sexta-feira, 30 de abril de 2010

O livro da lei... Um esclarecimento!

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Há que se acreditar na perfeição de existir, senão, por que não sermos nós mesmos o inventor soberano?!
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A lei é PERFEITA, sempre foi e sempre será!!!
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Porém, não a lei da misericórdia melindrosa, como arbitrariamente já FALSIFICARAM, mas sim, a lei da JUSTIÇA PROFUNDA!!!
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Não que não se seja misericordioso!
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Em verdade, em verdade, pode-se dizer que: a maior misericórdia vem da sabedoria de ser justo, conseguir ser justo, atingir o julgamento PERFEITO.
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Assim é a misericórdia: a misericórdia de saber executar a VERDADE, a misericórdia de saber PROPORCIONAR a verdade àquele que, AINDA não a conhece, mas que deve construir, viver, em si, esta deusa SOBERANA!
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Assim temos que o: Faze o que tu queres, pois será o máximo da lei. E o amor é a lei, o amor SOB vontade - exprime um conjunto indissociável de palavras capaz de revelar, de uma maneira sucinta, simples e completa, aquilo que é CONSTANTE, e aquilo que é NOVO!!!
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O amor é O constate, e a responsabilidade é O novo.
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Em suma, é simplesmente uma declaração da importância daquilo que é e sempre será: o LIVRE-ARBÍTRIO.
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A única diferença é que se entrega, se EXPLICTA, aos olhos e ouvidos de todos, a responsabilidade de se ter uma CONSCIÊNCIA, com a diferença de que, depois dessa declaração, ou, TAMBÉM por esta declaração, a informação foi entregue, foi DADA e, como há muito já disseram: “A quem muito é dado, muito será cobrado”.
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Ou melhor: se te é dado mais, mais te será cobrado!
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E... Se mais já te está dado, a cobrança maior já está acontecendo!!!
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Fragmentação

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Desconstruir, em arte, é até fácil.

Mais difícil é construir a legitimidade dessa desconstrução aos olhos dos outros!
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terça-feira, 27 de abril de 2010

Bem & mal

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Uma vez ouvi dizer que a principal diferença entre o bem e o mal é que o bem é capaz de se sacrificar pelo próximo, o mal não. E aí reside sua força!
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Alguém poderia perguntar se a principal está neste ponto?!
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Acredito que não, mas, também acredito que essa simples diferença seja a mais pontual, completa e profunda que já senti. E isso, posso, por mim, dizer que sim!!!
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sábado, 24 de abril de 2010

Vidas que se cruzam

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Roteiro sem linearidade. Vidas que vão se desenvolvendo diante da tela e... Se cruzam.
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Não achei tão legal, mas também não é tão ruim.
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Mary and Max







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Linda animação para adultos. Sacadas estéticas fantásticas, piadas sagazes. Extrema sensibilidade do diretor e roteirista Adam Elliot. Dois personagens distintos que se encontram quase sem querer quando a pequena australiana Mary (uma menina sem amigos, filha de uma mãe drogada e pai mórbido) resolve mandar aleatoriamente uma carta para uma pessoa. E acontece de ser Max (obeso, judeu, ateu, nova iorquino, solitário, louco). Desta proposta nasce uma comovente estória de mais de 10 anos de correspondências, altos e baixos, perguntas sobre a vida, presentes, sutilezas, diferenças e amizade verdadeira.
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Chorei bastante, aliás, procurei o filme pra isso mesmo!!! Vale muito à pena assistir.
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terça-feira, 20 de abril de 2010

A fita branca

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Chato, longo demais, parado. Não gostei muito!!! É Cult, bem feito, mas não saí muito contente da sala de cinema. Talvez eu não estivesse num bom dia pra esse tipo de filme.

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sábado, 17 de abril de 2010

Chico Xavier, o filme


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Lindo, simples, Chico!!!
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Memorial do Convento II

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“Porém, esta religião é de oratório mimoso, com anjos carnudos e santos arrebatados, e muitas agitações de túnica, roliços braços, coxas adivinhadas, peitos que arredondam, revirações dos olhos, tanto está sofrendo quem goza como está gozando quem sofre, por isso é que não vão os caminhos dar todos a Roma, mas ao corpo.” Saramago
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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Translúcido (Iemanjá)


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I
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Poema
Poesia
Estrofe
Verso
Desconexo
Ligeiro
Confesso.
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Ponto
Posto
Noite
Luar
Deito
Relento
Mar.
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Areia
Rochedo
Nuvens
Senti
Soltei
Embalei
Aqui.
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II
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Aqui vejo embalando-me
Por sobre os ombros da noite
O soslaio desvão do tempo
Revirado nas ondas do oceano
Este livre murmurar do soberano manto
Do irrequieto eterno na paz profunda
Paz de se deixar estar.
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Relembro-me daquele ponto perdido
Olhado na tarde passada
Que agora madrugada encoberto se vela
E assim revela meu anoitecer aqui
Onde destituído convicto de mim
Permaneço estável vendo desatado
O mais profundo nó deste silenciado ser.
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Só o que soa é o som sôfrego
Mantra de um berço projetado
Nesta areia fixa que dança quase líquida
Tomada pela sinfonia lacrimosa
De alegria fulgurante
Que me leva tão distante
No esquecimento de transbordar-me.
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Tudo se torna supérfluos do meu além pensar
E translucido-me de sentimentos cúbicos
Volume incompreensível
Indomável que não se transfere
Mas escoa no fluxo da gravidade precisa
Gravidade aguda suficiente
Para manter a chama e a calma.
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Acalma-me música das águas
Azul do negro refletido profundo
Para numa noite inteira nesta paciência
Descobrir-me no mínimo perolar do segredo
Tímido resguardo da vida no peito
Que agora exaspera da palpitação marítima
Seu mais suave e pleno desvelar.
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Não há velas não há âncora por urgência
Pois a mais ventral certeza é a ignorância
Feito a mais eterna e singela descoberta
E da areia beirada ao abissal mergulho
Meu ser inteiro inteiro será teu
Feito núcleo mínimo da máxima possibilidade
Que se basta no ponto de se sentir sem fim.
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Meu fim, meu extermínio, minha finalidade
É meu minúsculo infinito mineiro pulsar
Que nascido sem mar
Sem mar não soube ser
Nem menos provável foi possível viver
E assim nesta vida de tamanha incerteza
O oceano fez-se minha maior firmeza!
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terça-feira, 13 de abril de 2010

Viagem, linda viagem!!!


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“A matéria é mente amortecida pela cristalização de hábitos que perderam o poder de se transformar, repetindo-se, assim, com um alto grau de regularidade mecânica e rotineira.”
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“A realidade de Deus se traduz no homem por meio desta dupla relação entre o real e o ideal. Supor, para Pierce, o ideal último como irreal seria tornar toda investigação sem sentido. A vagueza que envolve a realidade de Deus tem para Pierce uma importante noção lógica. Ela não é nem realidade e nem falta de significado. Ela possui significado pragmático em sua influência sobre a conduta. A vagueza que caracteriza a crença em Deus ou na ordem da natureza tem ainda outro aspecto importante para o pragmatismo de Pierce: permite falar o instinto...”
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2 trechos do artigo “Abdução e Sinequismo: pedras angulares para uma semiótica do sagrado”.
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Autor: Gerson Tenório dos Santos
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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Post 666


Post 665 - Humildade e Talento

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Um amigo me mandou um e-mail falando que havia colocado vídeos da Whitney Houston no Orkut dele, e disse que se Deus tivesse voz, seria a dela. Apesar de ainda defender a voz do Milton pra Deus (rsss), não pude deixar de concordar que ela cantava muito. Então enviei um link no Youtube dela cantando I will always love you no Divas 1999. Ela já estava mais acabadinha, mas mandou super bem! Fez com muita emoção e presença!
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O vídeo é este:
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http://www.youtube.com/watch?v=Eho6m_H1q2c
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Daí, fiquei pensando no quanto essa mulher se acabou, cheirou, fumou, bebeu e, mesmo assim, alguma coisa muito profunda ainda continuava dentro dela, e que talvez possa ser chamado de: sentimento, sensibilidade, talento. A arte ainda brotava e brilhava mesmo com a voz mais fraca, com menos recursos, menos brilhante e até menos bonita. Mas ok!!! Ela trouxe, usou dos recursos possíveis (voz e variações) e viveu, passou o recado.
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Como um vídeo leva a outros, e eu sou MUITO curioso, cheguei neste:
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http://www.youtube.com/watch?v=Vld0ZpGHvPU
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No segundo ela está mais nova, na crista da onda e, não sei se estou certo, mas ela me pareceu um bocado arrogante, mudando o brilho da voz, variando entre voz de peito levíssima e graves escuros e carregados, talvez pra mostrar domínio, versatilidade, capacidade. Algo exagerado, desnecessário. Não me pareceu verdadeira. E a postura estava meio blasé, até onde pude perceber.
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Gostei até mais do primeiro vídeo colocado neste post do que do segundo que acabei de comentar.
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Cruzando tudo, pensando mais um pouco, coisa que eu adoro fazer, e também acreditando que a arrogância é que tenha levado ela ao desvairamento e perdição sem, no entanto perder o talento, escrevi umas palavras meio centrais para este post narrativo.
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São estas:
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A humildade trás mais peso, mais profundidade pro talento, coloca os pés nos chão, a sola rente à terra e, bem apoiada ao solo do real, a alma talentosa pode se impulsionar para saltos maiores, pois está mais firme, mais desperta, alimenta-se e digere melhor sua realidade e também seu interior, ambos materiais para o artista. Por outro lado, a arrogância tende até a esvaziar a inspiração, mas não acredito que a arrogância tire o talento de uma pessoa. Talento está, é intrínseco, não precisa sair para existir, é característica da alma, não se aprende e por isso não se perde. Ele é uma espécie de vácuo incandescente alojado no sem-lugar e possui morada estável.
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Então fui atrás de um vídeo ainda mais recente para ver se estas palavras estavam certas. E cheguei num dela cantando a mesma I will always love you em 2010 naqueles péssimos shows que ela fez na Austrália.
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Daí, cheguei à conclusão de que eu estava muito enganado!!!
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O vídeo é esse:
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http://www.youtube.com/watch?v=zQY8UB7v9po
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A mulher está um CU (talvez o primeiro palavrão da história desse blog). Mas um CU não só porque está sem voz. Até entendo que deva ser broxante você não poder confiar no seu instrumento, ter que fazer um agudo, mas não saber se irá conseguir, pessoas te olhando e coisas do tipo, mas é mais profundo do que isso. Há um deboche ali, por parte dela e de pessoas na platéia. Aquilo virou um espetáculo bizarro. Ela não curte mais aquilo, não curte mais sua arte, a energia não brota, não vem, ela perdeu os caminhos para achá-la, é uma ocasião vazia. Sei que muitos aplaudiram, mas foda-se isso! Alguns aplaudem qualquer berro mal feito. Estou falando dela, do que ela trazia tão bem, mas que agora está perdido num profundo bem fundo, a ponto de não conseguir mais achar. Não há mais substância, não há mais precisão lá dentro para ser colocada pra fora. Não há mais AMOR!!! Evito usar essa palavra por às vezes soar como recurso de fácil comoção e embelezamento, mas acho que aqui cabe bem.
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Depois desse vídeo, cheguei à conclusão de que talento se perde, sim. No caso dela, a arrogância entortou tudo, desfigurou, esvaziou, perdeu, enlouqueceu, definhou, morreu.
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Dó?! Não!!! Foi resultado de um livre-arbítrio mal usado! Se não nos valorizamos corretamente, naturalmente, devemos inventar, procurar ou, ao menos, procurar procurar.
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Pode ser julgamento excessivo da minha parte, mas acredito que não.
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terça-feira, 6 de abril de 2010

Post 664 - Memorial do Convento


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... “Domingo é dia do senhor, verdade trivial, porque dele são todos os dias, e a nós nos vêm gastando os dias se em nome do mesmo senhor não nos gastaram mais depressa as labaredas, por duplicada violência, que é a de me queimarem quando por minha razão e vontade recusei ao dito Senhor ossos e carne, e o espírito que me sustenta o corpo, filho de mim e de mim, cópula directa de mim comigo mesmo, infuso do mundo sobre o rosto escondido, igual ao mostrado e por isso ignorado. No entanto, é preciso morrer.”
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José Saramago

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