quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Escreve, escreve, escreve...

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Pretender, eu ainda pretendo, mas deixar-me levar pelo sonho - isso é cada vez mais distante de mim.
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Não que não acreditasse em sonhos, mas é que sonhar era demasiadamente fácil para pessoas de seu calibre. Sonhar era como pensar. Pensar era como viver. E viver era como sonhar. Raramente se atingia o plano real, esta superfície tão considerável. Sonhar, pensar, viver, e pensar e viver e sonhar e viver e pensar e... Um ciclo sempre acima do equador do que se deve realizar. Eram como rodas gigantes celestes. Em si era assim. Ciclos de si que se alimentavam de esperanças minúsculas. Qualquer nova maneira era luz dos olhos. Como uma criança, ou melhor, um cachorro que a cada permissão de aproximação se transborda de alegria, esquecendo do tapa recentemente ido ao passado.
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E novamente alegria, e novamente alegria, e novamente alegria. Sempre, mas apenas quando não entrava em ciclo de tristeza. Daí tudo se invertia. Tudo conspirava para seu pior. E novamente pior, e mais ainda e de novo e de novo e assim.
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Cada caminho era muito longo para poder voltar. Sempre seguia. Por vezes queria regredir, voltar a condições anteriores, mas não podia.
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Como tudo fazia sentido quando as coisas faziam sentido...
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Não conseguia desmontar, inverter a razão pensada, nem ao menos deixar de pensá-la. Fascista, obsessiva. Compulsória. Só pensava quando pensava. Quando não pensava, não pensava e nem podia procurar pensar. Cada frase era um beco onde era jogada e se encantava com maravilhosas fórmulas de realidade que estavam escritas nas paredes de suas passagens.
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Novidades assim deixavam-na boquiaberta e assim seguia inebriada pelas maravilhas que descobria sem querer. Tinha todas as respostas na ponta da língua, mas sua língua não te pertencia. Era necessário esperar que a resposta viesse ao seu encontro para então poder detê-la. Caso contrário era um silêncio. Ou melhor, um emaranhado geral de vozes sussurradas no limite do audível.
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Se ouvisse teria ouvido, mas como não, então assim estava.
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Todo instante de novidade era novamente alegria. Não se cansava de entregar-se de coração. Era profunda, mas não completamente. Era como uma rã que calada te observa e até transmite intenção respeitável, mas basta um pulo pra desfazer qualquer resquício. As pernas de rã, palavras ditas.
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Ela sentia-se mais bonita quando saia andando sozinha. Não gostava de conversar enquanto caminhava pelas ruas. Passos eram muito difíceis para terem sua atenção desviada com conversar. Ao sozinha, ia adiante sempre determinando para si o que ser e o que não ser. Sim, isso sim. Não, aquilo fica pra uma outra hora. Um exercício absurdo do que deve e o que não deve. Às vezes contava números.
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Um, dois, três, quatro, cinco. Perdidas as contas caia em desespero de alguns instantes, mas se animava toda quando perto de uma vitrine ou de uma banca de jornal. Contava títulos. Traçava paralelos divertidos. Somava títulos, parecia até uma diversão, mas não era.
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Não podia deixar-se espontânea. Espontânea era o pior de si. Evitava liberdade. Contava como meditação. Contar, ocupar, preocupar, divagar, escapar, nuvens, céu, acho que vou andar. A banca está ao longe. Aquela banca acho que tem mais títulos. Aqueles títulos eram legais. Contar.
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Um, dois, três, quatro, cinco. Perdidas as contas caia em desespero de alguns instantes, mas se animava toda quando via um passarinho. Contava piados. Não cogitava a idéia de deixar-se espontânea. Espontaneamente, certa vez, chegou a crer que não existia. Caiu em prantos no banheiro de um shopping porque não havia objeto que lhe afirmasse com plena certeza a sua existência. Forçou a porta, mas mesmo a resistência lhe pareceu premeditada.
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Eu crio resistência. Eu crio. Crio aquilo, crio tudo aquilo que está lá. Mas isso é aqui e aqui é ainda mais meu.
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Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, eu queria, nove, eu queria que, onze, eu queria que alguém não risse de mim se eu, eu queria, quinze... Mas que coisa, eu queria que alguém... Mas não. Não posso crer que não existo. Se penso existo. Isso é certo. Mas aquela banca não existia os títulos e eu existi nos títulos. Aqueles títulos foram meus. Aquele passarinho era. O shopping que estava aberto, mas agora está escuro. Pelo menos eu acho. Mas mesmo o pensamento não me traz garantia de que existo. Esse pensamento, aqueles títulos, o passarinho. Ela não poderia ser apenas reflexos de outros? Eu seria só meandros de...
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Banheiro, banheiro, porta. Porta do banheiro. Não vou chorar, não. Eu vou deixar, eu vou deixar. Tem cinema, tem aquele, o, aquele lá. Contagem até a bilheteria.
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Setenta passos até a bilheteria.
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Um... Quarenta e três. O passarinho me enganou piando.
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Quantos passos até a bilheteria?
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Ela perdia e perdida a conta estava.
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Perdidas as contas caia em desespero de alguns instantes.
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Eu tenho medo. Falou olhando o espelho. Voltou ao banheiro para contar de novo, mas chutou uns oitenta passos. Eu tenho medo de não conseguir. O trabalho não enobrece o homem. Ele apenas ocupa o espaço que seria destinado à reflexão. Mas o homem em si não tem chão. O chão está no não homem. Ou o outro homem que está logo adiante. Um homem solitário não pode manter em linha reta. É como caminhar numa planície sem referência. Andar com olhos fechados. Se outros homens... Setenta e sete passos.
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Um, dois, três, quatro. Aquele passarinho. Aquele passarinho ela não pode ter cantado só porque queria que eu o visse. O homem não enobrece o trabalho e nem o trabalho o homem. Qualquer coisa enobrece o homem que se faz o melhor de si. Qualquer dificuldade enobrece o homem que se enobrece. Caso contrário qualquer trabalho denigre a cenografia criativa do instante livre.
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Começou a sessão de cinema... Um ingresso praquele filme.
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Se outros homens...
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O que foi?
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Ingresso praquele filme ali.
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Se outros homens caminham nesta mesma planície, então posso olhar e ter neles uma referência. Essa é a troca, mas essa troca. Isso, certo. Ali. Essa é a troca, mas aquela sala está fechada já. É outra, aquela outra. É o homem que é... Mas isso é a referência. O trabalho que é a forma mais rentável de construir referência. Posso sentar aqui? Esse filme é quase.
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Dormiu... Descansou...
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Perdeu o filme e acordou com o rapaz da limpeza assombrando seus sonhos. Acabou? Ai... O homem. O filme e é aquele que eu queria ter visto.
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Setenta passos da porta do cinema até a saída do shopping.
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Um, dois, três, quatro, cinco... Quarenta e quatro. Nossa, olha isso. Fechou já. O passarinho ia cantar, mas parou porque eu ia passar. Ele lembra que eu ia pensar e.
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Andou, havia sono. Chegou em casa, arrumou a cama, deitou-se, pensou...
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Eu já vi esse filme semana passada. Eu contei aquela cena e daí quando cantou o passarinho, o título da banca sentia como se ele fosse parte do que era real, mas não adiantou muito refletir naqueles títulos, eles continuaram daquele jeito, mesmo depois de ter havido uma nova coisa. Eles cantam e cara que acorda...
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Dormiu.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Análise

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Da maneira como eu escrevia
Eu não escrevo mais.
Eu não sei se é porque me tornei mais burro
Com o passar dos goles
Ou se porque agora eu não acredito em poemas viscerais.
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Meus poemas são contidos
Minha idade se adiantou além do tempo
Meu olhar se cristalizou
Asfixiado.
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Mas entre a arte e a felicidade
Eu fico com a segunda.
Não trocaria minha vida
Pela de Fernando Pessoa.
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Prefiro meu olhar convicto
Que o despreparado frescor
Que traz rimas
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E lágrimas...
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Prefiro o duradouro da vida
Ao gozo absurdo das folhas preenchidas.
Prefiro calar-me sem saber
Que definir-se simplesmente pela beleza vil da definição.
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Aquieto-me meu semblante
Destituo-me de pavores
Calando mínimo os alvoroços
Que se solidificariam em outras épocas.
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II
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Mas...
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Creio que não creio nisso ou naquilo
Creio que ainda poderia caso pudesse
Creio que o apreendido
Dança em minhas mãos conforme minha vontade
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Meu pensar já ultrapassou a barreira da crença
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Meus estados não dependem do entorno
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Se algum dia sonhei com a profundidade
Nunca sequer eu havia imaginado esta que me encontro
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Palavras se tornam pequenas e incompletas
Para coisas das mais belas e horríveis
Que se passam dentro de mim
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Mais eterna ainda se mostrou a busca
Que antes
Achava eu
Um dia ter fim
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Bobagem
Não terá
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Hoje em dia creio na manipulação
Manipulação da felicidade
Da palavra que jorra
Da palavra que cala
Do olhar, do beijo e do amor
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Creio serem diversas coisas,
Antes expressivas,
Hoje somentemente brincáveis
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Brinquedos de vida
Truques interessantes de controle de si
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Divertidos como os deuses do meu sonho me mostraram serem
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Manipula-te pela diversão de sentir,
Aquilo que te era tão caro e pesado,
Hoje pequenino e sorridente
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Assim é...
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Não acredito mais em poemas viscerais
Mas isso não significa que eu não possa fazê-los
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Manipulo-me a sensação de poder
Semente da possibilidade realizante
Manipulo-me que sim
E assim sim, enfim.
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O mundo se resume em duas instâncias:
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A intenção
Que é o cerne regente
E ponto primordial de avaliação
Do homem humano
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E
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A impressão
Que é o cerne regente
E ponto primordial de avaliação
Do mundo pelo homem
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Dentro e fora se intercambiam
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O interno é absoluto em si
Mas a realidade também.
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Nem o que sou se expressa totalmente no espaço
Nem o espaço se coloca inteiramente em mim
Mas há a infinita troca
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E esses movimentos se resumem
Na intenção
E na impressão.
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Elas resumem a análise do mundo-homem.
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III
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Dizem que de boas intenções o inferno está cheio.
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E que bom, né, gente!!!
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Afinal,
Com essas boas intenções
Cada um já começa a escrever o caminho
Para sair das suas peculiares condições.
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IV
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Meus poemas já não são mais os mesmos.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O dito pelo dito

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Eu disse:
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A força da fé que não tem provas e fica a mercê do trabalho intenso da razão ou do escape sutil da intuição. Ambos por vezes opostos e, na maioria delas, anulantes. O excesso de raciocínio inebria o ser que se afunda agudo em si mesmo e no universo de si, restando pouco ou quase nada que escape com plenitude para o entorno. Sem escape no entorno, não se capta intuição saudável. Daí o anular do primeiro pelo segundo. De qualquer maneira, a fé que carece de provas ainda tem sua força por ser fé em estado puro e ter somente o em si para se valer no homem. O que há em estado puro tende a uma força extrema. As essências são matrizes de proliferação, mas já contêm em si o total prioritário. Assim também é com a fé que, em natureza misteriosa, torna-se mais forte e absoluta quando desprovida do viés contemporâneo expresso pelos neo-espiritualistas. O viés diluente tenta embasá-la em amalgamadas comprovações que, junto à inovação do realismo-religioso, a destitui do cerne de si. Fé é fé porque não precisa de provas. Se precisasse de provas se chamaria vontade e não fé. A não comprovação institui a pedra fundamental encima da qual o espírito deve labutar dentro das absurdas possibilidades que se abrem devido ao livre-arbítrio. Fé não se comprova, fé se tem, se sente. Só.
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E eu respondo:
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Não, simplesmente não. Não tentes designar o que é e o que não é. Não tens esse direito. A fé e sua não comprovação não instaura a pedra fundamental sobre a qual o espírito deve labutar. A fé é elemento interno e não campo de experimentação do espírito. O espírito que se debate não contem fé. A fé é interna, acompanha e não deve ser abalada posto que não é para ser constantemente posta a prova. A fé é ferramenta interna de auxílio para o bem viver. Use positivamente da maneira que melhor se fizer em ti. Não jogue, não ponha a prova, nem desaprove. Apenas descubra internamente qual o seu estado latente e mantenha-o assim.
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E eu retruco:
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Estás fazendo exatamente o que disseras que não se deve fazer. Não tentes designar. Não se designa, não se determina. Apenas deixe o campo aberto para que cada um instaure ou não sua pedra fundamental, ou simplesmente jogue internamente de maneira a manter a latência responsável pela manifestação da ferramenta fé. Não se preocupe. Nada que disseres estará perto de ser o correto, principalmente quando o indivíduo instaura em si o universo de sua espiritualidade.
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E eu digo:
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Hummm, tá certo. Que assim seja, posto que assim é!!!
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Um lugar chamado NADA

Um lugar chamado NADA

(Gisele Lamin e Wagner Passos)

INTRO: D – Eb7+ (3X) /// D – Eb7+ (Longo)

D7+ A/C#
Ainda é cedo para tanta coisa
Bm Bm/A
Expressões sem fundamentos
G7+ Gm6 D – G – A
Sentidos sem sentimentos


D A/C#
Falsos moralismos e destinos
Bm Bm/A
A caminhada nós mesmos fazemos
G7+ Gm7
O choro nós mesmos choramos
D D/C
A eternidade é aqui.
G7+ Gm7 D – G – A
Eu do seu lado e você aí.


Bm F#m
A falta que um sente, o outro também
Bm F#m
O amor que um tem e o outro sustém
Em A
O jamais dito que cala o som
Em F#m G (2comp) A/G (2comp) – D (4comp)
Que ecoa no vento, na nota e no tom.


D A/C#
A parceria eterna
Bm Bm/A
O vai e vem das estradas
G7+
Os olhares indecisos
Gm7 D – G – A
A falha compensada


D A/C#
O sorriso mais bonito
Bm Bm/A
O elogio mais sincero
F#m
E o eu quero entalado
G
Num nó externo, errado
Em
Na atuação não fingida
F#m
Cheia de cores doloridas
G
Um mar de beijos contidos
Gm7 D
E movidos para “Um lugar chamado NADA”.

________________________________________

INTRO: D – Eb7+ (3X) /// D – Eb7+ (Longo)

D7+ A/C#
Ainda é cedo para tanta coisa
Bm Bm/A
Expressões sem fundamentos
G7+ Gm6 D – G – A
Sentidos sem sentimentos


D A/C#
Falsos moralismos e destinos
Bm Bm/A
A caminhada nós mesmos fazemos
G7+ Gm7
O choro nós mesmos choramos
D D/C
A eternidade é aqui.
G7+ Gm7 D – G – A
Eu do seu lado e você aí.


Bm F#m
A falta que um sente, o outro também
Bm F#m
O amor que um tem e o outro sustém
Em A
O jamais dito que cala o som
Em F#m G (2comp) A/G (2comp) – D (4comp)
Que ecoa no vento, na nota e no tom.


D A/C#
A parceria eterna
Bm Bm/A
O vai e vem das estradas
G7+
Os olhares indecisos

Gm7 D – G – A
A falha compensada


D A/C#
O sorriso mais bonito
Bm Bm/A
O elogio mais sincero
F#m
E o eu quero entalado
G
Num nó externo, errado
Em
Na atuação não fingida
F#m
Cheia de cores doloridas
G
Um mar de beijos contidos
Gm7 D – D/C
E movidos para “Um lugar chamado NADA”.
G Gm7 D – D/C
E movidos para “Um lugar chamado NADA”.
G Gm7 D
E movidos para “Um lugar chamado NADA”.


INTRO: D – Eb7+ (3X) /// D – Eb7+ (Longo)

FIM: D7+/9

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Parabenzes de ontem

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No Orkut:
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Edinho (Luís Peres Pacco):
hauahuahaha
o q q é isso?? Tomando o seu rotineiro leitinho pela tarde???
Parabens!!! Te liguei ontem pra te dar parabens mas acabei falando de outras coisas...kkk
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Diego (Paganini):
parabens cara.. td de bom ai pro c
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abraço
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Thiago Gaspar (USP):
"Waaaagnerrr.. Tem um bicho peludo na tua cama!!!"
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Ae rapah!!
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Feliz aniversário!!!
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Abraços!
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Dom AUGUSTO :) (Bragança):
feliz dia, moço!
bons ventos!
té já.
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Luis Felipe (IO):
parabéns wagner.....sujeito engraçadissimo e mto simpático. hahahaha
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☆Simone Benavide (IO):
PARABÉNS !!!!!!!!!!!
MUITA PAZ MUITO AMOR MUITA SAÚDE E MUUUITA DIVERSÃO
BJOKAS
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ஜ♥ૐ Leda (ESPM):
Parabens!!!
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Júlia (Prima):
Primooo !!!
Como a distância não me permite lhe dar um abraço, deixo aqui registrado os meus parabéns! Tenha certeza que lhe desejo muuuitas felicidades, sucesso, realizações e saúde !!!
Beijos pra vc
saudades!!!
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Camila (Prima):
Oi Wagner.... Parabéns!!!
Muitas felicidades, tudo de bom!
Beijos
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Silas (Prima):
Wagner!!!!Parabéns aí pra vc cara!!
Muita saúde, realizações e paz!!!!
Aproveite seu dia e realize seus sonhos!!!
Parabéns e até uma próxima!!!
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Alisson (ZU):
Meus parabéns Wagnão! Muitas felicidades pra ti! Saúde, amor, se.., paz!
Abração!
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Gabriel (Primo):
fala aí primo!!!!
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parabens!!!!!!!!
tudo de bom mesmo!!!!
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muita saude,paz,realizações,musica!!!e o resto agente corre atraz né!rsrsrrs
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abração!!!
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v c aparece!!!!
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Michael (Macu):
Parabéns!!!
Tudo de bom
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Abraço
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Sylvia (ESPM):
Parabéns, Wagner!!!
Felicidades!
Beijos!
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Juliana (Prima):
Oii!!!td bem???
Feliz Aniversário!
que vc tenha sempre mta saúde,paz,amor,suce$$o,felicidades...realizações...
saudades de vc!
tudo de bom SEMPRE!!!
bjão!
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Eric (Primo):
Ei Wá!!! Parabens p/ vc cara!!!! Saúde, sucesso!! tudo de bom!
Abração!
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Gui TOTÓ (Robo Sapiens):
parabéns, wagnão dos teclados!
tudo de melhor pra vc, meu velho!
cola aqui em casa um dia pra testar o piano!
ah, escorpiano é tudo fdp! hahahaha!
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abs!
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Ψ Rodrigo (Sacco):
Oi Wagner. Parabéns. Abração.
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→ P é c k ;) (Primo):
Parabééns Primow
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todos te mandando um abraço
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Vanesca (Prima):
Parabéns prá você... nesta data querida... muitas felicidades... muitos anos de vida!!!
Primoooo... te desejo tudo de melhor!
Beijo!
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Lucio (Baixista):
Parabéns cumpadi. Mta música e alegrias p/ vc.Abração
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Adriana (Objetivo):
oie.. td bem??
parabenssssss!!! seja feliz wagner!...
bjuuu
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3RuNo (Primo):
eae primaum!!
Parabens! XD
abraçaum
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Paula (ESPM):
Aahh mas meus parabéns!!!!!
bjs
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Halan Pscodélico (Busha):
wagner parabéns
tudo de bom pra vc
que Deus te ilumine muito
abrasss
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ThIaGo (Primo):
e aew primo!
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Parabens!
Td de bom!
abraços
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Sidney (Um spam):
CONVITE ESPECIAL PARA VOCÊ
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ESSA SEXTA IMPERDÍVEL no NOTRE DAME
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NOTRE DAME APRESENTA FESTA ESPECIAL COM:
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BANDA USINA AO VIVO !!(BANDA REVELAÇÃO POP/ROCK)
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E AINDA
PISTA DE DANÇA COM OS MELHORES DJS DE SÃO PAULO !!!
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Promoção: ICE EVENTOScdtrnziuwb
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Gabriela (Prima):
primooooooooo
parabéns
tudo de melhor pra tiii*****
beijooo grandeeee****
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Brandão (Robo Sapiens):
aí wagner!
parabéns cara.
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abraço!
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Rafael (ESPM):
parabéns!
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LEONARDO (Primo):
Parabens Wa!
tudo de bom.
abraço
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Mariângela (Tia):
Meu sobrinho querido...
25 anos, já? Realmente estou ficando velha... lembro da turminha toda (você, Marina, Juliana, Gabriela, Silas, Júlia) sentadinhos no sofá da sala da casa do Vovô Chichico ... que bagunça boa, né?
Que você tenha um dia lindo, cheinho de abraços, beijos, telefonemas e recados no orkut!!
A gente se cruza qualquer dia desses ...
Um beijão e muitas felicidades!!
Sua tia coruja!!
Mari
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Lud (Pombo):
Vc tá velho!
rsss
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Carol (ESPM-Juquehy):
Parabénsssssssss!!!
Te desejo toda felicidade do mundo! Mta paz, amor, saúde, luz, sucesso!
Bjo grande!
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Biba (Fabiana):
Tem que constar um parabens pelo orkut tbm ne? nrsrs Então.. muitas felicidades, muita viida em todos os seus muitos anos, muita cerveja, festa, gente bonita, muitas ganhacoes de rfestiveis de musica e talz!!! rsrrs bjao e tudo de bom!!!
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Renan (Saule):
Fala figura,
quanto tempo!!!!
Como vc tá?
cara, parabéns pra ti....tudo de bom!!!!
Abração
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*Juju* Juliana (IO):
Parabénssssssssssssssssssss
bjokassssssssss
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Chris (Professora Objetivo):
Feliz aniversário!!
Que vc tenha um ano muito especial, cheio de boas surpresas...
Beijos
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Daniel (Dorrow):
falllla fio!!!!
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fellliz niverr!!!
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João Marcelo (Jããooo):
E ai Wagner,blz?Feliz aniversário,muitas felicidades....abração..
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Marcelo (Tchello):
Herzliche Glueckwuensche zum Geburtstag!!! vem um dia p rio!! abracos!
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Nicole (Itanhandu):
Wagner!!
PArabéns!!Mta luz pra vc!!
bjuam =-**
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Gláucia (Prima):
Wagnitiiiis..
Parabééns (tum tum) parabééns (tum tum) hj é seu dia que dia mais feliiz!!
Tdo de melhor em superlativo pra vc..
=)
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Felicidades sempre..
BeijooO
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Aline (ESPM):
PARABÉÉÉÉÉNSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
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EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
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MTAS FELICIDADESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
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BEIJOSSSSSSSSSSSSSS
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EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
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-Willll (São Paulo):
E aí Wagner, blz!!??
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Estou passando para desejar a vc muitas felicidades...
muitos anos de vida...saúde...paz...sucesso...e todo mais
aquele blá...blá...blá...que todo mundo sabe!!!! rssssssss...
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PARABENS!!!
Abraço!!!!!!!
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Carol (ESPM):
wagnão!
feliz aniversário!
beijoca e tudo de bom.
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Consuelo (Carneiro dos Reis):
Hj é seu dia... que dia mais feliz!!!!
Desejo tudo de bom pra vc...
Que todos os seus sonhos se realizem...
e que o Papai do Céu te abençõe, sempre!
Felicidades!!!!!!
Beijos
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♫ ♪ Blau! ♪ (Gláucio):
Falaê!!!
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Feliz retorno solar para você!! Tudo de bom, com muita música, lucidez, sucesso, e outros tantos sinceros blá-blá-blás que não caberiam nesta mensagem! :)
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Abração!!!
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Guilherme (Ordine):
Fala Wagner...
Parabéns... Felicidades... Saúde... Paz... Suce$$o... Tudo de bom sempre...
Abraço!!!
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Elaine (Rangel):
Eita mais um ano de experiência adquirida, né? Parabéns, felicidades, saúde e muitos amores...
Um abraço
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Rafael (Benedito):
felicidades pra vc
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D'Arezzo (Bill):
oi Orkut do Wagner! tudo bom? dá um abraço no seu dono por mim. De feliz aniversário. Manda os meus parabéns. falou
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Diogo (Dorg):
Fala Wagníssimo, Parabéns e Felicidades totais!!! Tudo de bom em tudo pro cê!
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Abraço!!
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Felipe Edoardo (ESPM):
Feliz aniversário! :)
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Taissi (Prima):
Parabens primo!!!!!
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td de mtuuu bom pra vc!!!!
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felicidadesss
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bjoO
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- Marjorie ♀ (São Paulo):
uaioshaiushaishaioshaiosh
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feliz niver gatzzzzz!!!
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Ítalo (IO):
parabens mineirin....
mtas felicidades...
grande abraço
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Luiz(Gueninha) (Ripple):
fala wagninho..!
parabens cara..
e muito som em nossas vidas..
abraço
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Caetano (Lacerda):
Parabéns pra vc seu pianista doido. Continue tocando bem ou eu te quebro os dedos.
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Jonathan (São Paulo):
Quero te desejar
muita paz, saúde, amor
e sucesso em sua vida!!
Toda felicidade do mundo
Parabéns garoto
Abraço bem forte
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Juliana (Lopes):
olá meu querido
parabéns muitas felicidades
muitos anos de vida
bjos de sua amiga
julianaVai ter festa hj??
abraco
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BuddyPoke:
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Consuelo me aplaudiu e disse: EEE.... Mais uma primavera!!!!!!!!
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Depoimento:
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Segredo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Mensagens no MSN:
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Biba (Fabiana).... USPício total ... diz:
Parabens, muitas felicidade s e muitos anos de vida, muita sorte na prova da usp, muita festa , muita saude, cerveja e dinheiro... tudo de bom.... mesmo.. e agora: bons sonhos ... rs vou mimi.. bjao
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André (Furlan) diz:
parabéns neiras!
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Bruno (Brentzen) diz:
eeie
feliz aniversário!!
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Vanesca (Prima) diz:
Parabéns pra vc... nesta data querida... muitas felicidades... muitos anos de vida!!!!
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sueli (Tia) diz:
parabéns, tudo de bom em dobro pra vc. beijão
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te amo viu , tudo de bom do fundo do meu coração
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tio beto também esta mandando beijos
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Márcio (Maciel) diz:
parabens felicidades e realizacoes para vc!!!!
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Luis Felipe (IO) diz:
parabens wagnerrrrr
grande mineiro
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Edelcio Moreno (São Pailo) diz:
Meus parabéns!
Podemos dizer que é seu ano novo.....
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SPRITE_ZERO (Airtom) diz:
parabéns, wagner!!
Felicidadesss
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Mensagens no cellular
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Tia Enedir
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Wa. Te desejo tudo de bom que uma pessoa pode querer. Te amo muito. Tia Enedir
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Minha mãe
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Oi filho, parabéns pelo seu dia
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Fernando
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Wagner, muitas felicidades, saúde e paz. Do seu pai de santo. Fernando
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Hideraldo
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Parabéns e que nossa convivência seja longa. Abraço, Hideraldo
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Telefonemas (nessa ordem)
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Sérgio Ugeda
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Meu pai
.
Meus padrinhos
.
Meus avós
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Diogo Bornhausen
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Diego Marmo
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Alícia (prima)
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Meus pais
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Tio Chiquinho e família
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Rafael (Bragança)
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A conversa mais legal foi com meus avós. Eu ri muito do meu avô contando as histórias dele. Meu Deus!!!!!!!!!!!!!! Muito bom ele falando que os santos não agüentam mais ele de tanto que ele reza...
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Enfim, foi um bom dia. Chuvoso, nublado, do jeito que eu gosto. Muita gente legal me desejando coisas bonitas. Gostei demais!!!!!!!!!!!!!!!
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E até o ano que vem quando eu estiver mais perto dos 30 que dos 20!!! Ai ai ai.......
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

0???

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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007
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Eu coloquei o número 1 de uma contagem regressiva que acabaria no 0, o dia seguinte, meu aniversário de 24 anos.
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Mas resolvi adiar o 0 por 1 ano. rsss.
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E agora coloco esse 0 com interrogações.
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Ele pode ser o zero, mas não sei ainda.
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Vou levar um dia por vez. Hoje não haverá. Amanhã ainda vou vir a saber.
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Me refiro ao cigarro...
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Aniversariante do dia

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Era uma vez um menino que sonhava consigo mesmo sem, no entanto, ter a noção exata de coisa alguma. Ele era instintos. Chorava, tinha medos, ria, fazia uns desenhos de árvores, montanhas e casas. Coisas do gênero.
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Aos 4 anos de idade esse menino se pensou pela primeira vez. Ele viu que ele era ele. Estava andando no pátio da escolinha e se deu conta de que ele vivia. Um susto pela condição de ser em si. Ali ele se diferenciou irremediavelmente dos demais animais.
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Hoje em dia ele diria isso, mas na época não passou de uma paradinha, um arregalar de olhos, uma observação do local, do entorno e um seguir em frente sem saber ao certo a importância daquele ato.
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Ele disse ter sido esquisito. Ou pelo menos é essa a sensação que ele lembra ter sentido naquele instante.
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Uma parada e:
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- Meu Deus, eu sou eu!!!
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Mas não houve palavras, não ouve talvez nem um pensamento formado realmente, mas foi algo diferente. Ele se sentiu um ser, uma coisa viva e sapiente de si. Até onde a sapiência de um menino de 4 anos alcança.
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E assim se fez, pois naquele momento: era uma vez um menino. Naquela hora sim. Antes talvez não totalmente, mas naquela hora sim. Naquela hora, foi se enfim, um mínimo menino.
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Um menino pra si.
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21 anos se passaram, 25 de vida ele já tem.
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- Que coisa - ele pensa.
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25 anos. Um quarto de século, metade de 50.
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Uma vida, não é minha gente!!!
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Fazer aniversário pela vigésima quinta vez não é a mesma coisa de fazer aniversário pela décima vez, ou de fazer pela décima oitava, ou até mesmo vigésima segunda.
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Óbvio que é bom. Mas é apenas mais um dia da vida, exceto pelo fato das outras pessoas te parabenizarem, darem presentes, ligarem, mandarem scraps no Orkut. De resto, tudo é o bom e velho mesmo de sempre.
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E amanhã tudo ainda será, mais ainda, o mesmo de sempre. Um dia normal que, por acaso, há alguns anos atrás, você estava nascendo.
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Claro que eu não vou levar a sério essas palavras mesmo concordando que elas são sensatas, mas daí, onde ficaria a fantasia?
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Não gosto de fantasia escondida, fantasia amargurada, fantasia negada. Fantasia, quando bem usada, enfeita que é uma beleza. E isso serve pros literalmente também.
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Não quero estragar a fantasia, por isso vou preferir considerar este um dia ímpar, único juntamente com tantos outros quantos forem os que eu viver o 6 de novembro. Seja em qual ano for.
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O seis de novembro. O MEU seis de novembro. O dia que escolhi pra vir ao mundo.
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Por que não sei se acreditam, mas a alma escolhe quando quer sair. A não ser em caso de cesáreas, daí não sei como acontece. Mas como eu fui de parto normal, posso dizer que eu escolhi vir hoje.
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Aliás, eu fui apressadinho. Eu tava pro dia 8, dia 15, não me lembro, daí eu adiantei. Dei uma olhadinha lá no mapa astral e pensei:
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- Hummmm, 6 de novembro me parece um bom dia!!!
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Daí, comecei a rodar na barriga da dona Heleni. Chuta daqui. Chuta dali. Até que no meio da madrugada ela teve que sair correndo.
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- Meu Deus, vamos pro hospital Ademar.
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- Que isso, bem. Espera mais um pouquinho. Joguei 3 partidas de futebol hoje, deixa eu dormir mais um pouco.
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- AAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!
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- Opa, vamo que vamo!!!
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Foi mais ou menos assim que aconteceu.
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Em Itanhandu, há 25 anos atrás.
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Nasci.
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Vou falar umas tosqueiras agora...
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Quando eu vim ao mundo
Um anjo olhou de longe e disse:
- Meu filho, vê se manera dessa vez, viu!!!
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Eu falei
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- Pode deixar, não vai se repetir de novo não. Já esgotei minha cota.
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Mal sabia ele, mal sabia eu mesmo o que viria.
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Tá esgotada nadaa. Já foi que foi, tudo de novo.
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Mas quando eu vim ao mundo
Um anjo olhou de longe e disse:
- Vai, podeis ir. Mas lembre-se do que eu lhe disse.
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Desci e já não me lembrava de mais nada.
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Mas mesmo assim, não vou parar antes.
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Mas quando eu vim ao mundo
Um anjo olhou rente ao meu rosto
E se calou:
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Esse falou coisas.
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O anjo disse coisas de ferro e fogo
Mas eu gostei foi da água que entorta e apaga
Insiste desistindo.
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O anjo falou do deserto e das montanhas
Eu gostei foi do mar
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O anjo falou em olhar o horizonte
Eu gostei foi do chão rente aos olhos
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Ele não estava errado.
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Mas eu também não.
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O que se gosta se gosta gostanto.
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Não me condene pelo simples gosto, mas pelo destrato.
Não me condene pelo apelo, mas pelo sentido do pedir.
Não me condene por mim, me condene por você.
Eu vejo o solo rente e me aquieto
Eu gosto do mar e nado a ferro e fogo.
Incomoda-te de ti...
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Ainda vou colocar mais um post hoje.
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Tô com sono, mas vou esperar chegar a hora do meu nascimento. Sempre tive vontade de fazer isso, mas muitas vezes eu esquecia. Era uma merda.
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Hoje não vou me esquecer...
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- Feliz aniversário, viu Wagner!!!
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- Ahhh, muito obrigado, Wagner...
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Acho que dos dois Wagners do diálogo de cima, eu sou o segundo. Rsssss
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Pelo menos foi assim que eu senti..............
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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Oração das entidades

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Vós que vêm de longe pra salvar filhos de fé. Vós que aqui trabalham a Umbanda com a fé.
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Saravá, Ogunhê, Saluba, Oke, Kaô, Parrê, Odossiá, Aie ie
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Louvado seja este terreiro. Louvada seja a luz das almas que se encontram e se ajudam na beleza da caridade, da troca. Cerne que instaura o inédito, o bem-vindo, quando vindo do amor, como, em verdade, vem.
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Harmonia, humildade e firmeza neste caminhar que muito além da carne flui, muito além daqui está.
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Assim conduz...
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Aqui eis a “Tenda de Umbanda Caboclo Tupinambá”.
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Aqui eis Crispim dos doces e das travessuras. Sua forma ingênua de amadurecer estes que aqui participam. “Deixai vir a mim as crianças”, já disseram nesta terra de Deus.
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Marabô, Tranca Ruas e Caveira que por caminhos rentes ao humano nos observam com sabedoria. Das 7 encruzilhadas vem Maria, rainha a girar. Sintonia e harmonia, condição presente ao fecharmos nossas giras com Deus e Nossa Senhora.
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Sandorê pemba de Angola!!!
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Aqui viemos, aqui estamos.
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Estamos a saravar no clima do canto, no doce do riso, na harmonia do balanço com os pés firmes no chão. Aqui estamos a saravar em fumaça que nos revelam segredos ao pé do ouvido, quando se pode saber. Aqui estamos a saravar em palavras amigas e dotadas de sentidos que por muitas vezes, e ainda tantas outras, nos escaparão.
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Aqui nos fala nossa querida Bahia que gerou os baianos e seus cocos: Zés, Marias e Joãos.
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O tempo e o vinho. O tempo e o homem. O templo homem.
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Cruzaram oceanos legiões de almas para aqui vir morar. Legiões de pais, mães e filhos plantados no chão brasileiro onde se enraizou a Guiné. Bento e bendito seja este povo de pretos e pretas guias. A vós avós de tantos, somos gratos, somos pequenos frutos desta conga de Marias.
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Dos reinos profundos de Iemanjá, surgem as 7 ondas de João, nos contando histórias de além mar. Este mar que balança em paz por sob as outras tantas 7 Estrelas dos ciganos de outrora. A constelação do Oriente.
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Oriente-se rapaz!!!
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Oriente-se e deixe-se orientar por aquele que não é baiano. Advogado espiritual que Pelintra neste templo, nesta casa, neste Engenho de Zés, Marias e de todos que aqui chegam vindos de longe.
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Vindos de onde?
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Vindos do reino dos caboclos, Sultão primeiro destas matas. Imperadores de um templo invisível: o homem demais.
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Vindos de onde?
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Vindos de África, Angola, Aruanda, Bahia e altares. Vindos dos caminhos, das ruas, dos montes e dos vales. Vindos das estrelas, das cidades, das alturas e dos mares. Vindos da caatinga, das florestas, enfim, do mundo e seus lugares.
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Vindos de onde?!?!
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Vindos de longe. Vindos dos céus!!!
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Vindos, venham bem-vindos, pois “nós que aqui estamos por vós esperamos”.
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Sempre...
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Amém. E que assim seja, como, em verdade, é!!!
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Inferno astral - I

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Cada um sabe a dor e a delícia de ter livre-arbítrio
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Inferno astral - II

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O amor não esteriliza a realidade porque o homem se sente profundamente alimentado pelo real quando ama.
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p.s: me refiro à moeda brasileira
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Inferno astral - III

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Acredito que em toda percepção de um corpo está embutida uma percepção da alma habitante daquele veículo.
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Inferno astral - V

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A rapidez do mundo moderno pode ser fatal e trazer o desvanecimento da consciência firme. Será necessário um novo projeto de almas mais resignadas e dotadas de sentimentos tranqüilos. Pessoas mais leves já estão a viver sobre a Terra. Homens com ância por ter a consciência do todo e a completa firmeza do orgulho pragmático estão fadados às extinção.
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Inferno astral - IV

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Acreditar que se pode entender é um ótimo passo para começar a entender. Vislumbrar o sentido do que foi dito é um primeiro passo. Vislumbrar por si e procurar no outro a confirmação. A inteligência é antes a sensação. Apesar da sutileza da frase anterior, a inteligência é fraca sem o pragmatismo do pensamento. Inteligência libertina não traz, geralmente, bons resultados.
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Inferno astral - VI

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Os seres humanos estão ficando mais inteligentes, ágeis no raciocínio, porém menos letrados. Sentem e reagem com rapidez, porém muitas vezes não dominam a palavra a ponto de, por elas, expressar tudo que querem. Os vocabulários diminuem, as idéias simplificam, mas a inteligência é crescente. Esse caminho intensifica a comunicação não verbal. Será que estamos caminhando para a telepatia? Palavras são erros.
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Inferno astral - VIII

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A África como berço da principal cultura mundial, mãe da raça e berço da cultura que resiste por ser marginal e, como todo marginal, tem na repressão seu principal estímulo de perpetuação e resistência. A África se dispôs a ser menos por saber estar nela o início e o fim. Tem a nobre função do sacrifício maior. É e orgulha-se de ser base, e como base, sustenta toda a construção da humanidade ainda que não diretamente presente em todas as formas de cultura. A representação do carnal, do primitivo e primeiro. O coração, a pulsação, o que é simples e por isso não se esvai pelos tortuosos caminhos da razão que se inverte por simples dialética. Corpo e manifestação duradoura de energia. Se a humanidade tende ao eterno retorno, o início, e conseqüentemente, o fim, é a África.
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Inferno astral - VII

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Boa parte do desenvolvimento social legítimo da America Latina se deve a não solidez das classes dominantes. E isso se deve ao colonialismo. As classes dominantes na Europa tiveram mais tempo de maturação e organização. Na América Latina o popular teve mais poder, também porque era mais numeroso, havia mais pobres e isso se deve muito à subordinação às metrópoles e também à escravidão.
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Inferno astral - IX

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A intenção é um proto-pensamento. Será o espírito, no fundo bem fundo, naquele fim das contas que contam aqui, escravo da carne? O corpo com seus ritmos e carências é, em primeira instância, o dono da palavra final no plano físico? Não que ele seja intolerante, mas é que nossas margens e limites toleráveis podem estar fisicamente e intrinsecamente atadas a ele. Seus movimentos são absolutos, enquanto que os da alma são relativos enquanto se vive. Talvez absolutos em longo prazo. Um tempo tão longo que muitas vezes nos escapa. Corpo, porto seguro do espírito que necessita de âncora. Arrasta tua âncora pelas ruas e marque teu caminho com as mais profundas escolhas do itinerante fantasma: você.
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Inferno astral - X

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Cada nova palavra posta na folha delimita o mais inédito limite do inexistente no testemunho em criação. Daí a dificuldade mais pontual da escrita: empurrar este limite ruma ao apenas vislumbrado, que por vezes nem assim está, mas que sempre realizará uma resistência.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Árvore dos conteúdos (gramaticalização)

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6.1.3.3.2.3 – Modelo da teoria das motivações:
o público-alvo motivado
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Parte 3 da parte 2 da parte 3 do texto 3 da parte 1 do livro 6 (Hiperpublicidade)
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Acho que essa foi a maior divisão.
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