Sou ignorante perante certos assuntos, mas acho que isso me deixa mais à vontade pra dizer coisas que penso e que sou capaz de julgar dentro dos meus critérios meio inferiores, mas que concordo não porque alguém me disse ou porque eu li em alguma carta contendo ensinamento de um homem muito sábio representante de divindades aqui na terra (JHC-pra resumir não só o nome como também sua representação), mas porque me são próprios. Bom, vamos parar de escrever nas quase-entre-linhas e passar a dizer mais abertamente coisas que penso e que acredito porque fazem parte de situações ou fatos que vivi e absorvi.
A crença nas coisas divinas que se fazem humanas deveriam ser olhadas, analisadas, pensadas e sentidas antes de serem tomadas como verdade e mais, antes que você deixe que essas coisas interfiram na sua vida. Não vamos confundir amor com admiração cultivada em relação a possíveis papéis que achamos que pessoas exercem neste mundo de meu Deus. Não vamos declarar nem olhar algo aqui na Terra como destino irreversível só porque sonhamos ou falaram pra nós que seria assim. Não vamos prender energia, agüentar sofrimentos sonhando fechar um ciclo que já vem de outras gerações de nós mesmos.
Também não vamos brigar por segredos preciosos que no fundo não passam de belos ensinamentos de um ser que é especial acima de tudo por ser pensador, contemporâneo em seu tempo e extremamente sensível (balanço das inclinações). O conhecimento só vai gerar crescimento quando chegar aos ouvidos de todos, preparados ou não, que filtrarão esses dizeres e absorVERÃO (verão, olharão, enxergarão, sentirão) aqueles que lhes fizerem sentido e que lhes tocarem de forma diferente, ou melhor, aqueles que lhes completarem como seres-humanos e que os prepararem melhor para alcançar as formas diversas de paraíso que existem em cada imaginação e crença e que, por isso, se tornam alcançáveis.
É claro que uns se tocariam mais, outros menos, mas as sementes teriam sido plantadas e germinariam vários pequenos frutos que valem muito mais que grandes árvores que se acham frondosas. Além do mais, a peneira das multidões é perfeita, o povo é sábio, a soma dessas sapiências tem muito mais a acrescentar pra gente do que a gente pensa. É egoísmo guardar conhecimento.
As crenças são necessárias para nos dar segurança, e não o contrário. As crenças são para nos fazer mais fortes, confiantes, para exercitar nossa fé, nossos sentidos, apoiar nossos sentimentos, nos fazer querer viver mais para acreditar mais, para buscar mais essas crenças em mais detalhes de nossas vidas e de nós próprios, e não nos impedir de caminhar. As crenças foram feitas para nos aproximar mais do bem estar divino, mas não de uma divindade imposta ou sugerida como sendo a correta, ou pior, uma divindade dita a mais verdadeira, ou a divindade que realmente merece nossas crenças e nossas energias por ter sido indicadas por pessoas bem esclarecidas ou "algumacoisa-videntes".
Um Deus qualquer deve ser formado aos poucos, não vem pronto. Você deve ir até ele por vontade própria, descobri-lo, vivenciá-lo como um todo bom de se crer. Eu acredito que seja necessário experimentar formatos de divindades porque na minha opinião é autoritarismo impor divindades prontas que não cumpram seu papel principal que é o de lapidar as fraquezas de nós humanos, fortalecendo-nos, aperfeiçoando-nos como um todo pra podermos alcançar o prometido Céu.
Eu acho que uma divindade é capaz de se modelar á partir das crenças de um qualquer, porque se Deus é tudo e tudo pode, não seria correto pensar que ele teria a forma que faria melhor para o ser que crê nele? Será que quem crê em outras formas de divindades está errado, ou talvez esteja crendo em formatos e definições de divindades que não seria A VERDADEIRA? Qual é a verdadeira? Mesmo quem vê ou sente algum tipo de imagem, como poderia afirmar que aquela é a imagem definitiva de um ser que pode tudo? Quem pode dizer que Deus é um, ou que são vários espalhados em ordens, ou mundos diversos? Eu acredito que a melhor forma é crer em algo que te faça bem, que te faça sentido dentro da lógica de suas crenças mais internas e básicas que não necessariamente precisam ter a lógica formal, ou talvez crer em algo que você sinta que seja aquilo(e) o seu Deus; mas não imponha esse Deus como verdade nem para seu cachorro. Eu queria perguntar como, depois dessa indagações, podemos classificar ou dizer que um Deus é melhor de que outro? Se Deus é a nossa imagem e semelhança, Deus se parece com "Fulano" ou com "Um outro aí específico e convencionado" ou nós seríamos cópias reais de nossos Deuses?
Deus tem que fazer bem e eu acredito que seja necessário ponderar muito com sentimentos e pensamentos antes de deixar alguma crença divina interferir em nossas vidas mundanas. Cuidado para não confundir as intuições e as crenças divinas com o que há de mais essencial, imediato e menos questionável na vida (pelo menos é menos que esses assuntos que eu disse): as coisas mundanas...
Não sou nada de mais, mas acho que o mundo não estaria preparado para grandes mudanças no âmbito religioso. Estão ocorrendo mudanças vagarosas, captadas em percepções humanas e sentidas por sentidos ainda sub-desenvolvidos. Essas mudanças se percebem conversando com gente na rua, com parentes ateus ou com quem quer que seja. O mundo está mais espiritual, o tempo está gerando desenvolvimentos diversos em vários níveis, e pessoas estão se ligando de diversas formas a um Deus sabe lá qual seria o de cada um ou como ele seria?!. Quem diria que essas pessoas estão erradas ou equivocadas? Será que elas merecem uma doutrinação feita por outros que se dizem mais esclarecidos e privilegiados? Eu repito, reter conhecimento é egoísmo, mas impor informações também.
Eu também acho que é necessário tomar cuidado com o deslumbramento. Eu acredito que o conhecimento adquirido por nós mesmo é o mais legítimo. È claro que conhecimento se adquire de diversas formas: sentindo, vendo, meditando, lendo, extravasando, pensando, observando sutilezas e outros tantas formas por aí que seriam necessárias estar para ser.
Bom, por fim, é por tudo isso que tenho minhas opiniões, e é por essa falta de preparo geral que acredito na sutileza das demonstrações. É claro que há contatos mais intensos e que eu não ousaria questionar para o ser que o vivenciou, exatamente pelo respeito que eu acho que deve se ter com cada Deus de cada ser e a convivência entre essas duas formas de existência. Mas as sutilezas, para mim, existem. Acredito nas mensagens pequeninas, nas coincidências sem razão de ser, nos sentimentos inesperados e inexplicáveis por vezes, nas mensagens. Eu acredito na formação de núcleos leves e mais compatíveis com a realidade do mundo. Uma divindade só tem razão de ser se sua essência for comunicável com seus filhos que habitam sua criação.
É por isso que acredito muito mais na validade do pronto socorro espiritual das igrejas evangélicas que são completamente atuais e condizentes com a realidade de quem vive a dificuldade de ser o fruto da criação, que em seitas e credos isolados que não servem a quem realmente deve ser servido, ou seja, QUALQUER um de nós.
A Eubiose seria melhor se se parecesse mais com a Igreja Universal do Reino de Deus (é claro que temos nossas críticas) e menos com um saco inútil que só serve para guardar em mistério grandes conhecimentos válidos para a humanidade. Não esperem que um Deus venha aqui na Terra para iniciar o cultivo da divindade que existe dentro de cada um dos seres-humanos. CADA UM DE TODOS NÓS.
Isso é o que eu acredito. Não vou me impor a ninguém e penso que apenas pelo fato de eu crer nisso tudo, esses elementos já se tornam realidade em algum ponto da existência.