quarta-feira, 26 de março de 2008
terça-feira, 18 de março de 2008
Três anos de “Início do Fim..............”
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Hoje meu blog faz 3 anos de existência na realidade virtual. São 376 posts junto com esse que estão lendo agora. Em geral gosto muito deste canto. Ele é o “canto em que a hora e a vez do canto se fez”. Às vezes o canto se faz em outras horas e cantos, mas, ultimamente, este daqui vem sendo o principal canto dos cantos. Não me arrependo de ter escrito nenhum desses tantos escritos e derivados semânticos que aqui estão, até porque, se me arrependesse já teria tirado. Tenho um carinho a mais por alguns deles, não desgosto de nenhum e lembro de todos conforme vou lendo. Já fiz esse teste há alguns meses.
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Há dois anos atrás, no aniversário de 1 ano, fiz 10 posts para comemorar a data e, não sei porquê, publiquei com um dia de antecedência. Ano passado fiz uma super comemoração com 20 posts que eram 20 imagens com umas brincadeiras com os arcanos da humanidade madura. Mas tinha um detalhe, as imagens estavam, em sua maioria, de ponta cabeça. Fala sério.
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Seguindo essa tendência, este ano deveriam ser 30 posts para comemorar, mas não. Este ano, faço apenas uma comemoração pequena, afinal, estudos mostraram que, cada ano de blog equivale a 7 anos do ser humano, mais ou menos como no caso dos cachorros. Comemorar 7 anos, tudo bem. Comemorar 14 anos, já foi algo que exigia certa ousadia e juventude, daí as imagens estarem de ponta cabeça, mas agora, a comemoração dos 21 anos, precisa ser algo mais contido, não é senhor Iceberg – aquilo que pode emergir.
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O blog continua em sua fase azul, no elemento água, mas não mais uma água de enxurrada, afinal, 21 anos, maioridade absoluta, né!!! Agora essa água representa as águas de um Aquarius e a serenidade desta era que se avizinha. To brincando, não há tantos simbolismos aqui, não... Deixo isso para os que se habilitarem.
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Fato é que, essa página faz anos e é mais velha que muita gente por aí. Manter um blog por esse tempo, numa média de mais ou menos 10 e meio posts por mês, não é fácil não. Isso pode ser sinônimo de força de vontade ou ócio, mas prefiro pensar na confluência dos dois para conseguir ser assertivo.
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Uns parabéns para este Blog. Desejo para ele e para mim que a Google ou outros fatores me permitam mantê-lo pelo resto de minha vida.
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Vamos cantar, desta vez, com cifras:
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........G.............D7
Parabéns pra você
..........C.......D.G
Nesta data querida
............G7....C
Muitas felicidades
............G.....D7..G
Muitos anos de vida
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........G.............D7
Parabéns pra você
..........C.......D.G
Nesta data querida
............G7....C
Muitas felicidades
............G.....D7..G
Muitos anos de vida
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p.s: esses pontinhos são pra deixar as cifras nos lugares certos já que o Blogspot está tirando tudo do lugar quando eu coloco pra visualizar a postagem.
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quarta-feira, 12 de março de 2008
terça-feira, 11 de março de 2008
Eu no CIRCO DO SOL
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E lá fomos nós pro Circo do Sol. Era um parque grande e lindo, numa noite linda. Ventava gostoso e estava fresco o ar. Eu adoro vento. Logo desci e vi de longe uma estrutura azul muito alta. Fiz questão de sentir-me pequeno para de novo sentir-me inocente ou o que poderia restar daquilo. Fui me aproximando como se chegasse perto de uma nave. Adaptei-me voluntariamente à magia. Havia bandeiras das mais diversas nações do mundo circundando pelo alto o monte azul que cutucava a noite. Elas tremulavam muito. Eram lindas. Luzes fortes rasgavam o céu e eu fui, bem pequeno, chegando perto e vivendo enfim aquele sonho de estar lá. Fazia questão de não pensar, pois se pensasse choraria, por isso fiquei apenas andando e olhando. Aquela coisa que era tão distante, mas que agora estava ali. Sempre tive vontade de ver. Repeti várias vezes: “Meu Deus, eu não acredito!!!”, mas aquilo era. As coisas às vezes são e nos é difícil de considerar. Aquilo era e pronto. Compramos pipoca, cachorro-quente, refrigerante e adentramos, enfim, a nave azul, o circo do sol no meio da noite do parque grande e lindo.
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Sentei, olhei. Um nó eterno latejava, como agora, em minha garganta.
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Pessoas diversas ainda andavam para seus mundos dali quando homens quasímodos começaram a rondar vagarosamente o fundo do altar pagão. Cordas deixavam-se curvas num céu restrito naquele tempo daquele templo. As pessoas se ajeitavam. Eu olhava e sentia o nó. Construí ali, uma profunda inocência e aquilo me fazia muito bem. Os seres continuavam a caminhar pacientemente mancando pelos cantos do espaço do picadeiro e aos poucos o silêncio foi se fazendo.
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De repente o velho homem quasímodo grita: ALEGRIA. As pessoas reagem de algumas maneiras inesperadas. E outra vez ele proclama: ALEGRIA e algumas pessoas respondem: Alegria.
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Então, ele insiste com força chamando todos e solta do fundo um grito de: ALEGRIA e nós enfim respondemos num grande coro: ALEGRIAAAAAAAAAAAAAAA.
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Nesse momento todo o ambiente é envolvido por música, muita música e dá-se início ao espetáculo. Seres começam a sair voando, rodopiando, viram de ponta cabeça, saltam das alturas, caem de volta, palhaços correm, dançam por entre nós, vozes cantam lindamente, batuques soam, luzes mudam, fogos queimam, aplausos diversos e constantes, muita música que me leva numa entrega absurda e sou sugado pra dentro daquele mundo.
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Penso na vida daqueles artistas que rodam a Terra levando a arte. Penso na disciplina, na entrega, no humano que existe atrás daquilo. Pessoas de diversas partes do planeta compondo algo único. As mensagens são transmitidas sem o uso da palavra. Todos se entendem. Adultos riem de simplicidades, brincadeiras à toa feitas pelos personagens. O salto da criança nos braços do ar nos tira o ar. Todos aplaudem, vibram. E eu, envolto daquele encanto, penso sobre coisas nossas. Uma pitada de maravilha plena!!!
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Após o trapézio, a música tema começou e era sabido que chegara a hora daquilo se acabar. Os artistas começaram a se despedir de nós. Nós levantamos, aplaudimos de pé, gritamos. Eu não cabia mais em mim. Eu queria saltar, sair voando. Sabia que aquela era a hora de desfazer o nó, pois eu tinha me prometido que naquela música a lágrima viria e assim foi. Há muito tempo queria viver aquele momento de ouvir essa música dentro daquele espetáculo e quando fiquei sabendo que viriam ao Brasil, eu tive certeza de que eu iria ver. Sonhava com isso desde que eu tinha pelo menos metade da idade que tenho hoje. Eu acho...
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CARALHO!!! Foi maravilhoso... Muita gente gritava extasiada, assoviava.
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E eu na nave azul feito pequeno pra poder me fazer maior.
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Era o circo musical do sol no meio da noite de ventos num parque grande e lindo, com luzes que cortavam o céu cutucado pela lança rodeada de bandeiras do mundo que dançavam intensamente tocadas pelo ar que ali nos visitava.
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Após as despedidas, dançamos todos juntos aquela música, eles e nós. Parecia um sei lá o que. Findou-se a melodia. Um aplauso especial para os músicos, claro. Rsssss. Eles se foram e nós ainda ficamos por mais alguns instantes imóveis, isso foi claramente visível. Aquela massa de pessoas paradas, anestesiadas. Muitos choravam, outros riam absurdamente.
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Éramos nós ali, no fim daquilo, no resto do sentido e a minha tão bela nave azul pousava devagar. Bem devagar pra não acordar de repente.
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Saí quieto, pouca gente falava.
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Olhei pela última vez a minha nave azul, virei e disse: “Acho melhor a gente correr senão a gente não consegue pegar o ônibus e táxi daqui lá em casa é muito caro”.
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FIM...
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Ouvindo: Alegria – Cirque du Soleil
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quinta-feira, 6 de março de 2008
Polemizaram covardemente
Alguém disse neste blog em resposta ao post sobre os livros do Graciliano Ramos:
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“E isso não acontece com você? Pensar o que nem sempre consegue dizer? E os mudos, não pensam? Argumento fraco”.
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Digo eu em resposta ao comentário anônimo feito no post sobre os livros do Graciliano Ramos:
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Sim, isso acontece comigo. Às vezes penso em coisas que não consigo expressar, inclusive já coloquei posts aqui falando sobre isso.
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E sim, os mudos pensam, pois eles ouvem as palavras e por isso elas estão nas cabeças deles. Já o pensamento do surdo, creio eu que deva ficar um pouco prejudicado caso ele não aprenda as palavras por outros meios, como a escrita, por exemplo. Não falar ou ouvir não impede de pensar, mas, não conhecer palavras, pode prejudicar bastante o pensamento.
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Enfim, dando uma geral: Uma coisa é o surdo/ mudo pensar ou eu não conseguir expressar o que penso. Estou de acordo com as suas perguntas afirmativas e nunca disse coisas contrárias a elas.
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Agora, outra coisa bem diferente são personagens de um livro que pensam sobre os filhos, a lavoura, a seca e outros elementos do cotidiano deles não conseguirem sequer expressar coisas básicas. Por mais fome que uma pessoa sinta, ela ainda é capaz de pelo menos dizer: “Que fome!!!” Nem isso os personagens falavam.
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O contra argumento da Gisele, mesmo eu não concordando, ainda foi melhor que o seu, por ligar, de uma forma meio sutil, a secura externa à secura interna e assim tentar sustentar um possível motivo para que os seres vivos daquele livro não chegassem nem a dizer: “Que fome!!!”
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Eu acho que um livro deve convencer ou, em outras palavras, o livro deve envolver. Na verdade o convencimento, pra mim, vem antes do envolvimento. É condição necessária, mas não suficiente e, por causa desse detalhe primeiro, não me convenceu, não me envolveu e eu não gostei.
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Acho que o grande ponto é a diferença entre “não conseguir expressar pensamentos de uma divagação”, que vão além dos usados no cotidiano e, “não conseguir expressar frases básicas” que estão no mesmo nível do pensamento mínimo de qualquer pessoa minimamente normal.
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Bom, e você, qual é o seu nome??? Você já leu o livro??? Quer dizer alguma outra coisa??? Pode dizer, eu adoro. Não estou bravo, mas também não poderia deixar de responder provocativamente a provocação.
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Enfim, contra argumento fraco, ainda mais por estar sem assinatura.
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P.s: os personagens do livro não são mudos e alguns também não têm nomes como, por exemplo, os filhos do casal. Aliás, você é um deles???
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Ocasiões
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Terça-feira estava saindo pela catraca do metrô da Sé no exato momento em que começou a tocar os sinos da Catedral. Era seis horas da tarde. Eu estava no meio de um bando de paulistanos correndo pra todos os lados, feito humanos no coração de uma selva. Me senti um deles e, quer saber de uma coisa, não foi tão ruim assim...
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Ontem eu saia da própria catedral na hora em que começou a tocar os sinos. Passei em frente ao marco zero e lembrei daquele dia em que amanheci na mesma praça com várias pessoas e, em volta do marco zero, todos cantamos Sampa desafinados e bêbados. Uma maravilha!!!
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