quarta-feira, 19 de agosto de 2020
terça-feira, 18 de agosto de 2020
quarta-feira, 5 de agosto de 2020
Um qualquer feito de nós
Daqui a pouco está a eternidade...
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Sinto-a batendo na janela
De um quarto
Que ainda tento habitar
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Mas, no entanto,
Continuo não sabendo
Como lidar comigo mesmo
Perante a infinitude de ser
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Não sei se a enfrento
Ou se a deixo tomar-me
Feito um vasilhame velho
Que alguém caminha para banhar no mar
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Por vezes me sinto homem
Por outras me sinto cheio de buracos
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Por vezes me sinto menos que meu pai
Por vezes sou grande no vazio contemporâneo
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Mas continuo na perenidade
De não saber se meu nome
É aquele que me deram quando nasci
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Ou se me rebatizo
A cada manhã
Quando uma nova absurda sensação
Me faz um adulto inédito
De 30 e tanto anos
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Só sei que todo poema pode ser infinito!
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A vida NÃO.
terça-feira, 4 de agosto de 2020
CUIDADO...
Com o passar dos séculos, o ser-humano foi experimentando suas possibilidades de sensações, explorando-as com a força de sua vontade e de seu querer.
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No entanto, nem todas as hiper-sensações nos cabem e nem, tampouco, todos os lugares internos nos querem bem.
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Esgarçar as fronteiras é, um tanto, perigoso!
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Cuidemos para que não caiamos nos buracos hedonistas que nos convidam, pois eles são vizinhos do desencaixe, do vazio e também de espécies múltiplas de vícios.
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Deus, em verdade, não criou tudo.
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Deus criou a permissão, mas não a luz da absoluta permissibilidade!
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