
segunda-feira, 30 de março de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Coisas de Itanhandu
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Devemos tomar cuidado com as crenças populares, aqueles reditos repetidos, aquelas profecias que não se sabe quem disse, mas que estão espalhadas pelos cantos das conversas, principalmente das pessoas mais velhas.
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Pois bem, em Itanhandu se dizia que:
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Em 2000 aconteceria uma enchente enorme, a chamada “Enchente das goiabeiras” que acontece de 80 em 80 anos e ela iria fazer muito mal a cidade.
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E então...
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Assim se fez em 2000!!! 1 metro e 60 centímetros de água na sala da minha casa... Um recorde!!! A cidade ficou arrasada...
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Mas alguém pode dizer:
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- Bobagem! Falar de uma coisa que já aconteceu não dá credibilidade...
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Então prosseguiremos ao futuro...
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Outro dizer velado que se coloca nos cantos em pequenas freqüências e que ainda não faz parte das coisas acontecidas é o seguinte:
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No dia em que o padre Rogério sair da cidade, ela irá se acaba!!!
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E ele ainda está lá.
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Podemos pensar um pouco...
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Com certeza o maior líder de Itanhandu é esse padre que administra a paróquia há mais de 30 anos. Ele representa um monólito de disciplina que há anos rege ciclos anuais que servem de espaço de convivência para a comunidade itanhanduense (é assim que se chama quem nasce lá). A igreja é o local mais estável de encontro para a maioria dos moradores do município. É onde ocorre o ritual social mais forte da semana. Ela é um porto seguro no meio de uma cidade que corre o risco de se tornar deserta, mas isso só é assim porque há uma forte liderança.
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Pensando em tudo isso é que acho que a segunda previsão apresentada pode fazer até sentido. O que não tem a menor importância.
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Não tem importância porque não acredito que a previsão se baseie neste nível de raciocínio...
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Pra mim ela não nasceu de um raciocínio... Nasceu como nasceu a primeira:
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Da voz do tempo na voz do povo!!!
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De qualquer maneira...
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Deixo registrado aqui essas duas histórias que há muito tempo queria colocar no blog...
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Veremos como a segunda se procederá.
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p.s: Isso parece até assunto de algum conto do Guimarães Rosa...
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Devemos tomar cuidado com as crenças populares, aqueles reditos repetidos, aquelas profecias que não se sabe quem disse, mas que estão espalhadas pelos cantos das conversas, principalmente das pessoas mais velhas.
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Pois bem, em Itanhandu se dizia que:
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Em 2000 aconteceria uma enchente enorme, a chamada “Enchente das goiabeiras” que acontece de 80 em 80 anos e ela iria fazer muito mal a cidade.
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E então...
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Assim se fez em 2000!!! 1 metro e 60 centímetros de água na sala da minha casa... Um recorde!!! A cidade ficou arrasada...
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Mas alguém pode dizer:
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- Bobagem! Falar de uma coisa que já aconteceu não dá credibilidade...
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Então prosseguiremos ao futuro...
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Outro dizer velado que se coloca nos cantos em pequenas freqüências e que ainda não faz parte das coisas acontecidas é o seguinte:
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No dia em que o padre Rogério sair da cidade, ela irá se acaba!!!
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E ele ainda está lá.
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Podemos pensar um pouco...
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Com certeza o maior líder de Itanhandu é esse padre que administra a paróquia há mais de 30 anos. Ele representa um monólito de disciplina que há anos rege ciclos anuais que servem de espaço de convivência para a comunidade itanhanduense (é assim que se chama quem nasce lá). A igreja é o local mais estável de encontro para a maioria dos moradores do município. É onde ocorre o ritual social mais forte da semana. Ela é um porto seguro no meio de uma cidade que corre o risco de se tornar deserta, mas isso só é assim porque há uma forte liderança.
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Pensando em tudo isso é que acho que a segunda previsão apresentada pode fazer até sentido. O que não tem a menor importância.
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Não tem importância porque não acredito que a previsão se baseie neste nível de raciocínio...
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Pra mim ela não nasceu de um raciocínio... Nasceu como nasceu a primeira:
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Da voz do tempo na voz do povo!!!
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De qualquer maneira...
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Deixo registrado aqui essas duas histórias que há muito tempo queria colocar no blog...
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Veremos como a segunda se procederá.
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p.s: Isso parece até assunto de algum conto do Guimarães Rosa...
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quinta-feira, 19 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
Isso ou algo assim, já que já foi!!! (Aniversário do blog - III)
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Isso ou algo meio que assim!!! (Aniversário do blog - IV)
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Frases da quaresma (algumas)
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A boa lógica não permite tristeza. Se se esmiúça, a tristeza não se justifica em nenhuma das argumentações.
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A arte é capaz de fazer as maiores conversões no meu ser. E olha que eu já testei.
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As bem-feitorias espirituais de uma pessoa (auto-desenvolvimento) permitem menos auto-valorização que as benfeitorias feitas em outras áreas de atuação do ser - humano, pois os maiores feitos são internos e improváveis. Quase devaneios estabelecidos!!!
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Ando com tanta preguiça de sentir adrenalina que tenho preguiça de produzir arte. Arte exige adrenalina. Uma adrenalina prazerosa, mas que sufoca, por vezes.
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Estar tranqüilo é melhor que ter pensamentos loucos.
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Inteligência é a prontidão do vocabulário mental ainda que em profundidades não verbais.
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Não crie pensamentos simplesmente para brincar com a ficção dos sentidos. Criar e matar entendimentos irrisórios da realidade do seu mundo interno te trás a falsidade de quem não se leva em consideração. E quem não se leva em consideração não pode ter consideração pelos outros. Vazios recíprocos!!!
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Frases da quaresma (algumas)
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A boa lógica não permite tristeza. Se se esmiúça, a tristeza não se justifica em nenhuma das argumentações.
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A arte é capaz de fazer as maiores conversões no meu ser. E olha que eu já testei.
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As bem-feitorias espirituais de uma pessoa (auto-desenvolvimento) permitem menos auto-valorização que as benfeitorias feitas em outras áreas de atuação do ser - humano, pois os maiores feitos são internos e improváveis. Quase devaneios estabelecidos!!!
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Ando com tanta preguiça de sentir adrenalina que tenho preguiça de produzir arte. Arte exige adrenalina. Uma adrenalina prazerosa, mas que sufoca, por vezes.
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Estar tranqüilo é melhor que ter pensamentos loucos.
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Inteligência é a prontidão do vocabulário mental ainda que em profundidades não verbais.
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Não crie pensamentos simplesmente para brincar com a ficção dos sentidos. Criar e matar entendimentos irrisórios da realidade do seu mundo interno te trás a falsidade de quem não se leva em consideração. E quem não se leva em consideração não pode ter consideração pelos outros. Vazios recíprocos!!!
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p.s: Não me responsabilizo por nenhuma delas!!! Os culpados são os momentos. Eu apenas registrei...
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No fundo é isso ou algo bem assim mesmo!!! (Aniversário do blog - V)
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Disseram:
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NÃO VOU ME ADAPTAR!!!
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E eu respondi:
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Amém!!!
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É isso ou algo assim que pode ser dito!!! Mais não poooode... (Aniversário do blog - VII)
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Paradigmas da amizade
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Deixamos de ser amigos porque acreditamos em deuses diferentes.
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Mas daí me perguntariam:
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Isso não deveria ser irrelevante para uma amizade?
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E eu respondo:
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Não para o nível de troca que chegamos.
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Foi isso ou algo assim (Aniversário do blog - VIII)
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Gosto ou gostava
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Gosto de te ver gritando livre na rua
Conversando com sinceridade
Sabendo de tuas muitas qualidades
Cativando com carinho
Amadurecendo-nos saudável
E amanhecendo conversando a dois
.
Gosto de saber das tuas opiniões
Do jeito que canta leve
E dos agudos bonitos
Das caras e bocas e resmungos
Da intensidade de tudo
Gosto dos teus escritos doidos e profundos
Escritos vividos, e isso é importante
.
Gosto de te ter por perto
De teus pontos de vista diferentes dos meus
E dos atritos que tanto nos aquecem
.
Gosto do teu olhar
Das brincadeiras diversas e criativas
Do bom humor
Da falação
Das composições
O piano e a flor
Lembra?! Rsssss
.
Fala, fala, fala, fala e sorri que eu gosto
Sorria e fale a vontade, que eu realmente gosto
.
Mas gosto também dos choros conjuntos
Momentos nossos e só
Uma intimidade no meio da multidão
.
Fomos cativados
E soubemos como ninguém nos fazer
E agora somos assim
Um misto de cada
E muito mais do que só dois
.
Ainda que agora eqüidistantes
Do lugar comum
.
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Mas você sempre será:
A FADA CORCUNDINHA DO MEU ETERNO VIR A SER
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É isso ou algo que não pode mais ser assim!!!
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Gosto ou gostava
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Gosto de te ver gritando livre na rua
Conversando com sinceridade
Sabendo de tuas muitas qualidades
Cativando com carinho
Amadurecendo-nos saudável
E amanhecendo conversando a dois
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Gosto de saber das tuas opiniões
Do jeito que canta leve
E dos agudos bonitos
Das caras e bocas e resmungos
Da intensidade de tudo
Gosto dos teus escritos doidos e profundos
Escritos vividos, e isso é importante
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Gosto de te ter por perto
De teus pontos de vista diferentes dos meus
E dos atritos que tanto nos aquecem
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Gosto do teu olhar
Das brincadeiras diversas e criativas
Do bom humor
Da falação
Das composições
O piano e a flor
Lembra?! Rsssss
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Fala, fala, fala, fala e sorri que eu gosto
Sorria e fale a vontade, que eu realmente gosto
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Mas gosto também dos choros conjuntos
Momentos nossos e só
Uma intimidade no meio da multidão
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Fomos cativados
E soubemos como ninguém nos fazer
E agora somos assim
Um misto de cada
E muito mais do que só dois
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Ainda que agora eqüidistantes
Do lugar comum
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Mas você sempre será:
A FADA CORCUNDINHA DO MEU ETERNO VIR A SER
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É isso ou algo que não pode mais ser assim!!!
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Há 4 anos eu disse isso ou algo assim (Aniversário do blog - IX)
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Início do Fim.............. (primeiro post)
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Pode parecer que o título é meio pra baixo astral, mas é fato que quase tudo que começa um dia chega ao fim, até o infinito do Viajantes que também é de outros "viajantesses" em geral, só por isso esse postado começa assim. Fazer um Blog era uma coisa que eu queria a muito tempo, porque pra mim é uma maneira de se expressar e de receber um retorno sobre essas viagens e não-viagens; é diferente de se escrever em um caderno ou numa folha qualquer, porque a folha é só aquela que está no lugar que ela está, e no caso das minhas, elas estão dormindo na mesa do meu quarto entre umas capas duras, num lugar onde pouca gente sabe. O Blog não é igual a uma folha, botou aqui, tá pro mundo, e qualquer um que quiser e souber onde e como entrar, vai poder ver tudo que voce escreveu. Esse fato me encanta, mas também me inibe, sei lá quem vai ler, ou talvez, sei lá se alguém vai ler, mas de qualquer maneira eu estou aqui, e depois de muito ensaiar, o Blog foi criado, e já é navegável pelos viajantes que quiserem fazer parte de um infinito com fim. O nome vem de um livro que eu li na minha infância e me marcou, tanto é que me veio a idéia de pôr o nome desse Blog assim. Também tem a ver com viagens no sentido de movimento que em si não dá uma idéia bem exata, mas acho que as idéias que essa palavra passa se encaixam bem com as que eu tenho na minha cabeça. Agora, quanto à palavra infinito, esse é o lugar onde tudo cabe, qualquer grande ou pequena merda que exista ou se escreva, qualquer grande ou pequena coisa que ocupe lugar ou que se pense, ou seja, infinito é tanto que não é nada que se defina. Não que meu Blog seja isso, mas que tudo isso me dá liberdade pra compor as coisas do jeito que eu quiser, sem restrições. Bem vindos a um pedaço do que penso................
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Pode parecer que o título é meio pra baixo astral, mas é fato que quase tudo que começa um dia chega ao fim, até o infinito do Viajantes que também é de outros "viajantesses" em geral, só por isso esse postado começa assim. Fazer um Blog era uma coisa que eu queria a muito tempo, porque pra mim é uma maneira de se expressar e de receber um retorno sobre essas viagens e não-viagens; é diferente de se escrever em um caderno ou numa folha qualquer, porque a folha é só aquela que está no lugar que ela está, e no caso das minhas, elas estão dormindo na mesa do meu quarto entre umas capas duras, num lugar onde pouca gente sabe. O Blog não é igual a uma folha, botou aqui, tá pro mundo, e qualquer um que quiser e souber onde e como entrar, vai poder ver tudo que voce escreveu. Esse fato me encanta, mas também me inibe, sei lá quem vai ler, ou talvez, sei lá se alguém vai ler, mas de qualquer maneira eu estou aqui, e depois de muito ensaiar, o Blog foi criado, e já é navegável pelos viajantes que quiserem fazer parte de um infinito com fim. O nome vem de um livro que eu li na minha infância e me marcou, tanto é que me veio a idéia de pôr o nome desse Blog assim. Também tem a ver com viagens no sentido de movimento que em si não dá uma idéia bem exata, mas acho que as idéias que essa palavra passa se encaixam bem com as que eu tenho na minha cabeça. Agora, quanto à palavra infinito, esse é o lugar onde tudo cabe, qualquer grande ou pequena merda que exista ou se escreva, qualquer grande ou pequena coisa que ocupe lugar ou que se pense, ou seja, infinito é tanto que não é nada que se defina. Não que meu Blog seja isso, mas que tudo isso me dá liberdade pra compor as coisas do jeito que eu quiser, sem restrições. Bem vindos a um pedaço do que penso................
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Isso ou algo assim!!! (Aniversário do blog - X)
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O capitalismo como religião *
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MICHAEL LÖWY
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Entre os documentos inéditos de Walter Benjamin [1892-1940] publicados em 1985 por Ralph Tiedemann e Hermann Schweppenhäuser no volume 6 de "Gesammelte Schriften" (Suhrkamp Verlag), há um particularmente obscuro, mas que parece de uma atualidade surpreendente: "O Capitalismo como Religião". São três ou quatro páginas contendo anotações e referências bibliográficas; denso, paradoxal, às vezes hermético, o texto não se deixa decifrar facilmente. Como não se destinava à publicação, o autor não tinha qualquer necessidade de torná-lo legível e compreensível... Os comentários a seguir são uma tentativa parcial de interpretação, baseada mais em hipóteses do que em certezas, e deixando de lado certas "zonas de sombra".
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O texto de Benjamin é, com toda evidência, inspirado por "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo" de Max Weber [1864-1920]. No entanto, como veremos, o argumento de Benjamin vai muito além de Weber e, sobretudo, substitui sua abordagem "axiologicamente neutra" (Wertfrei) por um fulminante requisitório anticapitalista.
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"É preciso ver no capitalismo uma religião". Com essa afirmação categórica começa o fragmento. Segue-se uma referência, mas também um distanciamento em relação a Weber: "Demonstrar a estrutura religiosa do capitalismo - isto é, demonstrar que ele é não somente uma formação condicionada pela religião, como pensa Weber, mas um fenômeno essencialmente religioso - nos levaria ainda hoje pelos meandros de uma polêmica universal desmedida".
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Benjamin continua: "Podemos entretanto, desde já, reconhecer no tempo presente três traços dessa estrutura religiosa do capitalismo". Benjamin não cita mais Weber, mas de fato os três pontos se alimentam de idéias e argumentos do sociólogo, dando-lhes um novo alcance, infinitamente mais crítico, mais radical - social e politicamente, mas também do ponto de vista filosófico (teológico?) - e perfeitamente antagônico à tese weberiana da secularização.
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O Culto
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"Primeiramente, o capitalismo é uma religião puramente cultual, talvez a mais extremamente cultual que já existiu. Nada nele tem significado que não esteja em relação imediata com o culto, ele não tem dogma específico nem teologia. O utilitarismo ganha, desse ponto de vista, sua coloração religiosa."
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Portanto, as práticas utilitárias do capitalismo - investimento do capital, especulações, operações financeiras, manobras bolsistas, compra e venda de mercadorias - são equivalentes a um culto religioso. O capitalismo não exige a adesão a um credo, a uma doutrina ou a uma "teologia"; o que conta são as ações, que representam, por sua dinâmica social, práticas cultuais. Benjamin, contradizendo um pouco seu argumento sobre a Reforma e o cristianismo, compara essa religião capitalista ao paganismo original, também ele "imediatamente prático" e sem preocupações "transcendentes".
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Mas o que é que permite assemelhar essas práticas econômicas capitalistas a um "culto"? Benjamin não o explica, mas utiliza, algumas linhas depois, o termo "adorador"; podemos assim considerar que o culto capitalista comporta certas divindades que são objeto de adoração. Por exemplo: "Comparação entre as imagens de santos das diferentes religiões e as notas de dinheiro dos diversos países". O dinheiro, em forma de papel-moeda, seria assim o objeto de um culto análogo ao dos santos das religiões "comuns".
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No entanto, o papel-moeda é apenas uma das manifestações de uma divindade mais fundamental no sistema capitalista cultual: o "dinheiro", o deus Mammon, ou, segundo Benjamin, "Plutão... deus da riqueza". Na bibliografia do fragmento é mencionada uma passagem virulenta contra o poder religioso do dinheiro: está no livro "Aufruf zum Sozialismus", do pensador anarquista judeu-alemão Gustav Landauer, publicado em 1919, pouco antes do assassinato de seu autor por militares contra-revolucionários. Na página indicada pela nota bibliográfica de Benjamin, Landauer escreve:
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"Fritz Mauthner ("Wörterbuch der Philosophie") mostrou que a palavra "Deus" (Gott) é originariamente idêntica a "ídolo" (Götze), e que as duas querem dizer "o fundido" [ou "o escorrido'] (Gegossene). Deus é um artefato feito pelos humanos, que ganha uma vida, atrai para si as vidas dos humanos e finalmente torna-se mais poderoso que a humanidade. O único escorrido (Gegossene), o único ídolo (Götze), o único Deus (Gott) a que os humanos deram vida é o dinheiro (Geld). O dinheiro é artificial e é vivo, o dinheiro produz dinheiro e mais dinheiro, o dinheiro tem todo o poder do mundo. Quem não vê, quem ainda hoje não vê, que o dinheiro, que o Deus não é outra coisa senão um espírito oriundo dos seres humanos, um espírito que se tornou uma coisa (Ding) viva, um monstro (Unding), e que ele é o sentido (Sinn) que se tornou louco (Unsinn) de nossa vida? O dinheiro não cria riqueza, ele é a riqueza; ele é a riqueza em si; não existe outro rico além do dinheiro".
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É verdade que não podemos saber até que ponto Benjamin compartilhava esse raciocínio de Landauer; mas podemos, a título de hipótese, considerar esse trecho, mencionado na bibliografia, como um exemplo do que ele entende por "práticas cultuais" do capitalismo.
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Sem Trégua
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A segunda característica do capitalismo "está estreitamente ligada a essa concreção do culto: a duração do culto é permanente". "O capitalismo é a celebração de um culto "sem trégua e sem piedade". Não há "dias comuns", nenhum dia que não seja de festa, no sentido terrível da utilização da pompa sagrada, da extrema tensão que habita o adorador."
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Sem descanso, sem trégua e sem piedade: a idéia de Weber é retomada por Benjamin, quase literalmente; não sem ironia, aliás, evocando o caráter permanente dos "dias de festa": na verdade, os capitalistas puritanos aboliram a maioria dos feriados católicos, considerados um incentivo ao ócio. Portanto, na religião capitalista, cada dia vê a mobilização da "pompa sagrada", isto é, os rituais na bolsa ou na fábrica, enquanto os adoradores seguem, com angústia e uma "extrema tensão", a subida ou a descida das cotações das ações.
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As práticas capitalistas não conhecem pausa, elas dominam a vida dos indivíduos da manhã à noite, da primavera ao inverno, do berço ao túmulo. Como bem observa Burkhardt Lindner, o fragmento empresta de Weber o conceito do capitalismo como sistema dinâmico, em expansão global, impossível de deter e do qual não podemos escapar.
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Enfim, a terceira característica do capitalismo como religião é seu caráter culpabilizador: "O capitalismo é provavelmente o primeiro exemplo de um culto que não é expiatório (entsühnenden), mas culpabilizador". Benjamin continua seu requisitório contra a religião capitalista: "Nisso, o sistema religioso é precipitado em um movimento monstruoso. Uma consciência monstruosamente culpada que não sabe expiar se apodera do culto, não para nele expiar essa culpa, mas para torná-la universal, para fazê-la entrar à força na consciência e, enfim e sobretudo, para implicar Deus nessa culpa, para que no fim das contas ele mesmo tenha interesse na expiação".
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Benjamin evoca, nesse contexto, o que chama de "ambigüidade da palavra Schuld" - isto é, ao mesmo tempo "dívida" e "culpa". Segundo Burkhard Lindner, a perspectiva histórica do fragmento baseia-se na premissa de que não podemos separar, no sistema da religião capitalista, a "culpa mítica" da dívida econômica.
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Encontramos em Max Weber dois raciocínios análogos, que também jogam com os dois sentidos de "dever": para o burguês puritano, "o que consagramos a fins "pessoais" é "roubado" do serviço à glória de Deus"; tornamo-nos assim ao mesmo tempo culpados e "endividados" em relação a Deus. "A idéia de que o homem tem "deveres" para com as posses que lhe foram confiadas e às quais ele está subordinado como um intendente devotado (...) pesa sobre sua vida com todo o seu peso gélido. Quanto mais aumentam as posses, mais pesado torna-se o sentimento de responsabilidade (...) que o obriga, para a glória de Deus (...), a aumentá-las por meio de um trabalho sem descanso". A expressão de Benjamin "fazer a culpa entrar à força na consciência" corresponde bem às práticas puritanas/capitalistas analisadas por Weber.
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Amplitude
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Mas parece-me que o argumento de Benjamin é mais geral: não é somente o capitalismo que é culpado e "endividado" com seu capital - a culpa é universal. Assim, o próprio Deus encontra-se envolvido nessa culpa geral: se os pobres são culpados e excluídos da graça, e se, no capitalismo, eles estão condenados à exclusão social é porque "é a vontade de Deus" ou, o que é seu equivalente na religião capitalista, a vontade dos mercados.
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Bem entendido, se nos situarmos no ponto de vista desses pobres e endividados, é Deus que é o culpado, e com ele o capitalismo. Em qualquer dos casos, Deus está inextricavelmente associado ao processo de culpabilização universal.
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Até aqui vimos bem o ponto de partida weberiano do fragmento, em sua análise do capitalismo moderno como religião originária de uma transformação do calvinismo; mas há um trecho em que Benjamin parece atribuir ao capitalismo uma dimensão transhistórica que não é mais a de Weber - e tampouco de Marx: "O capitalismo se desenvolveu no Ocidente como um parasita do cristianismo - devemos demonstrá-lo não somente a propósito do calvinismo, mas também das outras correntes ortodoxas do cristianismo -, de tal sorte que no fim das contas a história do cristianismo é essencialmente a de seu parasita, o capitalismo".
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O resultado do processo "monstruoso" de culpabilização capitalista é a generalização do "desespero": "Ele está ligado à essência desse movimento religioso - que é o capitalismo - de perseverar até o fim, até a completa culpabilização final de Deus, até um estado do mundo atingido por um desespero que ainda "esperamos" que seja justo. O que o capitalismo tem de historicamente inédito é que a religião não é mais reforma, mas a ruína do ser. O desespero se estende ao estado religioso do mundo do qual se deveria esperar a salvação".
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Não estamos distantes, aqui, das últimas páginas da "Ética Protestante", em que Weber constata, com um fatalismo resignado, que o capitalismo moderno "determina, com uma força irresistível, o estilo de vida do conjunto dos indivíduos nascidos nesse mecanismo - e não somente daqueles que a aquisição econômica concerne diretamente".
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Ele compara essa coerção a uma espécie de prisão na qual o sistema de produção racional de mercadorias encerra os indivíduos: "Segundo as opiniões de Baxter, a preocupação pelos bens externos não deveria pesar sobre os ombros de seus santos senão como "um leve manto que a qualquer momento se pode retirar". Mas a fatalidade transformou esse manto em uma jaula de aço".
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De Weber a Benjamin nos encontramos em um mesmo campo semântico, que descreve a lógica impiedosa do sistema capitalista. Mas por que ele é produtor de desespero?
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Sendo a "culpa" dos humanos, seu endividamento para com o capital, perpétua e crescente, nenhuma esperança de expiação é permitida. O capitalista deve constantemente aumentar e ampliar seu capital, sob pena de desaparecer diante de seus concorrentes, e o pobre deve emprestar dinheiro para pagar suas dívidas.
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Segundo a religião do capital, a única salvação reside na intensificação do sistema, na expansão capitalista, no acúmulo de mercadorias, mas isso só faz agravar o desespero. É o que parece sugerir Benjamin com a fórmula que faz do desespero um estado religioso do mundo "do qual se deveria esperar a salvação".
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* Este texto é uma versão editada da conferência de Michael Löwy na USP no dia 29 de setembro. Tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves. Publicado na Folha de São Paulo, Caderno Mais, domingo, 18 de setembro de 2005
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MICHAEL LÖWY
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Entre os documentos inéditos de Walter Benjamin [1892-1940] publicados em 1985 por Ralph Tiedemann e Hermann Schweppenhäuser no volume 6 de "Gesammelte Schriften" (Suhrkamp Verlag), há um particularmente obscuro, mas que parece de uma atualidade surpreendente: "O Capitalismo como Religião". São três ou quatro páginas contendo anotações e referências bibliográficas; denso, paradoxal, às vezes hermético, o texto não se deixa decifrar facilmente. Como não se destinava à publicação, o autor não tinha qualquer necessidade de torná-lo legível e compreensível... Os comentários a seguir são uma tentativa parcial de interpretação, baseada mais em hipóteses do que em certezas, e deixando de lado certas "zonas de sombra".
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O texto de Benjamin é, com toda evidência, inspirado por "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo" de Max Weber [1864-1920]. No entanto, como veremos, o argumento de Benjamin vai muito além de Weber e, sobretudo, substitui sua abordagem "axiologicamente neutra" (Wertfrei) por um fulminante requisitório anticapitalista.
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"É preciso ver no capitalismo uma religião". Com essa afirmação categórica começa o fragmento. Segue-se uma referência, mas também um distanciamento em relação a Weber: "Demonstrar a estrutura religiosa do capitalismo - isto é, demonstrar que ele é não somente uma formação condicionada pela religião, como pensa Weber, mas um fenômeno essencialmente religioso - nos levaria ainda hoje pelos meandros de uma polêmica universal desmedida".
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Benjamin continua: "Podemos entretanto, desde já, reconhecer no tempo presente três traços dessa estrutura religiosa do capitalismo". Benjamin não cita mais Weber, mas de fato os três pontos se alimentam de idéias e argumentos do sociólogo, dando-lhes um novo alcance, infinitamente mais crítico, mais radical - social e politicamente, mas também do ponto de vista filosófico (teológico?) - e perfeitamente antagônico à tese weberiana da secularização.
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O Culto
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"Primeiramente, o capitalismo é uma religião puramente cultual, talvez a mais extremamente cultual que já existiu. Nada nele tem significado que não esteja em relação imediata com o culto, ele não tem dogma específico nem teologia. O utilitarismo ganha, desse ponto de vista, sua coloração religiosa."
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Portanto, as práticas utilitárias do capitalismo - investimento do capital, especulações, operações financeiras, manobras bolsistas, compra e venda de mercadorias - são equivalentes a um culto religioso. O capitalismo não exige a adesão a um credo, a uma doutrina ou a uma "teologia"; o que conta são as ações, que representam, por sua dinâmica social, práticas cultuais. Benjamin, contradizendo um pouco seu argumento sobre a Reforma e o cristianismo, compara essa religião capitalista ao paganismo original, também ele "imediatamente prático" e sem preocupações "transcendentes".
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Mas o que é que permite assemelhar essas práticas econômicas capitalistas a um "culto"? Benjamin não o explica, mas utiliza, algumas linhas depois, o termo "adorador"; podemos assim considerar que o culto capitalista comporta certas divindades que são objeto de adoração. Por exemplo: "Comparação entre as imagens de santos das diferentes religiões e as notas de dinheiro dos diversos países". O dinheiro, em forma de papel-moeda, seria assim o objeto de um culto análogo ao dos santos das religiões "comuns".
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No entanto, o papel-moeda é apenas uma das manifestações de uma divindade mais fundamental no sistema capitalista cultual: o "dinheiro", o deus Mammon, ou, segundo Benjamin, "Plutão... deus da riqueza". Na bibliografia do fragmento é mencionada uma passagem virulenta contra o poder religioso do dinheiro: está no livro "Aufruf zum Sozialismus", do pensador anarquista judeu-alemão Gustav Landauer, publicado em 1919, pouco antes do assassinato de seu autor por militares contra-revolucionários. Na página indicada pela nota bibliográfica de Benjamin, Landauer escreve:
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"Fritz Mauthner ("Wörterbuch der Philosophie") mostrou que a palavra "Deus" (Gott) é originariamente idêntica a "ídolo" (Götze), e que as duas querem dizer "o fundido" [ou "o escorrido'] (Gegossene). Deus é um artefato feito pelos humanos, que ganha uma vida, atrai para si as vidas dos humanos e finalmente torna-se mais poderoso que a humanidade. O único escorrido (Gegossene), o único ídolo (Götze), o único Deus (Gott) a que os humanos deram vida é o dinheiro (Geld). O dinheiro é artificial e é vivo, o dinheiro produz dinheiro e mais dinheiro, o dinheiro tem todo o poder do mundo. Quem não vê, quem ainda hoje não vê, que o dinheiro, que o Deus não é outra coisa senão um espírito oriundo dos seres humanos, um espírito que se tornou uma coisa (Ding) viva, um monstro (Unding), e que ele é o sentido (Sinn) que se tornou louco (Unsinn) de nossa vida? O dinheiro não cria riqueza, ele é a riqueza; ele é a riqueza em si; não existe outro rico além do dinheiro".
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É verdade que não podemos saber até que ponto Benjamin compartilhava esse raciocínio de Landauer; mas podemos, a título de hipótese, considerar esse trecho, mencionado na bibliografia, como um exemplo do que ele entende por "práticas cultuais" do capitalismo.
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Sem Trégua
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A segunda característica do capitalismo "está estreitamente ligada a essa concreção do culto: a duração do culto é permanente". "O capitalismo é a celebração de um culto "sem trégua e sem piedade". Não há "dias comuns", nenhum dia que não seja de festa, no sentido terrível da utilização da pompa sagrada, da extrema tensão que habita o adorador."
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Sem descanso, sem trégua e sem piedade: a idéia de Weber é retomada por Benjamin, quase literalmente; não sem ironia, aliás, evocando o caráter permanente dos "dias de festa": na verdade, os capitalistas puritanos aboliram a maioria dos feriados católicos, considerados um incentivo ao ócio. Portanto, na religião capitalista, cada dia vê a mobilização da "pompa sagrada", isto é, os rituais na bolsa ou na fábrica, enquanto os adoradores seguem, com angústia e uma "extrema tensão", a subida ou a descida das cotações das ações.
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As práticas capitalistas não conhecem pausa, elas dominam a vida dos indivíduos da manhã à noite, da primavera ao inverno, do berço ao túmulo. Como bem observa Burkhardt Lindner, o fragmento empresta de Weber o conceito do capitalismo como sistema dinâmico, em expansão global, impossível de deter e do qual não podemos escapar.
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Enfim, a terceira característica do capitalismo como religião é seu caráter culpabilizador: "O capitalismo é provavelmente o primeiro exemplo de um culto que não é expiatório (entsühnenden), mas culpabilizador". Benjamin continua seu requisitório contra a religião capitalista: "Nisso, o sistema religioso é precipitado em um movimento monstruoso. Uma consciência monstruosamente culpada que não sabe expiar se apodera do culto, não para nele expiar essa culpa, mas para torná-la universal, para fazê-la entrar à força na consciência e, enfim e sobretudo, para implicar Deus nessa culpa, para que no fim das contas ele mesmo tenha interesse na expiação".
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Benjamin evoca, nesse contexto, o que chama de "ambigüidade da palavra Schuld" - isto é, ao mesmo tempo "dívida" e "culpa". Segundo Burkhard Lindner, a perspectiva histórica do fragmento baseia-se na premissa de que não podemos separar, no sistema da religião capitalista, a "culpa mítica" da dívida econômica.
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Encontramos em Max Weber dois raciocínios análogos, que também jogam com os dois sentidos de "dever": para o burguês puritano, "o que consagramos a fins "pessoais" é "roubado" do serviço à glória de Deus"; tornamo-nos assim ao mesmo tempo culpados e "endividados" em relação a Deus. "A idéia de que o homem tem "deveres" para com as posses que lhe foram confiadas e às quais ele está subordinado como um intendente devotado (...) pesa sobre sua vida com todo o seu peso gélido. Quanto mais aumentam as posses, mais pesado torna-se o sentimento de responsabilidade (...) que o obriga, para a glória de Deus (...), a aumentá-las por meio de um trabalho sem descanso". A expressão de Benjamin "fazer a culpa entrar à força na consciência" corresponde bem às práticas puritanas/capitalistas analisadas por Weber.
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Amplitude
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Mas parece-me que o argumento de Benjamin é mais geral: não é somente o capitalismo que é culpado e "endividado" com seu capital - a culpa é universal. Assim, o próprio Deus encontra-se envolvido nessa culpa geral: se os pobres são culpados e excluídos da graça, e se, no capitalismo, eles estão condenados à exclusão social é porque "é a vontade de Deus" ou, o que é seu equivalente na religião capitalista, a vontade dos mercados.
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Bem entendido, se nos situarmos no ponto de vista desses pobres e endividados, é Deus que é o culpado, e com ele o capitalismo. Em qualquer dos casos, Deus está inextricavelmente associado ao processo de culpabilização universal.
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Até aqui vimos bem o ponto de partida weberiano do fragmento, em sua análise do capitalismo moderno como religião originária de uma transformação do calvinismo; mas há um trecho em que Benjamin parece atribuir ao capitalismo uma dimensão transhistórica que não é mais a de Weber - e tampouco de Marx: "O capitalismo se desenvolveu no Ocidente como um parasita do cristianismo - devemos demonstrá-lo não somente a propósito do calvinismo, mas também das outras correntes ortodoxas do cristianismo -, de tal sorte que no fim das contas a história do cristianismo é essencialmente a de seu parasita, o capitalismo".
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O resultado do processo "monstruoso" de culpabilização capitalista é a generalização do "desespero": "Ele está ligado à essência desse movimento religioso - que é o capitalismo - de perseverar até o fim, até a completa culpabilização final de Deus, até um estado do mundo atingido por um desespero que ainda "esperamos" que seja justo. O que o capitalismo tem de historicamente inédito é que a religião não é mais reforma, mas a ruína do ser. O desespero se estende ao estado religioso do mundo do qual se deveria esperar a salvação".
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Não estamos distantes, aqui, das últimas páginas da "Ética Protestante", em que Weber constata, com um fatalismo resignado, que o capitalismo moderno "determina, com uma força irresistível, o estilo de vida do conjunto dos indivíduos nascidos nesse mecanismo - e não somente daqueles que a aquisição econômica concerne diretamente".
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Ele compara essa coerção a uma espécie de prisão na qual o sistema de produção racional de mercadorias encerra os indivíduos: "Segundo as opiniões de Baxter, a preocupação pelos bens externos não deveria pesar sobre os ombros de seus santos senão como "um leve manto que a qualquer momento se pode retirar". Mas a fatalidade transformou esse manto em uma jaula de aço".
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De Weber a Benjamin nos encontramos em um mesmo campo semântico, que descreve a lógica impiedosa do sistema capitalista. Mas por que ele é produtor de desespero?
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Sendo a "culpa" dos humanos, seu endividamento para com o capital, perpétua e crescente, nenhuma esperança de expiação é permitida. O capitalista deve constantemente aumentar e ampliar seu capital, sob pena de desaparecer diante de seus concorrentes, e o pobre deve emprestar dinheiro para pagar suas dívidas.
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Segundo a religião do capital, a única salvação reside na intensificação do sistema, na expansão capitalista, no acúmulo de mercadorias, mas isso só faz agravar o desespero. É o que parece sugerir Benjamin com a fórmula que faz do desespero um estado religioso do mundo "do qual se deveria esperar a salvação".
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* Este texto é uma versão editada da conferência de Michael Löwy na USP no dia 29 de setembro. Tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves. Publicado na Folha de São Paulo, Caderno Mais, domingo, 18 de setembro de 2005
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sexta-feira, 13 de março de 2009
Prefácio, enfim, prefácio
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Depois de muito hesitar (por meses), li esse texto de novo e enfim decidi:
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Não mexo mais nele!!!
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Por isso estou colocando aqui...
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E aí está:
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Prefácio para o livro "Heloísa" de Benita Carneiro
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Toda criança, ao nascer, é um livro em branco. Páginas que o tempo da vida se encarregará de preencher. Uma alma novinha em folha, aberta. Um pergaminho, uma promessa de caminho, um amor que nasce sem pedir licença. Assim surgem as crianças.
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A Heloísa nasceu e Heloísa se fez cheia de poemas. Rimas e imagens bonitas saídas das idéias e dos olhares para o real e o fantástico de Benita Carneiro. Benditas sejam estas poesias! Poesias em que o início e o auge da vida convivem em harmonia por versos simples e carregados de convites. Um livro sem idade que cresce com os pequenos e aconchega os maiores.
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- Um livro para todos!
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Benita propõe travessuras de criança nesta travessia de palavras. Descobre minúcias, brinca com versos e imagens. Um manual de sensibilidade. É o que há de gigante no micro ou de imprescindível no detalhe.
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São poesias que conversam com a Heloísa. Heloísa conversa com a Heloísa propondo novas formas de ver o mundo, aguçando a imaginação. Uma conversa que todos somos convidados a participar.
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Assim Benita aduba, entrega sementes, mas não semeia, pois cada um planta sua criação dentro de si. São poesias em pílulas, para serem tomadas devagar. Encantos aos pouquinhos. Sutilezas doces. Doses homeopáticas.
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Aqui tudo pode falar com “Magia”. Os bichos dançam forró, tocam violão, são muito gente. O palhaço dá ao mundo mais alegria, formigas enrubescem a roseira. A dançarina é gentil e tenta agradar. O vento parece um serrote. O brinquedo se inventa, mas Papai Noel também pode entregar no Natal.
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É um universo à parte. O universo Heloísa, feito de brincadeiras que dizem muito, rimas soltas, belezas que estão por aí, de se colher com cuidado. Colheita que a poeta soube fazer com grande sabedoria.
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- É um jardim! Um lindo jardim!
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“Um livro e uma flor”. Um livro-flor, pois sempre “Nasce uma flor daqui”, em Itanhandu, ou melhor, num canto de “Itaema”, o canto Benita. E é dessa maneira, adubando com belezas, mostrando sementes divertidas que se faz nascerem outras floradas por aí...
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“Um livro e uma flor, para você lembrar de mim, quando eu me for”...
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- Quando eu me flor!
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Um ciclo de uma flor. São as sementes e as flores que, chegando a ser livro, obra, retornam à condição inicial de terra que alimenta, ainda que com cara de flor primeira. Este caminho de simplicidade pode ser feito com muita música e rima, caso se tenha maestria, espontaneidade não perdida. As ferramentas todos temos, mas alguns precipitam.
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E assim, Heloísa, que é flor-menina, tornou-se também livro-flor.
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Mas não pensem que é fácil escrever com simplicidade. Não, não é. A simplicidade permite, é gentil; é do tamanho que conseguimos fazer com que ela seja. E fazê-la grande, saber do que é grande e colocar isso, conscientemente, em pequenos e simples espaços, é fantástico.
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Este é o valor das sementes, das flores e também deste livro-flor.
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Plante-o diversas vezes e deixe-se encantar com as surpresas de si.
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- Deixe nascer uma flor também daí!
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Toda criança, ao nascer, é um livro em branco. Páginas que o tempo da vida se encarregará de preencher. Uma alma novinha em folha, aberta. Um pergaminho, uma promessa de caminho, um amor que nasce sem pedir licença. Assim surgem as crianças.
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A Heloísa nasceu e Heloísa se fez cheia de poemas. Rimas e imagens bonitas saídas das idéias e dos olhares para o real e o fantástico de Benita Carneiro. Benditas sejam estas poesias! Poesias em que o início e o auge da vida convivem em harmonia por versos simples e carregados de convites. Um livro sem idade que cresce com os pequenos e aconchega os maiores.
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- Um livro para todos!
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Benita propõe travessuras de criança nesta travessia de palavras. Descobre minúcias, brinca com versos e imagens. Um manual de sensibilidade. É o que há de gigante no micro ou de imprescindível no detalhe.
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São poesias que conversam com a Heloísa. Heloísa conversa com a Heloísa propondo novas formas de ver o mundo, aguçando a imaginação. Uma conversa que todos somos convidados a participar.
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Assim Benita aduba, entrega sementes, mas não semeia, pois cada um planta sua criação dentro de si. São poesias em pílulas, para serem tomadas devagar. Encantos aos pouquinhos. Sutilezas doces. Doses homeopáticas.
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Aqui tudo pode falar com “Magia”. Os bichos dançam forró, tocam violão, são muito gente. O palhaço dá ao mundo mais alegria, formigas enrubescem a roseira. A dançarina é gentil e tenta agradar. O vento parece um serrote. O brinquedo se inventa, mas Papai Noel também pode entregar no Natal.
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É um universo à parte. O universo Heloísa, feito de brincadeiras que dizem muito, rimas soltas, belezas que estão por aí, de se colher com cuidado. Colheita que a poeta soube fazer com grande sabedoria.
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- É um jardim! Um lindo jardim!
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“Um livro e uma flor”. Um livro-flor, pois sempre “Nasce uma flor daqui”, em Itanhandu, ou melhor, num canto de “Itaema”, o canto Benita. E é dessa maneira, adubando com belezas, mostrando sementes divertidas que se faz nascerem outras floradas por aí...
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“Um livro e uma flor, para você lembrar de mim, quando eu me for”...
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- Quando eu me flor!
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Um ciclo de uma flor. São as sementes e as flores que, chegando a ser livro, obra, retornam à condição inicial de terra que alimenta, ainda que com cara de flor primeira. Este caminho de simplicidade pode ser feito com muita música e rima, caso se tenha maestria, espontaneidade não perdida. As ferramentas todos temos, mas alguns precipitam.
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E assim, Heloísa, que é flor-menina, tornou-se também livro-flor.
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Mas não pensem que é fácil escrever com simplicidade. Não, não é. A simplicidade permite, é gentil; é do tamanho que conseguimos fazer com que ela seja. E fazê-la grande, saber do que é grande e colocar isso, conscientemente, em pequenos e simples espaços, é fantástico.
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Este é o valor das sementes, das flores e também deste livro-flor.
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Plante-o diversas vezes e deixe-se encantar com as surpresas de si.
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- Deixe nascer uma flor também daí!
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p.s: Gostaria de agradecer os palpites!!!
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Gostei do texto pra sempre agora!!!
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Eu admiro o impossível
Cativo quem eu gosto
Gosto do que quero
Sou escorpião
Sou perecível ao tempo
Eu trago lixo para dentro
Sofro o quanto preciso
Eu quero o que não tenho
Tenho o que mereço
Não me faço de vitima
Eu omito a verdade
E nem percebo
Sou saudosista
Sou Narcisista, individualista
Sou o meu próprio analista
Eu desafio
Eu julgo
Eu amo
Sei persuadir
Tenho o dom de iludir
Eu sei bem onde ferir
E firo quando preciso
Minha pulsão é minha libido
Minha paixão é intensa
Ela nunca é de graça
Meu olhar é possessivo
Tenho sexto sentido
Sou escorpião
E é contra tudo isso que eu luto
Posso até ter mudado muito
Mas eu ainda sou escorpião...
Esnobo a razão...
Sou escorpião
Eu admiro o impossível
Cativo quem eu gosto
Gosto do que quero
Sou escorpião
Sou perecível ao tempo
Eu trago lixo para dentro
Sofro o quanto preciso
Eu quero o que não tenho
Tenho o que mereço
Não me faço de vitima
Eu omito a verdade
E nem percebo
Sou saudosista
Sou Narcisista, individualista
Sou o meu próprio analista
Eu desafio
Eu julgo
Eu amo
Sei persuadir
Tenho o dom de iludir
Eu sei bem onde ferir
E firo quando preciso
Minha pulsão é minha libido
Minha paixão é intensa
Ela nunca é de graça
Meu olhar é possessivo
Tenho sexto sentido
Sou escorpião
E é contra tudo isso que eu luto
Posso até ter mudado muito
Mas eu ainda sou escorpião...
Esnobo a razão...
Sou escorpião
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Não sei quem é o autor
Não sei quem é o autor
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quinta-feira, 12 de março de 2009
Sono e adrenalina
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Toda arte é uma espécie de magia. Uma espécie de alquimia. Alquimia das palavras, das tintas, das massas, das pedras, dos corpos, dos sons. Elementos simples que combinados geram um “não sei o que” avulso a todos os elementos primeiros. Alquimia, magia da boa e, como toda magia da boa, precisa de aprovação e inspiração extra-corpus...
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Ficção minha!!!
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Eu não caio mais em tristezas. Toda situação mental e sua conseqüente sensação já pode ser revertida por mim em prazer maior. Uma catarse incessante, instantaneamente adaptável a qualquer combinação do pensar/sentir. Não há mais pensamento que se determine dentro de mim sem que eu dê permissão para tal. Sou senhor de meu interior. Sou meu Deus interno, afinal, começamos a nos construir enquanto Deuses, que somos, exatamente neste espaço. Sinto e penso o que quero. E não me venha(o) com demagogias, pois a pior das demagogias pode se tornar a mais bela sinceridade, basta embasamento profundo. E o embasamento profundo vai até onde você conseguir ir sem se desviar. Mas cuidado, desviou, fudeu!!! Vigilância e audácia, meu filho!!! Prazeres da alma... As camadas do pensamento não me assustam mais. São muitas, eu sei, mas todas dançam, na palma da minha consciência, o som que escolho. Minha consciência aportou no cais firme da sensação/razão profunda e daqui me lanço para aos mais mirabolantes jogos divertidos do dia-a-dia interno/externo, pois sei o caminho do retorno à realidade presente. O labirinto da mente no labirinto do mundo. Ou será o caminho da mente no caminho do mundo? Ou o caminhar da mente no caminhar do mundo? Não importa. Importa que o paralelismo se manteve, como deve ser mantido. Mapeie seus conhecimentos de si, lance olhares sinceros e esclarecedores para seu interior e assim poderás navegar sem medo pelo caos do entorno. Será isso liberdade? Se não, ao menos ficção minha!!!
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p.s: Março sempre é esclarecedor, assim como julho divisor, janeiro gestor e novembro redentor!!! Marcos do meu ano... Ficção minha!!! Quem se importa?!?!
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Eu não caio mais em tristezas. Toda situação mental e sua conseqüente sensação já pode ser revertida por mim em prazer maior. Uma catarse incessante, instantaneamente adaptável a qualquer combinação do pensar/sentir. Não há mais pensamento que se determine dentro de mim sem que eu dê permissão para tal. Sou senhor de meu interior. Sou meu Deus interno, afinal, começamos a nos construir enquanto Deuses, que somos, exatamente neste espaço. Sinto e penso o que quero. E não me venha(o) com demagogias, pois a pior das demagogias pode se tornar a mais bela sinceridade, basta embasamento profundo. E o embasamento profundo vai até onde você conseguir ir sem se desviar. Mas cuidado, desviou, fudeu!!! Vigilância e audácia, meu filho!!! Prazeres da alma... As camadas do pensamento não me assustam mais. São muitas, eu sei, mas todas dançam, na palma da minha consciência, o som que escolho. Minha consciência aportou no cais firme da sensação/razão profunda e daqui me lanço para aos mais mirabolantes jogos divertidos do dia-a-dia interno/externo, pois sei o caminho do retorno à realidade presente. O labirinto da mente no labirinto do mundo. Ou será o caminho da mente no caminho do mundo? Ou o caminhar da mente no caminhar do mundo? Não importa. Importa que o paralelismo se manteve, como deve ser mantido. Mapeie seus conhecimentos de si, lance olhares sinceros e esclarecedores para seu interior e assim poderás navegar sem medo pelo caos do entorno. Será isso liberdade? Se não, ao menos ficção minha!!!
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p.s: Março sempre é esclarecedor, assim como julho divisor, janeiro gestor e novembro redentor!!! Marcos do meu ano... Ficção minha!!! Quem se importa?!?!
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terça-feira, 10 de março de 2009
(Meti)
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(Meti)
(Me-ti)
(Me ti)
(Me em ti)
(Mim em ti)
(Eu em ti)
(Eu em você)
(Portanto,)
(Já era,)
(Me-ti)
(Me ti)
(Me em ti)
(Mim em ti)
(Eu em ti)
(Eu em você)
(Portanto,)
(Já era,)
(Meti)
(.)
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0
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É assim mesmo!!!
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Demorava-se, aliás, o subir e alargar-se da água, com os mil-e-um movimentos supérfluos.
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Falando de enchente - Partida do audaz navegante - Primeiras estórias - J.G.Rosa
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quinta-feira, 5 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Primeiro de março de 2009
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F
a
i
x
a
v
e
r
m
e
l
h
a
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P.s's:
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Não ando muito com vontade de escrever. Talvez isso passe...
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E este post serve só pra deixar marcada essa data aqui neste blog.
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