quarta-feira, 26 de abril de 2006

Ex - céu (excel)

Há a liberdade

Logo haverá a prisão

E isso basta

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segunda-feira, 24 de abril de 2006

Do medíocre ao pessoal

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A fotografia persuade o olhar a um exercício de penetração num universo bidimensional e que por isso seria impossível de ser penetrado em sua terceira possibilidade. Seria, dissemos bem, mas (mesmo assim e talvez somente assim) se nos deixarmos levar pelas curvas, pelas formas, pelas gradações de cores em formas ou talvez de cores em cores simplesmente, e por conseqüência formas, poderemos nós, desvendar o que há por detrás e adiante da primeira curva que se enrijece no primeiro instante além, logo atrás das costas de um espectador privilegiado que já se deixou levar pelas variações do bidimensional e que por isso já se encontra envolvido pelo objeto que se deixou envolver por escolha do agente da passiva. Só não sei quem é o agente quem é o da passiva. Prefiro que a passiva e o agente seja a gente.
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Façamos esforços necessários para sermos envolvidos pelos objetos pan. Os mundos, por mais bidimensionais que sejam, ainda poderão se abrir perante olhos atentos se esses souberem cavoucar a imagem morta, mas facilmente ressuscitável. O cadáver morto em preto e branco do preto no branco ainda pode ou, pelo menos, esperamos que possa pulsar em cores gradativas que habitam o mais íntimo dos fósseis imagéticos. Tudo na vida tem cores, até o que é incolor só pode ser incolor se outras cores por ele traspassarem. O incolor não é a ausência de cor, mas um estado de passividade da matéria-cor presente que aceita ser recolorizada pelas restantes que a circundam.
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A foto preto e branco é uma das manifestações mais ricas em possibilidades de cores do universo imagético simplesmente porque permite a cada olhar ressuscitar livremente as muitas possibilidades degradante-degradê existentes e possíveis dentro da gama cabível à cada um dos campos colorosos do espaço em questão.
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Esse é um exercício pra mim que muitos meses passou sem viver, fui apenas levando o que é facilmente levável se quisermos, mas extremamente difícil se quisermos realmente conduzir.
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Tenho medo que minhas palavras sejam instantâneas e que o arrependimento bata em mim ao fim desse tão pouco, não cultuo a tristeza mas ela se fez presente de uma forma muito vazia. A minha tristeza apesar de triste sempre foi muito cheia de poesia e dores escolhidas além das tantas outras presente apenas por estarem ali, mas essas últimas foram muito carregadas de vazios, tantos vazios que me fizeram parar pelo peso e desespero de tudo que não existe.
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Meu Deus eu não era mais capaz de escrever, eu não era capaz de chorar, eu não era capaz de argumentar comigo e subiam arrepios que prefiro nem escrever sobre, mas eu sei que eram fortes o suficientes para me impedir de sorrir. Eu poderia dizer que tudo isso é invenção da minha cabeça pra fazer um texto mais prolixo e mais bonito e mais impactante para os que lêem essas linhas, mas não é não e eu sei, como eu sei o que foi e ainda é uma pouco bem ruim. Chego me por aqui porque de tristezas todos estamos bem fartos das nossas por menos presentes que elas sejam.
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Desculpem o desvio de caminho na divagação inicial, mas é que eu botei uma música bonita no colorido do preto e branco das praias desertas e foi ela que me levou de um tema ao outro. Foi ela que me levou do medíocre ao pessoal. Boa Noite...
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P.s: pensar nas variações óbvias/ futuras da vida desgasta muito dos corações sonhadores. Que pena!!!
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As praias desertas (Tom Jobim)
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As praias desertas continuam
Esperando por nós dois
A esse encontro eu não devo faltar
O mar que brinca na areia
Está sempre a chamar
Agora eu sei que não posso faltar.
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O vento que venta lá fora
O mato onde não vai ninguém
Tudo me diz: não podes mais fingir.
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Porque tudo na vida há de ser sempre assim
Se eu gosto de você
E você gosta de mim
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quinta-feira, 20 de abril de 2006

Exercite a paciência

Esse texto é enorme, mas é muito legal, se alguém tiver paciência leia que vale a pena. Peguei no blog do Alexandre (alguns conhecem outros não). O autor se chama Krishnamurti.
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O pensamento é a origem do medo. Se não houvesse pensamento, não haveria medo. Se nenhum pensamento tivéssemos a respeito da morte (como, por exemplo, “que aconteceria se eu morresse?”) e a morte ocorresse neste mesmo instante, não teríeis medo nenhum. É o pensamento a respeito da morte que vos infunde temor — temor proveniente da experiência do passado e “projetado” no futuro. Notai, por favor, que o que estou dizendo é muito simples. Observai-o vós mesmos. O pensamento resulta do tempo; o tempo é memória. Mas não estou falando acerca do tempo; estou falando sobre o pensamento como tempo. Estamos falando a respeito do pensamento e não a respeito do tempo. O pensamento formou, por meio da experiência, reações autoprotetórias, tanto fisiológicas, como psicológicas. Quando encontrais uma cobra, há uma reação instintiva de autoproteção. Esta espécie de medo, que é autoprotetória, é necessária; porque, do contrário, seríeis destruído; de outro modo, não prestaríeis atenção a um ônibus e correríeis de encontro a ele, ou cairíeis num fosso. Há, pois, esse instinto autoprotetório, o instinto fisiológico de autoproteção, que se formou com o tempo, com a experiência, como memória. Esse instinto reage ao vos deparardes com uma cobra ou um animal feroz, ou ao verdes um ônibus em disparada. Essa reação deve existir, para a mente equilibrada, sã. Mas nenhuma outra forma de medo é saudável, porque foi criada pelo pensamento, pela reação da memória, que se acumulou através de séculos de experiência, e é “projetada” pelo pensamento.
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Assim, é necessário compreender o processo do pensar, se desejais compreender o medo e isso significa que deveis compreender o pensador ,e o pensamento.
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Notai, por favor, que o que estou dizendo é bem simples; estou dizendo que verdadeiramente penso: isto é realmente simples. Mas, se vos abeirais do que estou dizendo com o vosso condicionamento — isso é que o torna difícil. Não vos aplicais à questão, não escutais o que estou dizendo, com uma mente nova. Vindes para aqui com o que já sabeis, com aquilo que Sankara, Buda ou outro qualquer disse a respeito do pensador e do pensamento; por conseguinte, vos abeirais do que estou dizendo com uma conclusão, com a memória, com conhecimentos prévios; e é isso que torna a questão difícil. Vede-o, por favor. Bem, se desejais aprender algo a respeito do que digo, tendes de pôr de lado tudo aquilo; e só o podeis pôr de lado quando estais em contato emocional com o que se está dizendo.
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Como sabeis, segurar a mão de alguém não é um fato intelectual; quando estais em relação emocional com a pessoa, há harmonia, comunhão, há um sentimento entre as duas pessoas. Da mesma maneira, para comungarmos uns com os outros, devemos dar-nos as mãos, emocionalmente, não intelectualmente. Esse mesmo contato emocional, compassivo, afetuoso, deveis ter com o fato do medo, com o fato do pensamento, que vamos examinar. A menos que estejais emocionalmente em contato com o fato, vitalmente, diretamente em contato com ele, não passareis além das primeiras poucas palavras. Enquanto houver divisão entre pensador e pensamento, será inevitável o medo. Vede porque isso acontece: porque há contradição entre o pensador e o pensamento. O pensador está procurando guiar, controlar, moldar, disciplinar o pensamento; mas, por causa dessa divisão, há conflito, há contradição; e onde há contradição, há o impulso para dominá-la, transcendê-la — e aí está a própria essência do medo. Assim, vós tendes de compreender o processo pelo qual surge essa separação entre o pensador e o pensamento, e não aceitar o que outro qualquer disse — não importa quem seja: o mais antigo, mais iluminado dos instrutores, ou o mais moderno. Não aceiteis nada de ninguém, mas investigai sempre. Não sigais ninguém; quando seguis, sois incapaz de aprender. E só podeis aprender se estais investigando sem ter um motivo. Se estais investigando com um motivo, estais apenas adicionando, procurando resolver algo que não pode ser resolvido. Por conseguinte, não sigais o que aqui se está dizendo, nem o aceiteis como verdade evangélica — porque não o é. O que outro diz não é a verdade evangélica; vós tendes de descobrir por vós mesmo, sem nenhuma restrição. E isso só é possível quando sois livre, quando vossa mente é imaculada e compassiva.
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Há o pensador e há o pensamento. Sabemos disso. É o que fazemos todos os dias: essa divisão. O pensador é o censor, o pensador é o juiz, o pensador é o centro acumulador de conhecimento, de experiência psicológica, etc. É o pensador que reage a todo “desafio”; e sua comunhão, seu contato com uma coisa se efetua por meio do pensamento — se não pensásseis, não haveria pensador. Essa divisão, esse conflito, gera o medo. O centro, o observador, o experimentador, o pensador, está estabilizado; e o pensamento é errante, move-se, modifica-se. O centro nunca muda; ajusta-se, disfarça-se, cobre-se com novas roupagens, novo verniz, novas características; mas ele lá está, sempre. E esse centro gera o medo, porque “reage” sempre de um ponto fixo, embora possa ser flexível.
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O pensamento, pois, institui o pensador; não é o pensador que institui o pensamento; porque, se não há pensamento, não há pensador. É possível não pensar absolutamente, não ter um só pensamento que seja, e esse extraordinário estado mental é que é vazio e, por tanto, contém todo o espaço. Só é realizável esse estado pela meditação. Mas não digais: “Aguardarei o dia em que falareis sobre a meditação; então investigarei”. Não podereis fazê-lo então. Precisais lançar as bases; e para lançardes as bases, deveis estar em contato; e não podeis estar em contato se apenas vos pondes em relação intelectual ou sentimental. Deveis estar em contato totalmente, com todo o vosso ser — vosso corpo, vossos sentidos, vosso coração, tudo o que tendes.
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Portanto, deveis compreender o processo do pensamento. Pensar é reação a um “desafio”, pequeno ou grande. Essa reação promana da memória que tendes acumulado. Ao perguntar-vos se sois hinduísta, direis “sim”. Esta “resposta”, ou reação, é imediata, por que fostes criado nessa sociedade, nessa cultura denominada hinduísta, parse, etc. Todo pensar é reação da memória. E memória é associação. A memória resulta de inumeráveis experiências, conscientes e inconscientes. Vede que o que estou dizendo não é nada novo. Qualquer psicólogo, qualquer pessoa que tenha refletido um pouco a esse respeito, vos poderá dizer a mesma coisa; mas, para compreenderdes o processo do pensar e eliminardes totalmente o centro representado pelo pensador, e que gera o medo — para isso necessitais de clareza, precisais de um escalpelo intelectual, para “abrirdes” tudo o que não compreendeis completamente.
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Por conseguinte, o necessário não é ter uma autoridade — a autoridade da própria memória, ou a autoridade de vossa experiência, que foi condicionada através de séculos e que criou o “eu”, o “ego”. Enquanto existir esse centro — e esse centro cria a divisão entre si próprio e o pensamento — tem de haver medo. A questão, pois, é de como ultrapassarmos, como nos livrarmos desse centro. Não o traduzais como “ego”, e não junteis idéias de toda espécie a respeito dele; atende-vos ao fato de que existe um centro de onde julgais, avaliais, censurais. Esse centro de experiências acumuladas cria uma divisão entre si próprio e o pensamento. E quando procuramos superar essa divisão e não o conseguimos, gera-se o medo. Se puderdes juntar as duas coisas, não haverá medo; mas não podeis juntá-las, porque só existe um fato que é o pensamento, e não o pensador.
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Ao dizerdes “o pensador” — isto não corresponde a nenhuma realidade. O “eu” é um feixe de lembranças, nada permanente; não é mais permanente do que o pensamento. Mas a mente, o pensamento, deseja a segurança; o pensamento deseja permanência; por conseguinte, o pensamento se estabelece como “centro”, e esse centro fala de “Eu Superior Permanente”, “Eu Cósmico”, “Deus”, etc.; mas, tudo é ainda processo de pensamento. Assim, a menos que tenhais compreendido inteiramente o mecanismo do pensar, o medo existirá sempre. Como sabeis, há atualmente certos preparados químicos, drogas, que podem livrar-vos de vosso medo; podeis tomar um comprimido e tornar-vos completamente tranqüilo, sereno, plácido. A ansiedade, o sentimento de culpa, a inveja, e todas as coisas com que o homem vem batalhando há séculos podem ser afastadas com um comprimido. Mas, vede que tomando uma pílula, não ficais livres de vossa mente medíocre, estreita, limitada, estulta. Ela continua existente; vós apenas a narcotizastes, suspendestes o seu funcionamento. O que nos interessa não é oferecer nem tomar pílulas, mas eliminar a mediocridade da mente, quer dizer, a mediocriadade do pensamento; o pensamento é medíocre, porque o pensamento nunca é livre, porque pensamento é reação do que antes foi, em relação com o que virá a ser.
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A questão, pois, é esta: é possível, com a compreensão do medo, terminar o pensamento isto é, não deixar o pensamento projetar-se no futuro, e fazer que a mente veja o fato que surge a cada minuto, sem nenhuma “projeção”? Compreendeis? O fato é: tememos a morte. Não estamos falando acerca da morte; isso ficará para outra ocasião; estamos agora falando sobre o temor.
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Ora, o pensamento se projeta no futuro. Ele não deseja morrer; não sabe o que ele próprio virá a ser; sabe o que é no presente, com toda a agitação, dor, ansiedade, sofrimento, angústia em que vive; por isso, projeta-se no futuro e sente medo. Porque está confuso, incerto, sem clareza, ele “projeta” uma idéia de permanência, e, por conseguinte, teme não alcançar essa permanência. Tem medo à opinião pública, porque deseja ser respeitável; porque a respeitabilidade é uma coisa muito vantajosa; a sociedade a aprova, considera-a “nobre”. Por isso, ele atemoriza-se com que a sociedade possa dizer, e, assim, busca proteger-se. Tem medo de todos os incidentes conscientes e inconscientes. Mas tudo é ainda processo de pensar. Assim, pois, devemos enfrentar cada fato ao surgir, sem pensamento; observar simplesmente cada fato que surge, como num clarão.
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Agora, senhores, vou explicar isso um pouco mais, pois vejo que não sereis capazes de seguir com rapidez. Existe o fato de que tenho medo de minha mulher. O pensamento criou esse fato, minhas ações o criaram, e sinto medo. Estou tomando isso para exemplo; na verdade não tenho medo nenhum, pois não sou casado. Vós podeis pensar noutra coisa que temeis. Eu temo minha mulher. Fiz algo de que me envergonho ou que não desejo que ela saiba. Ou, ela gosta de me contrariar, e eu não quero tal coisa; portanto, acho melhor acostumar-me com ela. E acostumei-me — quer dizer, minha mente aceitou o fato, e essa aceitação se tornou um hábito; não dou mais atenção ao que ela diz. Minha mente, pois, formou um hábito. Essa aceitação (isso é, o ouvir o que ela diz sem lhe ligar importância) corrompeu-me a mente; tornou-a embotada para o fato; isso se tornou um hábito, e eu não ouso quebrá-lo, porque o quebrar o hábito supõe mudança, e eu não desejo mudar. Assim sendo, tenho medo. E esse é o fato.
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Mas, como é possível compreender o fato do temor sem interferência do pensamento? Pois o pensamento ou deseja “projetar” o fato, ou aceitá-lo, mudá-lo, modificá-lo, conforme sua conveniência. Entendeis? Como enfrentar o fato de que tenho medo, sem aquele fundo de temor, de pensamento? Porque o pensamento quererá traduzi-lo, interpretá-lo, moldá-lo, negá-lo, livrar-se dele, superá-lo. O pensamento não o compreenderá, porque o pensamento resulta da memória; só é capaz de “reagir” ao que já conhece, sendo, portanto, incapaz de enfrentar o medo. O medo sempre “vem e vai”, não é constante. Embora possa existir permanentemente no inconsciente, o medo não se manifesta continuamente, porém como que em relâmpagos. Como enfrentar esses “relâmpagos” de medo, sem pensamento?
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Os que temem permanentemente se tornam neuróticos; têm outros problemas. Mas os que são mais ou menos racionais não têm nenhum medo no inconsciente; enfrentam o medo, ocasionalmente ou freqüentemente, na presença de suas esposas. Assim, ao enfrentardes o medo, deveis enfrentá-lo sem pensamento, enfrentá-lo completamente; e isso significa ter compreendido todo o processo do pensar, intelectualmente, verbalmente, e com compaixão, a qual faculta a exatidão que possibilita o contato imediato com o fato. Enfrentar o fato totalmente significa não apenas enfrentá-lo intelectualmente, mas também emocionalmente. Esse processo de “aprender do fato” não é possível quando vos abeirais do fato com o pensamento que já conheceu, pois o pensamento promana do “conhecido”.
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Podeis enfrentar o temor sem o conhecido? Se puderdes fazê-lo, vereis que já não existe temor, porquanto é a projeção do conhecido que o torna existente. A projeção do pensamento, que é resultado ou “reação” do “conhecido”, cria o medo. O pensamento, como tempo, produz medo. E quando compreendeis todo o processo do pensamento e sois capaz de olhar o fato, de ver o fato, de estar em contato com ele emocionalmente, totalmente, então, já não vos abeirais dele com o pensamento, produto do “conhecido”; por conseqüência, vos abeirais do fato de maneira nova. Uma mente nova não teme, uma mente nova investiga.
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Dessarte, como disse no começo desta palestra, há necessidade de humildade. A humildade nunca aceita nem rejeita. É arrogância aceitar ou rejeitar. Humildade é aquela extraordinária capacidade aprender, de descobrir, de investigar. Mas, se já tendes uma acumulação de resultados de vossas investigações, então já não estais aprendendo; por conseguinte, deixais de ser humilde. Muito importa termos humildade, porque é essa qualidade essencial que tem afeição. Sem humildade, não há amor, e o amor não é uma coisa que tem raízes na mente, raízes no pensamento. Assim, só desse extraordinário sentimento de humildade resulta o sentimento de exatidão compassiva, e a clareza da mente. É só então que o medo deixa de existir. E quando o medo deixa de existir, quando o medo finda, não há mais sofrimento.
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Krishnamurti - 2 de março de 1962.
Do livro: A Mutação Interior – Cultrix

terça-feira, 18 de abril de 2006

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Páscoa

3 dias, 300 anos ou mais, horas muito longas de sonhos acordados, esperanças confusas, pensamentos que variavam em segundos, sensações desconhecidas, colinas e mais colinas de tropeços e mato abaixo pedra acima, e eu fui fondo naqueles turbilhos de mantras inventados no improviso da certeza absoluta, ladainhas orações enladeiradas que rolavam muito e eu n`eu. Havia abraços de morça – forca muita força, choros como sempre presentes, falações e “devaneios tolos a me torturar”. Eu continuava fundo fondo indo desbravando alguns caminhos e atropelando tantas coisas que nem sei mais. Muitos dos atropelamentos germinavam atalhos e mais labirintos a serem mapeados, muitos dos rodamoinhos continham o diabo no meio dele como disse tantas vezes João (Guimarães Rosa) no meio das veredas. Acho que veredas existiam dentro e fora de todos os lugares que passei. O grande sertão é interno como o mestre também já disse. O grande sertão é quase onipresente, mas sempre existente, no fundo do mais fundo que ninguém chega existe toda a raiz do mal e do bem ou do bem o do mal e o medo beira o pânico. Rança toco pra ver mais fundo, cavulca cavalgadura em montes aos montes pra ver se estabelece toda e qualquer forma de moradia sadia dentro da escravidão da ferramenta de outrem. Sensibilize-se rapaz, mas não muito porque sensibilidade em demasia gera pinel, painel de exorbidades noite afora, rio abaixo, morro acima, gruta a dentro, poço ao fundo, céu ao léu. (Eu me forço a escrever porque se eu for esperar a hora que eu concorde com tudo que estou pensado e escrevendo pra poder escrever acho que eu não vou fazer nada por algum período de tempo). Também não queria ser medíocre e ficar no meio – termo – mau – gosto aguado esperando brotar água de pedra que secou propositalmente pra poder ir além almejando sonhos de seriedade.
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Eu conheço as pessoas da sala de jantar, algumas mais e outras vezes tantas elas sempre voltam pra me fazer sentar a mesa e encarar olhares escuros, mas um deles não tem rosto. Um deles apenas tem uma mancha de sombra na face e ele fica no lado oposto da mesa da Távola - tábua redonda dos banquetes de porcos pros porcos. Mas as pessoas da sala de jantar ainda estão senzala de sonhar, elas aparecem meio que em tentativas de comunicação de pânico, aos poucos eu sempre lembro delas, alguns velhos outros menos, mas todos e cada são muitos. Parece que a vida habita os corpos na forma mais limiar que existe. Uma forma muito mais limiar que essa que existe em nós, nas entrelinhas das palpitações do coração. Essas pessoas são ocupadas em nascer e nunca mais morrer. De pão e circo e arte elas vivem, mas por enquanto sobrevivem. E discussões absurdas fazem parte do corpo calado calejado e latejante dessas. Mas aquele sem rosto e oposto continua mudo na imensidão das palavras em cadeia. A sala de jantar fica no fim do corredor sem fim depois que todas as possibilidades de escuridão se apagaram no breu sem referências.
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300 anos. Cada cantoria dizia tanto que não seria possível lembrar nem se a memória ainda existisse. 300 anos e muito mais ainda. Mas só 3 dias, quem diria que tão pouco que pouco foi, poderia gerar tanto mesmo que esse tanto não seja quase nada.
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Não consigo mais escrever.
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Então:
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Louva – a – Deus O Cavaleiro
Em Guardanapos de Papel
Banhados dO Rouxinol
Que canta pela Janela para o Mundo,
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Mas
E Agora, Rapaz?
Todos nós ainda estamos recém Levantados do Chão
E Os Tambores de Minas já estão a soar.
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quarta-feira, 12 de abril de 2006

segunda de hoje

o homem e a mulher - victor hugo (boa idéia valdir)
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O homem é a mais elevada das criaturas
A mulher o mais sublime dos ideais
Deus fez para o homem um trono
Para a mulher um altar
O trono exalta
O altar santifica.
O homem é o cérebro
A mulher o coração
O cérebro fabrica a luz
O coração fabrica o amor
A luz fecunda
O amor ressuscita.
O homem é gênio
A mulher é anjo
O gênio é imensurável
O anjo é indefinível
Contempla-se o infinito
Admira-se o inefável.
A aspiração do homem é a suprema glória
A aspiração da mulher é a virtude extrema
A glória faz o grandeA virtude o divino.
O homem tem a supremacia
A mulher a preferência
A supremacia significa a força
A preferência representa o direito.
O homem é forte pela razão
A mulher é invencível pelas lagrimas
A razão convence
As lagrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos
A mulher, de todos os martírios
O heroísmo enobrece
O martírio sublima.
O homem é um código
A mulher um evangelho
O código corrige
O evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo
A mulher é um sacrário
Ante o templo nos descobrimos
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa
A mulher sonha
Pensar é ter no crânio uma luz
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano
A mulher é um lago
O oceano tem a pérola que adorna
O lago a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa
A mulher o rouxinol que canta
Voar é conquistar o espaço
Cantar é conquistar a alma.
O homem tem um farol, a consciência
A mulher uma estrela, a esperança
O farol guia
A esperança salva
Enfim:
O homem esta colocado onde termina a terra
E a mulher onde começa o céu.
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nos limiares do excel (terras dos com-fins)

terça-feira, 11 de abril de 2006

What do you have in your mind??? - Nothing

A história desse rap é o seguinte, eu e a minha prima Alícia sentamos um dia na praça de Passa Quatro pra conversar e resolvemos fazer um rap, daí saiu o refrão what do you have in your mind... Passou uns tempos, muito por sinal (eu fui fazer intercâmbio e tudo mais) e a gente sempre se cobrando que precisava acabar o rap e precisava terminar a música e tal, até que um dia, acho que era carnaval, eu fui pra Passa Quatro e a gente sentou na porta da casa da nossa tia, tava chovendo, e a gente escreveu essa letra muito louca. Eu lembro que a letra saiu muito rápido como se ela já estivesse pronta, e olha que uma coisa com esse grau de elaboração realmente precisa de anos de trabalho para ser pensada e rimada e metrificada e muita risada. Rssss Foi muito engraçado, a gente riu muito. Fazia um tempo que ela estava no bloco de notas do meu e-mail (desde 10/3/2005) e hoje eu resolvi postar. Nossa, até hoje eu ajeitando o tamanho da letra pra colocar no blog eu ainda riu muito desse rap. Com vocês: What do you have in your mind (nothing).
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What do you have in your mind??? - Nothing
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autores: alicia e wagner
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What do you have in your mind??? (4x) (em duas vozes)
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entra a batida (tum tum ps tum tum tum ps)
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(w)
I don't wanna go
With my little girl
'Cos I'm in love
With my little dog
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I'll run away
To a better place
Could you come with me?
I'll go ali.
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What do you have in your mind??? (w) - nothing (a) (4x)
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(a)
You're a little shit
I'm not a bitch
You're a big ass
'Cos you see "Jackass"
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I don't understand
Why you stopped my hand
If you love me
Come with me ali.
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What do you have in your mind??? (a) – nothing (w) (4x)
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(a e w)
I don't wanna
I don't wanna
I don't wanna
I don't wanna
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The sky is blue (a)
The see is green (w)
The sun is yellow (a)
Michael Jackson, Black or White? (2x) (a e w)
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What do you have in your mind???(4x) (a e w)
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(w)
Independence Day
Thelma e Louise
Lord of the rings
Matrix revolution
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(a)
Hum! Forrest Gump
O contador de historias
Ben hur, Kill Bill 2
Home Alone 3
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(w)
Loucademia 2,3,4
5,6,7,8,9,10
Star Wars de 1 a 5
Hum! The Thruman Show
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(a)
Eu só conheço o Show da Xuxa
Didi e os trapalhões
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(a e w)
Lua de cristal
Que me faz sonhar
Faz da minha estrela
Que eu já sei brilhar!!!
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What do you have in your mind??? (w) – nothing (a) (4x)
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quarta-feira, 5 de abril de 2006

Palhaço merrrmão......

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Eu sou revolucionário de maixxxxx mermão, eu tô poixtano uma foto desse mierrrrda aqui de Bush presidiente de uma nação capitalixxxta filha dua puta du caralho merrmão, minha vontade é de matar esse bando de filhuxxx duma égua du caralho merrrmão. Revolução etierrrna merrrmão, vamo matá todo mundo dessa mierrrda di planieta porra. Quero o anarquixxxxxmo mermão. Revolução etierna mermão.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Posts em Série

Esses textos estavam jogados lá em cima da mesa do meu quarto e eu resolvi colocar eles no blog. Eu fiz eles em horários e ocasiões diferentes e a parte do post que tem o título de: "Frases colhidas em 2005" tem algumas "frases colhidas durante o ano de 2005" rsss. Elas são apenas frases que eu fui achando durante o ano passado e fui escrevendo na contracapa da minha agenda, depois fiquei com dó de jogar fora e agora tô colocando elas aqui só pra não ocupar espaço no meu quarto.
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Desfibrilador de Sonhos
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A canhota executa o chute
A direita faz o passe
E a cabeceada o gol
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CONTRA.
(de noite)
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A casa dos espíritos
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Quase oito horas já se foram, e ninguém arredou os pés de si. É uma pena rever cenas antigas e conhecidas voltando turbilhantes de pavores fictícios. Voltando confiantes de suas ilusões cabalísticas, de seus universos paralelos que sempre assaltam meus olhos, me revendo, me revivendo em vida os pesadelos pesados passados, mas eternos talvez. Não sei mais nada. Talvez fosse melhor se a perdição fosse a lei e o conforto; lares e mais lares de realidade fantástica, lotadas de minuciosas criações nossas que nos cumprimentariam pela permissão que nós demos para essas coisas existirem. Prazer em se conhecê-las.
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A casa existe em todos os seus cômodos. Cada quarto existe a casa. Sempre essas luzes/ sombras de casas circulares nossas. Todos são nossas, fruto-nos.
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Seria bom crer nisso. Seria simples, prático, confortável, aconchegante. Uma cama infinita de sonhos plantados em campos itinerantes, vivos. “Agá-doi-zó” – uréia num refluxo perfeito de retro-alimentação e aí mora o perigo.
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A independência das criações é crescente. A abolição da escravatura do controle foi assinada no ato do pó. O pó que habita os nossos cômodos das casas. Os quartos são os braços da proteção-travesseiro. A cozinha são as mãos. O banheiro, as genitálias. A sala de visitas são os olhos.
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A casa dos espíritos peregrina pelos corredores da cidade de deus.

16/3/06 – 22:42 (aula de WEB – II) SP

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Frases colhidas em 2005
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“Não há nada nem ninguém, que nos faça não sonhar, somos felizes num sonho”.
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“Qualquer homem de qualquer época é mentalmente equivalente a você”.
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“Cada movimentação humana, interna ou externa, tem uma reação contrária e equivalente. Viva os movimentos circulares de expansão”.
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“Não acredito em nada porque não acredito em mim. Se eu não existo, nada que pertença ao meu mundo pode existir. Somos o centro da nossa existência”.
(durante o ano passado)
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Reticências (...) – oração da libertação
(Hallelluia)
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I -Gostaria de escrever sobre tanta coisa nessa vida
Mas a maturidade fingida me impede
Me impõe aridez, me impõe cançado das intensidades
Me impõe distanciado e vergonha
Rejeição, crítica severa para si
Para mim – auto – crítica
Autó – psia propícia para acabar com meus resquícios
Dos tempos correntes em fugas
Fulgás.
Tantos foram meus dias de poeta
Tantas foram as lágrimas
Orgulhosas da liberdade do choro
Plenas por poder ser ou não ser
Quando ainda havia a questão.
Hoje há questões de descontinuidade
Questões de barreiras
Questões dos que só sabem dizer:
- Deixa pra lá.
Onde está a questão? Aqui?
Agora?
Onde está o tropical de altitude
Que aconchegava minha ânima
Onde está o Id amigo do Ego
Brigaram – discutiram – erraram
Na raridade do que é espontâneo
O espontâneo equivocou-se ao pensar
O pensamento ponderou, imperou – assassino!
Grito – gritam meus voláteis (talvez volúveis)
Grito – gritam contra ecos do calabouço – calaboca
Que ricocheteia dizeres banidos – bandidos
Heróicos honrosos – horrorosos – apenas ossos
Meu calabouço são ossos de margarida fóssil
Frágil; cuidado
Mas que fossilizou emoções, restringiu pétalas
Bloqueou vibrações, baniu-se a si mesma
Retirou corações, impediu batidas
Seco o choro, seco o alimento, secou deus.
Onde estão meus olhos, cego da cegueira
Pseudo – visionária?
Reticências final dos tempos idos
Resta – restamos – restei – eu ¾ corpo (pessoas da sala – de – jantar)
Eu ½ mente (mente sempre – pinóquio menino)
Eu 1/3 espírito (orações em ¼)
Deus 1/10 eterno (no que nega toda regra)
Onde estou, onde estais, onde estamos
Desboqueio metal, equilíbrio virtual
Virtuose virose hepática – apáticas
Estática na dinâmica das mortes
Vírus e mais vírus e bactérias elétricas
Famintas famigeradas dentições
Que devoram meus sonhos e inocências
E me mata vagarosamente
Apenas por não liberar instintos
Ex – tintos famintos mortos de fome
Come meus amigos, come!
Come o alimento arte do ato à parte
Que reparte em palavras impulsos
Reprimidos
Redimidos, redimensionadas reticências
Que procrastinam o fim além fim
Além vida, muito do que não tem fim.
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Eu invoco vozes veladas
Para vociferarem em favor do brilho
Vigor vencedor vasculhando vitórias
Vacilantes em vigorar vezes várias
Vem, vamos vivendo ventos vastos.
Vendo vidas, vitoriosas vivências
Valiosos valores, que vos vasculham vocês.
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II - Senhores passageiros do expresso poético
Gostaríamos de informar
Que a reunião vai acabar
Não vale no fim chorar
Vale vigorar, vale intra – vociferar (apenas)
Fazendo vencer o conquistar
Para novidades olhar
Claras - evidências merecer
Colegas, juntos vencer
Prazos vingar e o renascer brotar.
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Reticências reticenciando
Reticenciosas de
Reticenciar as vitórias vitoriando
Vitoriosas
De votoriar em vidas vivenciando
Vivenciosas
De vivenciar os deuses em-deusando dádivas
Dadivosas de divinizar.
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Amém.
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(31/3/2006 1:17 pm SP I.O)
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e como diz o blog da regina quando ele não quer dizer nada:
- O que é A VIDA (com entonação) não é minha gente?!
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e desculpem o tamanho do post, ele foi um depositório...
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sábado, 1 de abril de 2006

Desjejum II

É difícil acreditar em coisas que por mais impressionantes que sejam ainda sempre poderão ser fatos irreais, coincidências infinitamente repetitivas, criações da fé e da razão interna, milhões de variáveis que permeiam tanto a vida simples quanto a vida simples permeada por outras energias e planos e, se a perfeição está em não ter controle, em deixar fluir, sentir livre-mente finalmente e etc, ainda sempre sempre ficará por cima de tudo isso a dúvida (pelo menos pra mim) de que tudo pode não passar de farças pessoais e proteção de um véu escolhido e posto por nós mesmos pra encobrir fragilidades e abrandar o sol massante da realidade que queima mesmo sem dó. Não sei não, mas acho que não sei de mais nada.
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Fiz esse texto como comentário num blog de um colega, achei legal e resolvi postar aqui. Esse é o desjejum 2. Quando será que vai chegar a hora do banquete principal? Ainda tenho fome.