O erro
.
Com os olhos mareados de negações
Eu economizo revoltas pra poder estabilizar emoções
Organizo desejos pra evitar ereções
Estatizo sorrisos pra receber ilusões
E nego esforços pra corrigir sensações.
.
Diversas e infinitas são as vielas
E vêm delas nossos sonhos em escorrer
Descendo ladeira à baixo reanimando velas
Na ânsia inconformada de poder em si me ver.
.
Com os olhos economizando desvios fictícios
Eu deslizo em fios sobre vazios precipícios
Precipito gentios na esperança de um vício
Tropeço macio na cadência de um edifício
E acabo me morto-pífio beirada do comício
.
Vociferam demagogias prolixas frente/rente à morte
Já que passagem passada ao passageiro noturno se deu.
Evitamos sobreviver aos orgulhos do tempo e da sorte
Pois a conseqüência eterna do erro, mesmo com o tempo, não morreu.
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Com os olhos mareados de negações
Eu economizo revoltas pra poder estabilizar emoções
Organizo desejos pra evitar ereções
Estatizo sorrisos pra receber ilusões
E nego esforços pra corrigir sensações.
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Diversas e infinitas são as vielas
E vêm delas nossos sonhos em escorrer
Descendo ladeira à baixo reanimando velas
Na ânsia inconformada de poder em si me ver.
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Com os olhos economizando desvios fictícios
Eu deslizo em fios sobre vazios precipícios
Precipito gentios na esperança de um vício
Tropeço macio na cadência de um edifício
E acabo me morto-pífio beirada do comício
.
Vociferam demagogias prolixas frente/rente à morte
Já que passagem passada ao passageiro noturno se deu.
Evitamos sobreviver aos orgulhos do tempo e da sorte
Pois a conseqüência eterna do erro, mesmo com o tempo, não morreu.
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Wagner - 15:20 - 31/3/06















