- Atenção, isso é uma potencialização!!!
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- Que isso?!?!?!
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- Mas é... Olha aí!!!
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p.s: 2008
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Ahhh, as cadências.
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Notas tímidas que me levam.
Sonolência no máximo de mim.
Não sou a simples certeza do corpo,
Sou gritante tempestade
Ressoando acordes de garoa menina,
Mas, ainda assim,
Posso escolher a morte
Apenas deixando-me levar infinito
Pela plenitude e aconchego
Daquilo que temo.
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Posso desvairar-me por inércia.
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Uma suprema latência que se dorme.
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A encantada e explosiva mansidão.
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Só um piano me escora.
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Sou a supremacia inventada no humilde
Que por cabisbaixo te olha,
Fixando pequeno o olhar encantado,
Escapado num esforço brutal
Por entre a proteção da fumaça que aspiro.
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Timidamente sou o restante.
Aquele que, sem vontade,
Deixa-se instável
Pelo simples prazer contido
De te ver num soslaio vitorioso.
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Ou talvez aquele que, por escolha,
Deixa-se perder em pânico
Pelo receio de ter coragem suficiente
Para sentir o assombro
De observar com calma o intrínseco de tua beleza.
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Resigno-me a olhar notas
E tocá-las de medíocre intensidade
Só para manter-me a tensão
De acreditar poder ser ouvido
Nos confins do espaço noutro
Onde fumas, sozinha, o teu cigarro,
Sobreposta, externa a todas as minhas
Infernais e maravilhosas impressões.
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Sou mundo inteiro do eu em ti,
Pois reinvento-me labirinto.
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É o vulto de mulher há muito tempo morta em frente à penteadeira
É o vazio que a ausência dela ocupa ao ver sua cadeira
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A chuva dessa tarde trouxe Tito Madi e apenas eu ouvia...
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Ah, o amor é estar no inferno ao som da Ave Maria!
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É necessário uma pequena paz profunda para se propor novas revelias direcionadas. Mesmo as criações mais intensas não seriam nascentes e plenas não fosse o mínimo e seguro afastamento do criador. O criador pode virar sua própria criatura errada caso não respire bem e não tenha o si de si firme naquilo que se tem no mínimo e melhor de si. A força que cria é arredia, por isso às vezes me calo quando tenho demasias para dizer. O ímpeto de criação existe sempre naqueles que somos todos e, ele está, independente do seu canal. A imaginação pode-se infiltrar por nós e por tudo aquilo que faz parte do nosso mundo, ou seja, tudo. Todo o mundo é o meu mundo porque o mundo não existe antes de chegar até mim e tudo só pode-se torna existência ao toque dos meus sentidos. Fora isso, é avulso. O meu mundo é avulso de qualquer outro, e qualquer outro é avulso do meu. Há momentos de interação e são nesses momentos que as verdades são postas, não totalmente ou plenamente, em prova, mas, pelos menos, há outras e novas provas. A melhor baliza do homem é o intruso. O intruso é carregado de outras verdades relativas intrínsecas a ele e, no choque das verdades e mentiras escolhidas, as interpretações melhoram. O sufoco enfraquece a voz, a mesma voz capaz de lançar considerações que se aprimorarão em ricochetes. O sufoco está em ciclo vicioso e a voz tende ao virtuosismo e tudo que há de bom e ruim nessa idéia.
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Com um certo esforço somos capazes de administrar os pensamentos como se fossem arquivos, praticamente um fichário.
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Quem nunca quis dar um control Z logo após alguma torta ocorrência da vida?!
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Pensamentos de ontem à noite, antes de dormir II
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Talvez o centro tenha sido apenas reencontrado após o embate contra as fronteiras que nesse processo se alargaram/ ampliaram.
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Pensamentos de ontem à noite, antes de dormir II
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Não sei dos caminhos que me trouxeram aqui, por isso me sinto inteiro neste lugar/ pensamento/ conclusão/ manifestação ampla que resido neste instante. Não estou perdido, pois meu agora é inteiro aqui. Não sei o caminho de volta e talvez por isso me aquiete neste canto sem fronteiras.
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Dos posts que não foram II
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Descobri porque Schopenhauer considerava a música como a mais sublime das artes. Segundo ele, em sua concepção pessimista da realidade, o homem vive insatisfeito porque vivemos tendo vontades, ou seja, quando acabamos de realizar uma, logo outra nos aparece e nos deixa desejantes de algo que não sabemos se conseguiremos. Daí, depois de um tempo de textos lido na revista, o autor disse que ele considerava a arte como uma forma mais duradoura de felicidade porque, quando se está fazendo arte, a vontade está no ato de fazer e portanto o processo se satisfaz nele mesmo. Mas novamente ele é pessimista e diz que, no momento em que se faz artes que se apóiam em elementos visuais, esses elementos usados (objetos, palavras, imagens, tudo que chega pelos olhos) nos remetem a lembranças de coisas que não temos e assim voltamos a querer e a sentir a insatisfação de não ter. E é então que ele diz que a música é a mais sublime das artes, já que a música, e nesse caso a música instrumental, não faz referência a nenhuma coisa do nosso mundo do dia-a-dia e não nos remete novamente à vontade. Depois disso, ele diz que, nesse estado em que a inteligência se desprende da prisão da vontade, o homem pode conhecer, por alguns instantes, a redenção e se desvencilhar da quase eterna oscilação entre o tédio e a dor: o tédio que se sente depois de desfrutar da vontade alcançada, e a dor de querer o que não se tem.
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Isso tudo é algo muito:
absorvente
abstinente
acidente
aderente
adjacente
adolescente
adquirente
adstringente
afluente
agente
aguardente
ambiente
ambivalente
antecedente
aparente
arborescente
ardente
arduamente
ascendente
assiduamente
assistente
assustadoramente
atabalhoadamente
atraente
ausente
batente
beneficente
benemerente
benevolente
cadente
candente c
edente
ciente
clarividente
clemente
cliente
coeficiente
coerente
coincidente
combatente
comitente
comovente
componente
comumente
concernente
concludente
concorrente
condescendente
condicente
condizente
conducente
conferente
confidente
confidente
confluente
confrangente
congruente
conivente
consciente
conseqüente
consistente
constringente
consulente
contente
continente
contingente
contraente
contraproducente
contundente
convalescente
conveniente
convergente
convincente
convivente
corrente
Correntemente
correspondente
crente
crescente
decadente
decente
decrescente
deferente
deficiente
delinqüente
demente
dente
dependente
depoente
deprimente
descendente
descontente
descrente
desistente
desmente
desobediente
detergente
diferente
diligente
diluente
dirigente
discente
displicente
dissidente
dissolvente
divergente
docente
doente
dolente
dormente
efervescente
eficiente
efluente
eloqüente
emergente
imergente.
eminente
eminente
iminente
emoliente
enchente
ente
entorpecente
envolvente
envolvente
equivalente
equivalente
escrevente
estridente
evanescente
evidente
excedente
excelente
excipiente
exigente
existente
expediente
etc...
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