domingo, 24 de setembro de 2017

Diagrama Vital (Coisas Antigas - 2014)

Talvez, em proporções e posições gerais, o tamanho externo e interno das partes do corpo seja o diagrama perfeito das importâncias e funções de cada elemento de uma alma inteira. 
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O corpo físico pode ser a chance de, por uma estrutura física firme, uma alma poder se testar e se fazer segundo a imagem e semelhança dos seres supremos. 
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Seres supremos que transcenderam as formas, justamente por terem se feito e se aperfeiçoado através delas, estruturando-se nelas.

Neo-Feudalismo (Coisas Antigas - 2014)

Teriam as vilas urbanas algo de feudo? 
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Seriam uma neo-proteção contra a invasão dos bárbaros contemporâneos?
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As novas muralhas contra os árabes pluri-nacionais do terceiro milênio? 
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Uma reunião exclusivista de alguns escolhidos frente ao caos que nos rodeia? 
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E, nestes mosteiros urbanos pós-modernos, qual seria a santidade em culto inculto: 
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o Status e/ou o Medo?
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"Quando chove, tudo faz tanto tempo" (Coisas Antigas - 2014)

Gostaria de saber o que muda na energia geral dos ambientes abertos quando chove.
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O que seria sentido sutil na visão astral dos lugares quando o ar se adensa com a chuva que cai?

Goticular (Coisas Antigas - 2014)

Quando choro, meu choro é o que há de mais verdadeiro em mim. 
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Nunca choro sem querer, sem estar profundamente dentro. 
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E não quero saber se sou profundo para o alheio mundo. 
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Nessas horas, sou profundo para mim, e isso me é suficientemente fundo. 
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Nessas horas, não quero saber de nada! 
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Nestas horas, apenas choro, e isto me basta, eternamente, naquele instante breve . 
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Pois, quando choro, meu choro é o que há de mais verdadeiro dentro do meu mundo em mim.

cALADO (Coisas Antigas - 2014)

O mais próximo que se chega de uma pessoa é o silêncio a dois. 
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É neste silêncio que podemos vislumbrar a extinção do ego, a superação dos limites da alma, a supressão definitiva da profunda solidão humana.
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Boca D`alma (Coisas Antigas - 2015)

Na verdade, o cigarro tem o gosto da boca da alma que o traga. 
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Meu cigarro muito muda de sabor!

Excessiva-Mente (Coisas Antigas - 2015)

É como se eu estivesse sozinho. 
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É como se o meu mundo inteiro fosse acabar se eu não escrever, se eu não falar, se eu não souber aquilo que, na verdade, eu não sei. 
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É como se fosse imprescindível que eu saiba algo que nem mesmo sei como faço para saber. 
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É como se meu mundo inteiro fosse implodir se não for criado algo relevante que o expresse.
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Toda lógica será inválida se eu não conseguir inventar aquilo que não sei o que é.
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Este é o sentimento que sinto agora. Sentimento fundo, mas não profundo. 
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Dor que tenho, mas não detenho. 
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Quanta dor vem daquilo que não dominamos, mas que, mesmo assim nos domina?
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Quanta dor sem voz, quanta dor calada.
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Quanta dor temos sem que possamos saber como dizê-la?
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Quanta dor sem ouvido para ouvir. Quanta dor que é somente ruído.
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Eu não sei para onde devo ir além do mínimo da vida que temos. 
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E nem mesmo sei se tão pouco já não deveria nos ser suficiente!

Pseudos (Coisas Antigas - 2015)

O ser encarnado, por mais profundo que seja, sempre terá consciência apenas da vibração superficial da alma. 
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Podemos ser profundos ao vibrarmos amor e sabedoria, mas sempre seremos o amor e a sabedoria intermediários de um ser. 
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O silêncio de algumas de nossas profundidades é o que nos permite prosseguir diante de tamanho caos físico, tão presente neste denso mundo. 
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Por vezes, mais vale o que se cala dentro de cada um de nós, do que aquilo que grita!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Exercício Literário do Dia

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Digladiei-me desesperadamente
Por dias e dias a fio
Contra o carrossel infindável dos mistérios
E assim, fiz-me grão manifesto
Desta irresoluta paisagem silenciosa
Que muito pouco nos conclui
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Senti a ignota vacuidade que nos abarca
Esta inconclusa centelha de possibilidades
Que se desfaz ao mínimo toque
Das prepotentes e medíocres palavras
Que tanto se tentam em vão
Concretizar o vazio silencioso
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Tudo está contido nesta instável vastidão divina
Que se alastra por diversos mares intocáveis
Numa amplitude sem margens
Onde os múltiplos seres alados
Ao longo de perpétuos ciclos
Elaboram suas formas de serem Deuses
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E Deus, dentro deste todo cíclico
Deixa-se moldar nos mais longínquos pontos
Gotas habitáveis cercadas de suas lógicas próprias
Onde minúsculos seres caminhantes
Lançam seus olhares aos céus
Sedentos de luz e amplitude

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