terça-feira, 31 de maio de 2005

Na falta de tu vai tu........

Bom, já tem uma semana que eu não escrevo nada aqui. Ninguém me cobrou nada, mas eu tava querendo botar coisa nova, então resolvi postar uma poesia que eu fiz pro trabalho de um colega. Agora eu tô assim, faço poesia por encomenda, quem quiser é só pedir. Me fala o tema e como quer que eu faço o resto. Rsssssssssssssssss. Meu Deus, cada uma. Esse texto é sobre um livro que eu esqueci o nome agora, mas que fala desse negócio da ciência estar acabando com a fantasia. Só que no texto eu fui contra a idéia. Não que eu concorde com o que eu escrevi, mas é que eu achei que seria melhor pro trabalho do cara negar toda a idéia do livro, que é meio parte da opinião geral, e apresentar a poesia como sendo uma pessoa que vê na ciência um estímulo pra ir além, ou seja, se a ciência desvenda coisas que me eram um mistério intrigante e que me faziam VIAJAR NO INFINITO, agora com esses mistérios desvendados, eu preciso ir mais além de onde a ciência já foi pra poder criar novas fantasias porque essas fantasias me fazem bem. Eu gostei do resultado.
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O engraçado é que várias e várias vezes eu tô na rua andando, ou sei lá mais em quantas ocasiões isso aconteceu, e eu tenho uma idéia e penso em escrever no blog, mas acabo desistindo ou esquecendo do que eu tinha pensado. Eu fiz outro texto prum outro trabalho de outras colegas que mais depois eu ponho aqui no blog. E fiquem sabendo que eu cobro por página: são 3 reais uma página em Times New Roman 12, 7 duas, 12 três e assim vai. Tem promoção e descontos se pagar à vista. hahahahahaha. Bom, o texto tá aqui embaixo.
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MANIAS DO(E) PENSAR
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Navegando imerso no aquário por cima dos ombros
Vem e vai eu
E vem e vai tudo aquilo que me há.
Me há muitas formas de me haVER
Me VEJO muitas formas de enxERGAR
E ERGO várias formas de estabelecer.
...
Cada tijolo imaterial aqui visto
Foi por mim posto ou imposto
Foi por outros dado ou arrendado
Arre...
Muitos me foram por outros impostos sim,
Na forma de impostos, dívidas ou enganação
Erguido a ferro e fogo em minha construção.
...
Construída as Cidades de Miragens
Erguidas as Manias do(e) Pensar
Turbilham as Cascatas de Ilusão.
...
Ah, as ilusões.
Todas minhas num egoísmo inofensivo.
Todas são.
São alusões a visões de versões,
Que agora repousam em versos pagões.
Sim, pagões
Pois não devem nada a alguma gramática divina.
São minhas as leis de um reino medíocre
Aqui só moram os meus e eus.
...
Eco-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co-co...

Viu,
Posso ouvir suas respostas
Milhares de milhões
Milhares de milhares
Mil ares pra voar
Voar nesse circo
Círculo de trapézios eqüiláteros
De palhaços mudos
De belas bailarinas mancas
E infinitas estrelas presas na lona azul.
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Tudo isso é o globo da morte dos neurônios
São as teias e mais teias dos axônios.
Se há o mundo da minha ciência
Esse é.
...
Mas o exato constrói desconstruções,
E esse meu mundo também desaba.
Desaba por ilusões em pejorativo,
Desaba por fórmulas sem porém
Ou por poréns sem razão
Sem senão.
Meu mundo se desatomiza sim,
Porém se refaz com razões de amor e ódio
Se refaz em vôo da ave das cinzas.
Ave cinzas
Ave Fênix.
...
Não vejo o fim deste vôo que me leva.
A verdade incontestável só me leva a gerar.
O espaço das possibilidades é multidimensional.
Cada cerca científica delimita 3 ou 4 dimensões da existência
Me restam infinitas outras.
...
Me restam caminhos inimagináveis até o ato do imaginar.
Me resta a crença
Me resta a tolerância
A autopreservação.
Me resta a vontade
A anciã por alegrias novas.
O céu, os salmos e os santos do sei lá sem sentido.
Me resta o que há depois da esquina
Me resta o que há depois de manhã
Me resta eu e o insuportável mim.
Me resta a cura e o desafio.
Me resta o próprio muro
Bio – químico – físico – matemático – científico – intrigântico – mistérico – Etc – e – tal.
Me resta muito enfim
Me resta muito até chegar meu fim.
...
Em fim, só me resta...
...
Hajam ciências sim
Hajam comprovações sim,
Mas haja acima de tudo, aquilo que não há.
Haja a magia e a vontade de negar
Haja a magia da negação
Da natação no aquário cranial.
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Só aqui é possível ecoar vozes nas águas
Será só aqui?!
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O interessante é pensar que a cabeça é fechada
Pra poder se abrir melhor-lhor-lhor-lhor-lhor-lhor-lhor-lhor-lhor-lhor-lhor...
...
Assinado: a ignorância, irmã gêmea da sapiência.

domingo, 22 de maio de 2005

Aos meus pais..............

Hoje eu não quero escrever muito não, só queria botar a letra dessa música que eu ouvi direto nesse fim-de-semana. Um fim-de-semana meio chuvoso, bom pra ficar sozinho de boa, vendo TV, e botando ordem nos papeis e nas coisas que habitam as nossas cabeças. Voltando na música, ela fala da relação entre pai e filho pelos olhos dos pais. O mais interessante é perceber que é tudo tão igual. É legal pensar que nossos pais já foram como a gente, se indignaram com as atitudes dos nossos avós, mas na vez deles fizeram e fazem várias coisas que tinham se prometido que não fariam. É por acreditar no discernimento e/ou na FALTA DE ESCOLHA DELES que tenho certeza que nós todos também faremos o mesmo, se Deus quiser. Eu tô ouvindo a Elis cantar essa música, e não tô conseguindo escrever direito porque minha cabeça tá lá no som. Ouçam essa música, ela ajuda a botar ordem nos papéis da vida e da família. Eu amo de mais meus pais..........Ih, chorei............. A Elis tá acabando de cantar a música agora, e eu vou dizer o gosto dos frutos, sempre que isso não fizer mal a eles............. Um abraço a todos................
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Aos nossos filhos
( Ivan Lins / Vítor Martins )
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Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias eram assim
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Perdoem por tantos perigos
Perdoem a falta de abrigo
Perdoem a falta de amigos
Os dias eram assim
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Perdoem a falta de folhas
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha
Os dias eram assim
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E quando passarem a limpo
E quando cortarem os laços
E quando soltarem os cintos
Façam a festa por mim
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Quando largarem a mágoa
Quando lavarem a alma
Quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim
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Quando brotarem as flores
Quando crescerem as matas
Quando colherem os frutos
Digam o gosto pra mim
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Digam o gosto pra mim
...

segunda-feira, 16 de maio de 2005

Viagem ao Infinito

Hoje me vi diferente, meio outro. É verdade, eu tava andando pela rua e foi quando olhei eu andando e olhando distraidamente pra mim que era eu. Foi uma sensação esquisita, parecia que eu tinha ficado indefeso por completo porque aquela era a única pessoa que sabia tudo de mim que eu sabia, ou seja: eu. Eu não podia nem pensar que aquele cara sabia tanto dele mesmo, quer dizer, de mim mesmo que ele era capaz de apontar todos os defeitos e virtudes que “eu” já fui capaz de decifrar. Ele andava, apesar de distraído, um pouco bravo e meio rápido até que ele me viu e sem precisar falar nada a gente já sabia que o que o outro queria falar era que a gente já se conhecia de algum lugar, e já fazia muito tempo que a gente precisava se encontrar de novo. “Eu” me convidou pra ir tomar um suco de acerola com laranja e “ele” aceitei. Fomos numa padaria perto da minha casa, lá “eu” pediu dois sucos e “comeceimos” a conversar sobre algum assunto qualquer até que chegamos no assunto “Nós”. É, esse assunto não é fácil de se tratar, ainda mais quando tem-se que verbalizar as entranhas pra uma pessoa que você sabe exatamente como irá te julgar, o engraçado é que “eu” sabia que pra ele era tão difícil quanto estava sendo pra “ele”:
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- Sabe, às vezes acho que você é uma pessoa meio confusa, que não sabe tomar decisões e que fica adiando várias coisas na sua vida e acaba perdendo tempo por causa disso?
- Mas eu também acho que você soube por vezes tomar várias decisões nas horas certas, e soube passar por situações inesperadas ou mesmo meio planejadas que hoje em dia eu olho pra traz e penso que se talvez você tivesse que viver tudo aquilo de novo eu não desse conta.
- Em todo caso é inconstante a sua constância, mas pelo menos o sangue frio “eu” teve.
- Teve nada, você é um cara super ansioso e várias vezes perdeu a cabeça por coisas que não eram tão dramáticas assim. Você é um fraco que não sabe de nada, perde o controle em situações que qualquer um, menos nós, perderia.
- Ah fraco, fraco sim. Você não sabe quanta coisa “você” agüento. Alias, sabe sim, mas não leva a sério.
- Mas são tantas coisas né, que nem vale a pena dizer aqui.
- É melhor você não falar muita coisa porque eu tava pensando em botar essa nossa conversa num blog.
- Ah, o viajantes do infinito. Eu criei ele há uns tempos atrás porque...
- Não precisa falar o motivo porque você já sabe que “você” sei.
- É verdade.
- Nossa, é tão legal conversar com outros de você mesmo, ou sei lá.
- É, talvez com você mesmo só que em outros corpos que não são seus, mas são você.
- Não cara, são seus, mas não é você. Porque pensa bem, eu não sou você, mas esse corpo é o seu.
- De jeito nenhum cara. Você é eu, eu sou você, mas esse corpo não tem nada de meu, eu não tenho ele.
- Tem ele sim, ou você acha que eu tô vagando pelo ar. Apesar de eu não ser você, esse corpo é o seu. Olha, é igualzinho.
- Acho que você não entendeu. Alias você nunca entende nada do que eu digo não é.
- Hâm, olha quem fala. Quanta coisa eu sou obrigado a explicar de novo pra você pra você poder pegar o espírito da coisa. Pelo amor de Deus né caboco.
- Caboco, acho que só eu chamo os outros de caboco e agora vem uma pessoa e me chama assim, tá certo que sou eu mesmo, mas é esquisito.
- Oh, chama eu de caboco pra mim.
- Ta certo. E aí caboco!...
- Hahahahaha, é engraçado mesmo sabe. Você vive falando pros outros e quando falam pra você parece que foi você mesmo quem falou, como se fosse um eco.
- Êhhhrrrrrrr, mas foi você...
- Ê bosta, já não entendo mais nada.
- Hâ, imagina eu então.
- Puta merda, tem tanta coisa que a gente poderia falar.
- É verdade, mas como é que...
- Oh, a gente poderia fazer uma poesia.
- Olha, eu tava pensando em te perguntar como é que a gente poderia falar de mais coisas?
- Hummmmmmmmmmmm, e não é que eu pensei que isso tava passando pela sua cabeça.
- A gente poderia fazer ela e botar no blog.
- Só que a gente faz um Post falando de toda a conversa e bota a poesia no fim.
- É, um Post como esse que as pessoas estão lendo agora.
- Eis a minha poesia...
- Sua é???!!!
- É, o que é meu é seu..
- Nossa senhora da cacunda brava.........Essa poesia poderia ser uma declaração final sobre nossa conversa.
- Concordo.........
- É, até que enfim você concorda comigo. Ou seria eu que concordei com você?????
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Cada vez que o espelho me assalta
Jogando um alguém de encontro aos meus olhos
O reflexo ao reflexo é de fuga.
É extremamente difícil encarar meus dizeres
Os olhos nos olhos rasgam as nossas carcaças.
O toque mental é capaz de gritar uma verdade atrás da outra
É capaz de despencar alguns defeitos e vivências esquecidas
Que abalam nossas estruturas.
Nenhum dos meus me conhece
Nem o mais eu de todos.
Verbalizar e sentir as cavernas
É uma dádiva questionável
De validade duvidosa.
As fugas em disparada
São loucas tentativas de preservar a integridade
De preservar a sanidade superficial e primeira
Sanidade social, vamos dizer assim.
“Vamos” mais do que nunca ou sempre (se Deus quiser).
Vamos negar o esclarecimento excessivo
A cegueira da luz superesCLARECEDORA
Mas que só nos leva ao desespero
Vide Saramago.
Vamos brindar a ignorância parcial
Essencial a nós humanos
Essencial ao mundo em todos os aspectos.
Viva os meus eus que nos aceitam.
Eu preciso dessa aceitação.
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Hoje me vi diferente, meio outro como dissemos no começo
Mas graças a Deus não era eu de verdade
Era apenas um outro de mim
Que me aceitava
Que me completava
E que teve paciência para conversar comigo.
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É por isso que eu (nós)digo:
Viva os que se felicitam com o capitalismo
Com o Brasil
Com suas rotinas diárias de trabalho e vida.
Viva os sorrisos do geral
Os meus amigos
A amizade que eu tenho por eles
A mensalidade das escolas
Os preços nos supermercados
As juras de amor eterno
Tudo o que eu vejo
Tudo o que eu julgo ser absoluto.
Viva os teus sorrisos momentâneos
A inquestionabilidade de Deus
Minhas poesias
Meu dia-a-dia
Os dizeres de coletividade
Vários apertos de mão
Vários dizeres de bondade
Vários ensinamentos de Dalai Lama.
Viva a bíblia e afins
A história
A nossa sanidade.
Viva a dita verdade
A superioridade da filosofia
A unidade das famílias
A necessidade da verdade
A perfeição das artes
A beleza da lágrima
Os casamentos infinitos e os que se acabam
Viva a felicidade
O amor
A compaixão
As crenças
Os valores
O sentimento que vem do coração
E etc no plural.
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Enfim, viva tudo aquilo que se baseia em mentiras
Buscando transparecer verdades
Buscando transparecer sanidades
Pra poder levar em frente
Coisas que valham a pena
Fazendo da demagogia
O refúgio para um mundo possível.
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Mas viva acima de tudo
A capacidade de se alegrar com as meias verdades
Já que o ser humano é um bixo complicado
Mas viciante.
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Assinado: eu e mais eu, ou seja, os VIAJANTES. Esse é o motivo de eu assinar como viajantes no plural. Ou seja, todos nós somos vários, formados de verdades, mentiras e partes desconhecidas que se alteram no desenrolar da vida.
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(BASEADO EM FATOS REAIS.)

terça-feira, 10 de maio de 2005

Quer mais um golinho?!...........

Eu tô aqui e é só. Sentado, olhando você me olhando, enquanto eu te olho me olhar. Depois de tantos tragos e goles de raiva, eu quero apenas adentrar teu mundo mais impuro, teus segredos mais carnais que tanto me inebriam. Eu quero me sentir dentro, tão fundo como nunca estive. Eu quero estar em lugares do teu corpo onde um dedo mais fundo nunca esteve. Tuas curvas me geram raiva intensa, teus olhares me deixam puto, sua biscate. Sua piranha vadia, fonte de desejo, fonte que gera segredos em mim que nem eu mesmo quero saber. Você me desperta o pior, o mais essencial. Você me gera ódios diversos, como eu te odeio sua... Eu te amo... Eu amo te odiar. Talvez eu odeie te amar, mas não sei. Só sei que meus gritos rebatem tapas de inveja. Eu te invejo só por você existir, eu te amo, mas te fodo. É um gozo eterno que dura segundos, meu prazer é saber-me superior, é saber me macho. Você é minha fêmea, massa feminina que foi feita só pra me pertencer. Pertencer a mim e a todas as coisas que me afligem. Eu desabo meu mundo no teu cu. Eu descarrego todas as minhas aflições no vão das suas pernas. É carne sedenta de me ter, eu sei... Eu sei o que eu sou pra você, você sabe o tudo ou o nada que você me é. Eu gosto desse nada que você me é, e isso é tudo. Não, não pode ser. Eu não permito que você seja isso pra mim. Eu não quero que você seja isso pra mim. Você não é nada, você só pode ser nada e é deste engano que nasce meu Ego... A gente se sabe, o mundo é que não nos entende. Esse mundo que é nosso no momento do gozo. O mundo dos outros não é nada no momento do esporro. Esporro, porra... Esporro, ordinária. Eu te quero e vou te fuder meu amor de uma vida, uma vida que tanto odeio. O meu copo de cólera são as lágrimas do teu choro, choro reprimido pelo prazer de se saber mulher.

Esse texto foi feito encima de algumas idéias do livro “Um copo de cólera”. Umas colegas me pediram pra eu escrever porque elas precisavam ler um texto para a apresentação que iriam fazer sobre esse livro. Fiquei pensando por uns dias em passar ele para o Blog. Dei umas titubeadas (ôlôcô, que palavreado!!!!) mas resolvi botar ele aqui. Se alguém quiser falar alguma coisa a respeito, é só deixar o recado.

domingo, 1 de maio de 2005

Uns escritos...........

Quando eu criei esse blog, pensei em colocar só escritos meus e nada de coisas dos outros, mas com o passar do pouco tempo que ele existe vi que eu não vou conseguir deixar de por algumas coisas aqui. Esse texto é muito bonito, simples e eu não sei, mas acho que é bem completo. E viva os feriados que caem nos fins de semana...........
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Desejo primeiro (Vitor Hugo)
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Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
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Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
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Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
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E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
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Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
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Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
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Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
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Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
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Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
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Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
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Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
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Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
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Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
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Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
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E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
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E aproveitando o embalo:
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LIVRO DOS ERROS (GUTO LACAZO)
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O caminho para o sucesso é dobrar a taxa de erros.
(Thomas Watson)
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Se pelo menos pudéssemos viver duas vezes:
a primeira vez para cometer todos os inevitáveis erros,
a segunda, para lucrar com eles.
(D.H. Lawrence)
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"Em que está trabalhando?" perguntaram ao sr. K.
Ele respondeu:
"Tenho muito o que fazer, preparo meu próximo erro".
(histórias do sr. Keuner - Bertolt Brecht)
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Erro logo existo.
(Hudinilson Lima)
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"Como Ser Feliz Sem Dar Certo",
livro de Carlos Moraes.
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Faça qualquer besteira, desde que com entusiasmo.
(Colette)
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Erre bem.
(Arnaldo Antunes)
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Para que repetir os erros antigos quando há tantos erros novos a cometer?
(Bertrand Russel)
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Só errei uma vezes.
(graffiti)
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erra uma vez
nunca cometo o mesmo erro duas vezes
já cometo duas três quatro cinco seis
até esse erro aprender que só o erro tem vez.
(Paulo Leminsky)
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Conheci o perdão, passei a errar mais.
(Nildão)
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Há certos defeitos que, bem arranjados, brilham mais que a própria virtude.
(La Rochefoucauld)
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O espelho reflete certo; não erra porque não pensa.
Pensar é essencialmente errar.
(Alberto Caeiro)
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Quando todos erram, todos têm razão.
(Nivelle de la Chaussée)
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Em terra de olho quem tem cego errei.
(graffiti)