quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ADEUS!!!

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ADEUS 2009!!!
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

De tudo isso que foi!!!

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De tudo isso que foi 2009, acho que posso dizer que foi um dos anos mais consistentes da minha vida. Parece que nunca eu cheguei ao fim de um trecho tendo marcado na minha memória uma seqüência tão grande de descobertas e conclusões e fatos colocados uns em decorrência de outros. Sinto isso! É como uma peça única que consigo sentir. Pode parecer um erro, mas acredito que não. Não me lembro de ter acontecido isso nos anos anteriores, essa sensação abrangente de um período tão longo. Confesso que não foi um ano fácil, mas isso já era esperado e muitos de nós sentimos desta mesma maneira. Mas foi um ano de esclarecimentos, colocar coisas pra mim mesmo, coisas que não conto nem pras folhas do meu caderno de capa dourada e, somente em momentos raros, chego a escrever em algum arquivo de Word e guardar na pasta secreta do meu computador de São Paulo. Aliás, não estou em São Paulo.
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Estou em Itanhandu agora!!!
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Festas, festas e mais festas. Família festeira, amigos que não via há tempos, um mergulho na cachoeira, uma ida ao dentista praquela vistoria anual, brincar com primos mais novos, dar uma olhada geral nas pessoas que gosto e tirar conclusões sobre como elas estão.
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Acho que posso dizer que sou bom em fazer isto!!!
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E sempre tenho, sob ligeiro controle, um mapa geral do que os parentes e amigos estão fazendo e como estão. Guardo esses dois tipos de informação. Faz parte de mim, simplesmente acontece. E final de ano é um momento de atualizar os cadastros, um termo ordinário para este contexto, mas tudo bem...
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Acho que este será o ultimo post deste ano. Não sei se pararei mais uma vez para escrever alguma coisa. Fico meio sem clima para textos aqui em Itanhandu. Não entendo, mas está meio assim. Se forçar vem mais, mas não é tempo para isso.
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Gostaria de colocar uma lista com duas palavras para cada mês de 2009, uma boa e outra ruim. Ficou assim.
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Janeiro – Reinício & Perda
Fevereiro – Rebeldia & Conseqüência
Março – Prazer & Sacrifício
Abril – Arte & Dor
Maio – Batismo & Cicatriz
Junho – Sonho & Marasmo
Julho – Sociabilidade & Injustiça
Agosto – Independência & Dívidas
Setembro – Calmaria & Retrocesso
Outubro – Estudos & Astral
Novembro – Descanso & Expectativa
Dezembro – Conquista & Brigas
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Resenha: O engenhoso fidalgo Dom Quixote de la Mancha

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Já escrevi algumas coisas aqui sobre este livro que acabei de ler há pouco tempo, mas, como nada do que foi escrito se configurou como uma resenha, achei que deveria produzi-la ainda este ano. Antes gostaria de dizer que é dispensável resenhar um livro desta magnitude. É dispensável falar, elogiar, comentar tramas e qualidade artística, mas, como me propus a colocar, neste blog, comentários sobre todos os romances que lesse, aí vai...
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São, ao todo, nesta edição que comprei, mais de 680 páginas, divididas em duas partes, sendo que: a primeira possui 52 capítulos, sem contar introdução, poemas em exaltação a musas, dedicatórias a reis e duques; e a segunda possui outros 74 capítulos e outras tantas exaltações e rituais de iniciação típicos das obras mais antigas.
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Dom Quixote é, essencialmente, uma paródia do romance de cavalaria, estilo que fizera muito sucesso em épocas anteriores ao seu lançamento, mas que, já estava em declínio no início do século XVII. A primeira parte, lançada em 1605, antecipou em 10 anos a segunda. O conjunto é considerado uma novela realista de tom satírico e recebeu alguns títulos, dentre eles: o romance inaugural ou seminal, pai de todos os romances, ou, a maior obra em língua espanhola, ou ainda, a maior obra de ficção de todos os tempos, que influenciou e influencia um grande número de artistas em diversas áreas da criação.
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Alonso Quijano, que se auto-denomina Dom Quixote ao sair caçando aventuras, é um pobre senhor espanhol que enlouquece após ler diversos romances de cavalaria e os tomar por verdadeiros. Ele remonta um estilo fantasioso e ultrapassado em investidas contra moinhos de ventos, rebanhos de carneiros e pobres camponeses que, sem entender suas sandices, o tomam por desmiolado, chegando alguns até mesmo a enfrentá-lo. Nestes movimentos sua fama cresce e os perigos aumentam, bem como as burlas.
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Ao todo, se me lembro bem, são três as saídas de Dom Quixote. Duas na primeira parte e uma na segunda. Logo na primeira tentativa toda sua parafernália improvisada vai ao chão, o que já nos dá o tom cômico das narrações que virão adiante. Mas Cervantes vai além de uma repetição simples desta fórmula que, para muitos, é o resumo da obra. A trama é bem construída, recheada de diálogos e alusões a obras antigas que demonstram um vastíssimo repertório por parte do autor.
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Especificamente na primeira parte, além das longas conversas, os capítulos se recheiam de digressões e casos contados por outros personagens, o que descentraliza um pouco a figura do cavaleiro da triste figura. Já na segunda parte, a narrativa não se apóia tanto em digressões temporais e circula sempre entre Quixote e Pança, o que nos aproxima mais deles e ainda mais de Sancho que cresce bastante do meio pro fim.
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É interessante dizer que o escritor incorpora a própria repercussão vinda do lançamento da primeira parte da trama no desenrolar da segunda. Nesta última, Quixote já é famoso pelas suas façanhas e muitos se aproveitam da sua fama de louco para lhe pregar peças, o que possui um lado cômico, mas, ao mesmo tempo, confere um pouco de sadismo aos acontecimentos e entristece a diversão.
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O brilho da fala cavalheiresca está em todos os cantos da obra. Mesmo Sancho, apesar de cometer erros gramaticais, consegue dar pompa aos vocábulos, além de possuir uma mania das mais graciosas que é a de se expressar por meio de ditos populares que se encadeiam um atrás do outro, o que irrita muito Dom Quixote.
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Outra característica da linguagem são os palavrões que aparecem sem rodeios. Não são propriamente abundantes, mas, quando chegam, se apresentam por inteiro. Além disso, todas as musas são as mais exaltadas e as mais belas, todos os cavaleiros são os mais honrados homens do mundo, todas as estrebarias são castelos formosos, todas as mínimas coisas são colossais aos olhos de Quixote. Pança, apesar de um pouco mais centrado, caí aos poucos na graça dos disparates de seu amo e assim a dupla se fecha em sua própria lógica.
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O autor dominava muito bem a proposta e soube levar com maestria esta empreitada grandiosa, ou melhor, corajosa se levarmos em conta o contexto e a conseqüente novidade que esta trazia para a época. É claro que não é um livro que espanta pela inovação inquieta de suas páginas, nem por impressionantes sacadas poéticas, mas, se for levado em conta o fato de ter mais de quatrocentos anos e possuir uma fluidez perfeitamente contemporânea, além do fato de ter usado a própria figura do cavaleiro para parodiar a cavalaria andante, torna-se algo genial por ainda ser simplesmente atual. Não que sua linguagem soe atual, mas, enquanto sátira, seu conjunto está bem longe de se tornar ultrapassado. A sátira, na sátira, continua irretocável.
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É um livro que deixa saudades!!!
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Realmente a figura de Quixote e Pança são muito simpáticas e encantam pela simplicidade, pela inocência e pelo sonho sempre sonhado. Não é à toa que continuam fortes no imaginário artístico e popular.
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Adorei!!!
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Incógnito

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Eu recorro ao espelho, para saber, pelos meus próprios olhos mentirosos, o fim de desconexas auto-obsessões estéticas. Eu sei que olhos mentem, mas prefiro as mentiras visíveis às mentiras obscuras e misteriosas do silêncio doloroso, silêncio cego. Eu não cogito a volta do tempo. Da feiúra, do descaso físico, sou eu longínquo excluso. Nunca mais quero, por promessa própria, requerer a visão repetitiva da memória primitiva. Isto tenho firme em mim. Mas firme naquela destreza que precisa de promessas constantes para sobreviver ao dia-a-dia. Pobre criatura. Circunscrito aos meus olhos está o que de mais real posso salientar neste momento. Fora o que está embalado por miniaturas de prazer, nada considero relevante. Vejo o que quero, vejo o que os olhos mentem, vejo o que é hedonismo incongruente. Nos momentos de maior concentração, o hedonismo pungente que não se crê, me detém hesitante. Nem lascivo, nem centrado. Nada que não seja prazer me vale. Mas o prazer me vale pouco. Arrependo-me pequenino e nunca lamento. Aprisiono-me voluntário deste universo ambivalente de dores e seus opostos para passar ileso pelas horas mais obsessivas obscenas desta minha coloquial existência. Sou cantos nos cantos. Cantos mudos, cantos nefastos. Cantos roucos, cantos sujos. Sou madrugada inteiriça nos cantos passados. Parapeitos, corrimãos, corredores e luzes para não se ver. Muitos deles se esgueiraram pelos becos motrizes de rasteiros. Ali no ângulo entre dois horizontes pude ver o que não queria mais reconhecer: eu... Encruzilhado de escapes quiméricos e covardes, eu achei-me enfim naquela rasteira banal. Caí pequeno. Nutri cerzido. Ergui castanho. Fugi ferido. O outro que ali restou, fingi não ver. Afinal, de que são feitas tais luzes, senão de luzes para não se ver. Mas não se ver por muito tempo, me recobra obsessões estéticas. Então apelo ao espelho incógnito e uma novidade aparente se mostra indefesa. Luzes de se ver me atestam os males destes instantes passageiros. Foram-se. Mas trago o trago fatal que podou a consciência, na consciência presente que trago do corpo podado. Se no ângulo entre dois horizontes pude ver o que não queria mais reconhecer; é extremamente deste recôndito rincão urbano-depravado que destituo os dias vindouros de saliência benévola, para mirar convicto a pupila reluzente do espelho descrente e saciar a obsessão estética daquele que se apartou voluntário de si. Sou fruto deste fruto que não plantei.
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sábado, 19 de dezembro de 2009

Já pensou?!

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- Alguém já pensou que a Wikipédia ou mesmo a Internet pode ser o início mais possível da Biblioteca de Babel?!
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- Acho que já pensaram nisso, sim!!!
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- Ahh, tá...
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O vazio

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Eu desconhecia sua existência. Foi após diversas perguntas complexas, lamentos covardes e às vezes justos que um amigo me trouxe esta novidade: O VAZIO.
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Ele sempre está dentro de nós e nos influencia de forma silenciosa. Ele não fala, mas se manifesta constantemente pelo não verbal, pelo não pensamento, pela desrazão que possui seus argumentos obscuros. Ele está sempre no sentir e assim está em tudo.
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Acredito que nosso vazio habita nosso coração!!!
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Sempre relutei à idéia de coração como fonte de sentimentos. Para mim, os sentimentos se tornavam existentes, conscientes, relevantes, quando chegavam à cabeça, quando estavam no estágio de latência verbal, quando se podia lhes atribuir nomes como: amor, angústia, amizade, ódio, gratidão, medo, indiferença, daí sim existiam.
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Mas não é bem assim!!!
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O verbal em potencial é presente nos instantâneos, nos relances e também nos relutantes contínuos. Por mais que poetas de todos os tempos me alertassem sobre este ponto do sentir, não quis lhe dar o devido valor.
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Paguei!!!
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Muitas perguntas estavam sem respostas, muitas dores sem causa, sem fundamento, muito de mim estava incompleto, e outro tanto ainda permanece, mas menor. E foi, sabendo da existência dele, deste silêncio estridente que mora dentro, que cheguei ao coração e à sua independência perante a mente.
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Na verdade meu coração sempre foi presente!!!
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Sinto muito carinho por muitas pessoas, por lugares, por almas, por animais, por lembranças, mas sempre esta idéia do “sentir é pensar que sentimos”, como já escrevi aqui neste blog, era suficiente para abarcar os sentimentos que me habitavam.
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O vazio veio repleto de novidades!!!
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Depois de algumas tentativas, encontrei um caminho e, sempre que posso, visito-o. É necessário quietude para ouvi-lo, coragem para adentrá-lo, mas, as respostas, muitas delas, estão lá.
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O vazio habita o coração, como já disse!!!
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A cabeça se cala, a respiração se estabiliza e toda sua consciência navega vagarosamente para baixo, até instalar-se no peito. Daí se arrisca uma pergunta e, às vezes, é surpreendente como dúvidas profundas, ali, encontram suas respostas.
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O vazio me surpreende!!!
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Ele é mais cheio do que podia supor. Tomou lugar e me mostrou algumas incompletudes da mente.
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Incompletudes de mim!!!
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Às vezes tendo a chamá-lo de silêncio por achar mais adequado que vazio, mas, como o conheci com este nome, assim o chamarei.
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A frase que ouvi e que o revelou foi mais ou menos esta:
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“Visite sempre o seu vazio, pois é lá que encontraremos as preces, os sorrisos e as lágrimas daqueles que zelam por nós”.
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Sou eternamente grato por este conselho!!!
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Muito obrigado!!!
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Reforma geral do blog (Post 622 – com certeza)

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Algumas (pouquíssimas) pessoas que entram aqui neste “canto em que a hora e a vez do canto se fez” devem ter percebido, ou não, que fiz mudanças neste blog. Coloquei marcações nas postagens, adicionei outras ferramentas do Blogspot, mudei o nome de algumas ferramentas, mudei a descrição do perfil, mudei a foto, um bando de coisas!!!
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Quanto às marcações das postagens, foi bem difícil determinar divisões. Primeiro porque não queria fazer muitas, segundo que já são mais de 600 postagens, e terceiro que eu não queria fazer marcações duplas nos arquivos, pois achei melhor a contagem dos marcadores coincidir com o total.
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Então tive que achar formas que englobassem tudo que já foi colocado aqui, sendo que, muitos, ou melhor, quase todos os textos, até hoje, entraram sem se preocupar com alguma espécie de padronização.
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O processo foi assim:
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Dividi primeiro em coisas minhas e dos outros. E tudo que era dos outros seria colocado junto, numa marcação criativamente denominada: “de outros”. rsss
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Dentro das coisas minhas, dividi por formato, já que, separar por tema seria IMPOSSÍVEL. Então vieram: “frases soltas”, “poesias” e “textos livres”. Não bastando isso, tive que criar a marcação: além do mais, pra colocar algumas postagens doidas, ou fotos, ou montagens, ou aquelas coisas que a gente posta sem pensar muito.
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A única divisão por conteúdo é a “resenhas ou quase”, que achei importante, afinal, já escrevi bastantes opiniões sobre livros e alguns filmes. Sendo assim, o módulo resenha mereceu um link à parte.
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Por último, achei que deveria existir uma marcação praquilo que não fosse absolutamente nada. Um espaço de postagem absolutamente desprovida de conteúdo. Daí nasceu a marcação: “nunca nada”. E, por incrível que pareça, este era o melhor lugar pra entrar um post que fiz em dezembro de 2005. É um post sem título, sem frase, sem imagem, contendo somentemente o NADA, mas “nunca nada”. Na verdade também forcei um pouco pra interar o número 7. Mas não foi só isso. Achei interessante ter também o nada como possibilidade de postagem.
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Com tudo isso, as 7 divisões, em ordem, são:
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- além do mais
- de outros
- frases soltas
- nunca nada
- poesias
- resenhas ou quase
- textos livres
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Mas não parou por aí. Não foi só achar caminhos e depois tudo se encaixaria.
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Exemplos de dúvidas:
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Qual a relevância de uma frase pra sair do “além do mais” e cair na marcação de “frases soltas”? Qual é o tamanho da sinergia interna de um post pra ele deixar de ser “frases soltas” e passar a ser “textos livres”? São pontos muitos sutis e tenho a impressão de que alguns arquivos devem ser revistos.
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Também houve dúvidas a respeito dos limites do que seria uma resenha, mas isso foi resolvido colocando o “quase” depois da palavra “resenhas”.
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Outros problemas...
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Há mais poesias do que está marcado. Acontece que algumas delas estavam junto com textos. Houve uma época que eu tinha mania de começar com um texto e terminar fazendo uma poesia pra arrematar. Então resolvi marcar esses casos como “textos livres” já que uma poesia é um texto livre, mas um texto livre não necessariamente é uma poesia. Também ponderei o peso do texto e da poesia no post. Se o texto era pouco e a poesia mais, deixei marcado como "poesia".
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Indo além das marcações, apareceu ainda outro problema nesta reforma, só que agora relacionado às numerações:
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As numerações das postagens estão TODAS erradas. A postagem 600 não é a 600, a 190 não é a 190 e assim por diante. Percebi quando mexi nos arquivos antigos. Isso acontece porque, caso se salve um rascunho, ele passa a valer na contagem geral que aparece quando estamos logados, mas não aparece na página do blog, afinal, é só um rascunho. Existiam rascunhos salvos sem querer desde muito tempo. Não tinha percebido até que comecei a repassar tudo. Eles me fizeram colocar números errados. Enfim, deletei os rascunho e, a partir de hoje, todo texto estará numerado corretamente, tendo a página visível do blog como referência, o que deveria ser óbvio. Ainda sim isso pode desandar porque o Blogspot às vezes confunde os números, como o Orkut com os Scraps e Comunidades.
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Eram 624 postagens arquivadas e 621 postadas. Enfim, havia 3 rascunhos que deletei. Fora outros que eu já tinha deletado sem saber que isso acontecia.
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Os rascunhos eram:
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Fluxo-zinho-de-nada do dia 12/07/05. Há um post com o mesmo nome e conteúdo nesta data. Não entendi de onde veio este rascunho.
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Fernando: muito obrigado pelo desejo de feliz natal... Que é um pedaço da “2009 - Respostas de Feliz Natal” colocada no dia 14/01/2009.
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E
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Poema MCCCLXIV do dia 05/03/2007. Sobre esta, também há um post com o mesmo nome e conteúdo.
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Enfim, agora está ajeitado!!!
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Confesso que tive preguiça de começar as marcações, mas, se eu não fizesse agora, mais pra frente seria pior. Então fiz...
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Também queria dizer que este blog está numa fase azul (em homenagem a Picasso – to brincando). Deste de “Com todo respeito: SAGARANA” que não coloco outra cor de letra que não variações do azul. Com este, são 40 posts contendo somente caracteres em azul. Não sei o porquê disto, mas tudo bem. Segue o azul!!!
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Bom...
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Blog reformado para 2010, um ano regido por Oxalá e Iemanjá na vibração de Odé, guardião das matas de Oxossi. Um ano próspero e mais leve que este penoso 2009 regido por Iansã, a santa guerreira.
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Vida longa a este blog!!!!!!!!
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Para esvaziar pastas - I

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Livre-arbítrio?!
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O livre-arbítrio é (quase) uma farsa
Que habita somente
Esta finíssima lâmina
Do instante presente.
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Nada mais...
Nada aquém...
Nada menos...
Nada além...
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É só realidade (quase) inexistente
Pois preferimos manter
Do pecado independente
Seu orgulho de assim ser.
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Grande bobagem!!!
Grande recurso!!!
Grande roupagem!!!
Grande discurso!!!
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Posto; digo:
Pobre daquele que o super-valoriza!!!
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Dito; repito:
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O livre-arbítrio é (quase) uma farsa
Que habita somente
Esta finíssima lâmina
Do instante presente.
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Para esvaziar pastas - II

Humildade
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Humildade vai além do simples esclarecimento sobre o real valor. Esta idéia já me é ultrapassada. Ela é, sim, ou agora pra mim, um movimento de concentração naquilo que é nuclear, essencial e vital. É uma auto-colocação sutil num campo interno anterior à razão. Não se trabalha racionalmente a própria imagem e valor porque não se quer. É um calar voluntário promovendo um trabalho de simplificação, um trabalho de insatisfação produtiva e aconchegante. Repito: humildade é aconchego!!!
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Para esvaziar pastas - III

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Comecei esta poesia no dia 2/7/2006 em São Paulo. Desde então ficou numa pasta esperando ser terminada. Agora foi!!!
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Só silêncio de gaveta II
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Um poema vagaroso
Pode se libertar nesses instantes.
Seriam as palavras errantes
Não fossem os poemas da vida?
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Ferida vinda, bem vinda
Sempre em tantas formas que nem sei,
Como ceguei das formas do vento
Que num suspiro errante, errei!!!
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Muitos são meus pequenos gestos de dia-a-dia,
Tantos dias aos dias de alegrias
Que nunca seria demais chorar
De rir, de amar, de olhos pestanejar
Num inconseqüente
E eternamente carente
Esquivo de olhar.
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Olhar é falso brilhante que em azul me traz
Um apaixonante desejo de sempre mais
Ainda divino se menos for
Como menos é,
E que soa triste até
Mesmo em dó maior de amor.
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Mas
Ainda que menos, tentamos nós o mais,
Insistimos mais
De teimosia de latência demais,
Teimando em meninice
Que tantas vezes me disse
Das crendices,
Das belezas,
Das tristezas
Cheias de esperança
Que nos olhos dança
Mas que insistem em minguar
Sem ao menos eu a mim me explicar
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Mas
Renasço sempre em versos,
Mais em mais vezes de mim
Mas
Eu sempre despeço disperso
Hesito nas formas do sim.
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Mas
E novamente mais uma vez
Mas
Ainda que menos capaz.
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O que posso eu agora senão responder aos montes?
Montes e motes de cantorias desafinadas roucas
Pedintes, pedantes e loucas
Das vozes que emanam das bocas
Sofrendo o descaso fugaz.
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Sou pobre na escassez que me resta
No sem volta, nem vez que se tornou este chão,
Chapeados de encantos esquecidos
Dos cantos que vão e vêm convencidos
Que o melhor é calar:
O pulmão, a oração, o coração.
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II
Estou chapeado de encantos esquecidos
De vai e vem ocioso
Oscilante de fertilidade
Que desespera-se no aconchego excessivo dos regaços pífios.
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Variadas vezes fiz-me menos por escolha,
Mas, sempre, mais no fundo que se abria do menos,
Fiz-me vigorar no retorno ao mais
Ainda que pequeno, mas ainda sim, pequeno máximo.
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Meu máximo me arredia pela distância gigante
Pela multidão errante de instantes - calabouço.
Pelo bolso calo a boca, calo o bolso
Pelo bolso calo a bica d`água de vida.
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Agora ida indo, inda que pulsante,
Mas em menos demais pra retorno do mais
Que feriu-se numa sentimentalização leiloada
Porém, oficialmente arrependido
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Tarde demais!!!
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Vícios impossibilitados de senso.
Sem sons, nem sonhos,
Sem olhos, nem punhos,
Nem cantos, nem nada.
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Só silêncio de gaveta
E é exatamente lá que tu deverias morar
Meus versos mais primitivos
Ainda que não mais os primeiros.
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Para esvaziar pastas - IV

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Comecei essa poesia no dia 24/08/2005 e desde então ela ficou numa pasta esperando ser terminada. Ela é um pedaço tirado de uma outra que se chama: Quando não se pode mais contar quantos olhos cabem entre os mundos. Às vezes é bem difícil conseguir entrar no clima que se criou há mais de 4 anos atrás. O clima da poesia não me agrada hoje em dia, mas, como não gosto de deixar nada pela metade, terminei assim mesmo.
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Aquários
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Mas é necessário um novo espaço pro sentido que quer se mudar
Pro viver não passível de um qualquer.
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Nossas correntes se esfumaçaram na presença do vento que nos permeava
E os farelos sentimentais alimentaram os pássaros e os peixes amigos.
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Então nos refizemos na nova proposta bruta do contrário complementar
Para permitir que as novidades de ambos se deixassem entreter.
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Interesses mútuos nasceram do encaixe assimétrico
Destes que por tanto tempo petrificaram-se num antiqüíssimo sermão.
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Catedrais invisíveis aportaram nos continentes mais distantes
E uma nova alternativa comum ao conjunto se cristalizou.
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Então:
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Os amores novamente se dignificaram e encarnaram novas formas
Para os olhos que não medem os tantos velhos mundos.
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O impulso desmascarado e inconseqüente empurrou o que houve de antigo
Ultrapassou o inferno e o céu por vontade em si.
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Viu-se o pulsar do sentimento e o que quis que fosse, foi
Já que não existiram obrigações, nem terceiros.
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Houve a colocação singela e centrada no homem
Recebendo a supremacia que sempre nele esteve.
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Mas ainda há o pai de tudo e de todos que sempre alimenta
E assim se deixa levar na adaptabilidade gigantesca do que é nuclear.
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Os átomos dificilmente tocam o núcleo
Enquanto este sempre será a firmeza do inevitável.
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Há o primeiro e o só
O singular que deseja e é plural.
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É a aura do novo que nos excita
É a onda dos apelos próprios que se nos intensifica.
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Não se explica, nem replica
Só se percebe; vive posto que é lei e nada mais.
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A proposta do inédito futuro nos cobre de novidades douradas
E o amor se refaz insistentemente em simples alimento de alma.
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Mas a carne ainda suportará pecados pela crença de que se está do lado supremo
E os deslizes seviciantes se avolumarão ao som primitivo de preces manipuladas.
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Não me importo!!!
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Pois é a fé indelével que ainda me leva a crer na indolência das curvas presentes na terra (dos homens)
Mesmo quando não se pode mais contar quantos olhos cabem entre os mundos.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Medo

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Ah meu medo, eu não tenho mais medo de ti. Ainda que te escondas no fundo falso do baú obscuro onde habita meu vazio, eu te visitarei, te regurgitarei e te lançarei nas palmas de minhas mãos, meu mais intrínseco altar. E, nele, tu não tens chance. Neste altar, meu domínio é maior. Ainda que resistas bravamente, eu, migalha-a-migalhamente te descaracterizarei, te desconstruirei com o poder da palavra e do som que, pelos meus dedos, vêm à vida. Tu te verás transformado em beleza!
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domingo, 13 de dezembro de 2009

Cartinha do Papai Noel

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Olá minhas amigas Marciele e Marcela,
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Recebi suas cartinhas e gostei muito dos desenhos. Realmente estavam muito bonitos. Fiquei contente quando li, logo no início, que vocês me consideram um amigo. Realmente sou amigo de todas as crianças do mundo e gosto muito de ler os pedidos de presentes para o Natal.
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Também gostei de vocês terem dito que são bonitas, espertas e inteligentes. Eu sei disso porque as conheço muito bem e concordo com suas palavras. Gostaria que nunca perdessem esta maneira de pensar positivamente.
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Junto com esta cartinha, vão os presentes que me pediram: a boneca e a mochila. Mas, como foram meninas estudiosas e comportadas, resolvi mandar em dose dupla. Ou seja, cada uma está recebendo uma mochila e uma boneca. Assim vocês podem estudar juntas e também brincar, afinal: criança foi feita para brincar.
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Ahhhhh, estava me esquecendo!!!
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Também estou enviando 2 livros. São de um grande amigo meu, o Ziraldo. Ele adora escrever e sempre me pede conselhos sobre o que as crianças estão querendo saber. Contei que iria lhes dar “O ABZ do ZIRALDO” volume 1 e 2, ele ficou super contente e disse: “Elas vão adorar”!!! Aliás, ele mandou um beijo...
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Peço que o leiam com muito amor e atenção. Gostaria também que vocês, Marcela e Marciele, me prometessem que nunca perderão o hábito da leitura. A leitura sempre trará novas descobertas interessantíssimas. Eu adoro ler e por isso sou um velhinho muito sábio.
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O livro é um amigo para a vida toda!!!
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Despeço-me pedindo que obedeçam a seus pais e que me tenham no coração. Quero sempre morar aí dentro!!!
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Um grande beijo, deste bom velhinho que gosta muito de vocês e de toda sua família,
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Papai Noel...
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Ângulo reto

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Voltando a isto...
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Observei a terceira face do ângulo e recomecei.
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- Me permitir um pouco de solidão e segredo nessa grande vitrine chamada vida. Eu gosto disso. Apago as luzes, ligo o som, sento em silêncio num canto para ficar à toa e passar despercebido. Ali fico. Aqui fico bem, me escondendo de mim, dos barulhos de mim, dos vitupérios e, no canto encantado, me sinto pequeno e sossegado. Recostado e acabado, sem exigir demais. Assim pequeno, assim fico. Criança? Não posso mais. Chegou-se sem licença algumas verdades doloridas e, esquecer, nem por uma boa cachaça.
- E você sempre volta a isto, não?!
- Escrevi isso no trabalho. O almoço estava ruim e voltei pra mesa mais cedo.
- Imaginei. Continue...
- Pequeno desprovido, singular vivido. Há uma continuação...
- Chega. Não quero ouvir mais.
- Por que?
- Acho você muito ruim com as palavras.
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Saí. Logo caí na realidade da multidão. Falei pra alguém:
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- Noutro dia, olhei a torre do meu prédio. Era ligeiramente familiar. Saí do foco, voltei outra hora naquele terraço. Era como se nunca saísse de verdade. Resguardava a entrada com os olhos. Saí. Nunca saí. Olhava ligeira para a torre, voltava à porta. Não era bem o que eu imaginei na minha infância.
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- Por que você está me dizendo isso?
- Por que você está aqui...
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Saí...
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Observei a terceira face do ângulo e recomecei.
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- Cada um sabe muito de si, ainda que não seja o suficiente. Cada um tem seu caminho e deve sempre ser respeitado. Condenar não nos cabe com facilidade. O passo ninguém pode dar pelo outro. Se resguardares o passado com muito afinco, seu futuro pode torturar. A tortura constante do futuro mutante, que, sempre, sou eu. Nenhuma dor dói realmente como no peito do dono da dor. Somos profundamente sós e barbaramente exaurido de divisões. Divisões físicas, limites da carne. Divisões internas, limites da razão, da alma, conjunto dos argumentos, do modo de pensar que se faz a cada pequena novidade do velho pensar assim, desta velha maneira, naquele fato, naquela hora que sempre permanecerá inédita.
- Não gostei!
- A vida é um conjunto inalcançável de desvalidos semblantes em potencial.
- Hum...
- O que acha dessa?!
- Não acho nada. Talvez um pouco melhor.
- Vou reunir essas partes numa colagem.
- Acho que não deve fazer isso.
- Por que?
- Porque tenho medo da solidão.
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Saí. Encarei a realidade social. Há um peso qualquer nela que sempre é constante. A realidade é uma fotografia congelada pelo meu estágio de ver.
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Observei a terceira face do ângulo e recomecei.
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- Posso continuar?!
- Não!
- Aquele não visto, o percebido em demasia, no de menos, no do outro, no mesmo em mim, no descaso, no acaso, no platônico. O platônico defasado, mas incessante. Sempre platônico, sempre defasado, sempre eu. Eu platônico, numa caverna de ossos craniais. Os olhos não são suficientes. Os lábios pendentes de vontade. O silêncio pequenino no primeiro instante da alvorada, até que me lembro que eu sou eu. Então resgato minha forma de ser, de ver, de pensar, de sentir. Uma memória onde se aloja um ser-humano na sua natural esfericidade.
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- Das 8 as 8.
- É mesmo?!
- Sim.
- Mas isso é abuso!
- Não posso abusar. Comprei um novo exemplar daquilo.
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- A vida é um conjunto inalcançável de desvalidos semblantes em potencial.
- Nossa, que bonito isso!
- A terceira face não gostou.
- Que terceira face?
- Ela – gaguejou pela primeira vez em toda sua vida – ela é... Ela fica lá em casa.
- Acho que ela não te faz muito bem.
- Ela gosta de mim.
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Saí. Voltei resgatado para dentro. Hoje não estava bem para seres-humanos.
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Então, observei a terceira face do ângulo e recomecei.
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- Rodando pelos sinais, pelos avulsos muros pixados de uma metrópole estanque: a mesma metrópole interna e vazia. Apática. Mal cheirosa. Calada a metrópole, noto o pequeno murmúrio que de mim sai, como que ressonando um lamento. Não me lembro bem o porquê dele estar assim. Estou calado, caminhando, e este pequeno aviso vindo sem demora, faz companhia pelos diversos cruzamentos que enfrento. O cruzamento é quando se deve ter forças para levantar a cabeça. O cruzamento exige demais do meu mimado ressoar. Prendo a respiração e nunca ele pára. Não vem de mim. Não pertence, não controlo. Não nada nunca novamente.
- Observo descompasso.
- Onde?
- Já não te disse para parar de escrever esse texto?
- Não.
- Eu gosto do azul que você me pintou.
- Eu gosto de você
- Hum...
- Vou falar sobre você na continuação.
- Não quero.
- Mas vou.
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Observei a terceira face do ângulo e recomecei.
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- Vou falar de ti.
- Não quero. Já disse. Quero uma tinta amarela
- Gosto da noite.
- Gosto de você.
- Então, fico aqui observando a terceira face do ângulo desta parede, e reparo que ela é compatível a mim. Uma amiga sem permissão. Como se estivesse tendendo à inexistência, querendo vir me visitar, um monólogo sentimental se inicia. Ouço ligeiro. Desato a correr para a lavanderia. A terceira face também está lá. Um pouco menor, mas seu discurso é extenso. Seria sem fim, senão eu mesmo.
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Saí
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Voltei.
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- Não faço monólogos.
- Na minha história sim.
- Você mente.
- Você também.
- Eu gosto de você.
- Eu também.
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Saí. Dessa vez não voltei nunca mais. Senti sufocante proximidade. Passei 7 anos sem voltar àquele canto. Mas um...
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- Voltei.
- Já faz mais de 7 anos que você não vem aqui.
- Mas eu voltei. Não gostei do seu abraço.
- Eu gosto de você.
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Quase saí correndo.
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Esperei.
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Saí...
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Mas, continuei...
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Observei a terceira face do ângulo e recomecei.
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- Impeço impetuoso e reinicio as palavras que deixei sem fim na noite passada. A terceira face se cala e balbucia concordância, sem muito saber se compreende o que digo. Ela ressona agora. Disse que não gostaria de deixar de lado meu emprego. Minhas dívidas não são abduzidas com facilidade. Disse que era necessário uma boa dose de quebranto e arrependimento posterior para conseguir algumas horas sem dívidas.
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- Minhas dívidas são como você, inexistente!
- Eu gosto de você e meu gostar existe.
- Você gosta dele porque ele te faz existir.
- Eu gosto de existir.
- Você me mata de medo.
- Eu gosto de você.
- Vou sair e não volto nunca mais.
- Daqui a sete anos voltarás.
- Não fale como profeta.
- Sou inexistente. Você mesmo disse.
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Com essa fase saí. Caí na realidade do ser social e experimentei alguns passos como que olhando pro chão.
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- Por que você olha tanto pro chão?
- Não gosto de pisar em merdas.
- Também teme que eu pise?
- Não...
...
- Então por que olha pro meus pés?
- Eu olho.
- Eu sei.
- Fiz um texto. Posso ler?
- Claro!
- Cruzou a 23 correndo. Gostava daquela buzina que variava conforme o carro vinha e ia. Procurava melodias naquele vai e vem. Procurava uma música nova. Incitava a morte em tom de sorrisos e correrias. Ele e os seus. Depois de alcançadas algumas idéias, subiam na árvore da esquina e observavam a terceira face da esquina. Juntavam pedaços no abstrato da música que se faz por entre ruídos e perseverança, e discriminavam uma letra. Não era nada digno, mas, pelo menos, beirar o ridículo, ali, fazia o ridículo do despertador matutino menos doloroso.
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- Por que você sempre sai de casa de preto?
- Eu não saio de preto.
- Sai sim.
- Eu não estou de preto.
- Seus olhos estão.
- Hum.
- E você sempre temendo que eu pise numa merda de um cachorro.
- Há cachorros muito pequenos.
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Observei a terceira face do ângulo e recomecei.
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- Fui na 23 hoje. Fiz uma canção!
- Eu sei... Sempre sei!
- Eu voltei.
- Eu disse que voltaria. Eu sempre sei. Exatos 7 anos depois.
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Saí. Gostaria de ter provocado seu primeiro erro. Mas não tive essa capacidade mínima.
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Observei a terceira face do ângulo e recomecei.
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- Nesta ânsia de atribuir significado e entendimentos às coisas, às vezes caímos em desmandos cabais que nos colocam sensações bruscas em todos os pequenos pormenores do dia-a-dia. Este é o modo de funcionamento das mentes. Elas mentem, talvez por isso assim a chamam. Tocar papéis esbeltos e sentir o áspero aspergir de dor a imaginação, ouvir sons e derramar dor por dentro. Dor. As coisas, muitas delas, não trazem sentidos e entendimentos intrínsecos a elas. Nós é que, no descomando natural, tratamos de concluir, de sentir, de nos trazer aquilo que distante está, que independente é. É o modo de pensar construído ao longo do tempo. Há formas comuns entre diversos de nós, travados no combate social diário ou vindos de estruturas biológicas anteriores aos nossos pais e pais dos nossos pais e pais e mais.
- Mas o que se há de fazer se estruturas nos estruturam sem que possamos realmente rearranjá-las?!
- Você está fora do limite, não pode questionar o que me pertence!
- Devemos vivê-las sem medo.
- Eu tenho medo da perdição da razão mal feita, do sentimento escuso, escuro, aquele que não se quer.
- Eu sei.
- Vou acrescentar isso.
- Não acho uma boa... Eu gosto de você.
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Saí
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Observei a terceira face do ângulo e recomecei.
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- Vim trazer seu desfecho.
- Eu gosto de você.
- Eu preciso dormir, já está tarde e meus pais estão dormindo na sala.
- Eu sei. Eu gosto de você.
- Pára de falar isso. Não posso prolongar esse diálogo. Ainda tenho que tomar café. Já passam das 5 da manhã.
- Amanhã você volta?
- Não prometo. Mas, acho que não vou sentir saudade.
- Eu sei. Eu gosto de você.
- Não quero saber. Vou continuar.
- Você não é tão mal assim.
- Talvez se eu gostasse mais da simplicidade poderia passar a me doer menos. Mas não é bem assim que funciono. Tenciono o limite, aquela procura sufocante que enterra entendimentos passados, trocando-os por qualquer coisa que pareça mais completa, sem que, às vezes, realmente seja.
- Eu não gostei disso.
- Eu sei. Você nunca gosta do que eu escrevo.
- Eu sei. Mas eu gosto de você.
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Saí e nunca mais voltei. Precisava dormir e não havia mais espaço pra si naquela madrugada que se encerrava.
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- O dia sempre vem...
- Eu sei. Eu sempre sei.
- Eu te odeio por isso.
- Eu sei, eu gosto de você.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Gostei disso!!!

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"Defensor da idéia de que a poesia é irredutível à palavra, (Octavio) Paz apresenta esse gênero literário sob um prisma que o diferencia radicalmente dos demais ensaístas, enfatizando que, apesar de haver muitas maneiras de se dizer uma determinada coisa em prosa, só existe uma em poesia. Segundo ele, os vocábulos se tornam insubstituíveis e irreparáveis no texto poético. E eis que o poema transcende a linguagem".
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Gabriela Potti
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Comentário!!!

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Silenciar-se é vislumbrar o infinito. Escrever é praticar uma bela forma de arrogância. Ainda que palavras sejam erros, estamos ternamente condenados a praticá-los pelos tempos dos tempos.
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Fim

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Aqui jaz Alonso Quijano, o Bom...
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Um início de despedida (à moda)

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Oh obra de grande valor
Que por tantos anos passastes aos cantos
Esperando o momento certo de seres lida
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Ficastes em gavetas
Demorando sôfrega de pertencer
Resguardando ávida de desflorar
O cancioneiro imprescindível
Da criatividade artística
Da labuta solitária
De outrem ido
Mas por a cá
Vindoura
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És vencedora
Do todo poderoso
Chronos
Senhor da verdade
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Há de se transpassar
A exígua mediocridade
Para de tão poderoso Deus
Serdes dominante
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E assim fostes e estás
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Uma capa cândida
De vermelho e dourado discretos
De peso ínfimo
E massa descomunal
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Fonte de linguagem brilhante
Que engrandece e diz com exatidão
As mais formosas companhias
Do engenho humano
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Estás no cume
Da fidalguia literária
Estás no epicentro
Da cavalaria quimérica
Conténs o sem igual
Cavaleiro da Triste Figura
Cavaleiro dos Leões
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DOM QUIXOTE DE LA MANCHA
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Destes vida e chão
Ao sonho do homem franzino
De poucas carnes
De grandes sonhos
De nobre coração
De doiradas sandices
E cômicas burlas
Contra moinhos
Contra rebanhos
E nigromantes incólumes
Posto que inexistentes
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Oh, obra intrínseca à humanidade
Como outras grandes
Que de ti tão filhas são
E netas
E bisnetas
E mães
E avós
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Fazes jus a grandes Ilíadas e Odisséias
De Shakespeares, Homeros e Dantes
Grécias e Romas
Édipos Reis de Sófocles
Teogonias de Hesíodos
Medéias de Eurípides
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Embasas Kafkas, Victors
Virgínias e Edgars
Flauberts, Ovídios e Dostoiévskis
Joyces e seus Ulísses
Pousts e suas buscas por tempos perdidos
Balzacs, Dickens, Becketts
Assis, Rosas, Drummonds
Lispectors, Calvinos
E Kerouacs
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És colocada no cerne do romance
O conjunto inaugural
Do romanceiro humano
Que transcende séculos e séculos
Num tempo aprisionado libertário
Do imaginário desvario
A que convidas os que de ti se aconchegam
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Assim fiz
Assim foi
Assim fui
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E
Agora
Que perto estás de restringires
Ao passado dos olhos
Digo-te que caminharás convicta
Na morada dos meses
Que de ti me recostei
E por teus versos reversos em prosas singulares
Maestrinas da flor primeira da cavalaria
Caminhei
Levado pelos disparates
De tão nobre personagem
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Oh obra criadora
Tenaz abdutora
Sorumbática reversa
Macambúzia dispersa
Esguia serpente de prazer romanesco
Devaneadora de multidões
Impelidas ao ócio deleitoso
Das travessuras estáticas
De uma mente furtiva
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Despeço-me aos poucos
Dos longínquos
E desditosos Tebosos
De Ricote e Quixote
De Sancho
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Oh incrível e nobre Sancho
De ti guardarei grande admiração
Pela simplicidade
Que por vezes exercia crivos
Por vezes disparates ortográficos
Sem nunca cair no desmando
Do homem sem chão
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Peso eu, sim, a falta
De Pança e andanças
Onde vislumbrei tanta areia e andei
Assim, da lua cheia, eu sei
Sentirei uma saudade imensa
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Dos versos encantados que li
Das passagens sem igual onde ri
Olhando a lua mansa a se derramar
Vindo de longes léguas
Para em meu peito cantar
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Também sinto por
Sanchica e Tereza singelas
Camila, Anselmo, Clóris
Clara de Viedma
O cônego, o barbeiro
A venda feito palácio
O cavalo feito sagitário
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MIGUEL DE CERVANTES SAAVEDRA
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Faltam pouco mais de 40 páginas
Justo
As restingas de Quixote
Começam a esvaírem-se pelos cantos
Recolherem-se frondosas
No campo iniciático
A fim de dormirem novamente
Num melancólico espaço confiscado
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Porém
Por ti
Será recanto prateado
Honroso rincão
Daquele que ousou-se lançar
Ao sonho cristal
Na grandeza
De um tempo esvaído
Para nunca mais
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Quixote é tão eterno
Quanto o sonho humano!!!
Quanto o próprio homem!!!
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Enquanto houver sonho
Haverá
DOM QUIXOTE DE LA MANCHA................
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E tenho dito!!!
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Peregrino

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Por que medo, se a beleza sempre vence? E ela vence porque é mais bela e o belo trás prazer, trás êxtase. O belo faz mais sentido e comove profundamente, muda profundamente. O que é belo será vitorioso. Já é vitorioso. A beleza trás transformação e é capaz de nascer de qualquer espaço, quando se tem abertura, quando se tem ajuda, quando se é grato, quando se permite, quando se deixa estar; quando o que é sutil e profundo permanece indestrutível. Um ponto minúsculo de beleza absoluta não se deixa levar por um oceano de injúrias pedantes. A beleza nem sempre é firme, mas tende a ser mais firme que o horror. Eis uma lógica profunda. A lógica é intrínseca às coisas. Mesmo nas coisas não lógicas, a lógica da desconstrução é reinante. As coisas têm seu sentido ainda que dentro do terreno do disparate. O disparate possui sua lógica: a lógica do disparate. E o que é belo possui lógica bela e esta se sobrepõe aos desvios. É uma questão de tempo, talvez de espaço e lugar também, mas, principalmente de tempo. O tempo é senhor da lógica e da beleza por ser senhor da verdade, e a verdade é bela, dolorida ou não. A beleza é a verdade e a verdade é a beleza. Seriam sinônimos profundos? Acho que sim. Acho que sei que sim. Sei que sim! Por que medo, se a beleza sempre vence? Por que medo?! Por que mesmo?! Porque a beleza conquistada tem mais valor. Não é necessário passar pelas dores para sentir o descanso do aconchego, mas, o mar se torna mais belo aos olhos embotados de aridez. Os olhos sempre vibram ao ver o mar, mas é maior o prazer daquele que lava o corpo cansado e colérico, do que aquele que lava o simples enfado insipiente. Eis uma lógica, eis uma verdade, eis uma beleza!!!
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O cavaleiro da Triste Figura

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“- Ó vós outros, passageiros e viandantes, cavaleiros, escudeiros, gente de pé e de cavalo, que por este caminho passais ou haveis de passar nestes dois dias seguintes, sabei que Dom Quixote de la Mancha, cavaleiro andante, está aqui para sustentar que a todas as formosuras e cortesias do mundo excedem as que se encerram nas ninfas habitadoras destes prados e destes bosques, pondo de parte a senhora da minha alma Dulcinéia del Toboso; por isso, acuda quem for de parecer contrário, que aqui o espero.”
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Dom Quixote da la Mancha, Segunda Parte, Capítulo LVIII, Página 611. Editora Nova Cultural, 2002.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Galerias

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Dentro da perdição que faço o desfavor de me colocar sem querer ou por querer demais ou por possuir um vazio destrutivo, não sei, só sei que, dentro dela, tudo é miúdo, tudo é circunscrito pequenino. Sufocante anaeróbico. Os olhos se esquecem como se vê, a boca se esquece como se fala. Tudo é desencaixe. Tudo é uma dor em contração no peito, na nuca, uma vontade de implosão. Um potencial de loucura. Perco a noção de minhas belezas, caio no desfiladeiro silencioso daquele lugar eqüidistante das coisas que contêm luz. Caio deitado após a última tragada no grau zero da evolução. Todas as mais podres passagens retornam à minha memória. Lembro, logo, vivo! Procuro então esquecer das dores, relembrar as maravilhas tão certeiras que fiz firmar no solo conjunto do tempo cristalizado em parceria com pessoas que amo, mas não sou capaz. Nessas horas, não mais. Sou pouco capaz em mim mesmo. Sou escravo eterno da sensação que brota sem explicação e vai se avolumando no peito, na nuca, na cabeça e prejudica a consciência do meu espaço, do meu corpo. Assim, o que me resta é largar a satírica fuga pelos atalhos respiráveis de minha mente mentirosa de si, e desterrar convicto o vértice minúsculo colocado no epicentro desta minha geologia obsessiva. Usufruo da minha capacidade sarcástica e infernizo o meu tumor histérico, aquele saliente no momento, até exaurir a pulsação que este suicida me trás. Tão mal colocado este infeliz obséquio avesso que, eu, pusilânime por natureza, destrincho o silêncio do mais profundo mimo de infância que fui, que sou e, assim, desta fraqueza, gero a fórceps, uma podridão seca e maldosa que existe dentro deste caipira, para poder berrar, em altas profecias, a minha mais mortal virilidade, a fim de calar os fantasmas anárquicos que vivem nas minhas mais profundas galerias do silêncio oco do vazio mudo que, em algum lugar, aqui dentro, está e temo que seja para sempre!!!
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Casa precária

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Às vezes fico pensando... Se eu distribuísse pelos cômodos de uma grande casa localizada no centro de um vasto campo de fantasias, os momentos mais felizes da minha vida, e pudesse perambular por eles, transformando-me na medida exata do que fui em cada um dos melhores instantes dos prezados presentes passados, isso seria a felicidade? Essa possibilidade de perambular pelas mais doces e brilhantes passagens da minha vida, recobrando o exato modelo de ser que fui em cada um, isso me bastaria?
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Logo a resposta me veio à mente no silêncio do ônibus que começava a descer a serra rumo ao vale do Paraíba:
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- Não! Isso não seria a felicidade. Isso não me bastaria.
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E no silêncio daquelas curvas incontroladas, sob o velar despretensioso dos que lá dormiam, persegui com facilidade o desenrolar desta obviedade, há instantes, submersa.
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O processo de perseguir o infinito é mais brilhante que capturar eternamente a perfeição do vivido, em cápsulas, em cômodos. A exatidão do passado estava no inusitado dele vir a acontecer, sem controle, como que feito sob medida. O brilho do prazer não está na reprodutibilidade manipulável dos formatos alcançados.
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A felicidade não é um processo, mas um estágio ligeiramente independente, parcialmente desconexo daquilo que nos contem.
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Uma grande casa mágica repleta de sorrisos dourados, música, poesia, não seria nada além de um paraíso descomunal dentro do qual eu não caberia por mais que algumas semanas.
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Sendo assim, desisti de capturar meu ideal distante já vivido em outras épocas.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Versos feito Lego

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Fiz de novo uma experiência pra colocar neste blog. Já havia feito e postado aqui há alguns anos, mas resolvi repetir. Na verdade a poesia já estava meio pronta, depois que eu fui testar as combinações e ajeitei algumas palavras pra poder combinar mais livremente. Confesso que algumas combinações não dão certo por causa de plural, singular, pessoa do verbo e etc.
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O esquema é o seguinte: a poesia Que sou... (I) é a original, todas as outras vieram de novas combinações de seus versos. É só pegar o primeiro verso de uma estrofe, com o segundo de outra, com o terceiro de outra, com o quarto de outra, com o quinto de outra, acrescentar a assinatura que dá nome à poesia e ir formando diversas combinações. Algumas possibilidades estão nos posts abaixo.
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Pode-se pegar versos de uma mesma estrofe, a regra é manter o segundo como segundo, o primeiro como o primeiro e assim por diante. Talvez até dê pra quebrar essa regra e rearranjar a colocação dos versos, mas não vou tentar. To com preguiça! Não é lá grandes coisas, mas vale a experiência...
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Talvez isso seja o que chamam de POESIA PRÁXIS.
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Versos feito Lego

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Que sou... (I)
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Mortalha que me prende e estrangula
Devorando a integridade venial que me resta
Destituindo do centro este distante
E assim arrebata por entre carros e estilhaços
Do pequeno descampado escasso
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Desmontando os restos convexos salientes
Que restaram de uma jornada instável
Rumo ao paraíso contrário do humano
Fazendo-me refém desta cláusula
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Exterminando o derradeiro plano vivo
Ferido descrente menino dos avessos
Que resiste na desistência descompassada
Deste encardido farrapo socado senil
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Desnivelando a planície dos amores
Dos noturnos e divagares senhores
Que nasciam meio que por fantasia
E agora retorcem o delgado mistério
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Rodopiando o descaso sarcástico
Que saboreia vagarosamente o não
E escapa por entre brechas da madrugada
Que escurecem a mortalha macabra
Que sou...
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Versos feito Lego

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Que sou... (III)
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Mortalha que me prende e estrangula
Exterminando o derradeiro plano vivo
Que saboreia vagarosamente o não
Rumo ao paraíso contrário do humano
E agora retorcem o delgado mistério
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Desnivelando a planície dos amores
Destituindo do centro este distante
Que resiste na desistência descompassada
Que escurecem a mortalha macabra
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Rodopiando o descaso sarcástico
Que restaram de uma jornada instável
Que nasciam meio que por fantasia
Do pequeno descampado escasso
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Devorando a integridade venial que me resta
Ferido descrente menino dos avessos
E escapa por entre brechas da madrugada
Fazendo-me refém desta cláusula
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Desmontando os restos convexos salientes
Dos noturnos e divagares senhores
E assim arrebata por entre carros e estilhaços
Deste encardido farrapo socado senil
Que sou...
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Versos feito Lego

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Que sou... (II)
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Mortalha que me prende e estrangula
Desmontando os restos convexos salientes
Ferido descrente menino dos avessos
Que nasciam meio que por fantasia
Que escurecem a mortalha macabra
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Exterminando o derradeiro plano vivo
Dos noturnos e divagares senhores
E escapa por entre brechas da madrugada
Do pequeno descampado escasso
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Desnivelando a planície dos amores
Que saboreia vagarosamente o não
E assim arrebata por entre carros e estilhaços
Fazendo-me refém desta cláusula
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Rodopiando o descaso sarcástico
Destituindo do centro este distante
Rumo ao paraíso contrário do humano
Deste encardido farrapo socado senil
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Devorando a integridade venial que me resta
Que restaram de uma jornada instável
Que resiste na desistência descompassada
E agora retorcem o delgado mistério
Que sou...
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Versos feito Lego

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Que sou... (IV)
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Mortalha que me prende e estrangula
Desnivelando a planície dos amores
Que restaram de uma jornada instável
E escapa por entre brechas da madrugada
Deste encardido farrapo socado senil
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Rodopiando o descaso sarcástico
Ferido descrente menino dos avessos
E assim arrebata por entre carros e estilhaços
E agora retorcem o delgado mistério
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Devorando a integridade venial que me resta
Dos noturnos e divagares senhores
Rumo ao paraíso contrário do humano
Que escurecem a mortalha macabra
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Desmontando os restos convexos salientes
Que saboreia vagarosamente o não
Que resiste na desistência descompassada
Do pequeno descampado escasso
Que sou...
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Mortalha que me prende e estrangula
Exterminando o derradeiro plano vivo
Destituindo do centro este distante
Que nasciam meio que por fantasia
Fazendo-me refém desta cláusula
Que sou...
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Versos feito Lego

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Que sou... (V)
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Mortalha que me prende e estrangula
Rodopiando o descaso sarcástico
Dos noturnos e divagares senhores
Que resiste na desistência descompassada
Fazendo-me refém desta cláusula
Que sou...
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Mortalha que me prende e estrangula
Devorando a integridade venial que me resta
Que saboreia vagarosamente o não
Que nasciam meio que por fantasia
Deste encardido farrapo socado senil
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Desmontando os restos convexos salientes
Destituindo do centro este distante
E escapa por entre brechas da madrugada
E agora retorcem o delgado mistério
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Exterminando o derradeiro plano vivo
Que restaram de uma jornada instável
E assim arrebata por entre carros e estilhaços
Que escurecem a mortalha macabra
Que sou...
.
Mortalha que me prende e estrangula
Desnivelando a planície dos amores
Ferido descrente menino dos avessos
Rumo ao paraíso contrário do humano
Do pequeno descampado escasso
Que sou...
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Fim de semana na chácara

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Deus é um grande e belo silêncio!!!
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Solo conjunto

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A firmeza do chão nos pés
Onde me planto
Onde me ponho
Me apoio
Me descanso
Em sólida mãe
Me enovelo
Para melhor brotar
Rente ao chão
Estou rente ao mundo
Rente ao mundo
Sou real
Não mais hipótese
Nem nunca mais minguante
Decrescente descrente
Mas sim brotamento
Menos ilusão
Mais chão
Menos pirraça
Mais massa
Menos esculacho
Mais abaixo
Para mais encima ter
Saltos maiores
Ser
Lançamentos mais distantes
Viagens mais fortes
Doutor de mim
Sou dono de belezas
Estando em mim
Estou pro mundo
Desnudo humano
Desuso cabal do inútil
Extinção de subtítulos
Quebra de subdivisões
E profundas contradições
Que fiquem as necessárias
Preposição precisa
Artigo indefinido por escolha
Desmantelamento de reticências
Descarte de amargos
Descarte de Descartes
Sim ou não?
Prefiro um novo por quê
Um maravilhoso porém
Espinoza roseando
Guimarães anti-cartesiano
Floreado do jardim novato
Eterno novo até que fim
Proposição ao inédito
Posição de impulso
Propulsão inócua
Pois
Terrestre semântico infinito
E se
Circunspecto lascivo soslaio
Só por
Simulacro possível naufrágio
No
Narrável retorno correto
Do
Colóquio agente discreto
Já que
Intenso formato proposto
Fez
Permissivo prole priori
De
Nascente sólido brilho
Pois
Detento liberto sujeito
No
Fidedigno solo conjunto
.
- Sim...
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Postagem 600 - Cultura

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A cultura é o conhecimento em movimento. Caso se torne estanque, deixa de ser cultura. A cultura não pára. Não pode parar.
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Geometria doida do sólido ideal

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A roda, se torna, em si, um caminho infinito em potencial.
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O triângulo, se torna, em si, uma base sólida, independente da superfície.
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A espiral é um círculo inquieto que não se contenta com a simples repetição do mesmo caminho.
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Uma reta nunca será infinita, por mais que queira, pois ela esbarra nos limites da existência.
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Um ângulo, por mínimo que seja, abarcará uma imensidão inenarrável já que está em abertura.
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Mas, todo ângulo exclui, ainda que seja de 360 graus, já que sua semi-reta necessária não pode deixar de ocupar o mínimo espaço que seja. Ou melhor, o próprio ângulo de 360 não pode existir, já que sua semi-reta indispensável não pode deixar de ocupar o mínimo espaço que seja.
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Posto isso, qualquer plano tende à mediocridade, já que abarca minimamente uma das 3 dimensões, excluindo mais do que inclui.
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Nenhuma figura é infinita. Nada é infinito. Muitas coisas tendem a ele, mas ele mesmo não existe. As coisas tendem à inexistência ao tenderem ao infinito. As figuras tendem a infinita divisão, mas não á infinita multiplicação. Na verdade, talvez só a divisão seja infinita. Talvez.
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Um sólido pode ser considerado um ponto e vice-versa.
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Uma reta nunca pode ser considerada um ponto, mas pode ser considerada um sólido.
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Geometria doida de mínimas pretensões.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Scraps de aniversário

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Thiago Marmo:

Grande Wagner, parabéns ae cara.Muitas felicidades e muitos anos de vida. Continue sendo esse cara firmeza que vc é.Sei que estou atrasado, mas antes tarde do que nunca...rs. É q to estudando que nem um condenado, daí já viu...orkut de vez em nunca. Mande os parabéns para seu pai tbm (mais atrasado ainda...hehehehe)Flowww.

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Mariângela (Tia):

Wagner, meu sobrinho sumido ... Antes tarde do que nunca ... não esqueci do seu aniversário não. É que não tive como entrar no orkut justamente no seu dia ... perdoa essa tia ingrata?Um abração prá você, toda a felicidade do mundo, viu?Sentimos sua falta no churrasco ... Estaria completo se você, seu pai e sua mãe estivessem lá ... e a Alícia também ...Bom. É isso. Espero em breve te dar um abraço bem apertado!Sua tia, também sumida!!! Beijão!!

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Diego Marmo:

olha, eu te liguei 2 vezes no dia 6 pra te dar parabéns... mas vc nem atendeu. Desisti hehehe mas td bem, desejo td de bom pra vc os 365 dias do ano, e é isso que importa, certo??? hehehehe

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Marcelo (Tchello):

oi wagner!! eu sei q foi seu niver no sábado, mas estava sem net...assim, náo deu p te parabenizar a tempo!mas, PARABÉNS!!! vc foi p ita comemorar??? nossa...o rio tah ótimo!! continuo na konrad adenauer e comecei uma pós na uff emn história do brasil (lato).... vamos ver como vou sair dessa agora....! abraço!

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Juliana:

Primo!!!td bem?
não me esqueci do seu niver não viu!!!me lembrei e mandei mtas energias positivas!!!
mas vou deixar registrado aqui os meus votos de mta paz, de mto amor, mto suce$$o e realizações....
saudades de vc!bjão

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Cris Lamin:
Olá!!! perdoe-me o atraso...eu estava em Volta Redonda...Feliz aniversáro,muita saude e alegrias...Vc foi pra Itanhandu no feriado?bjs
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Eric Passos:
ih, errei a contagem tb, se o scrap de ontem chegou hoje, antes de ontem num é mais antes de ontem, é a 3 dias atras....
não, imagina, num bebi nada não...
mais a referencia não atrapalha o pensamento positivo!!!
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Eric Passos:
Waa!!! perdi a hora!! auhauaha
Parabens Wa!!! Muita paz, alegria e amor p/ vc!!!!! Ah, 2 horas atrasadas não tem problema não....
To torcendo que tudo tenha saido certo antes de ontem! de verdade!
Abração!!
Eric
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Caetano Lacerda:
graaaaande Wagner!!! meus parabéns meu querido. muita música nesta sua vida pianística.
abraço
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*michelle* Khattar:
Parabéns,muito anos de vida!!!
Que Deus te ilumina, e os que vc acredita segue com você a sua caminhada!!!
Lhe desejo tudo de bom!!!
Beijoes Michelle
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Juliana Zogbi:
Parabéns...tudo d bom p vc...bjim
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#Mitakadotekimo (Cláudio Itanhandu):
FELIZ ANIVERSARIO,WAGNER!!!
QUE VC TENHA MUITOS ANOS DE VIDA.
TUDO DE MARAVILHOSO PRA TI MY FRIEND...
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LEO.NARDO Araújo:
Parabéns ae Wagner!
tudo de bom pra vc
falo ae abreço
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Luigi (Pira):
wagnerito kerido
parabenx
muita sauda e paix
e as bença de nosso painho oxoussin
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Marcela (Carlota):
Primo parabéns...
tudo de bom...
que Deus lhe a bençoe
cada vez mais!!!
Beijos
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Leda Lucca:
Gui,
Parabens !!!
tdo de bom p/ vc!
bjoss
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Juliana (Itanhandu):
Oooiii,
Td de ótimo pra vc...FELICIDADES E FORÇA SEMPRE................
Beijo enorme!!!
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DORG:
E ae Wagníssimo!! Parabéns!! Tudo de Bom em Tudo!!
Grande Abraço.
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Binhuh:
bens! ... =DDD
filicidadi homi, tu merece!
um abç
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Marília:
PARABÉNS!!! muitas e muitas felicidadessssssss!!!
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- Marjorie:
happy birthday darling!!
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ThIaGo Pezzo:
e aew primo?!
Parabens.
Tudo de bom pra vc!
abraço.
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Alexandre Domingues:
Fala aeh cara!!
Parabéns por seus passos. Que eles estejam cada vez mais firmes!! para que você nunca se esqueça quem é esse cara que está fazendo aniversário, ano a ano. E que todo mundo saiba exatamente disso também: vendo vc, veja alguém vivendo a plena verdade de si mesmo!
ABRAÇÃO!!! e parabéns!!
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Guilherme Ordine:
Fala Wagner...
Parabéns... Suce$$o... Tudo de bom sempre...
Abraço!!!
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Gláucia Passos:
Wagnitis!!!
Parabéns primo..
Mtas felicidades (mais) na sua vida!
Q a paz reine sempre em seu coração..
Estive na torcida da prova aki viu?!;) \o/
Beijão da prima que te ama!
=*
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Patrícia (ESPM):
felizz niverr
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Chris (Prof):
Oi querido,
Feliz aniversário! Que vc tenha um ano muito especial, cheio de boas surpresas!
Beijos
P.S.: Vc viu a nossa foto no meu álbum?
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BJOTA:
Wagner...
Parabéns!
Muitas Felicidades pra voce
Tudo de Bom
Um Grande Abraco
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Felipe Edoardo:
Feliz aniversário!
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Carol (ESPM):
Parabéns Wagner!
Tudo de melhor hj e sempre!!!
Bjão
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Elis (Prima):
Priimo, parabéens !
tuudo de bom hoje e sempre . (:
beeijos.
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Paula (ESPM):
eii!
parabéns!!!
vou te dar 8 reais de presente, tá? hahahah! ;)
bjobjo
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Pedro (Torrone):
Wagnosa!!!
Grande abraço meu velho!!!
Felicidades e vamos combinar aquele encontro musical com cerveja???
Abs!!!
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Jurema (Macu):
Parabens!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
tudo de melhor pra vc!!!!
aproveita =)))
bjs
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Saulo (Primo):
Parabéns Wagner.
Tudo de bom procê.
Abraço e até mais.
Saulo.
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Vivian (Ita):
Grande Wagner!!!!!!
ficando velho ou adquirindo experiência?kkkk
parabéns...mta paz,saude,amor e suce$$o...
bjo grande
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Renato (Ita):
Parabéns e Felicidades................
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Bruno Scarpa:
ow bacanão,bão?...
PARABÉNS PRA VC...mta paz,saúde,amor,
sucesso,dinheiro...essas coisas q facilitam a vida...
PARABÉNS.....abraço
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Camila (Prima):
Feliz aniversário Wagner!
Tudo de bom pra vc!!!
Beijos
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Ely Wagner:
Parabéns pelo niver, Wagner !
Muitas felicidades !
Abração
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Dom Augusto:
feliz dia, Wagner !
bons ventos.
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Silas (Primo):
Opa!!!!
Parabéns aí rapaiz!!!
Saúde, paz e sucesso!!!
Churrasquinho foibom demais!!!!
Parabéns!
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Davi:
Parabéns Wagner, muitas felidades, que Deus te abençoe!
Abraço!
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Mara (Prima):
Parabéns Wagner !!
Tudo de bom pra vc...
Beijo
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Alisson (Zu):
meus parabéns wagner! tudo de bom pra ti, felicidade, usw!
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Abner (CCPC):
Parabéns, Wagner, muitas felicidades, muitos anos de vida!
Abraço!
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Lucio Flávio:
Tudo de melhor em sua vida.Parabéns.
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PERRONI:
PARABÉNS
TDO DE MAIS COMÉDIA
ABRAZZ
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Denis Tanouye:
PArabén caboblo!!!! Saudades!!
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Juliana Furtado:
parabens ...tudo de bom pra vc .que vc seja sempre essa pessoa especial muitas felicidades ,que Deus te ilumine cada vez mais bjjjjjjjjjjjjsss...
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Elaine Rangel:
Olá! Parabéns, felicidades, saúde, td de bom.
Bjs
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D'Arezzo (Bill):
boa Wagnão! feliz aniversário, velho. tudo de bom. se for fazer alguma coisa me chama! hahaha. abraço.
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Neydeddeus:
OLÁ WAGNER, TUDO BEM?
PARABÉNS, PELA PASSAGEM DE SEU ANIVERSÁRIO, MUITAS FELICIDADES E QUE VC CONTINUE SENDO ESSA PESSOA LINDA!
BEIJOS....
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Gabriela (Prima):
Primo
feliz aniversário!!!!
Parabéns e felicidades!!!
beijos=)
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João Marcelo (Jão):
Feliz aniversario,felicidades....
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**JULIANA ** (Maluco):
e ai malucoooooooooo hehehe ,oi wagner tudo bem ,feliz aniversário tudo de bom vc merece por ser esse cara tão legal e amigo d+,vc é um amigo de verdade ,vc sabe q gosto muito de vc,vc sabe do seu carater, nem preciso dizer adoro vc, pode sempre contar comigo vc sabe ,saudade de vc e de todos, q deus abençõe vc e sua familia e todos q te amãõ ,bjosssssssssss!! valeuuuuuuuuuuu.malucoooooooooooo!!
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domingo, 8 de novembro de 2009

E quando?!

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- E quando você não achar mais suas belezas dignas de lágrimas?!?!
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- Ache, então, belezas maiores, UAI!!!
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Postagem 595

Um ser humano completo e feliz
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Nada dói mais em mim
Meu engolir
Minha gestão de mazelas
Se calcificou
Numa caótica inconclusão
Numa eterna perversão
Indefinida
Nem perverso
Nem seu oposto
Nada dói mais em mim
Minha cabeça
Não se confunde mais
Meus olhos
Não se enchem mais de nuvens
Ao toque temporário das obsessões
Meus dedos fugazes
Obedecem ao comando
Minhas mãos não tremem
Ao toque do inimigo
Nada dói mais em mim
Meus gritos saem suaves
Minhas revoltas comportadas
Meus espasmos minguantes
Meu todo pseudo
Nada dói mais em mim
As horas correm livres demais
A natureza não me interessa
O céu é bem distante
Nada dói mais em mim
Meu querer se assentou
Meus medos se esconderam
Minhas palavras saem com coesão
Excessiva
Nada dói mais em mim
Meios termos
Meios mundos
Meios seres
Meios medíocres
Finalidade equilibradiça
Nada dói mais em mim
O abraço envolve suave
Frio
O sorriso sai lento
Morto
O choro nunca mais
Sonso
Nada dói mais em mim
A raiva nem sei
O ódio esquecido
Esquisito
A extinção de extremidades
Concentração correta
Corretamente podada
Portada
Nada dói mais em mim
Pinceladas de sublimação
Num mar de frações
Frustrações
Gerações inacabadas
Fases escorregadias
Nada dói mais em mim
Areia movediça
Que mantém a superficial indolência
Inofensiva
Colocada
Pacata
Profunda escuridão
Bárbara lassidão
Esquecível
Superável
Nada dói mais em mim
Pálpebras a meio olho
Olhares a meio ângulo
Lábios a meio tônus
Corpos a meio metro
Cumprimentos a meio palmo
Amores a meio riso
Nada dói mais em mim
Equilíbrio sentimental
Não me toque racional
Complexo cultural
Desespero seminal
Colorido abissal
Nada dói mais em mim
Status atual
Gesso boçal
Auto-crítica canibal
Sub-mundo colossal
Pós-cirúrgico ideal
Máquina ilegal
Música marcial
Pardal anal
Nada dói mais em mim
A alma santa
O corpo denso
Tenso
Nada dói mais em mim
Tudo
Simplesmente
Lateja
Lateja
Lateja
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Nada mais dói em mim do que a minha não-dor

Postagem 594

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Tome cuidado para que seu pensamento não seja mais forte que seu olhar
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Alongamentos sublimam pensamentos
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A rosa

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Deito-me, as notas batem fundo na minha cabeça repleta de nuvens e clarões, coisas que se repetem, manhãs que não se concluem, pensares e seus opostos que tentam se resolver enovelando-se na fusão com o correto, mas jazem num fundo de desconstrução própria, desfazendo de si pela gravidade própria que descompassa o pulsar da matéria, são coisas vindas de lugares não localizáveis, chegando sem permissão, partindo partindo a saudade em metades que faço questão de jogar sem fixação, pois deixo estar aquilo que não posso julgar, é o poder sedutor do caos, é o desvario descrente diminuindo vagarosamente até não mais existir, deixando de lado cada pedaço, cada caco, cada propriedade, cada estado, numa aglomeração com o invisível, e assim vem a dormência das horas que adentram sem fim, vem o pausar sem permissão, vem o descampado, vem o desprotegido, vem o que nunca vem, mas vem despetalando a rosa do peito, frágil resistência que por anos permitiu seguir com brilho no olhar, mas que, agora, perdida pelos cantos, fazendo da rosa centro a rosa total, decai lentamente no esquecimento do apelo final de seu cheiro, degradando-se do total, consumindo-se totalmente no grito mudo do olor pungente, pungente pois resiste no implorar mesmo sabendo que seu desvirginar está próximo ao horizonte rente que se aproxima lentamente na transcendência do local esquecido, a rosa do caos, a última resistência que se desfez, sem voz, nem vez, e, ao toque do horizonte, sua voz esvaiu-se na fronteira do amanhã com o ontem, desintegrando o eterno presente da consciência da rosa, decaindo ao nunca, eliminando a esperança da rosa que habitava o peito, e assim, acordando, modificado irredimível para mais um dia, não compreende a falta inconclusa que algo indefinido te trás, a fatal dispersão, ele não se contem, não se refaz, não se detém, não se comporta, não cabe mais em si, por caber demasiadamente carente, quasimodo, aleijado, sem saber que tua rosa fora-lhe arrancada do peito, extinguiu suas forças em gritos mudos, entregou-se ao caos de mais um dia e, ele, solitário, chorará a incompletude daquilo que nunca mais, em si, compreenderá.
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OI??????????????????

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O Tautismo das ciências cognitivas gera uma incongruência com relação ao pensamento humano na medida em que resume à lógica computacional aquilo que, na verdade, transcende esta base de transferência. Do mesmo modo, o Tautismo da religião, proposto por Feuerbach, esboça um desencaixe quando afirma sua base meramente humana, já que, como o pensamento, esta segunda, também transcende sua plataforma de construção ideológica.
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Eu...
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Considerações sobre o pensamento (temas cíclicos)

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Ele é uma ferramenta, não uma finalidade em si. Ele é uma das instâncias mais ágeis e incontroláveis do homem e seu controle não está no pensamento oposto, na força contrária, mas na proposição de uma terceira possibilidade desvinculada daquilo que não se quer pensar. Seu controle não vem pelo oposto, mas pela colocação simplesmente diferente.
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O oposto ainda é o próprio, só que invertido. Já o desvinculado, sim, é mais propriamente avesso, mas não necessariamente O avesso. Usando o pensamento para negação, de alguma maneira se está reafirmando a relevância do contrário.
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O processo de pensar é capaz de trazer energias positivas, negativas e isso coloca o ser numa redoma não facilmente quebrável dependendo da intensidade da absorção. O fato pensado não tem peso por si, mas o processo pensante é capaz de criar pesos, por vezes, insustentáveis.
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Pensar não é um fato concreto, mas seu acúmulo pode gerar fatos concretos, modificar o modos-pensantis de alguém.
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A cabeça não é absolutamente controlável, mas relativamente moldável, educável. Apesar de não controlável com rédeas, como já dito, há um ponto anterior ao pensamento, e que ainda não chega a ser sentimento, uma espécie de quadro geral profundo e vigilante, que é capaz de quebrar não totalmente o próprio pensar, mas é capaz, sim, de conter, em si, um distanciamento saudável capaz de interromper processos destrutivos e desagradáveis. É uma sustentação situada na nuca adentrando também um pouco a base cerebral e que serve de apoio para este proto-discernimento veloz.
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Obviamente não somos máquinas, mas há uma tendência, a meu ver, real, indicada aqui. Anterior ao próprio proto-discernimento há outras instâncias menos controláveis e ignoradas, e de percepção ainda mais delicada que não cabe entrar aqui, pois faz parte de assuntos exaustivamente já explorados.
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Auto-psicologia sutil, bases de sustentação para uma teoria situada na fronteira do intangível.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mal

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O mal se alimenta do fazer, sei lá se ele se sente profundamente pleno e bem com a condição. O mal não se alimenta do ser. Ele se alimenta do ter, do estar, se alimenta de um processo que é insaciável. Fazer, fazer. Um pseudo-saciar raso e imediato que se completa por pouco tempo pelo excesso abusivo de coisas que se avolumam para instaurar o estardalhaço, realizar a revolta, extravasar a incapacidade, degolar a inveja, a explosão que não permite o silêncio, porque no silêncio a culpa grita, berra, por mais profundo que seja a maldade dentro daquele qualquer. No silêncio, no zero do cada um, mora sempre e sempre a profunda consciência. “A consciência é Deus presente no homem”. Arrisco dizer que ela sempre mora, sempre está em algum canto, por mais profundo que o estado de desconstrução do correto esteja, ainda que apoiado em razões. A razão definitivamente não é o limite, ela é apenas um instrumento, e talvez nem o mais importante deles. O mal não se sedimenta, ele é uma grande reviravolta de poeiras e detritos para ludibriar a luz que ameaça chegar ao fundo do lago individual indivíduo. Assim deve ser... Assim É!!!
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mãos

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As mãos são uma espécie de altar próprio, itinerante e indivisível de nós. É nelas que colocamos e retiramos, louvamos e descartamos, elevamos e denegrimos elementos que, em suma, nos fazem ao nos fazermos neles.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Primeiridade-Consciência-Liberdade-Orientalismo-Semiótica

Tratam-se de estados de disponibilidade, percepção cândida, consciência esgarçada, desprendida e porosa, aberta ao mundo, sem lhe opor resistência, consciência passiva, sem eu, liberta dos policiamentos do autocontrole e de qualquer esforço de comparação, interpretação ou análise. Consciência assomada pela mera qualidade de um sentimento positivo, simples, intraduzível.

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Lúcia Santaella (Livro: O que é semiótica)

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domingo, 27 de setembro de 2009

Tarde demais para um texto assim (fragmento)

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... Tudo é passível de perversão, mas medíocre é o homem que perverte aquilo que o faz ou pode lhe fazer bem. Não pensaste que fosse tão difícil simplesmente ser a si mesmo. Palavras bonitas não necessariamente são carregadas de beleza aparente. Nem tudo soa com brilho. O brilho está mais na criação do que na recepção, por isso todos deveriam criar do jeito que forem criar. Se crias com respeito e brilho próprio, isso será mais brilhante que qualquer respiração dos que tragarem tua perversão. Ainda que teu contato seja intenso, não será igual à criação, pois não perpetuaste nada além de ti. Se mínguas naquilo que te fazes sentido total, tu não estás sendo o total. Só se realiza-se no outro. Não míngües por medo, pois isso não vale à pena. Não vale a pena ser pela metade, mesmo no erro. Deixe fluir as melodias desafinadas, pois assim serão melodias. Quantas das nossas foram certas, erradas, medíocres? Não te importes. Um mínimo de censo não há de fazer mal, mas deixe estar, como uma harmonia sintetizada que perdura na duração dos dedos que quiserem. Questione, mas não míngüe. Não se deixe minguar. Chorar só se for por perdão, por beleza, por emoção em catarse de pequeninices. Catarse de tudo se pode ser em si. Estou certo disso. Tenho pena do que acaba, mas não do que vem, ou pelo menos deveria vir. Seria assim suficiente? Tenho certeza que sim. E por que tenho? Simplesmente tenho. Não descarto pensamentos como irrelevantes, os guardo até o momento de não os levar a sério, mas não quero esquecer nenhumas das possibilidades que pensar. Certamente esquecerei, mas não esqueço que lamentar é o passo pra não ter de si o melhor. Não poderia ser diferente. Quase tudo não poderia ser diferente. Se não poderia, pelo menos não deveria. Ou, se não devesse, pelo menos que creiamos que não devesse...

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Sempre que chove



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“Sempre que chove, tudo faz tanto tempo”
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Os azulejos se tornam fluxos
As panelas cantam ritmos
Os guarda-roupas nos chamam de canto
Pra falar besteiras sem pudor
Estantes e livros desbravam mares
Enfrentam corredeiras
As vidraças rebentam prantos
E nossas lágrimas já estão livres antes do choro
Sempre que chove
Os poemas saem por osmose
Como se o espaço necessitasse de arte
E os vãos escoassem minguantes
Pedintes de vocábulos
O declamar se entorna frágil
O olhar se torna longe
O horizonte menos linear
Os prédios estão mais tímidos
A lua ignora seu arco
E as nuvens brincam de nós dizer: olá!
Sempre que chove
Os passos escorregam de preguiça
E o sono se embala em gotas de chuva
Sonhos nadam sincronizados
Os romances pedem bis
E o violão calado retoca o silêncio
O ranger dos minutos passam despercebidos
O relógio se nega seguir
E o pulsar do coração é mais discreto
Almas saem pra se molhar
Sempre que chove
A cabeça recosta com mais sossego
O dia não chega a ser
As horas escorrem sem vertigem
E quando me detenho
Já é hora novamente de não me ter
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Sempre que chove, tudo faz tanto!!!
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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Há mais ou menos dois anos

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Fui pra Juquehy, e acho que foi provavelmente nos dias 15 e 16 de setembro de 2007. De sábado pra domingo, bebi pra CARALHO (tava bebendo muito nessa época) e, enquanto estava dormindo, tive um sonho maravilhoso. Achei estranho ter sonhado tendo ido dormir bêbado. Isso não acontece geralmente comigo. O sonho foi bem nítido.
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Eu estava no mundo (neste nosso mundo) e fui levado pra cima por seres que eu não via. Sabia que estava sendo levado porque não poderia ir sozinho e me sentia acompanhado. Fui subindo até sair do mundo, foi quando eu vi dois seres imaturos apertando uma bolha que era uma espécie de atmosfera do mundo, mas mais do que a atmosfera de gases, era a atmosfera do plano físico, a limite do plano físico. Era tipo uma sacola com gel e o mundo estava dentro deste gel.
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Esses dois seres disputavam empurrando a bolha e assim influenciavam nas coisas do mundo sem realmente tocar na realidade, tocar no mundo. Só empurrando muito eles conseguiriam relar no mundo, assim mesmo ainda haveria o plástico entre o dedo destes seres que tinham formas humanas e a Terra. Além disso, a própria densidade da matéria era um empecilho. Era necessário força para mover.
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Havia um certo divertimento naquilo, os seres se entretinham naquele processo, mas havia uma leve disputa de poder também. Era como jogar um jogo. Uma rixa infantil como acontece num cabo de guerra, nada de muito profundo, mas apesar de imaturos, não eram ignorantes. Havia maldade sim e bondade também. Havia intenção de causar mal e de fazer o bem.
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Esses seres homens meio crianças, que talvez fossem deuses, estavam treinando, brincando de serem deuses, brincando de mexer na realidade. Aprendendo a serem deuses, enquanto eram olhados por um deus maior que era tipo um pai e daí já era um só, não tinha um par oposto. Esse outro Deus, que ficava mais alto, olhava com muita paciência e firmeza enquanto os seres cutucavam a bolha com intenções diferentes.
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Depois de olhar aquela situação toda, eu comecei a subir e saí de perto daquele estágio, passei por este pai que olhava por elas (que não tinha um par oposto, era um) e continuei subindo passando por diversos seres ainda maiores, com mais luz que ofuscavam a minha visão. Uma hierarquia talvez ou simplesmente estágios próprios de cada um.
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E subi um tempo, e a luminosidade aumentava até que eu parei de subir e olhei pra cima e vi uma luz absuuuuuurda que ofuscava o olho muito lá no alto, mas talvez não estivesse tão longe. Era uma bola feito um sol mesmo, e eu senti que não poderia chegar até lá. Eu não enxergaria nada se chegasse lá. Só me restava olhar de longe. Não estava preparado para tamanha energia, talvez. Ou melhor, talvez eu ainda dependesse muito do olhar para ver, e lá os sentidos são outros.
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Daí eu fui voltando e acordei devagar com uma sensação boa e tranqüila. Estava deitado de lado olhando pra parede. Fiquei um tempo pensando sobre aquilo, depois voltei a dormir.
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O que entendi é que o nosso mundo seria um treinamento de deuses, ou de uma dupla de bem e mal. Havia intenções de maldade e bondade em cada um dos lados, mas isso era tolerável, pois os superiores sabiam que aquilo era um processo necessário às individualidades. Vi que, acima daqui, os lados se unem num ponto comum. Se unem naquilo que é firme, justo, não simplesmente bom ou mau, mas o que é correto, o balanceado, o único, o indivisível, aquilo que é o mais possível.
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Mais ou menos 40 dias depois, eu estava pisando pela primeira vez o solo sagrado da Tenda de Umbanda Caboclo Tupinambá.
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Com todo respeito: SAGARANA

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Já acabei de ler Sagarana a mais de um mês. Foi bem rápido, mais ou menos uma novela por noite, mas estava enrolando pra escrever sobre o livro aqui no blog.
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A obra foi lançada em 1946 contendo mais de 400 páginas em 9 novelas (contos) que se apresentam nesta ordem:
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O Burrinho Pedrês
A volta do marido pródigo
Sarapalha
Duelo
Minha Gente
São Marcos
Corpo Fechado
Conversa de Bois
A hora e vez de Augusto Matraga
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Já esqueci muitos detalhes, mas vou tentar falar alguma coisa sobre cada uma delas.
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O burrinho Pedrês (o mais extenso) é fantástico pelas descrições dos bois, a maneira de atribuir palavras à boiada, contar características sobre os animais como se fossem meio gente, cada qual com sua personalidade, homens e animais num misto antropo-zoo-mórfico. Gostei muita da descrição do chefe da fazenda, um homenzarrão troncudo e gordo de olhos pequenos que sempre ria. Quando bravo era riso grave, quando alegre riso aberto, e quando normal riso quieto. Guimarães Rosa tem uma maneira própria de estabelecer tipos que é um encanto.
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A volta do marido pródigo possui um personagem principal de uma malandragem impressionante que resolve sair pelo mundo pra curtir com mulheres e noitadas e por isso abandona sua parceira e seu passado. Quando volta, depois de anos, tudo está mudado, mas, por sua sagacidade, consegue jogar muito bem com as situações e assim se restabelecer ainda melhor do que quando saiu. As artimanhas são muito bem escritas e mostram um domínio muito grande do autor sobre a trama.
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Sarapalha, o conto que Guimarães menos gosta nesta obra, é uma conversa entre dois senhores bem idosos sobre amores de suas vidas, sobre a morte e a nostalgia do passado. Se passa num povoado exterminado por uma peste e, não se sabe por que, estes dois homens resistiram à doença, se negaram a sair de lá e vivem constantemente se achando prestes a desencarnar. É um conto parado habitado de cachorros sarnentos, poeira, sol escaldante, moscas e desânimo.
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Duelo é a decisão de um homem traído de se vingar. Mas a vítima também resolve perseguir a assim, por meses (ou anos), ambos se procuram mutuamente cada qual com seus motivos, até que um deles, o mais forte, se cansa, desiste da caçada e vai pra São Paulo tentar a vida. Coisas acontecem neste tempo, mas a missão é passada para um garoto franzino que leva a cabo os desígnios de seu bem feitor. É fantástico imaginar a cena travada sobre os lombos dos cavalos e que vai desembocar na tragédia.
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Minha gente se passa entre familiares e suas tramas. Alguns tentando iniciar carreira política, buscando o apoio de coronéis, outros mais preocupados em conquistar o amor de uma mulher, de uma prima, coisas de família do interior.
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São Marcos é de uma riqueza de nomes de plantas absurda. São listados centenas de árvores, arbustos, flores, ervas num acúmulo vocabular fantástico. Para o escritor essa foi a peça mais difícil do livro, segundo uma carta que ele próprio escreveu a um amigo. No meio de todo esse rico universo da botânica se desenrola um caminho de um carro de bois e dois personagens que vão nele. É bonita a maneira como o narrador nomeia intensamente o ambiente de uma riqueza que parece infinita e às vezes quebra este clima para colocar diálogos quebrados e minimalistas travados entre os dois homens. Que eu me lembre, também acontece uma tragédia nesta novela, uma vingança, uma justiça.
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Corpo fechado conta uma troca feita para se fechar o corpo de um homem e assim ele poder realizar um feito de extrema bravura. É maravilhoso como Guimarães coloca o estado e o comportamento do homem ao estar com o corpo protegido e a bravura nas alturas. Há personagens que aparecem ou são citados em mais de uma novela do livro e, pelo que consigo me lembrar, o vilão deste conto também é colocado em algum outro. Também tive a impressão de que duas cenas de duas partes diferentes se cruzam, mas não estou certo disso. Acredito que a própria tragédia do Burrinho Pedrês é lembrada em outra passagem.
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Conversa de bois coloca bois como personagens agentes. Bois falantes, outros mais quietos. O maravilhoso é a maneira precisa que o autor consegue fazer bois falarem. É fantástico o linguajar dos animais, alguns monossilábicos, outros eloqüentes, mas de uma eloqüência não humana. Foi um dos que eu mais gostei e, apesar de um amigo ter advertido que por algum motivo a novela seria confusa, para mim soou muito divertido e fluiu muito bem. Os bois eram muito simpáticos.
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A hora e a vez de Augusto Matraga é a saga de um homem na busca por ser bom, se redimir de um passado de maldades que o levaram a ser quase morto. Cuidado por um casal de velhos humildes, o personagem se redime e passa a praticar a caridade e a viver na simplicidade lutando contra seu lado sanguinário, aprofundando-se na paz sob vontade. Mas certas essências permanecem escondidas até mesmo de nós, esperando apenas uma oportunidade para vir a tona e ela apareceu. O auge desta peça está nas palavras gentis que os assassinos recíprocos trocam no momento da morte. A hora e a vez de Augusto Matraga encerra Sagarana com chave de ouro justamente pela beleza do poder das palavras sertanejas colocadas nas bocas com exatidão, o que, pra mim, confere uma força ímpar ao momento. Quase chorei. Gentileza, respeito, firmeza e amizade entre homens que se matam. Foi emocionante.
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Alguns dizem que Sagarana foi o rascunho de Grande Sertão: Veredas que viria a ser lançado 10 anos depois em 1956. Eu tenho por mim que essa consideração é pertinente. Mas convenhamos, o rascunho para o maior romance da literatura brasileira não poderia ser pouca bobagem. Guimarães já mostra aqui um domínio muito grande das letras. A diferença é que em Grande Sertão a densidade é ainda maior pela presença mais constante de enredos menos variados, assuntos que se repetem, como: Deus/Diabo, Diadorim, Otacília, o Sertão, a jagunçagem, as guerras, as paisagens e Riobaldo, o personagem constante por detrás de tudo isso. Sagarana seriam doses homeopáticas deste universo do interior colocado numa gama maior de situações, o que o faz brilhar de uma maneira diferente.
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Adorei demais!!!
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Depois de Sagarana li Teoria da música de Bohumil Med. Não tenho muito o que dizer. Vale a pena ler, mas porque depois o leitor ganha mais noção de onde procurar suas dúvidas sobre teoria musical, grafia, acordes, escalas, tipos de instrumentos. Alguns porquês são respondidos, como: de onde vem os nomes das notas, como chegou-se a este padrão de grafia e nomenclatura utilizados hoje em dia. Como surgiu a clave de so, de fá, de dó, coisas assim.
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Agora estou na segunda parte de Dom Quixote. Em geral estou adorando, mas o livro é bem grande e às vezes cansa. De qualquer maneira, o personagem Dom Quixote é super simpático e consegue tirar umas gargalhadas do leitor, no caso: eu...
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Mais pra frente vou escrever sobre essa obra. Já tenho pessoas que querem ler a resenha.
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