quinta-feira, 16 de julho de 2020

por que?!

por
que
nunca
a
luz
dourada
do
passado
ilumina
os
cenários
do
presente?
.
por
que
relembrar
é
sempre
melhor
do
que
viver?
.
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POR QUE?!
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terça-feira, 7 de julho de 2020

Minhas Gerais (Epifania Riacho)

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I
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Tão grandes são as montanhas
Que envolta de mim se derramam
Mares de mares de morros
De infinitos mistérios
E rincões sagrados
Altares de luz de um povo
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Tão lindas são as Mantiqueiras
E seus antiquíssimos fluxos 
De terra, de serra e de magma
Que se mexem vagarosamente
Escoando ao infinito
De um perfeito porvir
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Esses fluxos são os protagonistas
De um balé amplo e dilatado
Que somente cessará
Quando todas as dançarinas rochosas
Estiverem exaustas
Dormitando nos rincões profundos
De um oceano único
Resultante derradeiro do amanhã 
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E assim será 
Para então, enfim,
A cortina do palco Mundo
Ser fechada
A plateia dispensada
E todos os acontecimentos
Não passarão de lembranças doces
Feito uma frágil libélula 
A voar no amálgama da eternidade
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Mas agora apenas espio apaixonado
A cadência rochosa
Do solo de Minas Gerais
Como se fossem as ondas sonoras
De um mantra universal
Vibrando em seus comprimentos variados
A materialização de uma música milenar
Suave e cadenciada 
Que nos convida ao desfrute
Destas terras altaneiras
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Espio seus dourados contornos
Que respiram em compassos ímpares
Num andamento profundamente lento
Porém constante, grave e sereno
Enorme em suas melodias
Amplo em suas harmonias
Múltiplas vozes canônicas
Que ajudaram no passado
E ainda ajudam a definir
A história sofrida e bela
Deste recanto sul-americano
Nossa Terra de Vera Cruz
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Espio a doçura milenar das rochas
Que me comovem de encantos 
Pois são tanto elas
O núcleo basilar de meu ser
Que pulsa fundo em minha pele
Em minha Ânima
Em meu peito
Em meus olhos e olhares
Em meu destino
Em minhas crenças
Em minha felicidade
E também em minha incontida saudade
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Também espio as doces águas 
Que desenham seus destinos
E escoam humildemente em seus ciclos
Esculpindo e fecundando o chão
Lapidando em pedra maciça
A forma abstrata do tempo
A passagem soberana das Eras
A memória gigantesca de um Planeta
A incontida ancestralidade
Que canta seus milênios
Num lugar que se sobrepõe
A qualquer um dos quatro elementos
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Estas águas são artistas inanimados
Companheiras de Antônio Francisco Lisboa
O lendário Aleijadinho
Que juntamente com o pequeno riacho
E a caudalosa imensidão 
Delinearam o chão das Gerais
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II
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Mas me parece neste trivial instante
Sentado à beira deste rio insistente
Que consigo reconhecer 
Algumas moléculas de água
Que por aqui passaram 
Na minha longínqua infância
Vivida nas derradeiras décadas
De um tardio século XX
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Agora elas retornam 
E posso finalmente vê-las
Dobrando a íntima curva escarpada
Que logo acima no rio se encontra
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Após décadas erráticas
De nuvens, lágrimas e mares
Vibro-as vindo novamente
Trazendo história marítimas e fluviais
Para me fazerem novamente sorrir
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Elas se aproximam de mim
Me olham de dentro de sua invisível estrutura
E lentamente me remetem a idades pequenas
A tardes cheias de sol e fumaça
E a verões de chuva e derramamentos
O frio que nos ossos causava dor
Ou mesmo a lama que se alastrou
Por dentro dos cômodos de minha casa
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Mas não sinto nem dor, nem frio
Nem lama e nem raiva
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Agora estou num patamar 
Para além das sensações
Para além dos ressentimentos
Elas param em minha frente
Num pequeno grupo fluido que se estanca
Uma bolha aquosa e sutil
Que reflete a face de um eu-menino 
O olhar antigo
O sorriso refletido
O universo vasto
A vida infinita
A esperança intacta
O sentimento vibrando
A vontade cheia de força
A alma cheia de possibilidades
E o coração repleto de gente
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Naquela bolha
Ressinto meu inalcançável passado
Quando o mundo ainda fazia sentido
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Recobro-me desta intrépida epifania 
E toco a massa estática
Com a ponta de meu indicador
Numa esperança atemporal
De poder tomar posse 
Daquele universo feliz
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Mas não me foi possível!
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No instante de relar
Suas formas se dissiparam
Em milhões de microelementos
Que foram dançando pela correnteza afora
Iniciando novamente seu ciclo planetário
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E então construo em mim agora
Um compromisso quimérico
De num futuro distante
Quando já senil me encontrar
Irei voltar quem sabe
Para esta curva metafísica
De um rio da vida
Para me encontrar novamente
Com aquelas águas serenas
Que me fizeram compreender
E melhor aceitar
A brutal
Agoniante
Sublime
Inescapável
Indefinível
E inexorável 
Fluidez da existência
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Sinto-me melhor!
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quarta-feira, 1 de julho de 2020

1º de Julho de 2020 (NOTA: 5,9)

Alimentar uma alma para além do limite das regras!
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Esqueçamos as regras quando necessário for! Esqueçamos as regras com for para fazer o BEM!
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MAS, SILÊNCIO!!!
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Estimular, esperar, estimular, esperar, estimular e esperar...
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COBRAR, falar forte, calar no momento correto, esperar e receber para, ENFIM...
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PONDERAR!
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Talvez seja essa a lei sem margens de Deus! Regras e seus contrarregras! Todos fazemos parte da mesma unidade!
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Um menino sem PAI, sem prazo, sem CASA, que passou do prazo, mas que fez uma tarefa quando todos já estavam de férias.
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Por que não considerar?! – pensei comigo.
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Vou sim considerar seu esforço sem, no entanto, alargar demais as facilidades e nem ser injusto com os que cumpriram no prazo.
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Quero ser, quero o humano, quero o ser-humano, quero ser um bom professor! 
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Quero procurar ser um GRANDE PROFESSOR!
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A sensibilidade é a regra!
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E existe, sim, EU TANTO SEI... Existe SIM um ato divino em ser EDUCADOR!!!
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Um protótipo de um tipo criador, posto que também estamos em ato de CRIAÇÃO!
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ASSIM FICOU!!!