quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Geral

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Todas as pessoas deveriam desfrutar do básico prazer de poder controlar minimamente aquilo que sentem. Não há covardia maior de não sei que parte que impor o descontrole de sensações que não te pertencem, mas que você, avulso à tua vontade, pertence a elas. Não há gosto, nem desgosto. Não há vontade, nem movimento. Não há liberdade. O homem inóspito dentro de si mesmo não pode se dar ao luxo daquilo que consideraram ser intrínseco ao ser humano: o exercício da liberdade. Há seres não condenados à liberdade, mas sim condenados à prisão corpórea estruturada na não estrutura química da máquina biológica. O homem, antes de alma, ele é corpo. Muitos consideram o corpo a única segurança existente. Daí eu pergunto, e quando teu não corpo não é seguro para tua alma? Onde podes te assegurar? Onde estarás bem, se em todos os lugares que estás, tu te levas contigo? E contigo está a tua insegurança e o teu desejo frustrado de bem estar. Ora, o inferno são os outros, mas somente quando tu não és um paraíso minimante aceitável. É melhor que os outros sejam a tua segurança, o teu embate, o cheque-mate que te fará mais vivo e certo de ti, já que fostes posto a prova. Os outros não são infernos. São questões, são dizeres exteriores, verdades vindas do teu redor e que, quando estás bem, podes fazer de ti uma peneira estavelmente sã e assim te alimentarás dos pequenos alimentos colhidos em todas as horas que como horas são percebidas e não como amorfismos temporais. Os outros são a tua salvação. Mas por vezes não conseguirás assim os fazer. Eu sei. Sei disso, mas não sei qual seria a fórmula para que tu não te faças assim. Não te faças de morte, nem te faças demais. Faça-te feto, faça-te pequeno se necessitas. Por vezes faça-te nada em morte matada, mas faça-te alguma coisa, sempre. Não deixe que te façam por você. Não deixe que você se faça por você. Teu corpo é teu maior tesouro, mas ele pode se tornar a tua maior claustrofobia. Em caso de dúvida durma, grite, beba, cante, viagem ou coisas assim. Cuidado contigo, pois tu podes te tornar teu maior escravo.
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Poeminha:
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Se me negam o direito de ver,
Se me negam o direito de sorrir com plenitude,
Se me negam uma doçura interna que dure mais de alguns segundos,
Que posso eu fazer?
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Se me negam sentir-me bem envolto em amor,
Se me negam demonstrar minha mínima dignidade,
Se me negam o controle do choro enquanto quero somente cantar,
Que posso eu fazer?
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Se me negam eu no bem-estar de mim,
Se me negam a escolha dos movimentos,
Se me negam um sono sem pesadelos absurdos,
Que posso eu fazer?
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Se me negam a liberdade de escolher meu itinerário,
Se me negam o direito de confiar em minha própria consciência,
Mas sobre tudo,
Se eu me nego sentir a dor e a delícia que somente eu posso ser em mim,
O que hão de fazer OS OUTROS por mim?
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Sinto muito me dizer, mas não se pode fazer nada,
Pois tu tens o livre arbítrio de poder ou não te amar...
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Arthur Graciliano Schopenhauer Ramos - rsssss

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Considerações sobre Angústia de Graciliano Ramos
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ou
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Considerações sobre a angústia de Graciliano Ramos
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Penso em Schopenhauer. Não é um sistema filosófico. É um caso psicológico. Pretendeu ser filósofo, ensinar uma filosofia da salvação do mundo do sofrimento universal. Mas a sua personalidade o desmentiu. Ao desprezo filosófico do mundo uniu um instinto ardente de propriedade e de prazer. Dinheiro e mulheres significavam-lhe alguma coisa. Quis utilizar os homens profundamente desdenhados como meros instrumentos dos seus desejos, e quanto mais eles se recusaram, tanto mais os desdenhou. Sofria de hipocondria, de graves ataques de pavor noturno, de angústia. Teve uma misericórdia ilimitada para consigo mesmo. Como psicólogo, reconheceu que toda misericórdia para com outros é secreta misericórdia para consigo mesmo: e salvou-se moralmente pela identificação panteísta do seu eu angustiado com o mundo sofredor, pela fórmula budista: “Tat twam asi”, “Isto, és tu”. O seu supremo egocentrismo chegou até a negar a realidade do mundo exterior; considerou a vida um sonho, sonho horrível do qual existe apenas uma possibilidade de acordar: em outro sonho, na arte. Na arte, o turbilhão angustiado encontra a calma; a estabilidade do estado primitivo antes da criação é restabelecida. (Como as palavras rimam, enfim.) A arte é uma astúcia do espírito humano, para fraudar o mau Demiurgo das suas vítimas, para ironizar a criação malograda.
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A ironia é uma arma suprema. É um método para anular a obra de Demiurgo. “Revogam-se as disposições em contrário”. E tornam-se inúteis todas as revoluções.
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A misericórdia do pessimista para consigo mesmo é tão compreensiva que medita todos os meios de salvação, para deter-se apenas na última: a destruição desse mundo, para libertar todas as criaturas. “Um mundo, llamado a desaparecer”. É preciso destruir o mundo exterior para salvar a alma.
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Estas palavras do crítico constituem a chave da obra do romancista: descrevem perfeitamente a nossa situação no sonho, em que tudo é criação do nosso próprio espírito. Explica-se assim o extremo egoísmo dos heróis de Graciliano Ramos: é o egoísmo daquele que sonha e para o qual, prisioneiro dum mundo irreal, só ele mesmo existe realmente. A mentalidade extremamente amoral do sonho exclui, decerto, toda “generosidade”, mas a substitui por um sentimento mais vasto de identificação quase mística com as criaturas da própria imaginação, até a cachorrinha Baleia: “Tat twan asi”.
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O extremo egoísmo do sonho engendra o motivo principal do romancista: cobiça de propriedade.
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Otto Maria Carpeaux

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Etc...

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Renova-te sempre e em todo lugar, pois assim estarás bem. Renova-te, pois o novo sempre vem em ti, mesmo,ou, principalmente quando não estás em si. Renova-te no novo, do inédito, no incrédulo, no específico, do nunca pensável ou naquilo que nem em palavras são tornáveis, tamanha a amplitude do vago sentido, finjo-sentido de relance. Renova-te cansativamente. Inexplicavelmente. Intolerantemente. Irresponsavelmente. Mas, ainda assim, serás pouco do que se pode. Saiba disso. Cada sentir-se é um universo somente teu, onde és deus, mas saiba também que, nem em todos os tempos de todos os universos criados, pode residir a totalidade das possibilidades residentes da simples liberdade de ser. Vicia-te na mudança. Faça do teu corpo a única certeza presente no teu mundo de notórias conclusões certas, porém sempre idas e esquecidas quando não anotáveis ou simplesmente notáveis forem. Conclua para descartar, para aliviar-te, para rir de si, para passar o tempo. Só por isso. Não guarde o que se amansa. Quebre a memória do maravilhoso. Perca-se no novo e de novo se ache em outro lugar não eqüidistante, nem relacionável, pois assim terás a completude da paz quando essa se faz ligeira. O novo é o teu único aconchego. Tens a certeza do inimaginável. Um abraço de novidades, um sorriso do melhor amigo desconhecido. O relance de prosa mais vulgar e instintiva que te faz rir e cantar como que em família. O novo é a tua unicidade. O desregrado é o imperador de tua anarquia não escolhida, mas conquistada. Sinta-se supérfluo de conclusões de profundeza. Sinta-se moleque louco, oxigenante de sobriedades egoístas. Deixe-se alastrar na intersecção de tua razão/emoção e assim tua loucura terá as portas abertas para um mundo que cada dia mais pessoas consideram normal e real. Renova-te e etc...
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Ufa!!! (registro do Ufa)

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Foram 8 horas para escrever a partitura referente a 9 instrumentos contidos numa música de 2 minutos e 9 de duração.
Foi foda, mas valeu.
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8 horas para registrar uma

música de 2 minutos.
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Que coisa, não?!?!?!
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p.s: teve pausa para o BBB8, claro. rssss
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Maquiavel disse mais ou menos assim...

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O papel do homem na história: DESAFIÁ-LA.
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p.s: bonito isso!!!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

No banho

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Ficamos loucos por alguns instantes, mas logo depois recobramos a imbecilidade.
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domingo, 6 de janeiro de 2008

Curiosidade & Post inaugural de 2008

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“A cada dia, 500.000 pessoas entram pela primeira vez na Internet, e a cada minuto, são carregadas seis horas de vídeo no youtube”.
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Feliz 2008
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