terça-feira, 31 de agosto de 2010

Madame Bovary – Gustave Flaubert

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Descritivo de minúcias, tendo neste ponto uma grande característica, fundadora de um novo estilo de literatura.
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Possui boas colocações de palavras em metáforas. O autor mostra um amplo domínio da narrativa, afinal, foi um livro escrito durante muitos anos, acho que 7. Gerou diversos atritos para seu autor. Inclusive casos na justiça, acusando sua obra de ser imoral. O autor se defendeu, ganhou a causa.
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Livro indispensável à história da literatura e marco fundador da literatura moderna.
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Tramas bem colocadas, descrições rápidas, às vezes, difícil de acompanhar.
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A personagem principal não é apresentada logo no início, acontecendo-se depois que se desenrolam algumas outras cenas.
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Os personagens possuem características bem definidas, como é o caso de: Charles, o marido, Rodolphe, o amante, Léon, Sr. Bovary, o pai, boticário, Sr. Homais dado à filosofia.
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Ao contrário da constância dos outros, listados acima, Madame Bovary, a principal, é uma mulher volúvel, extremada, muda constantemente de postura e mesmo de conduta. Um caráter fútil e desvairado. Por vezes trabalhadora, por vezes vadia, por vezes feliz, por vezes muito triste e entediada, sonhadora, começando diversos projetos que não levou até o fim. Afundou-se numa tragédia!
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Não quero escrever muito sobre o livro! Gostei bastante, mas não está entre os melhores que já li.
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Não é de difícil leitura. É muito bem construído, de estrutura linear, diálogos, descrições minuciosas, como já dito, e sem grandes saltos temporais.
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O autor, por detrás da obra, me pareceu sincero, esforçado, direto no embate com seu leitor. Procurou trazer, sem grandes rodeios ou cinismo, uma obra que se pretendia inovadora, que alcançou seu objetivo de novidade e que estava disposta a ser lida. Uma forma literária bem cuidada, bem conduzida, de linguagem aberta, inteligente no trato de algumas minúcias do seu humano e madura nas tramas e na condução. Brilhante para seu tempo!
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Bendições

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Autor: Max de Figueiredo Portes
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Vencedor do Prêmio Ferreira Gular no II Concurso Nacional de Poesias, promovido pela UPES – União Paranaense de Estudantes (1979).
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A princípio se chamou “Ordem do Dia”, um título que, na minha opinião, é interessante, pois, me parece mais de acordo com o tom da poesia apresentada, muito ligada ao aconselhamento e, às vezes, às dores dos homens. “Bendições” parece-me que tendeu a “beatificar”, clarear uma obra que fala de muita dor. Também fala de Deus, talvez daí tenha vindo o nome definitivo, mas, Este se encaixa mais no plano “Ordem do dia” do que as dores humanas no guarda-chuva aberto pelo termo “Bendições”.
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O corpo possui 12 pequenas poesias, muito bem escritas com intensa inspiração, contendo partes rimadas, outras em versos brancos, idéias simples, muito tocantes e trabalhadas com sensibilidade.
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Especialmente a última estrofe, dentro do contexto geral, me tocou bastante:
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Aqui:
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“na dor que dilacera
as marcas que consomem
melhora esse disfarce
ao menos por ser homem”
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Outro ponto forte da obra são as ilustrações feitas pelo artista Edson Evangelista.
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Um livro rápido, pra se ler e reler de tempos em tempos.
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Obrigado Benita Carneiro por emprestá-lo!
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O Aleph!


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Há algum erro anterior a tudo, alguém já disso isso, só não lembro quem. Em algum lugar, anterior a tudo, um lugar onde eu não consigo chegar, um lugar que não consigo nem sequer vislumbrar, houve um erro criador de todos os outros erros. É como uma linha que não olha dos lados, que segue convicta, até que a mão do traço se esquece, por um instante apenas, de seguir adiante, o traço se entorta, as laterais se abrem em possibilidades infinitas, campos de campos de campos gerais insondáveis a tudo que for estático. Então, a linha toma gosto pela descontinuidade, pela não possibilidade, pelo erro. A linha se biparte, se triparte, multiplicando exponencialmente, velozmentemente ela se estraçalha em micro pontos incalculáveis, cada qual traçando, querendo, tentando, penando traçar tua própria linha que esbarra em outras, que não vê adiante, linhas de linhas e traços de traços que se pretendem infinitos, manchando os campos, esbarrando, podando, guerreando contra. Linhas que se juntam, se debatem numa ampliação esgarçada dos campos possíveis tão tenros aos momentos daquela linha inicial. Tenciona-se a possibilidade do que existe, margeia-se as muralhas dos campos, a muralha do possível, derruba-se rochas sem início nem fim e seguem caoticamente por novos campos que se abrem a cada milímetro de traço daquelas linhas que saltaram fora dos campos dos campos dos campos gerais. Há um erro anterior a tudo: o pensar!
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Há uma gota anterior a tudo. Uma gota que detinha-se no teto do mundo, pendulando na imanência de deixar-se estar. Ela continha em si mesma a condição de por ali permanecer, sem pressa, nem presença. Um existir sem direção, havendo apenas a vibração interna daquilo que se quer bem, que se contem, que se detém, que se convém. Convinha não tê-la tocado, não tê-la soprado, não tê-la tirado do paraíso casular. Há uma gota anterior a todas as outras gotas do mundo. Ao toque dela, por acaso do repentino desatinado, acordou-se a tentativa de cair, a qualquer coisa de se lançar, o equilíbrio intocável de se tocar e assim ela foi. Seu salto, seu vôo, seu grito, seu peso, sua ausência fez despertar, no teto modificado do mundo, todas as outras gotas contidas do bem se querer, solitárias em si. Tremulamente em considerações não concêntricas, começaram a saltar de seus solos contrários as gotas das gotas, numa chuva de lamentos e precipícios, em blocos, pesados, dando início àquilo que chamamos: o choro!
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Há uma gota que rasga o campo dos campos dos campos gerais das linhas: o papel!
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De onde tudo partiu, tudo retorna. De onde tudo está, tudo pode, para de novo tentar. Mas anterior a tudo, há o erro, o teto e o solo, o pensar, o choro e o papel.
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No choque das gotas precipitadas do teto do mundo, contra os campos possíveis às linhas perdidas, marca-se de peso o plano, pesando o solo, rompendo a celulose, esgarçando o berro do precipício final, onde linhas, celulose e gotas, choro, papel e pensar, juntam-se, ao término dos tempos, num amórfico limbo que contem tudo o que existe, existiu e existirá: o Aleph!
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Tudo é pensamento, lágrima e papel!!!
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E anterior a isso?!
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Não...
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Anterior a isso não há nada...
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p.s: este é o ducentésimo texto classificado como "texto livre" aqui do blog.

Dzi Croquettes


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O assunto era uma trupe de dançarinos que faziam um show de humor e escracho na época da ditadura militar. Começaram meio que por acaso, de maneira caseira e amadora, chamando amigos, outros entrando simplesmente porque queriam participar, até chegar ao número de 13. Viviam numa espécie de comunidade hippie na área da malandragem carioca, chamaram a atenção de um louco dançarino americano, Lennie Dale, e foram ganhando corpo e qualidade na mistura dos múltiplos talentos. Consideravam-se como uma família, e levavam ao palco esta família vivida também fora dos holofotes. O movimento foi crescendo e conseguiu entrar em teatros maiores do Rio de Janeiro. Fizeram turnês, saíram do Rio, ficaram dois anos em São Paulo, marcaram época aqui também, houve mais uma volta ao Rio num grande boom de popularidade, enfrentaram a ditadura, tiveram o espetáculo cortado, conseguiram reabrir, pois os militares não entendiam onde estava a ameaça dentro de toda a algazarra que eles faziam no palco, angariaram fãs, influenciaram as Frenéticas e o estilo de vida de muitas pessoas, foram ganhando mais e mais espaço no Brasil e, num salto de inconseqüência ou coragem, partiram pra Paris num navio, com muita droga e sem muita idéia do que conseguiriam fazer lá. Lizza Minnelli era apaixonada por eles e serviu de madrinha nesta louca temporada parisiense. Ganharam o mundo, grandes teatros da Cidade Luz, de Londres, enfrentaram a máfia italiana, estavam refugiados na fronteira da Suíça quando foram chamados a voltarem aos palcos de Paris, quase foram parar na Broadway, mas o destino não quis assim. Voltaram pro Brasil a convite de um fazendeiro milionário da Bahia, aquietaram-se numa fazenda e a droga consumiu alguns de seus membros. Houve brigas, alguns saíram, o grupo se refez mesmo sem os maiores líderes, fizeram outras turnês internacionais com mais dois espetáculos e, perto dos anos 90, tudo foi naturalmente abrandado.
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Um documentário muito bem feito, que tinha um ótimo tema na mão e que soube distribuir os depoimentos de gente como: Claudia Raia, Elke Maravilha, Gilberto Gil, Pedro Cardoso, Miguel Falabela, Ney Matogrosso, Jorge Fernando, outros mais desconhecidos, além dos próprios Dzi Croquettes vivos, de maneira a conferir um ritmo agradável e envolvente à narrativa. Longos episódios de fala, entremeados por apresentações de músicas, cortes mostrando os bastidores das próprias entrevistas, fotos casadas com o discurso que estava sendo feito, comentários pontuais também casados com imagens, apresentação de temas em formato não linear, mas ao mesmo tempo não caótico. Começa por uma passagem geral, depois mostra-se o início, a história dos líderes, o cotidiano, e isso vai-se desenrolando numa mistura de personagens e episódios da história do grupo, tudo costurado muito naturalmente.
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Eu me emocionei! Pensar que um grupo de amigos, saídos da malandragem carioca, ganhou as principais capitais da Europa, conquistou o coração de artistas dos musicais mais famosos do mundo e influenciou para sempre o humor brasileiro fazendo uma arte de vanguarda, é de arrepiar!!!
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Gostei demais!!!
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A Vela


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lavelavelavelavelavelavelavela
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Lave lá, Vela!
Vê lá, Vela!
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Vê-la?
Vela vela?
V(v)ela!!!
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lavelavelavelavelavelavelavela


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Julho IX

Finalizando Julho
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Julho é sempre bom, por mais pesado que passe!!!
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O mês começou com diversos sonhos reveladores. Um sonho que me mostrou a diferença da força presente no coração para a força presente na mente; outro que me trouxe uma frase confortante e uma visão maravilhosa que me deixa esperançoso de mudanças; outro que me revelou uma coisa ruim e reverteu o quadro quando do contato com uma alma que não vive em carne e osso, mas que conversou comigo num outro plano e me curou algumas feridas; outro mais sutil que veio apenas para ajeitar arestas de amizades que eu tive há anos atrás; enfim, foram diversas passagens, sonhos e pequenas mensagens que me esclareceram algumas nuances da condição de ser-vivente.
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Além dos sonhos, pude conversar muito com pessoas que gosto, agora sim, em carne e osso, sobre diversos assuntos. Isso aconteceu em Itanhandu, minha cidade, em Passa Quatro, uma cidade vizinha, bem como em São Paulo, especialmente durante o feriado de 9 de Julho.
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Os dois trânsitos astrológicos, copiados aqui, não foram os únicos. Outros tantos me chegaram, pelo menos uns 6 ou 7 positivos, mas resolvi não postar para não ficar expondo demais as circunstâncias.
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Repito que Julho é sempre bom, por mais pesado que passe!!!
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E realmente não foi leve. Não foi e ainda não está sendo. Há alguma coisa pesada, já pesa há algumas semanas e eu sei o que é... Mas, de qualquer maneira, aprender a trabalhar com pesos, que escapam ao seu controle, é de vital importância para o dia-a-dia de qualquer pessoa. E me parece que estou indo bem! Sentindo sim, mas, indo além!!!
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Julho é sempre bom, por mais pesado que passe!!!
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Julho VIII

Amarcord
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Lembra que o pensamento dolorido já estava em ti desde pequeno?
Lembra que o radical da sensibilidade dolorida também?
Construíram teu alívio com base em medicamentos
Para depois proclamarem tua derrota
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Viver todo o presente com medo da eternidade
Para depois chegar lá e ver que nunca realmente viveu o teu presente
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Todo medo é, no fundo, medo do agora!
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Se não há esforço, tudo que veio muito fácil, terá menos valor. Não deve-se radicalmente negar o sofrimento, mas trabalhar com ele.
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Deus não aparece. Seria esta a única maneira de não cometer erros? Seria Deus covarde? Ninguém nunca viu Deus! O anonimato, a proteção de não se apresentar seria a única maneira de ser absolutamente correto? A perfeição está em não existir, em estar oculto?
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Será que em algum momento eu surpreendi? Ou apenas estou seguindo o óbvio dos meus caminhos?
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Eu sou muito pouco perto do que eu sinto. Eu posso muito pouco perto do que eu sou. Não que eu seja muito, mas é que muitas coisas se fazem por mim, estão além de mim e eu não as controlo.
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A alma não é um foco, mas um movimento.
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Minha memória está fraca, mas meu coração está quieto.
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Julho VII

Frases de Celular
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Na verdade, a simpatia tem, no repente de uma abordagem, a ver com o bem! Não adianta, o mal gera, como que por instinto, uma antipatia, naquele que toma contato. O segundo momento pode até ser mais brando e até mesmo gerar apego por alguma coisa ruim, mas no estalo de um repente, a primeira reação é a de antipatia pelo mal, quando vindo em tua direção.
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Julho VI

Frases de Celular
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Há algumas pessoas que vem pra saber antes de dever saber, e essas são as imprescindíveis.
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Julho IV

Frases de Celular
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Trabalhando o pensamento pela linha literária, conquista-se a precisão da agulha.
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Julho V

Frases de Celular
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A cada mínimo passo que se dá, abre-se um novo caminho inteiramente novo, ainda que o mesmo de sempre. É assim que sinto quando mudo algo profundo dentro de mim. Minha espinha é meu cerne de sentir. Nela eu sei o que realmente sou, como realmente estou, e como realmente me mudar.
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Julho III

Frases de Celular
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A fome, na boca, é sentida como a falta de atrito gustativo, e muito da fome já se mata no gosto, nesse atrito.
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Julho II

Afirmação por negação
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Eu não tenho que fazer nada. Essa frase parece vazia, mas teu seu valor, quando bem usada, nos momentos pertinentes. Descobri o conforto de pensar assim há algumas semanas. Eu que nasci pequeno, sem saber de muita coisa, exalando fragilidades, não necessito tanta auto-cobrança. Este foi a primeira novidade trazida por Julho.
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Julho I

Humor e drama
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Por que o humor é menos tolerante que o drama?!
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Por que a lágrima nunca poderá ser de deboche!
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O Avatar e o Existencialismo

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Eu acho que todo homem e toda mulher deve procurar ser a vanguarda mais possível de seu tempo. Arrisco dizer que os homens, na medida do possível ou do que lhe foi proporcionado, deve-se posicionar rente à realidade, como uma esponja crítica. Agir na linha do real, da maneira mais adequada, atual e engajada.
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Indo além do presente, também digo que, se temos milênios de humanidade, devemos tentar tomar contato com a história de pelo menos uma grande ciência, como: a filosofia durante os tempos, períodos diversos; ou as histórias da história; a arte; a ciência médica; astronomia. Não que devemos fazer retrocesso em todos esses pontos citados, mas, escolher alguns para realizar este aprofundamento relevante, é de grande valor.
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Aprofundamento relevante é diferente de especialização. Especialização é uma captura de conhecimento ainda mais detalhada, e acho que, especializar-se, só os que vivem para isso, devem chegar a este nível.
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Fiquei pensando sobre isso depois que vi o filme Avatar do James Cameron (faz meses que comecei a escrever esse texto). Aquele confronto entre dois mundos, a crise que o filme tenta gerar nos espectadores, nós, que começamos a sentir ódio da própria raça humana e nos afeiçoar por animais humanóides. Tudo isso me fez sair de lá pensando sobre nós. Qual o ponto atual que estamos, o que cada um pode fazer, qual seria a maneira melhor de ser, a maneira mais plena de existir. Estar plenamente ao presente e amplamente do passado.
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Acho que desta maneiram consegue-se ser um retrato crítico, um espelho do agora, um ser de vanguarda, completamente presente no mundo atual, com todas as suas novidades e tecnologias, sem esquecer do que passou, nem do que ainda vem.
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Daí tava pensando sobre essas coisas, quando resolvi comprar um livro sobre o Existencialismo que havia visto na banca da Av. Paulista, antes de entrar no cine Bristol pra ver o filme já citado. Corri pro fim, e li o último parágrafo pra ver a que conclusão se chega.
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E não é que o contato ligeiro que eu tomei com a conclusão do livro, dizia uma coisa que eu defendo muito dentro de mim.
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O parágrafo se desenrolava assim:
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““As teses de Marx e do existencialismo que desempenham um papel tão importante no pensamento do século XX sustentam que o homem se engedra e se faz ele mesmo (...). Eis aí, em minha opinião, o último, em data, dos argumentos especiosos da metafísica, e ele corresponde ao acento que a idade moderna põe sobre a vontade, tomada como substituto do pensamento.” Resta a questão de saber quais dentre os filósofos aqui concernidos – se houver algum – chegaram a conceber e a praticar, sem inclinação tirânica, o pensamento como não-querer.”
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Este parágrafo mostra novamente o VALOR DO QUERER...
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Eu sei que pode soar meio amplo demais. Mas, tomando alguns conceitos de Nietzsche, como o “em si” e o “para si”, pode-se dizer que o QUERER é o ponto de fusão desses dois movimentos colocados pelo filósofo. O Existencialismo que trabalhava com esses dois conceitos por outro viés, acaba por esbarrar também no QUERER.
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Não quero me alongar demais porque estou trabalhando com assuntos da filosofia que não conheço profundamente, portanto é arriscado. Mas continuo mais um pouquinho pra dizer que o querer é capaz de enviesar tua visão de mundo, traçar os caminhos que iremos seguir, inebriar as conclusões da filosofia, humanizar deuses e divinizar homens.
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É preciso saber do próprio querer! Alguns dos meus quereres estão expostos nesse texto!
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p.s: não gostei desse texto, mas ele já está aqui há tanto tempo que eu não aguento mais ver a cara dele, por isso postei.