajastão. 
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Depois desta andada pelo centro de Jaipur, fomos para o hotel e a Gláucia dormiu. Aproveitei para colocar o diário em dia e, como estava sem sono, dei uma volta pelas redondezas do hotel. Como não achei um bar aberto, acabei voltando, bebendo num espaço anexo a ele e aproveitei para telefonar pro meu amor. Tomei 2 Heinekens, fumei alguns cigarros que arranjei com um garçom muito simpático e depois fui dormir.
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Adoramos a cidade de Jaipur. Ela é um pouco menos caótica e pesada do que Delhi, no entanto, ainda guarda a efervescência, a simplicidade e a deliciosa bagunça características deste encantador país chamado Índia.
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8º Dia - 08/01/2025 - JAIPUR // FATEHPUR SIKRI // AGRA

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Acordamos cedo, tomamos café e partimos em direção a Agra. No caminho, visitamos a cidade deserta de Fatehpur-Sikri, construída pelo Imperador Akbar no final do século 16 e abandonada alguns anos depois devido à escassez de água. O palácio é impressionantemente grande, mas as construções não estão em bom estado de conservação, infelizmente.
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Depois da visita a este palácio, fomos ver uma mesquita islâmica de nome Tomb of Hazrat Salim Chishti e nos pareceu que havíamos chegado um pouco depois de algum ritual que acontecera ali. Aproveitamos e entramos dentro do espaço em que se encontra o túmulo do profeta islâmico que convenceu o imperador a mudar a capital de Agra para aquela cidade.
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Conversei um pouco com um músico que estava tocando um instrumento típico dos rituais islâmicos e ele me mostrou um pouco da escala que eles utilizam. O instrumento possui uma organização de notas igual a do piano, mas a progressão de tons e semitons é diferente das que costumamos utilizar na música ocidental. 
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Depois desse rápido banho de energia islâmica, fomos até a grande porta de entrada da mesquita e tiramos algumas fotos. Sob nossos pés, a cidade paupérrima, há muito abandonada pelo governante por falta de água, continuava resistindo abaixo do imenso palácio esquecido.
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Quando terminamos esta visita, o guia nos propôs a ideia de irmos visitar, neste mesmo dia, o magnífico Taj Mahal. O monumento foi feito em mármore branco e inaugurado em 1631 pelo Imperador Mughal Shah Jahan como expressão de seu amor pela sua segunda esposa: Mumtaz Mahal. Taj Mahal é uma das sete maravilhas do mundo moderno e talvez o maior cartão postal da Índia.
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O motivo apresentado pelo guia para esse adiantamento da visita foi que o tempo estava bastante claro e ele estava com receio de que, na manhã seguinte, data prevista no roteiro para vermos o mausoléu, o dia pudesse estar nublado. E então fomos nós, minha querida prima Gláucia, o silencioso motorista anônimo, o elétrico guia Amar e eu para visitar este lendário monumento indiano, uma das construções mais famosas do mundo.
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Para termos mais tempo lá, deixamos o almoço de lado. Passamos pelas filas de vistoria e, de repente, estávamos defronte a esta famosa obra arquitetônica. Sua beleza é impressionante! A harmonia das formas, o impacto do mármore branco, as escrituras islâmicas, a proporção entre os minaretes e a parte central formando uma espécie de diagonal perfeita entre as peças componentes, o imensa cúpula de 60 metros, o tridente de Shiva posicionado acima de tudo, os jardins simétricos, enfim, tudo naquele local era magnífico.
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Num determinado momento, uma família cheia de crianças quis tirar fotos com a Gláucia. Acreditamos que eles pensaram que minha prima era uma pessoa famosa por conta do óculos, do cabelão e das roupas. Foi uma passagem super divertida da viagem.
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Ficamos bastante tempo apreciando a construção e curtindo o entardecer daquele dia tão bonito e, no horário marcado, quando o sol já estava mais baixo, fomos encontrar novamente o nosso guia.
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Visitar o Taj Mahal foi um dos momentos altos da viagem. SENSACIONAL!!!
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Fomos, enfim, para o hotel e, após um rápido descanso no quarto, subimos para o terraço onde havia uma piscina e um restaurante. Tomamos algumas cervejas e depois comemos um prato de massa. Após esta refeição, descemos para o quarto e fomos dormir.
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9º Dia - 09/01/2025 - AGRA

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Levantamos cedo e fomos tomar café. O hotel de Agra nos pareceu o melhor de todos até o momento e depois, em conversa com o guia, ele nos confirmou que realmente aquele era o melhor hotel de toda a viagem. O café estava muito bom e possuía mais itens do que os outros 2 lugares que já havíamos ficado.
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Partimos então em direção ao Forte de Agra, com magníficos salões de audiências públicas e privadas, além de outros palácios adjacentes à construção inicial. O local abrigou o terceiro, o quarto e o quinto imperadores do Império Mongol e, cada um, à sua maneira, foi acrescentando novas partes ao conjunto arquitetônico. O local era realmente muito grande e possuía uma entrada sinuosa para evitar a velocidade dos elefantes que atacavam a fortaleza.
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O guia nos disse que o terceiro imperador foi o mais poderoso, o quarto somente bebia e era controlado pela esposa. Já o quinto ficou tão enlouquecido de amor pela própria mulher que se esqueceu de administrar o império, construiu o Taj Mahal e viu seu domínio diminuir, chegando ao ponto de viver alguns anos encarcerados dentro do seu próprio palácio por conta do poder que os outros nobres conseguiram surrupiar.
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Logo depois da visita ao Forte, visitamos a Tumba de Itmad-ud-Daulah. Trata-se de um palácio de mármore pequeno, mas ricamente adornado com pedras preciosas e semipreciosas. A construção era um charme e estava bem menos lotada do que os outros lugares que visitamos em Agra.
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Após este segundo monumento, fomos apreciar a vista do Taj Mahal de Mehtab Bag, o chamado Palácio da Lua, onde o quinto imperador mongol, responsável por sua construção, ficava sentado nas noites de luar apreciando a obra prima dedicada à esposa. 
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A história conta que ele, em sua loucura amorosa, quis construir nesta outra margem do rio, uma réplica do Taj Mahal, mas em mármore negro. A ideia era que este monumento servisse de mausoléu para seus restos mortais, estando o casal separados por apenas um rio de distância.
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Ficamos imaginando se ele tivesse conseguido levar essa empreitada adiante, passando por cima dos súditos que o impediram. Se um palácio branco já é lindíssimo, imagina dois, um branco e outro negro. Seria um feito comparável, talvez, às pirâmides de Guizé.
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Neste tal Palácio da Lua, podemos ver um dromedário todo enfeitado que rendeu umas fotos muito engraçadas. Eu aproveitei para comprar uma caneca com imagens do Taj Mahal e a Gláucia comprou um imã com a mesma temática.
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Depois dessa visita, fomos a uma cooperativa onde trabalhavam, segundo nosso guia, descendentes dos artesãos que fizeram o Taj Mahal. Ficamos impressionados com a beleza das obras que estavam à venda. Acredito que o artesanato em mármore tenha sido o mais impressionante dentre todos os trabalhos manuais que presenciamos na Índia. O que nos incomodava era que, os homens que mexiam nas pedras eram extremamente velhos e pobres, enquanto que os vendedores eram mais jovens, malandros e bem alimentados. Enfim, o que nos foi vendido como uma cooperativa apoiada pelo governo indiano, nos pareceu não passar de mais uma forma de exploração de mão-de-obra barata, quase escrava.
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Por último, passamos numa loja para comprarmos um xale para a Tia Enedir e logo fomos comer no restaurante Pinch of Spice que, por coincidência, era justamente o local que a Gláucia tinha achado interessante na internet. Infelizmente, não acertamos na escolha dos pratos, mas tudo bem.
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Depois do almoço, fomos para o hotel e, após uma conversa, chegamos à conclusão de que não tínhamos outras coisas interessantes para fazermos em Agra, então, resolvemos ir para um espaço de comércio popular para conviver com a população local. Pegamos um tuc-tuc e fomos para o Sadar Bazar, área de vendas relacionada, antigamente, aos ingleses. O motorista do veículo era super gente boa, engraçado e nos disse que poderia nos esperar para nos levar de volta ao hotel, independente de quanto tempo ficássemos por lá.
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Caminhamos por algumas ruas, tentamos encontrar uma cerveja, entramos numa loja para vermos outros xales e passamos numa livraria. Também entramos em outras quebradas e passamos por vielas mais estreitas que ficavam atrás da rua Principal.
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Depois de muito esforço, descobrimos que havia um bar subterrâneo bem próximo do local em que desembarcamos do tuc-tuc. Descemos lá, compramos cerveja e continuamos andando mais um pouco pelas ruas. Achei interessante como ninguém nas redondezas sabia nos informar sobre um lugar para comprarmos cerveja, sendo que existia um buteco bem perto de todas as lojas pelas quais havíamos passado. Se isso fosse no Brasil, duvido que essa informação seria desconhecida por qualquer um dos transeuntes que estivesse na região.
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Após comprarmos a cerveja, passamos para o outro lado, caminhamos por uma região onde havia muito comércio de comida e algumas crianças nos seguiram pedindo dinheiro. É impressionante como os indianos são insistentes ao pedirem esmolas. Uma das meninas chegou a nos seguir por mais de 10 minutos insistindo. No final, não demos nada para ela pois não teríamos condição de dar para todos os que estavam por ali. 
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Logo já estava anoitecendo, então voltamos para o motorista e ele nos levou de volta para o hotel, não sem antes passarmos por muitas aventuras no trânsito caótico da Índia.
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Chegando de volta e como nossa energia estava muito grande, resolvemos subir novamente para o terraço do hotel para bebermos mais cerveja. Aproveitei e também pedi um vinho. Questionei os garçons se eles vendiam cigarro solto e, neste momento, um hóspede muito simpático que estava do outro lado do bar, me ofereceu. Pronto, a noite estava completa.
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Depois de muita conversa interessante, fomos para o quarto e pegamos no sono. Este terraço do hotel de Agra nos agradou bastante. Era aconchegante, tinha comida boa, bebida boa e um bom atendimento.
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10º Dia - 10/01/2025 - AGRA // JHANSI // ORCHHA // KHAJURAHO

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Levantamos mais cedo que o habitual e tomamos um café bastante rápido pois precisávamos pegar um trem. Chegamos na estação e ficamos sabendo que o trem iria atrasar. Após um atraso de quase 3 horas, embarcamos no trem Shatabdi Express com destino a Lakshmibaijhs. 
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Após este precioso tempo perdido, aproveitamos para descansar um pouco ao longo do trajeto. Depois de uns cochilos, saí para caminhar pelos mais de 15 vagões a fim de conhecer as outras classes, mas, no geral, o trem era meio padronizado. Achei que fosse poder presenciar mais um dos ícones populares da Índia: seus trens superlotados, mas não foi dessa vez.
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Após desembarcarmos, pegamos um carro com destino a Jhansi e, depois dessa cidade, fomos para Orccha. Primeiramente, fomos almoçar num hotel muito bonito, com uma arquitetura e decoração impecáveis. A comida também estava muito boa. Depois do almoço, fomos visitar um conjunto de palácios de nome Raja Mahal e Jahangir Mahal que pertenceram a um outro governante da região. Curiosidade: “mahal” significa “palácio”.
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O guia era super simpático, brincalhão e gostamos muito da arquitetura do local. Nos lembrou bastante as construções que entrávamos quando éramos crianças em Minas Gerais. A tarde estava super bonita e ficamos muito contentes com o guia. No final, pedimos para tirar uma foto com ele.
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Depois dessas visitas, pegamos o carro para irmos em direção a Khajuraho. No caminho fomos ouvindo algumas músicas brasileiras para relaxar e, após este longo dia de deslocamento, chegamos enfim a um hotel muito bonito. Subimos para o quarto, tomamos banho e dormimos.
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11º Dia - 11/01/2025 - KHAJURAHO

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Levantamos cedo, tomamos banho, descemos para tomar café e, às 9:00 da manhã, saímos para visitar os templos do lado ocidental de Khajuraho.
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Os templos presentes nessa cidade pertencem às religiões Hinduísta e Jainista. Já existiram nessa região mais de 80 templos construídos pelos diversos imperadores hindus que aqui habitaram entre os séculos VIII e XII depois de Cristo, no entanto, como em tantos outros locais da Índia, diversas construções foram destruídas com a invasão dos muçulmanos.
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Segue alguns nomes de tempos visitados neste dia: Lakshmana Temple, Chitragupta Temple, Jagadambi Temple, Parshvanata Temple, Chaturbhuj Temple e Kandariya Mahadev dedicado ao Senhor Shiva. Visitamos também o Templo Chitragupta, Vishwanath, Laxman e Varaha, bem como os templos do lado oriental, como: Templo Jain, Aadinath e de Lord Brahma. Passamos também numa loja que vendia artesanato indiano e roupas. A Gláucia comprou um xale e eu comprei uma camisa com estampa de elefante.
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Vale dizer que, no terceiro sítio arqueológico que visitamos, dentro de um dos templos, havia uma imagem do Deus Vishnu com quase 4 metros de altura esculpidos em uma única peça de rocha. Vishnu é um dos deuses principais do hinduísmo, responsável pela preservação e sustentação do universo. É o segundo deus da Trindade hindu, a Trimúrti, juntamente com Brahma (deus da criação) e Shiva (deus da destruição). É conhecido por ser um deus bondoso, onisciente, vigoroso e forte. 
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Depois dessa visita a todos os sítios arqueológicos, fomos almoçar no restaurante Pinch of Salt. Na saída do restaurante, uma pequena vaca me atacou quando eu estava tentando fotografá-la de perto.
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O guia deste dia foi um dos mais legais que tivemos nessa viagem. Seu nome é: Anoop Kumar. No almoço, ele nos disse que é um seguidor do Jainismo. Trocamos muitas ideias e inclusive ele nos contou que adora música, tem alguns brasileiros em casa e sua filha gosta de tocar alguns sintetizadores. Ele também me seguiu no YouTube e pediu para eu enviar alguns vídeos em que eu apareça tocando e cantando.
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Após o almoço, fomos para o hotel e ficamos descansando um pouco no quarto. Às 6:30 da noite, descemos para o saguão e nos encaminhamos novamente para um dos sítios arqueológicos onde fomos ver um show de luzes e sons que contavam um pouco da história desta região da Índia. Gostamos muito do show! Ele usava lindas projeções, tendo como pano de fundo os templos dedicados a Shiva e o outro dedicado à Parvati. Alta tecnologia e muito bom gosto!
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Após mais de meia hora de pirotecnia, pegamos o carro e voltamos para o hotel. Logo na chegada, gravamos um vídeo onde um dos guias nos ensinava a dizer “como vai você”, “eu me chamo” e “obrigado” em hindi.
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12º Dia - 12/01/2025 - KHAJURAHO // VARANASI

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Levantamos cedo, tomamos café e pegamos o carro que nos levaria até o aeroporto de Khajuraho. No aeroporto, fomos vistoriados 3 vezes até conseguirmos embarcar no avião. Achamos uma baita burocracia e perda de tempo. Vários funcionários fazendo funções repetidas, pedindo-nos para abrirmos novamente nossas mochilas e passando nossas malas por diversos detectores.
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O voo, em si, foi bastante rápido e, logo ao chegarmos em Varanasi, havia um guia nos esperando. Fomos ao hotel, deixamos as malas e fomos até um shopping para podermos comer alguma coisa e, por incrível que pareça, no município mais espiritualista da Índia, comemos um Burguer King. Não queríamos perder nenhum segundo pois tínhamos apenas um total de 36 horas naquela icônica cidade indiana.
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Logo após a comida, pegamos o carro e, depois de andarmos 10 quilômetros, chegamos ao Sarnath, o lendário lugar onde Siddharta Gautama, após atingir a iluminação, fez o primeiro sermão a seus discípulos, expondo os princípios do Budismo. Como nosso guia nos falou, naquele local não nasceu Buddha mas nasceu o Budismo e, infelizmente, como outros lugares da Índia, este sítio arqueológico também fora destruído pelos muçulmanos quando invadiram a região.
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Vimos muitas pessoas rezando em volta da grande construção e também vimos alguns monges cantando mantras. A energia dos locais budistas, geralmente, me agrada muito e, acredito que essa religião tenha nascido, dentre tantas razões, como uma reação a imensa quantidade de deuses hinduístas. A religião de Siddharta veio negar a necessidade da figura de um deus exterior, proclamando a importância de olharmos para dentro de nós mesmos a fim de superarmos os apegos diversos que nos afligem em nosso cotidiano.
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Depois de passarmos por este espaço, fomos para um museu arqueológico onde estavam guardadas diversas imagens que foram recuperadas nos arredores deste que é considerado o primeiro monastério budista do mundo. Dentre as relíquias do espaço, encontra-se a escultura que é considerada o símbolo da Índia: os 4 leões. Saindo do local, aproveitei para comprar a Japamala que minha mãe havia me encomendado. Infelizmente o dia estava um pouco chuvoso, mas não nos deixamos abater.
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Logo depois, pegamos o carro e fomos em direção ao centro de Varanasi. A cidade estava totalmente lotada pois Janeiro é um mês importante para os hinduístas. Fomos, então, em direção ao principal Gath para testemunhar o Aarti a beira do sagrado Rio Ganges. O guia conseguiu nos colocar numa varanda super bem posicionada e podemos observar o ritual desde seu início.
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Ficamos emocionados com a beleza das músicas, a fé das pessoas, a rítmica das coreografias e os vários elementos envolvidos na ritualística, como: pétalas de flores,  incensos, candelabros enormes repletos de velas e muitas badaladas de sinos. Além disso, o ritual me pareceu um imenso processo de limpeza para todas aquelas pessoas que ali se encontravam. 
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Após o encerramento, conversamos um pouco sobre os sacerdotes que protagonizaram a cena. Segundo informações, eles eram da casta dos Brâmanes. Tratava-se de jovens que estavam seguindo os mesmo passos de seus antepassados e que tinham, como missão, em todos os dias de suas vidas, fazerem este ritual às divindades hinduístas. Ou seja, ao longo de nossos anos, teremos diferentes afazeres, passaremos por diversos lugares, dormiremos em diferentes sítios e eles continuarão lá, em Varanasi, realizando o Aarti, noite após noite, nas margens do sagrado rio Ganges. A filosofia de vida ocidental não é tão onipresente assim como julgam alguns de nós.
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Logo depois de terminado o ritual, voltamos novamente pelas labirínticas ruas apertadas, cheias de entradas estreitas, comércio, templos, buzinas e muito barro. Como não tínhamos almoçado direito, ao chegarmos no hotel, comemos lasanha e macarronada. Logo subimos para o quarto para dormirmos pois, no dia seguinte, teríamos que acordar muito cedo.
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13º Dia - 13/01/2025 - VARANASI // DELHI

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Levantamos bastante cedo, antes mesmo de começar o café da manhã do hotel, pois havia chegado o grande dia do passeio de barco pelo rio Ganges. Ainda estava escuro já que passara pouco das 6:00 da manhã, no entanto, a cidade já estava totalmente tomada de pessoas, dentre elas, diversos hindus que estavam se encaminhando para tomar o banho nas águas sagradas.
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Chegamos ao mesmo Ghat do dia anterior e pegamos um barco para navegarmos. Por coincidência do destino, neste mesmo dia 13 de janeiro de 2025 em que estávamos amanhecendo no Ganges, iniciava-se mais um Maha Kumb Mela, o maior festival religioso da humanidade que acontece de 12 em 12 anos e que, neste ano, os organizadores esperavam a presença de 400 milhões de fieis até o final da celebração que se daria no 26 de fevereiro. O Ganges estava mais abençoado do que de costume!
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Andamos por alguns quilômetros dentro do rio, até chegarmos à beira de um outro Gath onde uma pessoa estava sendo cremada. Ficamos observando o ritual por alguns minutos e depois partimos para navegar em outra direção.
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Chegamos até o principal Gath de cremação da cidade de Varanasi e lá desembarcamos. Fomos ver um fogo que, segundo o guia, é continuamente alimentado por mais de 1000 anos por diversos devotos que ficam responsáveis por limpar as cinzas e colocar novas toras de madeira. Passamos também por locais antiquíssimos que permanecem abertos 24 horas por dia, há muitos e muitos séculos, vendendo os materiais necessários para que as cremações sejam feitas. 
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Tive a sensação de estarmos num local apartado do tempo, num espaço intocado cujos habitantes estavam fechados numa cápsula atemporal. Aquelas ruas sujas, lamacentas, as toras de madeira, os corpos sendo transportados, os tecidos alaranjados vendidos nas lojas, os colares de flores, a mística que envolvia aquele local dedicado à morte; tudo isso parecia realmente transportar aquelas cercanias para fora do mundo físico. Sentia mesmo que circulávamos por ruas onde os dois planos estavam intimamente tecidos de uma maneira muito natural, muito humana e muito divina.  
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Continuamos andando pelas ruas estreitas e fomos ao templo Vishwanath, também chamado de templo dourado por causa do revestimento em ouro de seu telhado. Este templo é considerado o mais importante templo de Shiva de toda a Índia e também se trata de uma construção que foi destruída pelos muçulmanos quando invadiram o território. Depois de muitos anos, o templo foi reconstruído em outro lugar e chegamos até ele passando por um novo Gath que foi inaugurado pelo então primeiro-ministro: Narendra Damodardas Modi.
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Depois disso, continuamos caminhando pelos labirintos de Varanasi até chegar a um local onde um jovem vendedor nos mostrou alguns colares e algumas essências com diversas fragrâncias. A Gláucia comprou uma Japamala para ela e um ajudante do vendedor foi benzê-la dentro do templo de Shiva. Este templo, ao contrário de tantos outros, não pode ser visitado por pessoas que não sejam hindus, pois trata-se de um templo ortodoxo.
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Depois disso, saímos dos labirintos do centro de Varanasi e passamos pelos seguintes templos: Bharat Mata Mandir, Templo Durga e Templo Tulsi Manas. Passamos também pela Universidade Hindu de Benaras que foi fundada graças ao sonho de um advogado e da doação de dinheiro de diversas pessoas, cidadãos da Índia. Especialmente o terreno foi doado pelo Marajá de Varanasi.
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Depois disso, retornamos ao hotel para o café da manhã e logo saímos para ver um espaço onde havia um imenso mapa da Índia esculpido em mármore. Este local foi inaugurado por Mahatma Gandhi antes mesmo da independência do país. Mohandas Karamchand Gandhi sabia da real possibilidade de seu sonho!
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Também fomos visitar uma cooperativa onde eles faziam tapetes em seda. Ficamos admirados com a complexidade do trabalho, com a maneira manual de tecer a seda e criar diversas imagens geométricas e figuras humanas. Confesso que não consegui entender como funcionam os teares.
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Após estas visitas, fizemos o translado para o aeroporto para embarcarmos em nosso voo para Delhi. Na chegada, não encontramos ninguém para nos levar para o hotel e então tomamos um táxi por conta própria. Chegando ao local, fomos jantar e depois subimos para o quarto para dormir.
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De maneira geral, Varanasi, um dos nossos maiores objetivos de visitação nesta viagem à Índia, entregou tudo o que eu esperava: suas ruas lotadas, seu caos, sua ancestralidade, suas figuras humanas únicas, sua mística divina e terrena ao mesmo tempo, os rituais religiosos na beira do Ganges, o local de pregação de Buddha, suas cremações, a névoa que cobre a cidade, os labirintos arquitetônicos construídos e reconstruídos pelos seres-humanos ao longo dos quase 4000 anos de ocupação desta que é uma das mais antiga povoações continuamente habitadas do planeta.
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Varanasi foi um show a parte! 
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A Índia que habita dentro de mim, mora lá, em Varanasi, à beira de onde a Deusa Ganga faz uma volta e flui em direção à sua nascente; flui novamente em direção ao céu. 
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A Índia que habita dentro de mim, mora lá, em Benares, cidade dedicada ao Deus Shiva, divindade que controla o fluxo do rio Ganges, pois este precisou ser freado pelos seus cabelos para que não inundasse os caminhos  dos homens. E que me importa se isso é ou não verdade. Por vezes prefiro a fantasia quimérica das metáforas hindus, à realidade bruta dos sofrimentos cristãos.
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Enfim, a Índia, que habita dentro de mim, mora lá e quero acreditar que ficará guardada, para sempre, naquela cidade especial, longe do caos materialista do Ocidente, longe do pecado cotidiano dos homens sem espiritualidade, longe de tantas coisas mesquinhas que nos solapam a cara, mas que esteve bem perto da minha imaginação e hoje mora bem dentro destas saudosas e pungentes memórias, douradas lembranças que abrigam os registros de um sonho que se tornou realidade.
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VALEU VARANASI! VALEU BENARES! ATÉ QUALQUER DIA!
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14º Dia - 14/01/2025 - DELHI // KATHMANDU

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Pela manhã, tomamos café e partimos para o aeroporto de Delhi. Passamos por diversas checagens e embarcamos no voo para Kathmandu. No trajeto, vimos algumas montanhas cobertas de neve que já pertenciam ao Himalaia, a mais alta cadeia de montanhas do mundo.
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Na chegada a Kathmandu, um guia muito simpático veio nos buscar e nos levar ao hotel. Depois de deixarmos as malas, eles nos explicou algumas coisas sobre o país, sobre como o Nepal é uma nação segura e nos tranquilizou sobre andarmos a pé pelas ruas da capital. Ele também nos levou para um pequeno City Tour pelos arredores de onde estávamos hospedados.
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Pedimos então que ele nos deixasse perto de um bairro agitado e fomos caminhar por algumas ruas bastante aconchegantes localizadas no famoso bairro Thamel, local de intenso comércio, baladas, bares, lojas de roupa, artigos de decoração, além de locais com venda de mapas, quadros e outros objetos artísticos. 
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Pegamos uma cerveja e, depois de andarmos por mais de 1 hora, escolhemos um bar para tomarmos mais cerveja e ouvirmos música. Conversamos bastante sobre diversas coisas, sobre nossas famílias, amores, carreiras e, por volta da meia-noite, voltamos andando pelas ruas geladas da capital do Nepal.
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Adoramos a cidade de Kathmandu. Achamos ela bastante aconchegante, com clima de montanha e uma atmosfera mais aberta, moderna e antenada com o ritmo ocidental. O Nepal nos pareceu um país mais descolado do que a Índia. 
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15º Dia - 15/01/2025 - KATHMANDU

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Levantamos cedo e fomos tomar café da manhã no hotel em que estávamos hospedados. O café tinha um esquema diferente dos outros locais. Em todos os outros hoteis pelos quais havíamos passado, o café da manhã tinha um esquema self-service. Neste hotel, nós fazíamos uma série de escolhas e depois o café vinha especificamente para a nossa mesa. A equipe era extremamente educada e nos trataram muito bem.
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Conhecemos nosso último guia de viagem que, por acaso, se chamava Shiva. Tratava-se, novamente, de uma pessoa bastante agitada e falante. Namastê é o caralh… como bem definiu a Gláucia. Em geral, com exceção do guia jainista de Khajuraho, todos os nossos principais guias eram bastante agitados.
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Visitamos uma série de locais no centro da capital do Nepal, como: o Templo de Mahadev e Parvati, o Templo dos Macacos, o Templo Machhnder Bahl e o Templo Kumari. Por essas andanças pelo centro de Kathmandu, vimos rituais de iniciação de alguns meninos jovens em que eles tinham a cabeça quase que totalmente raspada e, uma série de pessoas pintavam seus corpos, vestiam roupas diferentes e faziam sacrifícios de animais.
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No geral, o Hinduísmo da Índia nos agradou mais do que o Hinduísmo praticado no Nepal justamente por conta dos sacrifícios de animais e da consequente sujeira que víamos dentro dos templos nepaleses.
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Na hora do almoço, fomos até o terraço de um restaurante super charmoso e comemos o famoso Momo, uma massa branca com coisas dentro que nos pareceu uma espécie de guioza. O que eu pedi tinha carne de búfalo como recheio e o da Gláucia era vegetariano.
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Depois de comermos, visitamos a Swoyambhunat, um antigo sítio arqueológico de 2500 anos. Continuamos para Patan, muito conhecida por seus templos hinduístas e budistas, pelo antigo palácio, além da arte e artesanato do povo Newari. Visitamos também a cidade velha de Newar, a histórica Praça Durbar, o Portão Dourado, o Templo Teleju e a estátua de Yogendra Malla. Acredito que tenha sido na Praça Durbar que eu comprei o meu Shiva de parede e o guia nos contou que era um local bastante frequentado pelos hippies que iam para o Nepal fazer seus retiros espirituais e usar seus alucinógenos. 
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Depois de tantas voltas, fomos para o hotel e acabamos não saindo mais, pois, no dia seguinte, teríamos que acordar muito cedo. 
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16º Dia - 16/01/2025 - VOO AO EVEREST // KATHMANDU

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Acordamos bastante cedo, tomamos nosso café da manhã e logo partimos em direção ao aeroporto, onde iríamos pegar um voo para sobrevoar o Himalaia e ver o pico mais alto do mundo. Mal sabíamos que este seria o dia mais cheio de toda viagem.
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O voo foi sensacional. Logo na ida, pudemos visualizar grande parte da cordilheira e o próprio Monte Everest. Na volta, eu mudei para uma poltrona que estava vazia e conseguimos admirar o Everest por ainda mais tempo. Foi sensacional poder avistar, mesmo que de longe, o ponto da terra que mais se aproxima do céu. 
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Após o voo, saímos para passear por Bhaktapur, também conhecida como Bhadgaon, capital do país durante a dinastia Malla, até o século XV. A cidade conserva seu ambiente medieval e, bons exemplos disso, são os Templos de Nyatapola e Bhairavanath. Vimos novamente alguns rituais com matança de bichos dedicados à Deusa Kali e nos chamou a atenção a quantidade de artesãos que expunham seus trabalhos nas ruas dessa cidade.
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Almoçamos num lugar extremamente improvisado, onde nos serviram uma espécie de omelete misturado com lentilhas e também carne de búfalo. Comemos somente porque estávamos com fome.
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Visitamos depois o Templo Pashupatinath, o maior templo hindu do Nepal, local dedicado ao Deus Shiva e que atrai milhares de devotos. Ficamos observando, por um longo tempo, um ritual de cremação. Vimos algumas pessoas despindo o cadáver, vestindo ele com outras roupas diferentes, levando o cadáver para o local correto, dando 3 voltas em torno do altar construído, o posicionamento da manteiga por cima do corpo, o encaixe das madeiras, das palhas e também o encaixe do fogo na boca do morto que é por onde ele começa a ser queimado. Ficamos mais de 1 hora observando todas essas etapas.
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Passadas estas experiências, fomos em direção a estupa Bodhnath, o maior templo budista do Nepal. Gostamos muito do local pois, além do templo ser muito bonito, o seu entorno é extremamente aconchegante, cheio de restaurantes com terraços e diversas lojas vendendo artesanatos relacionados à religião Budista. Juntamente com o Thamel, o bairro boêmio próximo do hotel, esta estupa e seus arredores se tornaram um dos nossos lugares favoritos no Nepal. Tomamos um café muito gostoso e depois demos algumas voltas em torno do templo, sempre em sentido horário, obviamente.
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Depois desta série de visitas, fomos para o hotel cheios de energia e resolvemos sair para o bairro boêmio a fim de bebermos algumas cervejas, batermos papo, além de fazermos algumas compras. Fomos novamente para o Buddha Boy, nosso buteco “tradicional” no Nepal e começamos a beber diversas garrafas. Pedimos uma porção de batatas fritas, bebemos mais e, quando era mais ou menos 1:30 da manhã, resolvemos encontrar uma balada para dançarmos. 
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Saímos pelas ruas perguntando e todas as pessoas nos indicaram o Lord of Drinks como o melhor local para se divertir. A entrada custava 1000 rúpias, mas as mulheres eram gratuitas. Então, numa bela sacada, a Gláucia deu a ideia de entrar e ver como estava o ambiente para não jogarmos dinheiro fora. Rapidamente ela deu uma olhada na casa e logo depois voltou para me chamar. Dividimos o ingresso.
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O espaço não estava tão cheio, mas era maravilhoso, cheio de grandes arquibancadas e a música estava sensacional. Dançamos muito e até fizemos amizade com um casal que estava lá. Era uma nepalense e um indiano super animados e que nos deixaram mais seguros. Por volta das 5:00 da manhã, saímos e pegamos uma carona com um bicicleteiro que não sabia muito bem como chegar até o nosso hotel, então tivemos que descer e passar por algumas ruas bastante perigosas até encontrarmos novamente o caminho principal. Enfim, depois de muitas intempéries, chegamos no hotel exaustos após este que foi o dia mais cheio de toda a viagem.
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SENSACIONAL!!!
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17º Dia - 17/01/2025 - KATHMANDU

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Depois de toda bebedeira do dia anterior, acordamos cedo ainda meio chapados. Tomamos café e logo embarcamos para Nagarkot. 
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Trata-se de um lugar bastante alto onde se pode visualizar diversas montanhas da cordilheira do Himalaia. O local nos fez muito bem, afinal, estávamos precisando de um pouco de natureza depois de tantos templos e tanta badalação. Ficamos lá tomando sol por algumas horas e, depois de bebermos um café, voltamos para o vale de Kathmandu. 
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Chegando no hotel, descansamos um pouco e então partimos em direção o bairro boêmio para fazermos as últimas compras e almoçarmos / jantarmos. Gastamos todo o dinheiro que restava, voltamos para o hotel para descansarmos e terminarmos de arrumar as malas, afinal, no dia seguinte, teríamos que partir de volta para o Brasil.
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18º Dia - 18/01/2025 - VIAGEM DE VOLTA

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Após tomarmos o café da manhã, fizemos o traslado para o Aeroporto onde pegamos um voo de 8 horas com destino a Istambul na Turquia. 
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No embarque no Nepal, descobri que não poderia levar o suporte do elefante na minha bagagem de mão. Eu não sabia que ele era feito de metal pois sua pintura simulava madeira. De qualquer maneira, achei estranho eles me impedirem de levá-lo, pois esse objeto não havia sido retido nem na saída da Índia, nem na entrada do Nepal e muito menos nos outros voos que pegamos dentro do primeiro país. Pelo menos consegui salvar o elefante que havia colocado dentro da bagagem a ser despachada. Acredito que, se eu não tivesse compactado a mala principal a ponto de caber a cabeça do elefante, ele também teria sido barrado por conta do formato das presas. Tive sorte!
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Voltando ao itinerário, o aeroporto de Istambul era bastante bonito e aproveitamos às 2:00 para comermos alguma coisa e andarmos por todos os lados. Logo em seguida, embarcamos num voo de mais de 12 horas com destino, finalmente, a São Paulo. Já estávamos ansiosos para retornarmos ao nosso país. Aproveitei para assistir 3 filmes: Duna 2, Inteligência Artificial e The Greatest Showman. A Gláucia assistiu Aquaman e o aclamado Barbie. 
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Paciência, algumas caminhadas, algumas idas ao banheiro, umas cochiladas e logo as mais de 12 horas estavam chegando ao fim. 
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19º Dia - 19/01/2025 - SÃO PAULO

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Por volta das 3 da manhã, estávamos chegando ao aeroporto de Guarulhos juntamente com pessoas dos mais diversos lugares do mundo. Ficamos bastante apreensivos, pois somente nós 2 havíamos vindo do Nepal para São Paulo passando por Istambul. Todos os outros brasileiros estavam vindo de outros lugares mais próximos situados no Oriente Médio, como Dubai, ou seja, a chance de nossas bagagens terem sido extraviadas era muito grande. 
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Quando elas demoraram para aparecer, a tensão aumentou mas, enfim, após uns 15 minutos, as duas deram o ar da graça na curva longínqua da esteira. Ufa! Logo pegamos nossas malas que, por sorte, estavam sem danos e partimos para fora do aeroporto. Tomamos um Uber, fomos para casa e, assim, se encerrava a grande jornada de 19 dias pela Índia e pelo Nepal.
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Essa viagem nasceu de uma ideia antiga, de mais de 10 anos atrás e, foi no segundo semestre de 2024 que eu resolvi tentar realizá-la. Passei noites pesquisando, teimando contra os meus medos e levando a proposta adiante apesar das minhas dúvidas. Depois de definidas algumas diretrizes, no dia 26 de setembro de 2024, conversei com minha querida prima / irmã para irmos juntos e, na somatória de nossas forças, conseguimos fazer vingar esta linda jornada.
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OBRIGADO DEUS POR MAIS ESTE SONHO REALIZADO!!!
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