quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

2008

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- Atenção, isso é uma potencialização!!!
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- Que isso?!?!?!

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- Mas é... Olha aí!!!

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p.s: 2008

domingo, 23 de dezembro de 2007

Fim de ano

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“Todo fim é quando tudo está no ar”. E nesse derradeiro de fim... éhhh, assim como que... éhhh. Sabe quando as coisas estão na hora de se deixar irem pelo diminuto do compasso, mas um diminuto que não tenciona, pois apenas escorre-se prazerosamente lânguido, longínquo, lento e líquido? Essas coisas com som de L. Louvável também!!! Então... É isso. Os de hoje são uma fermata que sabe seu fim, mas não o apressa. Apenas sente-se infinita por saber que será um dia o fim. Mas agora não. Um dia sim, enfim, mas hoje não. Hoje ela encosta-se. Deixa um falsete livre, uma firula errada, mas, olha, quem disse?! Eu te deixo. Erra-te, pois hoje é dezembro e, sabe de uma coisa, “todo fim é quando tudo está no ar”.
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Bom Tudo pra Todos!!!
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O ministério sem critério adverte:

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Timidez pode causar olheira.

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terça-feira, 18 de dezembro de 2007

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Disseram

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“Fazer o que se quer pode ir contra o capricho de alguns espíritos”.
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“Há de se estar na fronteira do humano e do sublime”.
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“Se foste tão mínimo e ainda estiveste em ti, por que no teu médio não estarias bem sozinho?”
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“Sabendo o mínimo que já foste, podes ser o máximo”.
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“Sabendo o mínimo de ti, saberás o máximo de tudo”.
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“O todo não te é nada em relação ao mínimo de ti”.
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“Afetos não deve ser uma forma de suprir carências, mas sim de relacionar-se intimamente com o físico. Afetos extravasam tua energia interna, restringe teus nojos, dilui tua consciência prazerosamente para restabelecê-la gradativamente num encaixe cada vez melhor”.
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“Há sentimentos que não se quebram com a razão. Mas por tempos eles podem ser raros e isso não é um bom sinal”.
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“Estar tranqüilo é estar absolutamente convencido de uma verdade muitas vezes somente relativa”.
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““Tudo vale a pena quando a alma não é pequena?” Não... Tudo vale a pena quando temos criatividade suficiente para atribuir um valor convincente aos acontecimentos”.
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“O amor pode ser uma estratégia simplista e covarde”.
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“Pensamentos sexuados não permitem poréns imediatos”.
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“O desejo do corpo não é mau. Mas já não posso dizer o mesmo sobre os da mente”.
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Texto para o Jornal da FFLCH

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Não sei se estou certo, mas gostaria de dizer algumas palavras que me passaram pela cabeça enquanto estava lendo o jornal Contraponto da Faculdade de Comunicação e Filosofia da PUC. Obviamente o jornal em questão não foi o elemento específico que me levou a pensar isso, mas como todo texto necessita de um início, faço deste Contraponto, o meu.
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Sou estudante do segundo ano de Ciências Sociais da FFLCH-USP e confesso que não fui um membro muito participante nos acontecimentos que se passaram nesses últimos meses na nossa universidade, mas nem por isso estou alheio à situação.
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Vendo de onde vejo, tenho a impressão, observando os movimentos humanos dentro desta grande movimentação, que há uma tentativa muito válida nos estudantes de negar e fazer rupturas diversas como forma de manifestar insatisfação contra as medidas políticas tomadas pelos governantes, contra o marasmo em geral e também, por que não, contra o individualismo dito “esperto” que se instaura na nossa sociedade.
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Esse movimento de individualização ou reserva de muitos, me parece natural já que, frente ao tamanho e velocidade do mundo de hoje, as pessoas tendem a se fecharem em pequenos grupos e lutarem por si para assegurarem a melhor vida possível que elas podem se proporcionar. Sou contra esse movimento apesar de seu caráter auto-preservativo e, por isso, acho muito válido essa negação em prol de muitos, o que implica, necessariamente numa crença de que, por menores que somos diante dessa turbulência comandada pelos grandes detentores do capital, ainda devemos acreditar na união e sua força. Esses dois lados que tentei demonstrar aqui podem ser ilustrados pelos movimentos de negação, negação da negação e o da negação do movimento de negação da negação. Acho que essa seqüência ilustra bem o tamanho da convicção que cada lado tem em sua maneira de pensar.
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Mas a minha intenção não é esmiuçar o dito acima, nem tampouco defender o lado do qual eu acredito fazer parte, mas sim propor uma constatação que, ao meu ver, pode cair como uma luva para ambas as partes.
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Comecei a pensar sobre esse assunto quando estava ouvindo uma das discussões que se passam no hall de entrada do prédio das Sociais/ Filosofia e me chamou a atenção a grande capacidade que as pessoas têm de se expressar, mas, junto com isso, achei estranha a dificuldade que muitos têm de ouvir. Argumentos se repetem de diversas maneiras diferentes, todos muito bem pensados e eloqüentemente expressados, mas dificilmente vejo alteração e progressão nas discussões e isso, pelo que pude perceber, é fruto de um atrofia da capacidade de ouvir e compreender o que o outro diz.
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Talvez possamos ir além deste ponto e dizer ainda outras considerações baseadas obviamente em constatações próprias e, por isso, possivelmente enviesadas ou simplistas, mas nem por isso inválidas. Talvez esse “não saber ouvir” possa ser traduzido como: “não querer ouvir” que pode ser traduzido como: “intolerância” ou sentimento blasé em relação à quantidade de estímulos falsos e verdadeiros que chegam até nós nos dias de hoje.
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Todas essas possibilidades levantadas só poderão ser realmente validadas quando pensadas por cada um de nós dentro dos conhecimentos que temos de nossas próprias situações e, só então, ele poderá, caso não seja negado pela maioria, ser validado e tido como um geral, porém simples, fato.
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Mas, como esse processo levaria um certo tempo, talvez um bocado de pesquisa e, com certeza, muita discussão, prefiro e tenho só a intenção de que este artigo seja simplesmente e tolerantemente lido. Espero também que cada um, num movimento próprio, se proponha a observar essa constatação fruto de uma impressão ou observação individual e que essas palavras possam render frutos em discussões num futuro recente.
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Digo recente porque a unidade básica da sociedade e objeto mínimo de estudo da sociologia é o indivíduo e, a movimentação de cada um, é o passo primordial para a revolução do todo. No caso levantado, ainda podemos dizer mais. Nessa situação de discussão teórica no microcosmo acadêmico, a modificação proposta a cada indivíduo seria fator determinante ou até catalisador das melhorias almejadas por ambas as partes.
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Devemos tomar cuidado para que o sentimento de coletividade não se torne uma semente que cada indivíduo só aceita regar e cuidar intolerantemente à sua maneira.
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p.s: esse artigo não foi enviado.
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Frase

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A felicidade é uma forma de gratidão.
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Entende essa frase?!?!

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"E o esquecer era tão normal
que o tempo parava".

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

As cadências,

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Ahhh, as cadências.
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Notas tímidas que me levam.
Sonolência no máximo de mim.
Não sou a simples certeza do corpo,
Sou gritante tempestade
Ressoando acordes de garoa menina,
Mas, ainda assim,
Posso escolher a morte
Apenas deixando-me levar infinito
Pela plenitude e aconchego
Daquilo que temo.
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Posso desvairar-me por inércia.
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Uma suprema latência que se dorme.
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A encantada e explosiva mansidão.
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Só um piano me escora.
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Sou a supremacia inventada no humilde
Que por cabisbaixo te olha,
Fixando pequeno o olhar encantado,
Escapado num esforço brutal
Por entre a proteção da fumaça que aspiro.
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Timidamente sou o restante.
Aquele que, sem vontade,
Deixa-se instável
Pelo simples prazer contido
De te ver num soslaio vitorioso.
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Ou talvez aquele que, por escolha,
Deixa-se perder em pânico
Pelo receio de ter coragem suficiente
Para sentir o assombro
De observar com calma o intrínseco de tua beleza.
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Resigno-me a olhar notas
E tocá-las de medíocre intensidade
Só para manter-me a tensão
De acreditar poder ser ouvido
Nos confins do espaço noutro
Onde fumas, sozinha, o teu cigarro,
Sobreposta, externa a todas as minhas
Infernais e maravilhosas impressões.
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Sou mundo inteiro do eu em ti,
Pois reinvento-me labirinto.
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domingo, 2 de dezembro de 2007

Ai, isso dói...

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O existencialismo é um humanismo (por Clóvis Brondani)
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Neste livro, retirado de uma palestra proferida, Sartre tenta repensar sua filosofia, procurando explicar por que considera a filosofia existencialista um humanismo.
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Sartre inicia afirmando que o homem não nasce com essência alguma. Inicialmente apenas existe, aparece, está aí, jogado, e só depois será alguma coisa, dependendo do que faça de si mesmo.
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A existência do homem é uma condição para ele construir-se como homem. E isto não quer dizer apenas o desenvolvimento biológico. O homem deve construir-se a partir de seus planos, a partir da responsabilidade que tem por si e pelos demais. Esta responsabilidade faz o homem sentir-se em contato com o mundo que o cerca, e ser tocado pelos problemas da sociedade. Isto lhe gera angústia, que “não deve levar a um quietismo, e sim à ação, buscando tornar-se útil à sociedade”.
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“O homem está condenado à liberdade”. Tal é a máxima sartreana, inúmeras vezes citada, que se tornou um lugar comum ao se falar em liberdade. Por que condenado? Afirma Sartre, que a essência do homem é liberdade. Os homens fazem a partir da liberdade, o que bem entendem de si mesmos.
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Esta liberdade não deve Ter limites, não está vinculada a nenhuma lei moral. Isto não quer dizer que seja confundida com libertinagem. Liberdade absoluta só existe nao projeto fundamental, que é escolha incondicionada. Todas as outras escolhas estão condicionadas a esta escolha fundamental. Sartre procurou dar à liberdade um caráter social, vinculando-a à responsabilidade que o homem deve sentir pela humanidade.
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Por sua liberdade o homem é responsável por tudo o que lhe aconteça. A própria negação da liberdade é uma situação de escolha. O homem escolhe, é livre, mesmo ao escolher não ser livre, pois este é o seu projeto, sua escolha fundamental, ainda que neste caso seja uma escolha covarde.
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O medo da liberdade, a fuga da angústia que ela provoca leva o homem à atitude de má fé. Esta má-fé é uma atitude paradoxal, irresponsável, uma mentira , uma ilusão de responsabilidade para com o homem e com o mundo. É uma mentira que o homem conta para si próprio. É a atitude de quem finge escolher.
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O homem que recusa a si mesmo naquilo que fundamentalmente o caracteriza a si mesmo, ou seja, a liberdade, torna-se “sujo”, recusa a dimensão do para-si, e reduz-se à facticidade, é o nojento.
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É através da atitude de assumir o risco da liberdade , e sua conseqüente responsabilidade para com o homem e com o mundo que o homem supera a má-fé. Ao assumir a liberdade, com todo o seu peso e angústia, o homem assume a responsabilidade para com toda a humanidade. “...nossa responsabilidade é muito maior do que poderíamos supor, porque ela envolve toda a humanidade”.
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O existencialismo sartreano é uma moral de ação, que vê o ato humano como definidor do homem. O que importa é o que o homem faz com o que fizeram dele, diz Sartre.
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O existencialista ateu pensa que é incomodativo que deus não exista, pois assim não existe a natureza humana, que teria sido criada pôr deus. Assim não existe nem o bem a priori. Tudo está pôr se fazer.
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Se deus não existe não há valores, só há liberdade. Então não há desculpas para o homem.
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Nem a paixão pode ser culpada pêlos atos humanos. O homem é totalmente responsável pôr si mesmo.
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O homem é condenado a inventar o homem. O homem é condenado à liberdade. Condenado pôr não ter se criado, e livre pôr que é responsável pelo que faz.
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A moral existencialista é moral de ação. Pois o homem é seu projeto e deve comprometer-se com os outros.
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O que o homem faz de si, está fazendo pêlos outros também. Pois sou eu que faço a natureza humana.
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Sartre afirma que os existencialistas foram criticados por transformar covardes em heróis, pois em seus romances e livros retratam um homem que foge às normas e ao mundo burguês. Mas esses covardes são covardes por que querem ser, e não por que são determinados. Esses personagens existencialistas foram justamente os que tiveram coragem em ver a realidade de que as normas existem apenas para nos livrar da angústia de que nossa existência é inútil. E assim ousaram não respeitar as regras. Pois para Sartre os valores nada mais são do que formas que o homem encontra para fugir da gratuidade de sua existência.
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O existencialismo pretende que o homem se construa , ninguém nasce covarde, pois ninguém nasce com essência. O homem se constrói.
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Assim o homem se define pela ação. Então, o existencialismo leva á ação e ao otimismo não ao quietismo.
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O homem nada mais é do que uma série de empreendimentos, que ele é a soma.
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Aqueles que criticam Sartre e os existencialistas querem pensar que quem nasce fraco não pode tornar-se forte. Assim é melhor, pois , é uma desculpa para não lutar.
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O covarde se faz covarde, o herói se faz herói.
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Respondendo á critica que ele encerra o homem na subjetividade individual:
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- o existencialismo parte da subjetividade porque quer partir da verdade, e não pode haver outra que “penso, logo existo”.
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- o existencialismo é a única teoria que dá dignidade ao homem, e não faz dele um objeto.
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- o cogito existencialista refere-se também ao outro. O homem descobre a si mesmo e ao outro.
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A única condição humana é o estar no mundo, o lutar, o viver com os outros e o ser mortal. Esta seria a única condição que Sartre aceita para o homem. Condição que seria igual para todos.
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Covardes são que escondem sua própria liberdade. E aqueles que tentaram demonstrar que sua existência era necessária, pois não adianta fugir, nossa existência não tem sentido, e covardes são os que se apegam ao mundo da moral, do direito ou da religião, como uma forma de fuga dessa realidade.
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Sartre também expõe que existem dois tipos de humanismo, o clássico e o existencialista.
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Clássico: dar um valor ao homem segundo as mais altas ações humanas. Conduz à um humanismo fechado como o de Comte e o do fascismo. Este humanismo crê numa natureza humana.
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Existencialista: o homem é um constante projetar-se. É perdendo-se fora de si que ele se faz.
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O humanismo existencialista não visa mergulhar o homem no desespero.
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É preciso que o homem se reencontre a si próprio, e se convença de que nada pode salvá-lo de si mesmo, nem mesmo uma prova da existência de deus.
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