quarta-feira, 27 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Wiki à vontade!!!


“A Doutrina Espírita dedica-se à formulação destas explicações desde Allan Kardec (século XIX). Na obra Espírita Missionários da Luz, ditada pelo espírito de André Luiz, através da psicografia do médium Francisco Cândido Xavier, a epífise é descrita como a glândula da vida espiritual e mental. Para a Doutrina Espírita, a epifise é órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Preside os fenômenos nervosos da emotividade, devido a sua ascendência sobre todo o sistema endócrino, e desempenha papel fundamental no campo sexual. Na mesma obra, André Luiz descreve ainda que a epífise está ligada à mente espiritual através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência formal ainda não pode identificar, comandando as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. Na atualidade, o assunto é estudado pelo especialista Dr. Sérgio Felipe de Oliveira. Segundo ele, a pineal seria capaz de gerar forças psíquicas a todos os armazéns autônomos do órgão.” Wikipédia


terça-feira, 19 de abril de 2011

10 Haikais Guilherminos

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Seguem 10 Haikais Guilherminos.
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Além do esquema de 5 – 7 – 5, o primeiro verso rima com o terceiro, e o segundo verso possui uma rima interna (A 2ª sílaba rima com a 7ª sílaba).
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Seu difusor foi o poeta Guilherme de Almeida, daí a definição de Haikai Guilhermino.
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É bastante praticado no Brasil.
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p.s: sei que aqui tem haikais fora desta forma!

1) Revolta

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Andou sem atino.
Atua louco na tua,
Soltou-se ferino.
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2) Queda cão

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Andou sem latido
Altura louca da tua
Soltou-se ferido.
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3) Apocalipse zen

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No fim do outro mundo
Quero sem pressa e te espero.
Infindo segundo.
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4) Sopro

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Infinitamente
Imploro tua linda flor
Translucidamente.
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5) Fui!

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Despedida ou!
Desbasto sem muito gasto
Tchau sem dó lhe dou.
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7) Tangente Literal

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Livro meu amigo
Redijo profundo, te digo:
Livra-me amigo!
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8) Sem solo

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Muitas são as coisas
Que vão sem ter direção.
Muitas coisas-vãos.
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9) Cu doce

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Dolorido dói cá!
Doido dedo dói tudo.
Doente dondoca.
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10) Amigas

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Palavras são vis.
Serem vis, de ti te rendem.
Palavras servis.
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Pseudo Haikai

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Pensamento madrugada
Sorriso incontido, no meio da sala:
Saudades do meu amor!
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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Faça o que quiseres, mas queiras segundo deves agir

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Não se deve agir segundo a vontade rasa, descabida, cheia de intempérie, dotada de impulso baixio, egoísta. Vontade bifásica do sim e do não, do quero porque quero, assim como não quero porque não quero. Ou mais, quero porque quero a mim em exercício desta maneira e não quero porque acredito não me caber determinado tipo de dor ou tentativa.

Isto é pouco em demasia!

Não se deve esgarçar a moral pelo simples prazer de arrebentar o instituído, de ocasionar o desvario, um desperdício crônico de crenças e costumes, dilacerando o anterior de todo homem, o intocável de toda alma.

O mais importante é saber quando e como enfrentar, como sentir. O que, dentro de tudo, é considerável em fastio, sem inovação.

Desta hora, e de todas pra sempre, nem tudo cai neste ponto, nem tudo está para isso, está para reformulações, para quebra-cabeças a serem remontados, re-amontoados, re-contextualizados.

Seria maldito quebrantar as estruturas dignificantes e constituintes de um sustentáculo capaz de proporcionar a paz e o exercício humano neste terreno de perigos tão físicos, de olhares tão cegos, de sentires tão sem explicações permitidas; de ser na plenitude da não plenitude.

No entanto, este não é um segmento sem porém, ainda que valorize o traçado do “menor-porém”.

Ao mesmo tempo que tudo já aqui dito, é necessário ressaltar que deve-se equilibrar o não arrebentar do entorno, sim, mas nunca deve deixar de lado o arrebentar de si próprio.

Quando a cabeça pende ao chão de modo a lhe podar os mais belos horizontes, é hora de lançar olhares mais longínquos. Se tua postura resignada te causa sufoco, nada te impedirá de dar teu mais íntimo brado vital.

É saber quando e como jogar! Situar-se em vida!

De fato é como se as leis divinas pregassem no homem um matize de egoísmo permitido, pelo simples fato de sermos sozinho em nossas dores. É dada a licença de tentar, a permissão de se permitir.

O cerco entorno do homem, que exige muito de si, é fechado, mas, ainda sim, admite-se um descampado do espaço que o proporcione dançar conforme tua música interna mais latente e estridente.

É o encontro de dissonâncias que podem ser novamente harmonizadas, ainda que pelo total rearranjo das melodias internas. São estas que devem ser mexidas. As externas estão aí desde antes de estarem aqui.

E, além do mais, se não podes fazer o que quiser, queria aquilo que possa ser feito por ti.

Sempre há uma saída para perversão total ou ainda mental-parcial, intrinsecamente dolorida.

Para todo caminho percorrido, para todo traçado torto, por mais vívido dentro e fora de nós que esteja, há uma possibilidade de atalho, um conserto, um concerto mais belo a ser assistido e participado.

Há sempre um recaminho condutor para todo desvio, por mais perverso que este seja.

E nunca é estritamente necessário burlar entendimentos. Basta saber adiá-los, ou simplesmente compreender que não se deve compreender. Ainda!

Nunca é estritamente necessário pular compreensões, mas, é bom dizer que, por vezes, é necessário não as querer, e é bom que se faça isso.

Toda perversão se dá primeiramente na mente, para depois se alastrar. Mas é neste mesmo interno intenso que moram todos os encaixes.

O analgésico da dor da alma está no silêncio profundo. Por vezes impossível, é verdade. Mas sempre ainda mais possível, sempre ainda mais quisto, sempre ainda mais humano.

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“Age apenas segundo aquela máxima que possas ao mesmo tempo desejar que se torne lei universal.” Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Immanuel Kant.

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Dia 18/03/2011

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Que o que há de mais acentado e planejável em mim

Seja a nascente irredimível do caminho mais belo e bom.

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Que seja assim,

Posto que tenho medo de ser eu mesmo!

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Tenho medo do que crio,

Das minhas possibilidades de perversão.

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Tenho talento para o escracho,

O baixio das bestialidades esgarçantes!

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Sendo assim, assim será.

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E assim será,

Pois,

Minha covardia não me permite vislumbrar,

Em paz,

Os passos irrevogáveis

Que minha alma deve marcar.

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Problemas!!!

Não sei o que acontece com esse blog que não consigo diagramar direito, nem colocar fotos que tudo sai do lugar quando tento visualizar. O texto que trago do Word precisa ser todinho redistribuído antes de ser publicado. Sacanagem!!!

Devassa

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Peça da Cia. dos Atores adaptada do texto “A Caixa de Pandora” de Frank Wedekind, que foi rebatizada de LULU.

Lulu é uma personagem que só quer saber de sexo. Vazia de conteúdo, tosca, materialista, aproveitadora, ela inebria estranhamente.

Todos os personagens da peça (quatro homens e uma mulher) são completamente escravos voluntários dela, loucos, projetando inspirações artísticas, carnais e racionais sobre uma personalidade sem brilho, sem brio. Até mesmo seu pai a deseja e já teve relações com sua filha. Pai que, no caso, e não por acaso, num segundo momento da peça, é interpretado pelo ator que faz seu primeiro marido.

Esta paixão interna desatinada que rege cada um dos seus mais próximos, encaminha, um por um, a um desfecho fatal. Todos morrem. Os encantos são criados dentro de cada alma, havendo um descompasso tremendo entre o que é dito, amadamente declarado, doentiamente desejado e o que a coisa, a pessoa, realmente é.

Mas enfim, não gostei tanto!

Li o encarte e achei super-complexas e interessantes as idéias apresentadas nele: “a contemporaneidade devassa”.

Havia uma proposta de questionar o poder da imagem no mundo de hoje. Isto seria feito por uma adaptação de um texto do, já citado, dramaturgo do século XIX que havia trabalhado com publicidade e sabia bem do fascínio e descabimento que podem coabitar um mesmo elemento-signo.

Mas isso não sustentou o desvario e espalhafato de 1 hora e 30 minutos de duração.

O encarte prometia demais, falava bonito demais.

Mas achei palavras demais, efusão demais pra texto de menos!

O texto da peça, em si, não era tão legal assim! Havia muito rodeio, muita pompa pra pouca execução.

Não que os atores não estavam bem. Todos eram bons, sendo que alguns eram muito bons.

Mas o exagero da contextualização filosófica acabou levando a uma arte empolada e frustrante! Um glamour intelectual descabido, senão arrogante...

Pensei que só eu não havia gostando, mas, pela reação da platéia, pareceu que os outros também não compraram muito a idéia vendida ali no palco.

Acho que no fundo, acabou que eu vivi um descontexto dramatúrgico, extra peça, completamente alinhado ao contexto dela mesma. Ou seja, não entendi porque uma peça dessas estava no SESC Consolação a 32 reais a inteira, 16 a meia-entrada, sendo que era mais bonito ler o encarte que propriamente assistir ao espetáculo.

De alguma maneira, a supervalorização de “Devassa” foi como a supervalorização de “Lulu”: irreal.

A companhia estava cometendo o crime que delatavam!

É claro que o teatro tem diversas variáveis de interpretação, mas acho que este não queria chegar a este ponto!

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Ficha Técnica:

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Adaptação a partir do texto: de Frank Wedekind

Direção: Nehle Franke

Criação, Adaptação e elenco: Alexandre Akerman, Bel Garcia, César Augusto, Marcelo Olinto, Marina Vianna, Pedro Brício

Dramaturgista: Matthias Pees

Cenografia: Aurora dos Campos

Figurino: Marcelo Olinto

Iluminação: Maneco Quinderé

Direção Musical: Rodrigo Marçal

Projeção: Paola Barreto e Caito Mainier

Orientação Corporal: Dani Lima

Programação Visual: Radiográfico

Acessoria de imprensa: RPM comunicação

Direção de produção: Rossine A. Freitas

Produção: Cia dos atores

Assistente de cenografia: Ana Machado

Assistente de figurino: Luiza Paes

Assistentes de direção: Berta Teixeira e Vinicius Arneiro

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Pornopopéia – Reinaldo Moraes


Alucinante romance de 475 páginas narradas em primeira pessoa pelo personagem Zeca (José Carlos).

Mas os acontecimentos não são simplesmente contatos por ele mesmo, como geralmente acontece nos romances que se utilizam desta forma de narrativa. A obra é também escrita pelas suas próprias mãos, com pausas para um mijo, uma carreira, uma ressaca e outras coisas mais.

Num contexto mais amplo, é como se, hipoteticamente, não houvesse o autor oficial.

Seria apenas uma espécie de diário construído no calor dos acontecimentos e que depois seria enviado para alguém, no caso, nós leitores, já que, o próprio personagem diz que vai mandar as aventuras por email para um você que nunca se define. Ou seja, este “você”, na minha leitura, era eu, não do outro será o outro e assim por diante.

Viajando um pouco, é quase como se Reinaldo Moraes, o verdadeiro autor, tivesse encontrado e publicado uma obra escrita por outro.

Este outro, o Zeca, que conversa com os leitores pelas longas verborragias escrachadas, é um putanheiro, cheirador, maconheiro, malandro, corno, traidor, cineasta marginal de um único sucesso “Holisticofrenia” e mais outros filmes de putaria e/ou publicidade.

Fissurado por sexo, buceta, drogas, noitadas, álcool e seus derivados, Zeca, que tem seus 40 e poucos anos, entra num fluxo de perversão em que ele, ao mesmo tempo, se leva e é levado, gerando uma trama de crescente embaraço e problemas diversos com outros personagens que cruzam seu caminho.

Fantasticamente bem escrito!

Uma literatura sem rodeios, com palavrões a rodo, nomes de drogas, narrativas de trepadas com alguns tipos de seres vivos, marginalidade roçando a nuca da classe média, volúpia carnal, desregramento de princípios, perversão de condutas, fastio da moralidade, fuga desvairada, polícia corrupta, mortes de inocentes, gravidez, traição.

Acho que este romance se aproxima de algo Kafkiano, em alguns episódios! O contexto tresloucado de alguns fluxos narrativos, conseqüências que saem totalmente do controle dos personagens, propostas irreconhecíveis, por vezes injustas, que englobam e fecham as possibilidades de redenção. Isto é Kafkiano!

E, nesta obra, o Kafkiano está a solta nas ruas de São Paulo. Algumas passagens se dão até bem próximas da minha casa. Digo isso não pelos nomes das empresas, edifícios, bares e boates relatados, que são fictícios, ou quase; mas pelas ruas, as mixórdias e contextos presentes, no universo ficcional e que também habitam o centro expandido desta cidade.

O final não poderia ser outro: péssimo, trágico, insano. No entanto, não há tentativa de se redimir. O escracho continua até a última linha. O bom-humor avariado resiste até o beco do fundo do poço nesta epopéia pornográfica da modernidade.

Achei um livro muito bem planejado, até o seu des-planejamento libertino!

Tá na moda!!!

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Segue o primeiro parágrafo da contra-capa:

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Vivendo na base do improviso, sem dinheiro, Zeca precisa rodar um vídeo institucional sobre embutidos de frango. Sem saber ao certo por onde começar, no entanto, ele acaba entrando numa espiral de sexo, bebidas e drogas. Esse é o ponto de partida do romance de Reinaldo Moraes, que escreveu um livro de excessos para a era dos excessos.

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E segue o primeiro parágrafo do livro:

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"Vai, senta o rabo sujo nessa porra de cadeira giratória emperrada e trabalha, trabalha, fiadaputa. Taí o computinha zumbindo na sua frente. Vai, mano, põe na tua cabeça ferrada duma vez por todas: roteiro de vídeo institucional. Não é cinema, não é epopéia, não é arte. É — repita comigo — vídeo institucional. Pra ganhar o pão, babaca. E o pó. E a breja. E a brenfa. É cine-sabujice empresarial mesmo, e tá acabado. Cê tá careca de fazer essas merdas. Então, faz, e não enche o saco. Porra, tu roda até pornô de quinta pro Silas, aquele escroto do caralho, vai ter agora “bloqueio criativo” por causa dum institucionalzinho de merda? Faça-me o favor." . Tem um pedaço maior nesse endereço:

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A última estação

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O filme mostra os últimos anos do famoso escritor de Guerra e Paz e Anna Karenina: Liev Tolstoi (Lev Nikolayevich Tolstoy).

Junto a isso, são mostradas as intrigas de sua mulher e um amigo, seguidor daquilo que os russos chamavam de “Tolstoismo”, linha filosófica que nem o próprio escritor acreditava ser capaz de seguir.

O motivo das intrigas era que, se por um lado, a mulher não queria abrir mão dos direitos autorais das obras do autor, Vladimir Chertkov, o amigo/seguidor, queria persuadi-lo a assinar um documento entregando todos os seus escritos, romances e ensaios políticos para o bem da nação russa e da própria humanidade.

Achei muito interessante a maneira como foi apresentada esta disputa entre estes diferentes ideais com inclinação respectivamente para a Direita e a Esquerda política.

E é engraçado pensar que o altruísmo exagerado mostrou-se descabido mesmo na Rússia comunista do século XIX!!!

A esposa de Tolstoi, a Condessa Sofya, queria garantir o futuro de sua família e de seus mais de 10 filhos, o que parece razoável. Porque, além de mãe, como ela mesma diz numa passagem da película, ela também foi co-autora das obras, passando a limpo partes inteiras, discutindo enredos, personagens, o encaminhar de algumas tramas e por aí vai.

Já Chertkov, que entra aqui um pouco como um vilão-humanista (por mais contraditório que possa parecer este termo) quer difundir e fundar a doutrina casta e bucólica baseada nos pensamentos do romancista. Para isto, nada mais exemplar que o próprio Tolstoi abrir mão do dinheiro vindo de suas obras e entregá-lo nas mãos do povo.

Isto vai num crescente de confusões centrais enquanto estórias paralelas vão correndo, como é o caso de passagens muito engraçadas e amorosas envolvendo a condessa e o escritor, além de outras entre seu secretário pessoal e uma camponesa russa. Estas passagens servem um pouco para mostrar as fragilidades de uma doutrina que pregava a castidade e os atritos vindos dessa postura quando um seguidor encontra o amor.

No fundo, o filme fala de estórias de amor de uma maneira muito comovente e, em alguns casos, divertida, leve e bem-humorada.

Arrisco dizer que seja quaaase uma comédia-romântica-cult!!! Ou talvez um filme lado B (haja vista ele só estar passando num único cinema daqui de SP), de repertório, mas de fácil digestão! Poderia estar passando em circuitos comerciais, sem problemas.

Achei ótimo o equilíbrio entre arte e diversão conseguido pelo diretor e pelos atores. Aliás, o que mais me chamou atenção neste filme foram os atores. Todos estavam ótimos nos papéis!

Uma coisa que acho imprescindível quando um personagem da história é inserido numa estória, é o impacto da figura do ator junto ao nosso prévio conhecimento da personalidade e o quanto este elemento novo causará sinergia com a memória. E neste caso, Tolstoi estava muito bem! Era crível que estava se olhando para o escritor!

A única coisa que me incomodou um pouco, mas, que na realidade achei mais engraçado do que ruim, foi o fato de um gênio da literatura russa, toda sua família e amigos estarem falando em inglês. Mas ok!

Gostei muito!

Estava olhando na Internet e, segundo a Wikipédia, este filme é de 2009. É bastante tempo, pensar que o filme demorou mais de um ano pra chegar no Brasil!

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Ficha:

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Título em inglês: The Last Station

Gênero: Biografia, Drama e Romance

Lançamento: 2009 (Alemanha, Inglaterra)

Duração: 112 min.

Origem: Alemanha, Rússia e Reino Unido

Estréia no Brasil: 28 de Janeiro de 2011

Direção: Michael Hoffman

Roteiro: Michael Hoffman e Jay Parini

Atores: Helen Mirren, Christopher Plummer, Paul Giamatti, James McAvoy.

Distribuidora: Sony Pictures

Censura: 14 anos

Ano: 2009

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pornopopéia (Frase)

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“A vertigem da danação


te faz facilitar


e antecipar tuas desgraças,


é o que me ocorre agora.”


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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Quaresma - Ivan Lins


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Acabou toda essa brincadeira

Não há jeito de ser diferente

Como sempre chegou quarta-feira

E a praça não é mais da gente

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Andam soltos fantasmas e bruxas

Lobisomem em noites de lua

O saci dança em noites escuras

E ninguém tá seguro nas ruas

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Tudo se repete, oh maninha

Como antigamente

E o diabo gosta, oh maninha

Arrepia a gente

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As igrejas de portas trancadas

Já não entra, nem sai mais milagre

As pessoas de boca fechada

Vão fazer o jejum que lhes cabe

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Clareando a sexta-feira santa

Segue a fila de velas acesas

Vêm cantando e o som se agiganta

Orações pra quem não tem defesa

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Tudo se repete, oh maninha

Como antigamente

E o diabo gosta, oh maninha

Arrepia a gente

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Procissão de bastões e vassouras

Estilingues, bodoques e pedras

Canivetes, facões e tesouras

Aleluia! É o quebra-quebra

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É a dança do queira-ou-não-queira

É vingança, é um Deus-nos-acuda

É o malho, é o fogo, a fogueira

É o povo na pele de Judas

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Tudo se repete, oh maninha

Como antigamente

E o diabo gosta, oh maninha

Arrepia a gente

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