Mas fico pensando se na minha contagem eu também não me equivoquei, porque realmente posso ter me equivocado, mas nunca errado, porque eu não erro, como sabemos, não no meu caso, mas há aqueles que sim, eu acho, mas não tenho certeza, acho que sim, porém pode ser que não, talvez seria melhor dizer, ou com certeza parcial, não sei. Um meio termo, mas não saberia, talvez sim, ou talvez não, mais ou menos, mas nem tanto assim, porém, não tão pouco. Entendeu? Mas acho que não seria arrogância, mas nem tanto, às vezes sim, mas depende de quem a vê ou a conhece, ou não, talvez sim, mas mais ou menos, não sei muito bem, mas pode ser, como pode não ser, como talvez seria, ou não, sendo ou talvez não, exatamente, mas não sei, talvez um porém, mas nunca um senão, senão seria um tampouco, mas nunca uma todavia, entretanto acho que negaria, mas nunca afirmaria a negação, porque não sei, mas só se fosse algo diferente que não fosse o mesmo, entende? Ou não, mas possivelmente só se fosse um absurdo como seria óbvio, mas assim também não porque um senão seria senão seria um tampouco, todavia de algum modo, mas mais ainda se porém, porém entretanto de qualquer forma um negativo que seja mas que não seria em outro, talvez por não apenas não, mas assim seria sim, se mais ou menos fosse, mas prefiro incógnita. Entendeu agora? Não!!! Mas eu fui tão claro, como não entendeste meu caro?!
terça-feira, 17 de abril de 2007
Indecisão
Mas fico pensando se na minha contagem eu também não me equivoquei, porque realmente posso ter me equivocado, mas nunca errado, porque eu não erro, como sabemos, não no meu caso, mas há aqueles que sim, eu acho, mas não tenho certeza, acho que sim, porém pode ser que não, talvez seria melhor dizer, ou com certeza parcial, não sei. Um meio termo, mas não saberia, talvez sim, ou talvez não, mais ou menos, mas nem tanto assim, porém, não tão pouco. Entendeu? Mas acho que não seria arrogância, mas nem tanto, às vezes sim, mas depende de quem a vê ou a conhece, ou não, talvez sim, mas mais ou menos, não sei muito bem, mas pode ser, como pode não ser, como talvez seria, ou não, sendo ou talvez não, exatamente, mas não sei, talvez um porém, mas nunca um senão, senão seria um tampouco, mas nunca uma todavia, entretanto acho que negaria, mas nunca afirmaria a negação, porque não sei, mas só se fosse algo diferente que não fosse o mesmo, entende? Ou não, mas possivelmente só se fosse um absurdo como seria óbvio, mas assim também não porque um senão seria senão seria um tampouco, todavia de algum modo, mas mais ainda se porém, porém entretanto de qualquer forma um negativo que seja mas que não seria em outro, talvez por não apenas não, mas assim seria sim, se mais ou menos fosse, mas prefiro incógnita. Entendeu agora? Não!!! Mas eu fui tão claro, como não entendeste meu caro?!
domingo, 15 de abril de 2007
Diário do Domingo - 16/4/2007
Não sei porque todos os domingos são sempre iguais, o dia começa numa hora inóspita, vem devagar enquanto durmo e vai se arrastando escada abaixo no silêncio da casa vazia e escura até chegar na cozinha, lá ele prepara o leite, as bolachas, a ressaca vai sendo repensada, digerida com o passar das manteigas e tudo vai indo em silêncio pelas horas desse dia-solidão, daí o dia se dirige até a TV mais próxima e lá fica entrando em vários lugares do sábado, vai perambulando pelos cômodos quietos, as luzes, as ruas, os programas de TV que me fazem rir sem gosto profundo de riso, então o dia vai mancando até o quintal pra lavar umas roupas, rever outras ainda meio úmidas, as plantas fazendo fotossíntese com ruído, o oxigênio sai doendo pelos poros, a lagartixa saúda o olhar numa carreira de medo, tenho dó das lagartixas, o dia também e ele me acompanha por todas as suas horas, os passarinhos que não são sabiás, mas ainda sim são lindos, cantam um pouquinho em cada canto, aqui e ali, tentando esquivar-se do concreto, e as minhas montanhas de domingo claro estão bem longe daqui, desse complexo industrial com resquícios de gente, o dia vem e vai como outros tantos, mas bem que poderia ser um pouco mais gostoso, com umas risadas em conjunto, ou uma companhia pra amanhecer bem, o quarto passou o dia inteiro fechado esperando o retorno, mas a cama não teria sentido redundando-se após ter sido horizontal por outras horas, e assim o sol vai indo devagar pra outro lugar e o dia encasula-se dentro do peito fazendo doer um pouco mais esse dia sem uma palavra dita, tudo em silêncio, um silêncio que não condiz com a efervescência de dentro, mas não me importo, ainda tenho as músicas que ouço agora, o dia as ouve também, ele está aqui em meu entorno, circundando-me, sou preso deste dia, dessa cabeça, dessa realidade, dessas lagartixas, os olhos não vão tão além, não buscam coisas afastadas, eles se resignam no entorno do dia circular, ciclos de 24 horas, horas quietas por aqui que se aproximam do fim para assim terminar mais uma vez em inércia de pensamento o corrente dia de domingo. Um dia que passou quase em branco. Boa noite...
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Escravidão voluntária
Não, não sei se é um lapso de força infinita
ou um suspiro pré-morte.
Não sei se é um grito da exultante vida
ou um choro esquecido da sorte.
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Não sei se seria o teu olhar
ou outro qualquer bastaria
para também me deixar resignado e feliz num canto da noite,
enquanto dúvidas me assombrariam
levando embora minhas certezas de respirar para viver
ou resignar derradeiro
por não ter porque novamente aspirar atmosferas
já que teu corpo seria um solidificado de encantos.
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Sua dúvida no olhar invade as lacunas da minha matéria.
Seu colapso de loucura me inibe pequeno para adestrar-te.
Tamanha selvageria divina não seria digna das mediocridades
vindas desse objeto inanimado no mundo,
vivente somente em ti, excluso da vida
pacato, imundo.
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Sou escravidão voluntária.
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Minha felicidade é reflexo do teu sorriso.
Teu choro é meio maior desespero.
Tua dor é martírio sereno que observo
angustiando retirar-te tuas agulhas
pra transbordar alívio em tua face.
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Tu és opostos-doces.
Contrários que variam entre o amor e o vício,
o princípio e o encerramento
de qualquer verbo conjugado em mim.
Tu és estrada, caminho que arrasto
maravilhando em tuas escórias,
exultante em teus percalços.
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Descalço-me em brasas
para taper-te o chão.
Desnudo-me de olhar
para mantar-te...
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Em vão.
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Não me diga, apenas sei.
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Sou voluntária escravidão.
terça-feira, 10 de abril de 2007
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Postagem de poesia já pronta
Esse texto foi feito em duas etapas. A primeira, que está em azul e tem o título de PIFO, foi feita no dia 4/9/06 às 20:15 numa aula da ESPM. A segunda, que está em vermelho e tem o título de RITO, foi feita no dia 15/3/07 às 21:45 numa aula da FFLCH.
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O segundo texto é espelhado criticamente no primeiro, possuindo uma ordem inversa, que não foi feita somente com a inversão de frases. Ou seja, foi espelhado criticamente. rsss. Lá vai:
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Nota-se agora uma invalidez de palavras
Um excessivo de análises sem base
Um sublimado de egos em desavença
Uma reentrança de personalidades
Que se debatem na arena da banalidade
Perdendo-se acima ou abaixo
Da tolerância ideal conquistável
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Nota-se agora um esquivo esquisito
Um olhar sem rumo fixo
Uma boca que não digo
Um amor que não repito
Um total que só êxito
Uma cama leito vivo
Que em noite exausto, pifo.
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II
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Sonam-burlando-me as vozes velam
Em velas cheias de luz e de lástima
Escorrem desistentes de me socorrer.
Só-correndo a outros campos posso enfim
Renovar os vivos tempos deste que
Desde sempre, sabe-se só em mim.
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II
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Desde sempre sabe-se só em mim
Este que renova agora os vivos tempos
Já que enfim pude correr a outros campos.
Socorrem-me desistentes de escorrer
Em lástimas velas luminosas
As vozes luminosas que desvelam, em paz, o amanhecer.
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I
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Hoje em noite exausto salvo
Vivo lento neste calmo
Pouco exito no percalço
Repetente em bom sabor
Bem dizendo o vivo ardor
Fixando o olhar de amor
Já que bem esquivo do passado.
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Incontáveis ideais me conquistam
Estando eu abaixo ou acima do que aceito
Pois a arena da banalidade é onipresente
E personalidades se entrelaçam aqui feito gente
Contendo ou não egos bons de natural rebuliço
Que balbuciam suas análises excessivas
Feitas de palavras ainda inválidas, porém novamente dignas e notáveis.
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domingo, 8 de abril de 2007
Páscoa 2007
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Páscoa 2006 (só pra recordar)
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3 dias, 300 anos ou mais, horas muito longas de sonhos acordados, esperanças confusas, pensamentos que variavam em segundos, sensações desconhecidas, colinas e mais colinas de tropeços e mato abaixo pedra acima, e eu fui fondo naqueles turbilhos de mantras inventados no improviso da certeza absoluta, ladainhas orações enladeiradas que rolavam muito e eu n`eu. Havia abraços de morça – forca muita força, choros como sempre presentes, falações e “devaneios tolos a me torturar”. Eu continuava fundo fondo indo desbravando alguns caminhos e atropelando tantas coisas que nem sei mais. Muitos dos atropelamentos germinavam atalhos e mais labirintos a serem mapeados, muitos dos rodamoinhos continham o diabo no meio dele como disse tantas vezes João (Guimarães Rosa) no meio das veredas. Acho que veredas existiam dentro e fora de todos os lugares que passei. O grande sertão é interno como o mestre também já disse. O grande sertão é quase onipresente, mas sempre existente, no fundo do mais fundo que ninguém chega existe toda a raiz do mal e do bem ou do bem o do mal e o medo beira o pânico. Rança toco pra ver mais fundo, cavulca cavalgadura em montes aos montes pra ver se estabelece toda e qualquer forma de moradia sadia dentro da escravidão da ferramenta de outrem. Sensibilize-se rapaz, mas não muito porque sensibilidade em demasia gera pinel, painel de exorbidades noite afora, rio abaixo, morro acima, gruta a dentro, poço ao fundo, céu ao léu. (Eu me forço a escrever porque se eu for esperar a hora que eu concorde com tudo que estou pensado e escrevendo pra poder escrever acho que eu não vou fazer nada por algum período de tempo). Também não queria ser medíocre e ficar no meio – termo – mau – gosto aguado esperando brotar água de pedra que secou propositalmente pra poder ir além almejando sonhos de seriedade.
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Eu conheço as pessoas da sala de jantar, algumas mais e outras vezes tantas elas sempre voltam pra me fazer sentar a mesa e encarar olhares escuros, mas um deles não tem rosto. Um deles apenas tem uma mancha de sombra na face e ele fica no lado oposto da mesa da Távola - tábua redonda dos banquetes de porcos pros porcos. Mas as pessoas da sala de jantar ainda estão senzala de sonhar, elas aparecem meio que em tentativas de comunicação de pânico, aos poucos eu sempre lembro delas, alguns velhos outros menos, mas todos e cada são muitos. Parece que a vida habita os corpos na forma mais limiar que existe. Uma forma muito mais limiar que essa que existe em nós, nas entrelinhas das palpitações do coração. Essas pessoas são ocupadas em nascer e nunca mais morrer. De pão e circo e arte elas vivem, mas por enquanto sobrevivem. E discussões absurdas fazem parte do corpo calado calejado e latejante dessas. Mas aquele sem rosto e oposto continua mudo na imensidão das palavras em cadeia. A sala de jantar fica no fim do corredor sem fim depois que todas as possibilidades de escuridão se apagaram no breu sem referências.
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300 anos. Cada cantoria dizia tanto que não seria possível lembrar nem se a memória ainda existisse. 300 anos e muito mais ainda. Mas só 3 dias, quem diria que tão pouco que pouco foi, poderia gerar tanto mesmo que esse tanto não seja quase nada.
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Não consigo mais escrever.
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Então:
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Louva – a – Deus O Cavaleiro
Em Guardanapos de Papel
Banhados dO Rouxinol
Que canta pela Janela para o Mundo,
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Mas
E Agora, Rapaz?
Todos nós ainda estamos recém Levantados do Chão
E Os Tambores de Minas já estão a soar.
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Páscoa 2007
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Enfim a nova!!!
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Um lindo sol surgindo por entre as chuvas, ilumina de renovação o meu fim de páscoa boa. Depois de 40 dias de muitas provações, um sacrifício triplo de não fumar, não beber e não cortar a barba, um pós-carnaval infernal de insônia pela falta da nicotina, umas semanas de perna quebrada que exigiam de mim boas forças de vontade pra todas as tarefas mais banais, depois de tantas coisas que nem sei mais, vejo me banhado do sol amarelo que reflete educadamente pelo meu quarto, de paredes limpas de alegria de por do sol de sacrifício bom de música animada de coisas todas de mais em mais. Um ritmado de batidas que me embalam e rebatem contra os cantos desse quarto lavrado no branco esculpido retirado do fundo de tudo que estabelecia-se como maduro por entre as gretas porcas, mas que agora cantam o amarelo do sol, o perfume das boas coisas, a leveza do renascer, a majestade de coisas tão imperceptíveis para o mim de hoje que nunca, ainda que por pena, não será mais o passado, não há mais condições, nem o que fora há um ano, nem o que era a mais tempos de outrem, sei lá. Não me importa, que me importa, quem se importa, agora digo que não, talvez daqui há minutos sim, mas agora não. Achou que homem pode ser tudo, menos simples, simples é meio difícil. É meio simples demais. Simplicidade é achável, mas nunca condição intrínseca a nós. Hoje quando tirei quase 50 dias de barba não me reconheci, juro por Deus. Parecia que ia tirando um pedaço do meu rosto conforme ia fazendo a barba. Desfazendo da face pra fazer outra por detrás, esculpindo como esculpi meu quarto num processo de calefação. As paredes escorrendo e caindo por água abaixo, meus pedaços se desfazendo restando um olhar obscuro encantado, indagativo, inquieto que me olhava por destras do espelho embaçado. O quarto se desfez em muito mais, espaços, caveiras filtros dos sonhos indo embora enquanto soava “Manuel, o audaz” na minha cachola, alma livre, corpo livre e tudo ia escorrendo pelo carpete com gritando o sangue de quem é arrancado na hora necessária. Como não haveria de ser assim. Foram alguns dias de lapidação química pra chegar até essa hora. Músicas presentes que agraciam o espaço, que soam em milhões de freqüências, dizendo-me coisas ocultas que ainda devem dormir, mas um dia serão bradadas bravas por serem óbvias, mas que se resignam muito bem no aconchego dos glóbulos e das pituitárias. Bradando os bárbaros, eles se rebelam contra si mesmos, calando os sábios eles geram a incongruência do interior em chamas, carente, que sai pra comer terra e barro na caminhada do caminho que se faz em presença do caminhante. Alguns me disseram coisas lindas, é lindo ouvir coisas de outros melhores que nós, nós faz tão pouco e é muito bom ser pouco, mas ser inteiro, magnificamente grande naquele vão livre reservado pra nós. Minhas instâncias se desmoronam num misto de música e cara estranha do espelho. Desligo a tela do computador só pra ver se me reconheço, mas ainda não me vi em mim. Estranho, algumas horas sem barba e nem por isso estou comigo, face a face. Estou com uma cara de muito novo. É impressionante como sou outro. Não por dentro, por dentro menos. Mas por fora, meus olhos não acreditam no que vêem. Quantas instâncias fariam um instante? Há coisas que unitárias ou infinitas fazem algumas outras únicas que se passam por vez, esse é a vida. Escrever por imprecisão é como gritar até ficar rouco e ainda sim prosseguir adiante sem dó, mas a voz se refaz quantas vezes forem necessárias até o impulso dormir aconchegante no fundo do que não é facilmente tocável. Multiplicidades, palavras com sonoridades e outras tantas conjunções que se entrelaçam nessa Páscoa. Eu sabia que não haveria de falhar, não haveria de ser diferente. O mundo desabrocharia, pelo menos o meu mundo desabrocharia mais um pouquinho. Não me engano por pouco, é xik ser assim hoje em dia, lúcido e tenaz. Mas não é por isso que digo isso, digo porque realmente é fortalescente e neologístico o que digo agora. A páscoa condizente com tudo está aí, soando nos grotões das entranhas mesmo urbanas, ainda que menos pulsante, mas ainda humanas e encruzilhantes entre as formas de estar por aqui. Formas dos meios ditos que dizem tanto que nem seria necessário ser outro alguém, talvez nem eu, mas com certeza óbvio. Só restava mirar e ver hermano. Rapsódia diária da sarcástica urbanidade desde florescente entardecer amarelado blasé como tantos outros que se desmistifica da caraça engomada e me refaz num total sem capas de unhas ou pensamentos inacabados. As capas esvoaçam na direção da música que ouço no memento. Acordes maiores sucessivos que crescem um após o outro vão embalando palavras que já quiseram engomar num englobo do globo, mas agora estão se festilizando num escampado de possibilidades onde a escrita não é pensamento nunca ainda que sempre. A escrita é simplesmente uns dedos que se mexem. Assim seja. Ave Páscoa. Amém.
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Não consigo mais escrever.
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Então:
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Oh, Louva – a – Deus cavaleiro, sempre.
Seja em Guardanapos de Papel
Seja no canto dO Rouxinol
Que canta para a Janela pelo Mundo.
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Mas,
Agora sim né, Rapaz!!!
Todos nós prosseguimos ainda que arrastantes
Pois estamos apenas recém Levantados do Chão
Como não seria assim!?!?!?
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Mas, pense bem,
Veja pelo lado bom,
Os Tambores de Minas ainda estão a soar.
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Uma curiosidade: esses escritinhos do fim dos dois anos são feitos encima de nomes de músicas do CD tambores de Minas do Milton Nascimento.
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Boa Páscoa pra todos...
terça-feira, 3 de abril de 2007
A vós, meus avós!!!
“Há homens (e mulheres) que lutam um dia e são bons
Há outros que lutam um ano e são melhores
Há aqueles que lutam muitos anos e são muito bons
Mas há os que lutam toda a vida
E esses são os imprescindíveis.”
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Berthold Brecht.
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I
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Há homens e mulheres que se gabam por terem ricos salários
Há outros que se gabam por terem grandes propriedades
Há aqueles que se gabam por serem belos
Mas há os que transmitem ensinamentos com apenas um beijo
E esses são os imprescindíveis.
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Há homens e mulheres que buscam fama e sucesso
Há outros que buscam serem reconhecidos como inteligentes intelectuais
Há aqueles que buscam muita cultura universal
Mas há os que se resignam conscientemente aos preceitos de Deus
E esses são os imprescindíveis.
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Há homens e mulheres que produzem obras de arte magníficas
Há outros que produzem construções duradouras
Há aqueles que produzem planilhas com cálculos gigantescos
Mas há os que alimentam dia-a-dia o mesmo lindo amor
E esses são os imprescindíveis.
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Há homens e mulheres que almejam serem chefes
Há outros que almejam manter sua moral intacta
Há aqueles que almejam o primeiro lugar da vida
Mas há os que se tornam alicerces de famílias inteiras
E esses são os imprescindíveis.
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Há homens e mulheres que planejam férias no exterior
Há outros que planejam uma aposentadoria farta
Há aqueles que planejam curtir a vida intensamente
Mas há os que fazem da própria vida sua maior obra
E esses são os imprescindíveis.
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Há homens e mulheres que constroem empresas internacionais
Há outros que constroem uma legião de fãs
Há aqueles que constroem estradas longínquas
Mas há os que semeiam a sabedoria das ações
E esses são os imprescindíveis.
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Há homens e mulheres que querem dar a última palavra
Há outros que querem sexo cotidiano
Há aqueles que querem a comida mais cara do cardápio
Mas há os que fazem das marcas um manifesto de respeito
E esses são os imprescindíveis.
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II
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Como não haver céu se eles um dia se irão daqui?!
Como não haver Deus se eles rezam?!
Como não haver amor se eles são?!
Por isso eu digo que
Há os que se tornam comprovações do eterno
E esses são os imprescindíveis.
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