terça-feira, 29 de janeiro de 2019

VÍTREO-VERBAL (enfim, poema...)

Silêncio sinestésico que filtro
Na madrugada de sentido infinito
Pois pressinto o descarrego unânime
De todos os pontos mundanos
Que circunscreveram minha alma.

Estancada a cidade, vencida a rotina
Tombo embalado no vácuo permissivo
Regalando minhas carências 
Com toda a instância de pulsão
Que o rodeio humano me fez castrar

É a forma primitiva do eu-feto
Que, transmutando as podridões,
Distancia-se do mangue claustrofóbico
De lamas, latrinas e suores urbanos 
Que nos inebriaram de pseudo-vitória social.

Mas agora, desatados os sobressaltos cotidianos,
Eu, versificando minhas incógnitas,
Despejo felizes desejos inanimados
Por sobre as intocáveis folhas virtuais
Deste campo tão outroramente conhecido.

São os desatinos homúnculos comuns
Que minimamente se me descamam
Quando lembro de me despertar
Resgatando, assim, as cápsulas poético-pueris
Que minhas mãos já brotar fizeram

Eternas amofinações expressivo-germinais...
A metamorfoseante sílica do espírito 
Que, na labuta hiperbólica da incandescência,
Suplanta a prisão corpóreo-agônica 
Em versificações vítreo-translúcidas.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

BRASIL


Banguela


Laminada Luz


entardecimento


A Mulher


#nofilter



translúcid(a)lma



IRRADIAL

l

infraestrutura mundo


Frevo Celestial



silencia


Insuflências (BISMILÉSIMA POSTAGEM)


Micro Fênix


o velho e o mar



leveza


Pássaro Inanimado

Brasil Profundo (Interior de Alagoas)

Qual viv`alma predisporia-se vagar
Pelas retranças maginálias
De um profundo Brasil sem lugar?

única


matutin(a)quarel(a)ção


sobreplanisférios