sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Pensar não é tão mau assim...

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“O contexto atual parece figurar-se pela valorização do “fazer”, colocando sempre em oposição imediata com o “pensar sobre o fazer”. Embalados pelo senso comum segundo o qual “criticar é fácil, o difícil é fazer”, somos impelidos a fazer sem parar para pensar, implicando a naturalização de nossa realidade e o distanciamento cada vez maior de uma postura crítica”.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Frase oblíqua

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A tecnologia final é a espiritual.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

CARALHO!!!!!!!!!!!!!!

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"O ÚNICO DIREITO GARANTIDO É O DIREITO DOS MORTOS GOVERNAREM OS VIVOS".
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Frase retirada de um cartaz que divulgava uma festa na FFLCH - USP
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Uma quase poesia

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Um bom bocado de mundo
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O mundo é muito grande e o homem também.
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Mas o mundo é maior.
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Feliz do homem que se contenta com pouco.
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Eu não.
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Mas, pensando bem, um bom bocado de mundo me é muito contentante.
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Fico de boa então...
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domingo, 12 de outubro de 2008

A casa de meu pai tem muitas moradas

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Mas a porta de entrada é meio estreita, viu!!!

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Post 464

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Jésus Martin-Barbero perguntou no Dos Meios às Mediações:
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- Por acaso a aura expulsa da obra de arte se refugiou obstinadamente na profissão?
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E eu respondo:
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- Olha, eu acho que sim, viu!!! Mas, fazer o que né?!?!
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Do fundo que esteja

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O que passa no fundo da cabeça é que é arisco. Não o pensamento quase oral, desses que palavras se encadeiam organizadamente na boca imaginária. Esses são simples de se controlar e definir o silêncio do horário. O pensamento do fundo que vem em blocos inteiros de sentido, às vezes sem palavras correspondentes, esses sim, são os mais fecundos e arredios. Esses dão nós, dão de comer a fantasmas e indeterminações. Esses eu os tenho como aos outros. Sempre. Desde o inaugurado momento do desquite do sono, até o mais derradeiro bailar da razão. Milhares de muitos, tempos e mais tempos de muitos. Os do fundo são os piores. Me raspam a nuca no repente. E são absolutos no instante. Me condenam a flutuar nas imagens, pessoas, fatos, imaginações. Sentidos contrários que desbotam a visão, me põem em cercanias de monstros e iluminações inéditas. Um desordem (sim, um) de rombos do cotidiano. Aspirações malignas, arrebatamentos bruscos de bondade ou o de pior de dentro. Coisas e mais coisas inescrevíveis, inexitantes. Fatais. Vigilância profunda os dominaria, eu sei. E consigo. Vigilância profunda ergue um edifício rígido na nuca, um ouriçado de constância. Ele ocupa o espaço da intuição errônea, induzida por natureza primeira, errata por mim. Me bastaria vigilância inteira? Humm. Mas nem sei se ainda falta querer profundamente. Não sei se me falta ou me sobra e, se sobra, deixe transbordar. Tão profundamente o querer deveria quanto o próprio estalo do silencioso profundo vívido. Daí sim colocaria modos meditáveis. Mas o profundo é vívido. E como vívido. Se profundo vívido, raso seria? Edifício de vigilância. Erguer e destruir o quê, se a desconstrução da construção secular já está encerrada? Erguer a desconstrução já finalizada, construir o repetimento do ainda mais antigo? Não sei se posto-me a prova. Deixe que esteja estando enquanto estiver sendo este benfazejo implícito, pois expoente. Assim penso, mesmo que agora despensando.
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