Há qualquer coisa de suicídio homeopático
no vício do cigarro; alguma intenção débil de corromper a languidez da vida, velando-se
no auto-engano permissivo.
Uma espécie de libertinagem ilusória e covarde que
resvala o cotidiano, traçando uma ponte entre o tempo indeterminado do amanhã,
e a urgência de controle do destino.
Um ato quase involuntário de
dizer caladamente, à hipótese inaudível superior, que não se desquer a vida,
mas também não se aceita totalmente o velar da matéria que, por vezes, demora a
perecer mais que a alma.
Uma alma recatadamente alarmada, mas consciente de sua
situação o suficiente para se permitir podar, alguns dias que seja, esta angústia
inalienável chamada...
Vida!