Eu quero uma casa lotada de vento
Amalgamada de ares e ludicidades leves
Onde eu possa me sentir
Um pouco mais além de mim
Ou um pouco menos aquém daquilo que pude ser
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Eu quero uma casa lotada de vento
Eu quero uma casa encharcada de etéreos
Onde eu possa me sentir
Cedendo a um convite natural
Que me convença a me tornar
Um pleno qualquer
De todas as coisas possíveis
E não só um homem escravo
De todas as coisas pensáveis
.
Eu quero uma casa lotada de vento
Eu quero uma casa de paredes irrisórias
Eu quero uma casa-mundo sem solidões
Onde eu possa me sentir
Um pouco mais liberto e descansado
Um pouco menos medroso e ansioso
E talvez um tanto amalgamado e superior
Aos vazios que me gritam constantemente
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Eu quero uma casa lotada de vento
Eu quero uma casa lotada de seres comuns
Eu quero uma casa lotada de homens como eu
E que ela me carregue pela vida
Levando-me enfim
Levantado e exultante
Levado e lívido infante
Leve e vívido
Vivendo e aceitante
Daquilo que a inalterável vida
Fez do que me esperancei em ser
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Eu quero uma casa lotada de vento...
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