quarta-feira, 12 de junho de 2013

Sim & Sim


A coisa mais importante para uma alma é a humildade e a resignação.


A segunda mais importante é saber se revoltar e se indignar!



Ciência Arriscada


O problema das experiências com os espíritos é que elas não podem ainda serem realmente chamadas de científicas. Ter as condições materiais adequadas para a realização não inibem as variáveis mais importantes, que são aquelas que envolvem seres de planos diferentes, dotados de inteligência e livre-arbítrio.

Ao contrário das experiências envolvendo seres unicelulares, ou mesmo vírus, ou outros animais dotados de inteligências distintas do padrão humano; ou ainda substâncias químicas e coisas do tipo, que têm padrões de procedimento que podem gerar resultados controlados; experiências como as realizadas à época da fundação da doutrina espírita, como foi o caso das mesas que levitavam, são de natureza diferente.

Suas variáveis são abertas, são mais sutis, não dependem unicamente de um padrão de funcionamento natural das coisas. Dependem da escolha de uma alma, ou do conjunto de almas que pertencem a outro plano e são dotadas de inteligência humanizada, desvinculada de controles que sejam possíveis dentro de um ambiente laboratorial.

Não é controlando simplesmente temperatura e pressão, ou mesmo o Ph, ou o fator do reagente químico, ou a alimentação da cobaia, ou ainda o questionário a ser aplicado na amostra que se consegue fechar as possibilidades de resultado.

Essas experiências envolvem almas, que pensam, que querem, que não querem, que vêm e vão, que estão ou não aptas a ajudar naquele momento. Além disso, estas almas podem estar sob a regência de leis superiores que impedem certos tipos de manifestações de acordo com suas finalidades, ou mesmo que, simplesmente não permitem certas intervenções que podem, por exemplo, chocar e se impor como demonstrativos de uma verdade que dá a cada um a liberdade de crer ou não.

Portanto, essas experiências não são científicas, no entanto, não significam que não possam ter contribuído, e muito, com os novos rumos de algumas áreas do conhecimento científico.

Além disso, este texto fala de coisas tão arriscadas que ele pode estar totalmente errado. Principalmente no que se refere a leis superiores que regem o plano espiritual. Às vezes, novas posturas possam passar a ser permitidas com o passar dos anos.

Quem sabe?! Eu adoraria!


Justo. Não largo!


Terminantemente a vida não é uma máquina de perpetuar a lógica ou a justiça. O acaso existe, nem tudo é controlável. Aliás, as coisas são muito mais frutos de um caos organizado do que de uma ordenação que se faz presente e maciça aqui nesta faixa de vibração da criação.

Mesmo o livre-arbítrio, que dizem ser o maior dos presentes, ou mesmo a maior das perdições, está cada dia mais sendo podado pelas novas descobertas das neurociências, que segregam o homem a um novo patamar de animalização, o que gera uma necessidade de novas colocações sobre o que vem a ser, desde sempre, a liberdade de escolhas e ações que algumas religiões, há tanto tempo, nos apresentam.

Apesar deste pseudo-niilismo que vivemos, é interessante pensar como nos propõem a resignação através da crença de algum tipo misterioso de ordenação do cosmos, a crença de que há uma justiça silenciosa, uma organização do universo baseada na postura das pessoas, aquele discurso de faça o bem e você receberá o bem, emane coisas boas e essas coisas boas voltarão para você.

Por vezes é um pouco difícil acreditar nisso. Mas também não acho tudo isso uma grande bobagem! A justiça é por vezes tardia, ou mesmo tão tardia que só recebemos quando já não se está mais por aqui.

Mas antes de casos extremos, acredito sim que, em longo prazo, algum tipo de justiça silenciosa se faça presente nos caminhos tortos de todos nós seres encarnados.

A Lei da Atração é lei, ainda que não científica.

E isso pode, por vezes, ser sutilmente notado. Vai de cada pessoa saber notar como.

SABER SABER!

E mais, saber ver se o que se nota é verdadeiro, ou apenas uma tentativa de ordenação de coisas vindas ao acaso. Corremos também este risco quando procuramos demais, ou quando, como agora, detemos conhecimentos que pessoas de épocas passadas não tinham.

No entanto, mais do que ser comprovada, esta justiça deve ser aceita como verdade sutil, e crescente conforme subimos os degraus da evolução. Uma verdade que serve para preservarmo-nos de certos tipos de angústias. Verdades voláteis que sustentam outras mais perpétuas!

A justiça maior se faz dentro de si e, se crer nesta justiça, ainda que tardia, nos faz pessoas melhores em nós mesmo, e com os outros, eis então uma verdade a ser mais alimentada do que negada ou posta a prova a todo momento.


Que dure dez, vinte, trinta dias ou anos para que algum retorno exista, ainda assim, outros tipos de recompensas podem estar sendo construídas dentro e fora de nós, vindo ao nosso encontro, e já sendo vividas em partes diversas de nossas vidas. Nem sempre acontece da maneira que esperamos ou merecemos, mas, merecer-se a si mesmo, na justiça pessoal que se construiu dentro da própria consciência, é a maior das leis.

Bem fazer o Bem


Aquele que dá comida aos pobres não é detentor de um grande mérito se ele faz isso simplesmente por fazer, ou sem que haja algum ato verdadeiro de doação, de abnegação, de dispêndio de alguma parcela de sua energia legítima para o cultivo da caridade. Não é detentor de grande mérito aquele que realiza ações deste tipo sem que elas exijam algum sacrifício verdadeiro de seu Eu.

Fazer isso, não é tanto colocar-se como caridoso, mas simplesmente executar a justiça. Não é um ato de benevolência, mas simplesmente fazer o necessário. E o necessário tem que ser feito. O necessário não deve tanto ser aplaudido, mas realizado. Não deve ser considerado esplendido, já que é óbvio, quase ordinário.

Quero deixar claro que não pretendo aqui desqualificar ações diversas de doação, de qualquer tipo que elas sejam. Quero somente revalorizar estas ações. Ações deste tipo têm que ser feitas. Não é tanto uma questão de escolha, mas de precisão. Doar é uma tentativa de minimizar as injustiças variadas que se multiplicam neste estágio da existência das almas.

O MUNDO DOS ENCARNADOS NÃO É JUSTO!

E talvez a justiça plena também não esteja logo ali encima, mas muito mais acima do que logo ali acima de nós!

Também é necessário dizer que, piores do que os que se encaixam no exemplo acima, são aqueles que podem realizar algum ato minimamente altruísta, sendo ele de que espécie for e, mesmo assim, não o fazem. Mas esses não são objeto de discussão. Estes estão errados, e em relação a isso me parece haver certo tipo de consenso crescente.

Mas voltando aos citados mais no início...

Dar um saco de arroz podendo comprar outros 10; comprar comida aos pobres com algum dinheiro que já se sabe que irá sobrar; doar agasalhos velhos ou roupas que ninguém mais quer usar porque são de modas ultrapassadas; estas, além de outras atitudes que seguem este mesmo tipo de postura, não demonstram nenhum desprendimento profundo, nenhuma doação legítima, nenhum ato de grandeza que mereça realmente este título.

Têm seu valor, sim, mas podemos fazer melhor do que isso!

Além disso, há múltiplas interpretações a respeito dessas atitudes:

Doar aquilo que não vai fazer falta pode ser simplesmente um ato de desovar coisas e ganhar mais espaço para adquirir novas.

Ou mesmo, doar aquilo que não vai faltar, pode ser somente um ato corriqueiro que ajuda a aliviar a consciência, já que, em para algumas cabeças, fazer isso é fazer mais do que os outros, e fazer mais do que os outros te faz melhor que a média. E afinal, quem não quer ser melhor do que a média?! Ou ainda, por que ser realmente bom se ser um somente medianamente correto dá menos trabalho?!

Tudo isso é uma grande mentira maquiada!

Praticar a pseudo-caridade só te coloca um pouco menos errado: um mero detentor de uma paz quebradiça... Se ainda para tanto for capaz.

Não é o que se faz, mas como se faz. Não é o quanto se faz, mas o quanto aquilo que foi feito teve a participação legítima de teu querer, de teu sentimento, de tua doação profunda. O tanto não importa... Pode-se doar um pouco de arroz pro vizinho pobre, e isso ser muito mais representativo para a própria pessoa que dá, do que o caso de um grande artista que doa Um Milhão para alguma campanha internacional.

Os casos de doação rasa, os patrocínios interesseiros, as campanhas hiper-aclamadas, ou mesmo o quilo de sal mais barato que se levou para o show de fulano-famoso, não devem ser vangloriados, supervalorizados, aplaudidos ou gritados da boca para fora, porque, mesmo o elogio direcionado ao outro, sem a ação própria da pessoa que parabeniza, pode ser uma forma de aliviar a consciência ou melhorar a própria moral individualista perante aqueles que nos cercam.

Ao mesmo tempo, é óbvio que alguns atos “máximos” de doação, aparentemente inquestionáveis, não devem ser realizados sem olhar a quem.

“Fazer o bem sem olhar a quem” não é mais uma máxima tão impoluta assim. A falsidade usa máscaras múltiplas.

Fazer o bem é fazer bem o bem, fazer o bem de maneira exata, correta, inteligente, e para isso é necessário ponderar alguns fatores para saber quando, como e principalmente a quem fazer.

Por mais legítimo, belo e profundo que seja o ato em si, se este ato for feito sem maturidade, com inocência errada, ele pode gerar o comodismo daquele que recebe, ou o uso indevido do que recebeu, e assim a intenção não completa seu ciclo de recebimento e realização, de verdadeira DOAÇÃO!

A caridade medíocre ainda é um ato de mediocridade. A caridade deve ser realizada sempre acima do possível, com envolvimento e desprendimento daquele que a realiza.  Mas deve ser planejada, bem direcionada, para ser corretamente valorizada.

Os atos de doação ainda que realizados, podem ser vazios de significado profundo e tendem a não alimentar corretamente aquele que realiza. Ao que recebe, não fará tanta diferença a intenção daquele que doa, mas para o doador, se este tiver sensibilidade suficiente, ele saberá valorizar em si, o tamanho de sua grandeza.

E quando a grandeza é verdadeira, ela não precisa de holofotes, aplausos, vozerio, campanhas alarmantes, basta ser realizada, pois, em grande ou pequena escala, ela se chama e se sabe simplesmente: GRANDEZA!!!