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O poder é anterior ao querer.
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O que eu posso é mais profundo
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Do que aquilo que eu quero.
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O poder é um querer que sabe de si.
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O poder é anterior ao querer.
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O que eu posso é mais profundo
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Do que aquilo que eu quero.
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O poder é um querer que sabe de si.
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Eu chorei ao desvencilhar-me de uma razão que não condizia com meu coração. O ponto ao qual havia chegado não me satisfazia, embora não conseguisse ir além.
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Ao ver aquelas crianças na rua, uma delas sem perna, resolvi comprar umas bebidas já que estavam comendo farinha com arroz e precisavam de algo para adoçar a boca e auxiliar a saliva. Depois de deixar que escolhessem, paguei uma Fanta Uva, um Nescau pronto e um suco Del Vale. Um para cada. Andando mais um pouco, pus-me a pensar bebadamente, e foi então que veio, como num assalto, a conclusão que, antes, eu não conseguira chegar:
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Não cabe a nós julgarmos se elas foram merecedoras daquela condição, pois não temos direito para tanto e nem capacidade de análise tão profunda. Mas, por outro lado, é sólido à nossa condição, ajudá-las. Para isto, sim, temos razão suficiente e simples, que é justamente aquele bem-estar absoluto, ainda que temporário, de termos proporcionado um outro bem-estar, ainda que também temporário, a outro alguém.
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Dormi bem aquele dia!
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Autor meio uruguaio, meio argentino, com uma vida onde a morte foi bem presente. Primeiramente pela morte prematura do pai (não sabem se foi acidente ou suicídio), depois pelo suicídio (esse sim, comprovado) do padrasto que, paralítico, segurou o cano da arma com os dentes e puxou o gatilho com o pé (Que horror!) e também pelo próprio autor ter matado, sem querer, seu grande amigo quando examinava uma arma. Casou descasou, casou de novo, sempre com mulheres bem mais novas, o que não agradava as famílias das garotas. Fazia experiências com seus filhos, deixando do os sozinhos dentro da selva, ou dependurando-os a beira de barrancos, coisas do tipo.. Acho que não foi um sujeito muito ajustado das idéias, né!
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Enfim...
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A obra é bem legal! São 186 páginas divididas em 15 contos de tamanho variável. São eles:
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1. Uma estação de amor
2. O solitário
3. A morte de Isolda
4. A galinha degolada
5. Os barcos suicidas
6. O travesseiro de plumas
7. À deriva
8. A insolação
9. O arame farpado
10. Os mensá
11. Yaguaí
12. Os pescadores de vigas
13. O mel silvestre
14. Nosso primeiro cigarro
15. A meningite e sua sombra
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Os contos são muito forte e realmente, como dito nas notas do fim do livro: a narrativa fica pulsando dentro do leitor, mesmo depois de encerrada a leitura.
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Dentre amor, loucura e morte, o que é mais constante, com muita certeza, é a morte, daí o parágrafo inicial dessa “resenha ou quase”. Há morte por degolação, morte por picada de cobra, morte por picada de inseto, morte por doença, morte por envenenamento, morte por suicídio, morte por sede, morte de gente, morte de animal, morte de cachorro, morte fingida, morte latente. É uma mortalidade total, salvando apenas alguns poucos, dentre eles o último que, para aliviar um pouco, narra um caso de amor bem sucedido.
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Mas é imprescindível dizer que o autor domina muito bem a arte da concisão. Suas estórias se abrem rapidamente nas primeiríssimas linhas, como se, de repente, já houvesse no cenário, que ainda será composto, elementos conhecidos do leitor. Além disso, alguns contos, como o famoso “O Travesseiro de plumas” ou o “À deriva” impressionam pelo pequeno tamanho e tamanha intensidade: não são maiores que 7 páginas ou 6, mas, ainda assim, transmitem sua mensagem fortemente e nos tocam!
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Gostei, mas demoraria um pouco até tomar contato novamente com alguma outra obra desse mesmo autor...
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Pra encerrar, copio aqui o “Decálogo do perfeito contista” feito pelo próprio autor e presente nesta edição da editora Abril.
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1 - Crê em um mestre - Poe, Maupassant, Kipling, Tchecov - como em Deus.
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2 - Crê que tua arte é um cume inacessível. Não sonhes alcançá-la. Quando puderes fazê-lo, conseguirás sem ao menos perceber.
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3 - Resiste o quando puderes à imitação, mas imite se a demanda for demasiado forte. Mais que nenhuma outra coisa, o desenvolvimento da personalidade requer muita paciência.
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4 - Tem fé cega não em tua capacidade para o triunfo, mas no ardor com que o desejas. Ama tua arte como à tua namorada, de todo o coração.
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5 - Não comeces a escrever sem saber desde a primeira linha aonde queres chegar. Em um conto bem-feito, as três primeiras linhas têm quase a mesma importância das três últimas.
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6 - Se quiseres expressar com exatidão esta circunstância: "Desde o rio soprava o vento frio", não há na língua humana mais palavras que as apontadas para expressá-la. Uma vez dono de tuas palavras, não te preocupes em observar se apresentam consonância ou dissonância entre si.
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7 - Não adjetives sem necessidade. Inúteis serão quantos apêndices coloridos aderires a um substantivo fraco. Se encontrares o perfeito, somente ele terá uma cor incomparável. Mas é preciso encontrá-lo.
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8 - Pega teus personagens pela mão e conduza-os firmemente até o fim, sem ver nada além do caminho que traçastes para eles. Não te distraias vendo o que a eles não importa ver. Não abuses do leitor. Um conto é um romance do qual se retirou as aparas. Tenha isso como uma verdade absoluta, ainda que não o seja.
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9 - Não escrevas sob domínio da emoção. Deixe-a morrer e evoque-a em seguida. Se fores então capaz de revivê-la tal qual a sentiu, terás alcançado na arte a metade do caminho.
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10 - Não penses em teus amigos ao escrever, nem na impressão que causará tua história. Escreva como se teu relato não interessasse a mais ninguém senão ao pequeno mundo de teus personagens, dos quais poderias ter sido um. Não há outro modo de dar vida ao conto.
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Livro composto por 6 contos de médio porte. São eles:
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1 - O professor de letras
2 - O assassinato
3 - Os mujiques
4 - Iônitch
5 - Em serviço
6 - No fundo do barranco
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Com textos de fácil compreensão e leitura ligeira, eles retratam diversos aspectos da Rússia do século XIX e início do século XX, época vivida pelo escritor. Anton Tchekhov passeia pela realidade dos pobres e dos ricos, habitantes urbanos ou rurais com muita propriedade, fazendo desta e de outras obras, também de sua autoria, um amplo painel russo.
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O autor é considerado um dos maiores contistas de toda literatura, sendo que, não só um, mas diversos de seus contos aparecem nas listas das melhores narrativas curtas da história.
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Análises psicológicas rápidas e não muito maçantes, descrição de cenários rurais, presença forte do realismo, como também de discussões sobre Deus e religião. O clima, na figura do inverno, também é bastante presente. A fome, a morte, grandes núcleos familiares onde se passam as tramas, bêbados, homens acabados, mendigos, bem como intelectuais das artes e madames, fazem parte do conjunto de personagens retratados nesta obra.
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Gostei! Foi bem rápida a leitura. Uma prosa assentada, sincera, madura, sem muitos floreios, boa para ler no ônibus ou ler para descansar antes de dormir.
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p.s: nome do autor em Russo é Антон Павлович Чехов
p.s 2: eu adoro a Rússia!!! Nem sei porque...

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A simplicidade deve vir depois de muita procura
O automatismo simplista do quase-homem
É ordinariamente debochante-silencioso de si
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A simplicidade é um núcleo de uma desbastada espiral
Rallentando singela de um porvir cristalizado
Prospectante de sentimentos-diamante
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Simplicidade é um núcleo belo e assentado
Em meio a um jardim de caminhos abertos
Que não se caminha por se saberem além-errados
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II
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Tende a descuidada simplicidade à mediocridade
Mais que a intensidade ao exagero
Ou mesmo a própria loucura ao pó
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III
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A simplicidade não é o sábio oriental
Que não anda
Por conhecer todas as montanhas
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Mas o próprio calçado desgastado
Largado à beira da porta
Antes de um derradeiro passeio pelo mundo
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Já que o próprio mundo
É mesmo a continuação permissiva
De seu mais íntimo e profundo lar:
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O sorriso-sim!!!
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Livro de poesias que ganhei do próprio autor, durante a turnê Pega Fogo Cabaret. É composto de quase 100 poemas.
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Alguns bem pequenos, como:
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Anne,
traga
Um poço
de
leite
pra
Mim!
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Outros um pouco maiores, como alguns que estou com preguiça de copiar aqui.
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Alguns bons, como:
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O frio que cala a alma
é o mesmo ar que conduz
qualquer silêncio.
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Preciso mudar minha estação.
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Outros nem tanto, como:
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Qualquer raio pode ser resplandecente
que nem o gozo de elipse
a natureza faz a dança
brinca de criança
e finge de anormal
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Entre ondas magnéticas
a atração é ao ar livre
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É quase fenomenal,
pois rompe o material
neste mundo plástico.
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Em geral, o tom de desconstrução constante, às vezes, me soava excessivo, noutras era convincente, mas poderia ter sido um pouco evitado. A vontade de escapar de padrões acabava virando um novo padrão aprisionador, não deixando o autor ir além. Foi esta a minha impressão!
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Ficou balanceado a quantidade de poesias que me agradaram e as que não me agradaram. Há também uma ligeira constante em relação aos temas, como: ressaca, amores dilacerados, alucinógenos, mente bagunçada, o som e uma tendência a estéticas estrangeiras, elementos não tão presentes no cotidiano brasileiro. Este último ponto me agradou!
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Me parece também que faltou uma boa revisão, pois encontrei diversos erros na grafia das palavras. Houve também um caso mais grave de repetição de poesia. É necessário dizer que, por mais que devamos levar em conta que é um livro de caráter semi-profissional, esses cuidados deveriam ter sido tomados, afinal isso desvaloriza a obra e enfraquece o envolvimento do leitor que pode tender à descrença por estas falhas.
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Por conta disso, às vezes eu não sabia se a falta de um ponto ou de uma letra maiúscula numa frase era proposital ou um erro. O autor mexeu um pouco com diferenças na distribuição das letras pela folha, usando às vezes texto justificando, às vezes letras menores, espaçamento diferente; também por se utilizar desses recursos gráficos, é que o cuidado na revisões se torna mais necessário.
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Recomendo uma leitura!
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Por fim, dentre algumas, coloco uma poesia (a propósito, nenhuma tem título) que achei bonita:
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Como se esconde o egoísmo?
se os deixasse em travesseiros e nos trens tudo bem...
o problema é que o ego mora na pequena distância
entre o homem e seu deus.
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Tudo é um círculo de vícios presentes
em bons pedaços distribuídos, em corações pulsantes.
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Todos nós somos cabeças rolantes
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A verdade é que as horas apunhalam
os sonhos e os sonhos apunhalam
o que está atrás dos olhos.
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p.s: acredito que a frase “se os deixasse em travesseiros” deva ser “se o deixasse em travesseiros”, porque se trata do egoísmo.
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Vi ontem.
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Gostei da película, mas prefiro o filme sobre a vida do próprio Chico.
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Nosso Lar também é legal, mas me parece que o primeiro é mais bem montado, tem mais conteúdo, profundidade e maturidade artística.
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Os efeitos de Nosso Lar são lindíssimos, nem parecia filme brasileiro (uma das primeiras coisas que me passou na cabeça), mas a fantasia e, porque não, a apelação, teve um papel excessivo dentro do espaço criado pelo diretor e roteirista Wagner de Assis.
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E, como não se deve fugir ao propósito inicial do psicografante do livro, que era o de trabalhar com profundidade as questões espíritas, acredito que, neste aspecto, o filme deixou a desejar.
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Não que não houve conteúdo, mas é que, para um tema tão amplo e cativante, as possibilidades exploradas foram poucas e fracas.
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Algumas cenas foram muito legais, como a da menina que toca piano na casa do André Luiz quando ele, o pai, volta para visitar a família como espírito. A cena do reencontro dele com a mãe, a reação das almas no Umbral quando um mentor vem para lhes oferecer ajuda. Pontos como esses merecem ser vistos!
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O filme sobre Chico Xavier é mais simpático, envolve mais, tem um clima mais gostoso. Não tiro os méritos de Nosso lar, mas ele tem uma qualquer coisa de assepsia humana que não me agradou.
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E este texto pode ser apenas uma tentativa de racionalizar uma preferência pessoal que nem eu mesmo sei bem o porquê!!!
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Mas vale a pena assistir!
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