segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Texto de meses atrás!!!

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O desnecessário necessário digerível indigesto
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O cigarro me trás novidades impensadas. É o porvir que se adianta? O desnecessário necessário digerível que se apresenta? O descartável que durará horas de sufocantes pensamentos? Sempre haverá uma razão capaz de quebrar a sensação ruim. Mas sempre seremos capazes de encontrá-la? O desnecessário necessário digerível indigesto. Azia e queimação na calada da noite obscura interna ainda que banhada de sol escaldante. Estivera, quem dera, como calada quimera, como que mera voz estridente, mas que, ainda sim, perpassa meus dentes estriados de lacunas pendentes, perdidas feridas achadas. Feridas em potencial. Tenho-as aos montes, aos vales, às profundezas, nos cantos, quebrantos, na testa, olheiras canhestras, virtudes, banalidades, descamações e fraturas do ego, do osso. Não gosto, mas prefiro tê-las, ainda que temente estando. Estado pungente, cabalístico, cabal, banal, mas, haja potência para denegri-lo, desconsiderá-lo em mim. Parte integrante deste que, ainda que, já distante, memória assertiva resgata do horizonte minguante o sol avermelhado, para rasgar ferida no peito que se abre em cor similar. Abro-me-te peito sincero, enclausurado autêntico sou. Demasiado humano, demasiado exposto me penso, por isso me calo. Demasiado em mim, demasiado de si este falante que escreve calado. Não suspiro, quase respiro, transpiro o sufoco das ventas insuficientes para minha ânsia. Almejo o ar que meus pulmões não comportam. Recaio sonolento e derrotado de mais uma tentativa-dia, vitória-noite. Noite norte. Madrugada morte. Caído nesta cama, extinto do último ser da minha espécie possível, exaurido do limbo, genealógico extremo, latejante explosão, uma pangéia em reverso, convexo convenço-me da não convivência descartável, desejável desejado, debulhado por si, que, no esquecimento implorado ao sono, reverte, e assim implode destituído na esperança que embala o retorno ao útero inesquecível. Como esquecê-lo o em si sentido perfeito? Lá fui feliz e lá serei. Desejo o útero da não consciência. Saímos do pó da alma, separamos do absoluto para, em si, nos tornarmos o próprio útero da não consciência de nada. Eis a eternidade. O fim, início para tudo. A finalidade. Espiral ascendente do que existe. O infinito é medíocre, medíocre posto que excessivamente tolerante. O fim não comporta tal adjetivo. O fim é estabelecido e composto de formas. Para além do bem e do mal haverá o teto presumível, o limite encontrado. O fim não é medíocre, o infinito sim, posto que amórfico desvairado. E eu, infinito, medíocre menino, no fim, perplexo contido. Arredado do sonho, mas, um novo vão me proponho e, por enquanto, ainda satisfaz. Minha matéria por si se manifesta trêmula. Espasmos escarrados onde menos delibero. Presentes de um encanto. Errado quebradiço por subtração. A bebida me trás novidades impensadas. Impensadas por que erradas? Impensadas por que não permitem sobrevivência? É o porvir que se adianta. O desnecessário necessário digerível indigesto. Cabulo a lógica como quem quer se deter nela, mas dela não se convêm. Se mantêm como que por perigo, mas se dela distrais, proposto a ti deposto estarás em além ais. E além do mais, de que adiantaria tamanha turbulência se das calmarias te inebrias pejorativo em si. Se não completo, serás desfeito, rapaz. Mas se intenso me faz meio e calmo me perco raso, onde, enfim, estarei? Não sei, não sei, não sei!!!
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009