Mandei para amigos os dois textos de Fevereiro deste
ano, para ver o que eles achavam.
O texto do cigarro, especialmente, inspirou um dos
que receberam, e o fez produzir sua própria continuação.
Segue abaixo:
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Sim, aquela vontade de diminuir nosso tempo aqui.
Largar esta capa pesada chamada viver, que, por vezes, tanto nos pesa. Fica
sendo uma quantidade tola de anos a fio, sem querer, como um fardo imposto.
Queremos nos permitir encurtar existências tão tolas
quanto longas.
Pra que?
Por que?
Que o tabaco e o álcool levem-me, leve, cansado
desta trilha tola, de tanto e sim e não e nãos...
Terra querida, rica, me trague o quanto antes.
Liberte meu espírito, e alimente-se desta carne cansada. Trago na boca o sabor
do tabaco, tanto quanto trago no peito minhas dores, amores que se foram.
Dores infinitas.
“O Deus dos desgraçados que não me escuta”...
Dê-me o direito de renunciar, no trago do meu
cigarro e leve, me leve, feito um doce trago de Gudang.
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Hideraldo Pinheiro de Souza