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Autor: Wagner Passos
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De dia a gente volta, se esconde, tenta e finge que não quer, pra melhor conseguir
No corre-corre da cidade louca, toda voz se encontra rouca, só te resta sorrir
Para estar, quando não queria estar
E viver, para enfim, sustentar teu querer
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Do ônibus lotado, na esquina do correio, vejo um homem que ruiu
E arruinadamente a gente sente, que não sente como outrora, o olhar te sentiu
Pra chorar, quando não pôde chorar
E viver, para enfim, sustentar teu querer
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Mas a noite vem do canto das horas
E você me vem no canto da rua, pra nos lembrar desse amor
E a gente sai cantando, pra nos lembrar desse amor
E a gente fala do mundo, pra nos lembrar desse amor
E a gente chora baixinho pra não acordar o dia
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Mas de dia a gente volta, conta quantas contas, sente e finge não se tocar, pra melhor pertencer
Olho por olho, dente por dente, civilizadamente mente a mente, é custoso entender
Pra jogar, quando não quis jogar
E viver, para enfim, sustentar teu querer
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Sete horas da noite de uma quarta-feira
Eu abro a porta alegre, eu já sei quem vem lá, pra nos lembrar desse amor
E a gente brinda esta noite, pra nos lembrar desse amor
E a gente anda nas ruas, pra nos lembrar desse amor
E a gente fala dos sonhos, das horas, a madrugada raia o prazer da escuridão
Pra nos lembrar desse amor,
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E a gente discute profundo, pra nos lembrar desse amor
E a gente troca carícias, pra nos lembrar desse amor
E a gente flutua no ar, pairando entre toques de som, de som e sentir
Pra nos lembrar desse amor!
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