terça-feira, 16 de abril de 2024

os vazios, o amor, a FÉ

Os vazios tendem a se abrir nos corações daqueles que procuram demais, nos corações daqueles que não valorizam o que tem e, principalmente, nas interioridades daqueles que não têm fé.
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O vazio surge no vácuo do presente não vivido, junto ao passado pouco marcado e também com o futuro exageradamente almejado.
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Ou seja, nunca se está no exato momento de ser e, portanto, perde-se a alma em ansiedade.
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Agora, junto deste pensamento, recordei-me de outro...
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Às vezes suponho que, talvez, a fé seja o sentimento mais vital ao espírito encarnado.
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Mais importante que o tão famigerado amor, a fé seja, talvez, o mais basilar sentimento humano.
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O amor surge noutro brilho, a fé surge da escarrada porrada da vida.
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Para o amor é necessário um pouco de paz e elaboração de alma. Para a fé não. Basta sentir dor e admitir sua finitude, sua necessidade de misericórdia.
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O amor surge e resiste como beleza da qual não se aparta, mas a fé é o próprio instinto imediato advindo do maltrato natural da injustiça que sempre nos rodeia.
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Potanto, parafraseando Paul Verlaine:
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 ANTE DE TUDO A FÉ...
E TODO O RESTO É AMOR!
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Inspiração Cruzada

Quinta passada eu estava num bar perto de casa quando, de repente, meu amigo Carlos Morgani abriu, no celular, uma caricatura feita por ele e jogou no meu colo.
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Na hora senti que aquilo era um convite a uma parceria e, portanto, eu precisava traçar algumas linhas que se ligassem à imagem.
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Então escrevi isso:
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Os artistas nasceram para a novidade, para observar o desconhecido e fazer ver a beleza que a obviedade provoca mesmo ao se velar no distante tão presente!
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P.S: em Flicts, Ziraldo realiza o movimento artístico descrito na frase anterior...
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