quarta-feira, 22 de junho de 2011

Frase de um sonho

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Algum conhecido que desconheço por agora me disse:
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"Ser é cultivar nosso vazios com os preenchimentos do lugar de onde viemos."
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Fracasso vitória

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Eu tampouco sou
Eu vou
Eu estou sendo
Gerúndio do movimento
Particípio da realidade
Infinitivo sem margens
Sem fim
Finalidade
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A verdade, o tocável, o real
São minhas maiores delícias
Minhas mais legítimas conquistas
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O rente ao domínio humano
Encantou-me pelo teu calar
Por mais estridente que seja
O ambiente é sempre mais quieto
Que meu interior
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Eu não sei se realmente sou
Não sei se quero ser
Ser totalmente ciente cínico
Eu vou
Eu deixo estar
Eu complemento minha inexatidão
Com as poucas partículas mais estáveis
Mais vivíveis
Estas sim
Só estas
Frutos dos resquícios mais verdadeiros
Mais inteiros e profundos
Somentemente elas
Ficam guardadas no terreno do tempo
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As obsessões
Eu guardo
No campo das memórias de não lembrar
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Retorna-me uma frase antiga
De um sonho antigo:
“Leve dos momentos
Apenas a memória da memória”
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Agora entendo-a plenamente!.
Agora entendo a REALmente
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Se recordar é viver
Devo tomar cuidado
Das minhas dores do passado
E das tantas inventadas
Guardadas só dentro do meu peito
Irreais
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Eu que por tantas vezes
Quis deter em mim
A exata configuração voluntária
Da expressão da energia
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Um quase como nada possível!
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Era como um cientista místico
Que saberia induzir ao corpo
Pelo viés mental
Todas as possibilidades de existência
Todas as que fossem necessárias aos meus dias
Que coubessem na minha memória
Na minha réstia de tentativa pagã
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A sabedoria menos provável:
A do controle absoluto!
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Quis saber e exercer
A exatidão da mais perfeita colocação
Colocar-me precisamente clínico
Em todos os segundos da minha vida
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Tornei-me escravo de minha auto-crítica
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Escravidão voluntária
Do capataz Eu-mesmo
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Como fui vil!
Como fui vão!
Desvão em vão!
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Como fui tolo, meu Deus!
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Esta é a época do estar sendo
A variável tempo
Aqui é diferentemente presente prensada
Densa
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O futuro é a época de ser
Agora
Sutilmente deixe-se estar
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E eu...
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Eu não sou realmente
Eu vou
Balanceando
Balançando
A linha tênue
Entre esquecer e lembrar
Entre considerar e despachar
Entre ser ou simplesmente estar
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Deus,

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Como eu gostaria de poder deitar minha cabeça no teu colo e ter a certeza de que tua absoluta perfeição me calaria pelo resto da eternidade.
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Adiv

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A vida é um constante exercício de foda-se!
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:-)

terça-feira, 14 de junho de 2011

A Ostra e o Vento







Vai a onda
Vem a nuvem
Cai a folha
Quem sopra meu nome?
Raia o dia
Tem sereno
O pai ralha
Meu bem trouxe um perfume?
O meu amigo secreto
Põe meu coração a balançar
Pai, o tempo está virando
Pai, me deixa respirar o vento
Vento

Nem um barco
Nem um peixe
Cai a tarde
Quem sabe meu nome?
Paisagem
Ninguém se mexe
Paira o sol
Meu bem terá ciúme?
Meu namorado erradio
Sai de déu em déu a me buscar
Pai, olha que o tempo vira
Pai, me deixa caminhar ao vento
Vento


Se o mar tem o coral
A estrela, o caramujo
Um galeão no lodo
Jogada num quintal
Enxuta, a concha guarda o mar
No seu estojo
Ai, meu amor para sempre
Nunca me conceda descansar
Pai, o tempo vai virar
Meu pai, deixa me carregar o vento
Vento
Vento


Vento


segunda-feira, 6 de junho de 2011

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ineditismo possível?!




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às vezes
a transcendência da sensação
da minha alma
é barrada pelo corpo

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mas o que se há de fazer
senão
obter do próprio corpo próprio
o mais corrente
prospecto temporal sentido
sem lamentar
nem exaurir-se de si
no momento de sentir
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eu quero a sensação mais sublime
a possibilidade mais distante daqui
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às vezes
tenho a impressão
de que sinto
e descubro coisas
que ninguém mais no mundo sente
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feito minha única possibilidade
de sentir-me inédito
incalculável esquivo
neste mundo pós-moderno
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mas o que há de se fazer com isso
senão escrever num blog
e esperar que ainda se sinta em conjunto

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a testemunha ocular deste restim profundo
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Cabisbaixamente em peito pulsante!





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I
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Suplício profundo de tempos em tempos, era
Arrastando as maravilhas contrárias que nunca pensei ter, tinha
A humildade profunda de nunca resistir, cai
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Cai Caim!
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II
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Seria bom
Fluir feito as águas que sempre vislumbram novos horizontes
Uma cascata qualquer em núcleo cântico urbano
Assim eu seria!
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Assim seria bom demais!
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III
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Acho que a importância da humildade tem a ver
Com o intangível e seus auxílios
A mão que vem de cima e espera no conforto da luz
O sempre necessário pedido de suspensão de si
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O que temos pode ser retirado
Deve-se tomar muito cuidado!
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Independente do quanto intrínsecos a nós
Sempre poderão ser retirados
Nossos maiores sustentáculos
Nossas mais longínquas suspensões
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Sempre poderá ser reavivado
Pelo disperso contexto
Nossos mais carentes vazios preocupadiços
E aquela dor que dormia no peito
E só te fazia lembrar-se dela
No limite da vida
Quando ficamos com medo de esquecer como se respira
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Assim tudo passa
Se dispensarmos a possibilidade
Da mão que vem de cima
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IV
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Aquela que afaga
É a mesma que faz arca pelo peso invisível
Das coisas que se fazem nos desvãos da alma
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Tua alma tem mais vãos intocáveis por ti
Do que julga tua vã filosofia!
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Tua alma é estrutura estabelecida em regras de existência
Se deturpas uma delas
Abre-se teu périplo espinhal energético
Tua coluna intocável
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No fundo
Tudo sempre e sempre é nunca nosso
Tudo sempre poderá não ser mais nosso
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Cabe enfim
Cabisbaixamente em peito pulsante
Arfar a sonolência desperta do mago natural
Vínculo silente que dorme dentro de cada
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Só-em-cada-um
Cabe seu
Cada-em-um-só!
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Justiçã



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I
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Há sempre uma resultante exata para toda ação
Ou simples pensamento constante
Uma leve intenção que perpetua
E já escapa das mãos a paz de dois minutos atrás
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Há sempre uma resultante exata
Das possibilidades existentes
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Elas estão chegando a todo tempo
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Basta saber sentir
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II
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Qual é o limiar da justiça?!
Quantos segundos dura a tolerância da luz?!
Qual é a longitude temporal do vácuo de Deus?!
Qual a limitância do esconde-esconde vívido?!
Até onde não serei percepto alheio?!
Por quanto tempo sou substancialmente indivíduo?!
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Esta é
A mínima ilha solitária de um tempo
Em que ninguém poderia me perceber
E eu seria totalmente livre!
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Bivolt

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Há sempre um respiro mais profundo e completo a se dar sobre o mundo!
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Sempre há um mais completo e profundo respiro a dar-se sobre o mundo!
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Frases soltas

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Brincar é treinar realidades, amalgamadas do julgamento, pelo prazer de poder ser sem juízo! 11/5/2011 04:49 A.M.
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Queira, procure e peça – a santíssima trindade a renovação do exercício humano.
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A humildade nos nivela a todos num patamar superior.
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O amor

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O que é amar uma pessoa? Qual é o formato padrão da sensação deste sentimento tão exaltado pelos homens?
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Dizem por aí, que quem ama sempre sabe.
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Mentira!
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Eu já amei e não sabia.
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Assim como eu já soube, mas não era amor!
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Afinal o que é amor? O que se ama no amor?
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Dizem que o que se ama é o jeito da pessoa. Um jeito de cortar o pão, de sorrir sem graça, de fazer alguma besteira.
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Mas será que se resume a isso?
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Dizem que o que se ama numa pessoa é a alma. Mas eu amo tantas almas e, no entanto, não AMO todas elas.
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Dizem que o que se ama é o amor, e a pessoa amada é aquela me melhor se encaixa este amor pelo amor que sente necessidade de expressar-se.
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Eu não sei o que disso tudo está certo!
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Pra mim, amor não se define com frases categóricas, ainda que estas sejam as mais próximas de uma definição mais total.
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Pra mim, amor é uma brincadeira sem graça pra todas as outras pessoas do mundo, mas que para vocês faz todo o sentido do mundo. Uma piada interna, um fim de semana maravilhoso.
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O amor se escreve por frases soltas e sem exatidão!
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Talvez os poetas sempre estejam com a razão quando se retiram da razão quando falam de amor!
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Está aí a certeza de que existe a construção de um amor.
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Aliás, talvez o amor só exista enquanto processo em que se coloca em prática o sentimento chamado amor.
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O amor vai além do sentir!
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O caminho é o caminhante




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É como se a vida se nos desse a oportunidade de eliminar hipóteses de existência pelo viés da dor ou da beleza!
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É assim que se faz, é assim que se é. É assim que se faz sendo!
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Dentro deste aparente labirinto interminável de tentativas, cabe a cada sensibilidade, de cada ser, sentir (muito mais do que pensar ou ponderar) os caminhos a serem trilhados.
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Mas tenho certeza de que não é bom cair no erro de superestimar a dita eterna misericórdia. Não são tão leves as possibilidades, tão brandas as conseqüências, tão sempre perdoáveis os deslizes!
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Na verdade as possibilidades são assim, duras, pela beleza que a capacidade individual pode extrair de cara dureza. Torcer a pedra e criar calos que te protegerão em quedas futuras, quando será necessário, mais uma vez, usar as mãos contra as pedras!
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Mas, enfim, como se desvencilhar, profundamente, e vislumbrar o caminho não escravo da sensação da alma/corpo? Como ser leve, ainda que as rochas sejam as mais duras que sua alma já teve notícia?!
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Como olhar para o maior profundo tocante do espírito humano e, ainda tão profundo quanto nos toca, ainda sermos capazes de sentirmos, observarmos de fora, e traçarmos a linha que nos desvencilhará de tão primordial e carnal realidade?
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Eu, ainda, não sei totalmente! Mas ando descobrindo e um dia saberei!
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Pensando sobre coisas

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A bela música cantada é quando a maior profundidade sintetizada encontra a mais brilhante melodia que lhe encaixe, e potencialize, o sentido sobre-humano contido naquele poema ou, porque não, romance em potencial! Eis o traçado fino da absorviência poético-sonora!
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Compasso sangria

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Escuta sempre tua consciência, pois a consciência é Deus presente nos homens.
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Li isso no blog de uma pessoa.
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Mas será que nossa consciência não muda, profundamente, com o tempo?! Digo profundamente mesmo! Será que aquela parte de nós que, por vezes, grita antes de realizarmos algo errado, sempre nos trará ao centro da mesma forma?!
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Acho que não!
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O que muda, é a nossa forma de trabalhar com aquilo que nos chega, com aquilo que está no nosso fundo
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Acho que sim!
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Novas ponderações, novas colocações em relação a nós mesmos, sempre são perpetuamente motrizes. Sendo assim, seria minha intuição moral, uma pedra angular infinita?!
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Fortes como o pecado

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Destituir-se de convenções
Sem cair no erro
O prazer de se fazer diferente
Enfrentante
Destemente desta mente
Sem
No entanto
Colocar-se para fora das leis perpétuas
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Eis o grande barato!
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Mas...
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O gozo de estar errado
Sempre haverá
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O peitar de um carma genérico
Ainda existirá
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A agonia de uma dança impúnica
Nunca me deixará
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São fortes como o pecado
São cortes de um vão deixado
São sortes por eu haver voltado
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O pecado existirá enquanto houver existir
O pecado haverá porquanto existir haver
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O natural e a voz

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Será que a beleza maior da voz, como o maior dos instrumentos musicais, não está relacionado com a identificação do humano com o humano?
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Muito mais do que nos sentirmos conjuntos com um violino, por exemplo, nos sentimos, naturalmente, mais tocados e reunidos pela voz humana.
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Daí o poder de nos fazer tocar!
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Um relance darwinista! Com certeza!
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Será?!

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Será que Deus seria um resumo de todas as melhores sensações possíveis?
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Ou seria uma eliminação de realidades pela preservação daquela mais possível?
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Deus se dá por soma ou por eliminação?!
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Piano & Cia.




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Hoje faz 16 anos que eu tive minha primeira aula de música!
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Aconteceu no dia 01/06/1995, aos 11 anos de idade.
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Foi uma das coisas mais importantes que me aconteceu na vida, pois, pela música ganhei grandes amigos de carne e osso, ganhei histórias pra contar, lágrimas boas de emoção, rodinha de violão, festival e outras cositas.
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Mas, não posso esquecer que, além desses amigos em forma de gente, ganhei também outro grande amigo feito de teclas e cordas e pedais e infinitas possibilidades de combinação sonora. Um amigo imprescindível para minha expressão de vida:
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O PIANO!
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Este que considero o mais belo dos instrumentos!!!
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Salve Jane Penedo! Salve Rosa Angélica! Inalienáveis em mim!

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