Eu não quero nunca mais amar por aí
Vagando passo a passo pela noite a dentro
Já bastam as andanças da procura insana
Um caminho infinito rumo ao que eu nem sei
Eu não quero nunca mais um melodrama vivo
A realidade basta de um poema meu
A corrida contra o tempo é algo irrelevante
Deixe que a vida passe por você
Eu olho, eu ando
Mas o tempo não pode parar
Eu vivo, eu penso
Mas a corrida, mas o corpo, mas o vento
Um instante, um momento
A explosão de um rebento
A construção de tudo dentro
De um ser que eu acento
Não se acha, não consegue achar
Eu canto, eu grito
Mas a cidade se transforma em mar
Eu toco, eu pinto
Mas a tela, o esboço, o alimento
Na carência do meu centro
Um protocolo que inocento
Esse crer no que é alento
Condenando o movimento
Se estatiza ao se isolar
Eu já nem sei o que te dizer
A poesia foge da memória fugaz
Os versos nos meus ombros não pertencem a você
A neblina dessa noite já vem nos separar
Não estou apaixonado, muito menos pra poeta
A secura do real não me deixa mais amar
Perdoe os meus modos e a vivência que me veta
A ânima de meu ser não consegue se libertar
Ao formato do que toco
Ao calor que me rodeia
Um processo de influências que um dia me cedeu
Ao meu eu que me provoco
Ao caminho em lua cheia
Um conjunto de vivências que surgia e que sorveu
Eu não quero nunca mais correr por aí
Correndo como um louco rumo ao amanhã
Já bastam as andanças da procura insana
Às vezes o melhor é saber esperar
Eu não quero nunca mais um melodrama vivo
O fatalismo besta de um ser que não crê
A simplicidade voa solta pelo vento
Deixe que a vida passe por você
Eu olho, eu ando
Mas a cidade não pode parar
Eu vivo, eu penso
Mas a corrida, mas o corpo e o alimento
O instante de um momento
Da carência do meu centro
A construção de tudo dentro
Condenando o movimento
Se estatiza, não consegue achar
Eu canto, eu grito
Mas o tempo se transforma em mar
Eu toco, eu pinto
Mas a tela, o esboço e o vento
A explosão de um rebento
Esse crer no que é alento
De um ser que eu acento
Um protocolo que inocento
Não se acha ao se isolar
Eu já nem sei o que te dizer
Eu já nem sei o que te dizer
Eu já nem sei o que te dizer
Eu já nem sei...
SOLO
Eu olho, eu ando
Eu vivo, eu penso
Eu canto, eu grito
Eu toco, eu pinto
Eu já nem sei o que te dizer
Eu já nem sei o que te dizer
Eu já nem sei o que te dizer
Eu já nem sei...
Eu já nem sei...
Eu já nem sei...
Eu já nem sei...
Eu já nem sei...
Nem sei...
Nem sei...
Nem sei se sei...
Não sei...
Começo 21/11/2002 – Indo para Hamburgo
Fim: 25/11/2002 – Em Neuss – 21:19
(Este escrito foi feito para ser uma música)














