sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

29 de fevereiro

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O primeiro vinte e nove de fevereiro a gente nunca esquece, né?!?! Eu não tenho nem três anos de idade e estou adorando viver o meu PRIMEIRO VINTE E NOVE DE FEVEREIRO.
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Por isso, como o Wagner está meio com preguiça de postar coisas aqui, eu resolvi, por mim mesmo, colocar umas palavras para demonstrar minha alegria. Acho que será inesquecível. Vou me lembrar por muito tempo deste primeiro 29 de fevereiro. Um ano bissexto, de marte. Coisas cabalísticas. Eu não gosto desses assuntos como meu dono, sabe?!? Ele é mais envolvido nesses assuntos. Eu já sou mais cético, mas nem por isso fico alheio a essas coisas.
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Bom, empolguei um pouco!!!
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Vou aproveitar esse momento pra fazer um desabafo. Eu não gosto desse nome que o Wagner me colocou dessa vez. Eu preferia cavalgadura aos montes. Até viajantes do infinito era mais legal que “iceberg – aquilo que pode emergir”. Que bobagem é essa de “o que pode emergir”?!? Que falta de gosto botar um nome meio americanizado em mim e ainda por cima um título com um pós-título. Esse pós-título me parece um comentariozinho sobre a idéia que ele teve. Umas aspas abertas com o intuito de esclarecer a sua super idéia. ÓÓÓÓ, como eu sou bom!!! Akakaka. Espero que ele não delete isso. Se ele deletar, eu vou entrar em crise e vou mudar a minha senha-dele. Akakaka. Blogs também podem ser maus.
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Bom, enfim, não gostava disso há muito tempo e precisava desabafar, afinal de contas, não é todo dia que o Wagner se descuida e eu tenho a oportunidade de falar diretamente com os esporádicos leitores de mim.
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Pois vocês podem não saber, mas, ao contrário do Wagner, eu sei a quantidade exata de pessoas que me acessam. Vocês estão pensando o que?!?! Eu sou levado até todos os computadores que me chamam, por isso eu sei quantas e quais pessoas me lêem. Enquanto vocês me olham, eu também estou olhando vocês.
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Aliás, olá, como vai você??? Volte sempre por aqui, viu...
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Enfim, bom finalzinho de vinte e nove de fevereiro pra você...
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Abraços.
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Assinado: O que queria ser “Cavalgadura aos Montes”
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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Que bonito isso!!!

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"A leitura faz o homem completo. A conversação torna-o ágil. E o escrever leva-o a ser preciso."

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Francis Bacon

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Postagem 369

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Eu prometi pra mim que quando chegasse na tricentésima sexagésima quinta postagem deste blog eu iria fazer uma média entre postagens e dias pra saber com que freqüência eu posto coisas aqui. Então, aí estão os cálculos com números arredondados:
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Foram 1058 dias de blog e 365 postagens de 18/3/2005 até 09/02/2008.
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Com isso temos:
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+ ou - 0,35 post por dia
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ou
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mais de um post a cada 3 dias.
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É claro que isso é só uma média, porque, por exemplo, pegando extremos, no mês de janeiro de 2007 eu escrevi somente duas vezes, enquanto que, em outubro desse mesmo ano, foram publicados 48 posts.
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É isso. Está cumprida a promessa.
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Para jogar fora um papel

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Estou jogando fora alguns papéis aqui em casa e não queria perder esses escritos que estavam num deles. Por isso vou colocá-los aqui. Achei o primeiro mal argumentado, o segundo eu acho que as conclusões estão falhas ou até erradas e o terceiro é o que mais me agrada. Será que é porquê foi o último que escrevi há dias atrás??? Rssss. Eita mudança regada de loucura que não acaba nunca...
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Primeiro - Maquia (velando)
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O amor é uma retidão. Ousaram considerar o amor como o sentimento perfeito, por não haver maldades, cobiças e invejas diretamente atreladas a ele. O amor não é, senão, a mais profunda enganação a qual o homem pode se sujeitar. O amor é energia individual e, como energia individual, ele não passa de algo relativo, resquício e fundamentalmente limitado no indivíduo e limitante do indivíduo. O amor é uma máscara que se orgulham de usar. Ele embeleza a realidade e distancia o indivíduo de ações efetivas. O amor poda o direito que o próximo tem de debater e com isso se debater e fortalecer-se. A realidade se aproxima com a vinda do intruso, mas nunca poderemos tocá-la. O amor distancia a realidade. O amor é egoísta, pois tem como uma de suas principais conseqüências, o bem-estar do indivíduo que o sente, ou conseguiu se enganar a ponto de crer profundamente que o sente. O amor é egoísta, pois poda os outros do atrito, das palavras imediatistas e por isso as mais condizentes com a situação em muitos casos. O amor universal é uma tentativa dos humanos de anular as naturalidades de “estar ser-humano”, o que mostra um repúdio em relação a um estado que deveria ser visto como um presente, uma chance de gozar das angústias e delícias de possuir uma morada física. 6/12/2007 – 19:30 – FFLCH
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Segundo
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Será que eu consigo me envolver numa mudança tão grande a ponto de me mudar realmente em pontos que estão enraizados no menos melhor de mim? Tudo é questão de convencer-se. Convencer-se a ponto de não restar um “porém” que se escape em manifestação física. Não me importo com fluxo do meu pensamento desde que ele não modifique meu linguajar físico. No momento não consigo.
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Terceiro
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Às vezes pensamos e entendemos coisas sem que esse entendimento se configure em nossas mentes através de palavras. É apenas uma sensação, um vislumbramento intenso do sentido sem, no entanto, ser uma visão nítida e já pronta para ser oralizada. É sobre essa sensação que me refiro na frase: “A inteligência não é o raciocínio, mas antes a sensação do entendimento”. A grande chave desta frase está na palavra ANTES. Através dessa palavra eu não nego que a inteligência seja o raciocínio, eu apenas digo que, antes de ser o próprio raciocínio, a inteligência e a sensação que temos de entender coisas diversas e que essas sensações podem depois se tornar raciocínios oralizáveis. Um prova de que esse pré-oral é existente e consistente, são aquelas ocasiões que em que nós sabemos o que temos intenção de dizer, não achamos a palavra certa para expressar, mas nem por isso temos dúvida de que temos noção do que será dito.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Falando bobagens

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A filosofia é a arte de institucionalizar intuições. (ou pelo menos é a tentativa de...)
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sábado, 9 de fevereiro de 2008

Postagem 366 - ano bissexto

(A exagerada imaginação é um claustro caso não haja boa memória).

Disse e concordo

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Pense na vida de maneira ampla, mas aja pontualmente.
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ou
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Aja pontualmente, mas pense na vida de maneira ampla.
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Personagem fictício e amplo

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Sabe quando os cheiros rebatem no fundo da cabeça, quando os sons ricocheteiam na cachola, as conclusões não duram 3 segundos ou o que te passou na cabeça agora não pode ser resgatado ainda agora e nunca mais, mas somente quando eles resolverem voltar por conta própria? Sabe aquela maior força que vem do nada, mas se anula em instantes? Sabe a sensação mais segura do mundo que se perece em migalhas sem sentido que já não fazem nem desfazem depois de viradas um acréscimo colado às costas? Sabe o que é sentir de maneira instantânea e avassaladora tudo que te chega, mas não se tem certeza de nada, daí tudo já era e sobra aquela vontade de resgate e de perpetuação que visa fixar conclusões impossíveis já que nada se conclui? É isso...
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Postagem 363 - Cãibra

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A sexta-feira de folia mal começava e eu já chorava o início da quaresma.
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Janeiro mal acabou e eu já sofro pelo ano ligeiro que se esvai.
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Manhã, tarde e noite não passam de um eterno copilar inerte e assim o mundo passa continuamente por sobre o meu marear vidrado.
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Será assim mesmo?
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Duas coisas sobre dois livros

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Eu não gostei de Vidas Secas e nem de Angústia de Graciliano Ramos e já explico porquê.
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Em Vidas Secas, Graciliano cria personagens exaustivamente simples, mas não é esse o problema. O problema está no fato do autor atribuir pensamentos com um certo grau de elaboração a personagens que quando vão se comunicar entre si apenas grunhem como animais. São exaustivamente simples no falar, mas não no pensar. Ora, se eles são capazes de pensar coisas um pouco elaboradas, o que os impediria de dizer coisas compatíveis já que para pensarem eles necessitam de vocabulário semelhante ao da fala? O ser humano encaminha seus pensamentos através de palavras, então por que um personagem que pensa sobre sua própria condição não poderia virar para sua companheira que está do seu lado e dizer: “Olha, acho que não estou muito bem hoje”? Isso seria apenas deixar soar palavras que já estão presentes e passando dentro da cabeça dele. Por essa sutilidade os personagens não fazem sentido, o livro não convence, não envolve e não me agradou.
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Já em Angústia, o autor, na minha opinião, também comete um erro sutil ligado a pensamentos e consciência humana de modo geral. Enquanto em Vidas Secas ele quis construir personagens muito simplórios, em Angústia ele quis envolver-nos nos pensamentos de um personagem extremamente pensante, criativo e confuso em sensações. Para isso ele fez um livro inteiramente narrado em primeira pessoa. Óbvio que isso, por um lado, aproxima o personagem do leitor, mas, por outro, restringe a narrativa a percepções individuais e unilaterais. Até aí tudo bem, já que Grande Sertão: Veredas é feito dessa maneira e nem por isso é um livro pequeno e incongruente. O problema dessa unilateralidade é que o desenrolar da história está atrelado ao modo-pensantis do personagem e, o que ocorre em Angústia é que, o personagem começa a enlouquecer, mas nem por isso suas formas de pensar começam a se modificar de maneira gradativa. O personagem tem acessos de loucura que são muito bem narrados por ele mesmo e, no ato de narrar suas próprias loucuras, o personagem mostra uma grande lucidez apesar de estar falando de sensações completamente fora dos padrões convencionais. Ele narra de maneira exemplar aqueles estágios de confusão mental onde os pensamentos não são lineares, não são bonitos, não fazem sentido. Novamente um conflito não planejado se instaura e o personagem não faz sentido, o livro não convence, não envolve e não agrada. Este tal estágio de confusão mental/ verbal é demonstrado apenas no final do livro e se inicia de maneira repentina, como se de repente o personagem tivesse enlouquecido, o que piora o poder de convencimento da obra. Eu não sei como se poderia demonstrar a progressão da loucura do personagem sem interferir na boa fluência da narrativa contada por ele mesmo. Talvez a saída seria apelar para o narrador em terceira pessoa, assumindo, em determinado estágio, que o personagem não estava mais em condições de dizer coisas sobre ele mesmo. Seria uma maneira. Mas sabe?!?! Quem disse que é necessário fazer melhor para poder criticar?!?! Akakakaka
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Conclusão: A conclusão é que eu não tenho conclusões além dessas já descritas.
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