sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

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O olhar não é a causa, mas sim a conseqüência. O olho não é o foco, é só alguma coisa que baila na maré. A concentração não está na visão do externo, mas na fonte de repertórios internos. A dor é uma memória, o sorriso é conseqüência de tantos outros sorrisos sinceros que habitam os anos corridos. O olho é a janela, a boca é a porta e tudo é instrumento maleável cheio de ondas e dilúvios de intensidade intuitiva que transformam o agente em passiva, o condutor em instrumento secundário submisso às transformações internas. Tudo está no ato de não saber nunca atuar, mas ser atuável. Já me disseram uma vez: “Perca o juízo, mas nunca perca o controle”.
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Peixe em banho-maria...

“- E ae Milton, como pode um peixe vivo viver fora da água fria?
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- Ahhh meu caro, não vive, definha tentando mergulhar no frescor das coisas que vem de dentro, muito belas, mas que apenas fazem lembranças de futuro do pretérito e sonhos de passados imperfeitos que só sabem resistir até nunca mais.
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- Hãããmmm, tendi tudo!!!”
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Essa foi uma conversinha que eu tive com o Milton outro dia quando eu fui lá pro interior de Minas pra descer o rio de bóia e comer rosquinha de nata com açúcar, requeijão e café... rssss
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Mas voltando ao assunto sério, o peixe – “vivo” está em banho-maria, e eu acho que algumas bóias já rodaram rio-frio abaixo.
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Definha, definhas, definhais, definhaste
Tentando mergulhar
No frescor das coisas
Que vem de dentro
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Muito belas
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Mas que apenas fazem lembranças de futuro do pretérito
E sonhos de passados imperfeitos que só sabem resistir até
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N
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C
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Demagogia

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Vejo tua imagem refletida num misto de azuis anis febris sutis sutileza de impacto instantaniedade corriqueiro de se saber inóspito lugar de seu coração. Força cativa transparente complexa reflexa reversa transversal de tempos e espaços aquáticos que mais parecem o paraíso de veludo de nuvem. Roxa são as florestas e as flores folhagens miragens milhares de corredores vegetarianos labirintites de troncos ocos de morte vivos de cortes palmeiras paineiras videiras e paredes de paredes de clorofila fibrila rígida de seivas brutas e elaboradas. Complexos cordões que vão e vem em andanças de sangue verde e azul anil febril sutil de sutileza espalhafatosamente gigantesca. E tua imagem? Tua é reflexão de dentro que salta fora que estoura os laminados espelhos amplexos pelo transpassar de olhares piedoso e inexpressivos cabaleante crânio pênsil pêndulo casulo santo múltiplo de divindades repelentes e atrativas de simultaneidade. Lua lua e lua que é difusa exclusa exclusão da definição proibida aos pecadores que a deriva vão levando as vidas boiando em mares de sal grosso pra poderem lavar suas chagas compactas coliforme-fecalmente consumidoras de sangue advindo de outrem. Impressionante são seus desejos de além mar aquém sonhos. Semblante é pintura viva, vitrinismo humano-teatral facial. As tuas são tantas poucas várias vírgulas e pontuações de sentimentos interruptos que turbilham nossos mundos de profundezas rasas de compaixão fartas de gratidão vazias de amor. Não entendemos teus corpos não dizemos suas vontades não decoramos teu celular nem teus cômodos. Sobrevivemos sem tuas preces corremos sem tuas estradas cantamos sem tua permissão. Renovamos nossos desejos persistimos nos caminhos galgamos tuas rugas. Desenhamos nossos atalhos domamos tuas feras machucamos nossas mãos. Tapamos nossas luzes cercamos nossas vontades partimos sem perdão. Partimos sem volta e sem absorver nossos líquidos sem beber de tuas fontes sem colher as plantas podres sem olhar pros teus olhos. Sem você. Fica fica mais. Ficou. Esvaiu-se aqui e fica-ficamos lá. Espoeirou num átomo em extinção numa absoluta. Apenas numa absoluta pequena e inexistível. Tanta grandiosidade de azuis anis febris sutis pra quê? Por que éramos assim, tão indizíveis? Tanto exageros e forçosamente errados? Éramos a morte, eras as eras. Agora misturas com o fundo sucumbi aos erros pilotas os abismos enfrentas o feto morres de dor. Executa o desespero. Tanto a ser. Nada de fato.
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Vejo tua imagem refletida num misto de azuis anis febris sutis sutileza de impacto instantaniedade corriqueiro de se saber inóspito lugar de seu coração. Força cativa transparente complexa reflexa reversa transversal de tempos e espaços aquáticos que mais parecem o paraíso de veludo de nuvem. Roxa são as florestas e as flores folhagens miragens milhares de corredores vegetarianos labirintites de troncos ocos de morte vivos de cortes palmeiras paineiras videiras e paredes de paredes de clorofila fibrila rígida de seivas brutas e elaboradas. Complexos cordões que vão e vem em andanças de sangue verde e azul anil febril sutil de sutileza espalhafatosamente gigantesca. E tua imagem? Tua é reflexão de dentro que salta fora que estoura os laminados espelhos amplexos pelo transpassar de olhares piedoso e inexpressivos cabaleante crânio pênsil pêndulo casulo santo múltiplo de divindades repelentes e atrativas de simultaneidade. Lua lua e lua que é difusa exclusa exclusão da definição proibida aos pecadores que a deriva vão levando as vidas boiando em mares de sal grosso pra poderem lavar suas chagas compactas coliforme-fecalmente consumidoras de sangue advindo de outrem. Impressionante são seus desejos de além mar aquém sonhos. Semblante é pintura viva, vitrinismo humano-teatral facial. As tuas são tantas poucas várias vírgulas e pontuações de sentimentos interruptos que turbilham nossos mundos de profundezas rasas de compaixão fartas de gratidão vazias de amor. Não entendemos teus corpos não dizemos suas vontades não decoramos teu celular nem teus cômodos. Sobrevivemos sem tuas preces corremos sem tuas estradas cantamos sem tua permissão. Renovamos nossos desejos persistimos nos caminhos galgamos tuas rugas. Desenhamos nossos atalhos domamos tuas feras machucamos nossas mãos. Tapamos nossas luzes cercamos nossas vontades partimos sem perdão. Partimos sem volta e sem absorver nossos líquidos sem beber de tuas fontes sem colher as plantas podres sem olhar pros teus olhos. Sem você. Fica fica mais. Ficou. Esvaiu-se aqui e fica-ficamos lá. Espoeirou num átomo em extinção numa absoluta. Apenas numa absoluta pequena e inexistível. Tanta grandiosidade de azuis anis febris sutis pra quê? Por que éramos assim, tão indizíveis? Tanto exageros e forçosamente errados? Éramos a morte, eras as eras. Agora misturas com o fundo sucumbi aos erros pilotas os abismos enfrentas o feto morres de dor. Executa o desespero. Tanto a ser. Nada de fato.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

A maior mulher do mundo, era uma grande mulher...

Essa mulher teve um problema seríssimo causado por uma anomalia genética que se manifesta quando a pessoa tem os dois genes do crescimento recessivos e, durante a gestação, sua mãe passou por um período de muito estresse o que pode ter provocado altas taxas de adrenalinana na corrente sanguínea. Segundo especialistas, a adrenalina juntamente com a albumina, essa em níveis normais, tem a capacidade de ativar de maneira absurda esses tais genes recessivos do crescimento fazendo-os trabalhar de forma reversa o que provoca um crescimento exagerado de todas as partes do corpo. Sabe-se também que as pessoas que são acometidas por esse mal, ou melhor dizendo, por essa infelicidade, dificilmente conseguirão ativar a melanina de seus corpos, portanto, mesmo que tomem sol elas ainda continuarão muito brancas como essa mulher.
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Agora tomando em consideração somente o caso dela, pode-se notar que é ainda pior, pois além dos males causados por essa anomalia genética, ela ainda desenvolveu um pouco de calvície conseqüente dos intensos tratamentos que foi obrigada a fazer na esperança de amenizar o processo.
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Apesar de todas as dificuldades de sua vida, Maren Mcjane nunca se desesperou com a idéia de poder morrer de tanto crescer, pelo contrário, segundo familiares, ela sempre foi uma pessoa bem humorada e nesse dia em que ela entrou pro Guiness Book, até resolveu abrir as portas de sua casa para uma sessão de fotos e entrevistas coletivas. Desde essa data em diante seus depoimentos de fé, alegria e vontade de viver correm o mundo através dos e-mails e mídia eletrônica.
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Aqui embaixo temos a imagem mais famosa de Maren Mcjane. A foto está no Guinness desde 2004 e foi disponibilizada no site oficial do livro (http://www.guinnessbook.com/) no ano seguinte, ou seja, 2005.
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Gostei muito das histórias que recebi falando de seu senso de humor, sua força de vontade e então resolvi fazer esse post em sua homenagem após ter lido no site da UOL que ela havia morrido no dia 5/2/2006 domingo passado. Fiquei muito mal e enquanto não escrevi esse texto não consegui me aliviar. Muito Obrigado Maren Mcjane, porque você me fez mais feliz, mesmo sabendo que agora você não está mais entre nós.
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Coloquei a baixo sua foto mais famosa, aquela que foi disponibilizada no site do Livro dos Recordes.
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Atenção: Isso é uma brincadeira. rssss
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Oh ! Santa Helena

Ouçam essa música. Eu ouvi ela ontem no rádio e ficou na minha cabeça de um jeito, ela é muito gostosa. E agora depois de um dia inteiro cantando ela na cabeça, eu resolvi postar no Blog pra ela poder ir adiante e sair daqui de dentro. Doideira da minha cabeça, mas tá valendo. Só na Cavalgadura rasante aos Montes de Relatórios. rssss
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Santa Helena
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Saiu na quarta-feira
É sexta e não chegou
Já faz uma centena
Que o meu olho te espiou.
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É luz de seis e meia
A noite anunciou
O brilho das estrelas
E você não voltou.
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Corri festa de largo,
Fitei braço e rezei
Lacei a fé no espaço
Mas eu não avistei
Ninguém ninguém.
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OH ! Santa Helena
OH ! Santa Helena
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Saiu na quarta-feira
Com meus beijos de amor
Deixou uma incerteza
De um bilhete sem flor

Botei na prateleira
O orgulho e a razão
Consultei rezadeira,
Me guiei por intuição
E ninguém ninguém...
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OH ! Santa Helena
OH ! Santa Helena
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É luz de seis e meia
A noite anunciou
O brilho das estrelas
E você não voltou
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Botei na prateleira
O orgulho e a razão
Consultei rezadeira,
Me guiei por intuição
E ninguém, ninguém
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OH ! Santa Helena
OH ! Santa Helena

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Só pra postar...

Eu sei que a imagem tá distorcida mas é assim que era pra ser, uma coisa só pra postar...