terça-feira, 26 de julho de 2022

Ao Bater da Porta

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Trecho final de uma composição minha. Estávamos testando um arranjo novo para 3 vozes.
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Vídeo gravado há uns dias atrás num ensaio com o Núcleo Sem Querer e a Companhia Colibri.

voar

dupla

querubim

arcanjo


 

ELA

plano profundo

dedo de deus

manhãzinha

aquarius

osseva

núcleo

aconchego

imponente

estufa

quero que tu "ANDES"

antiguidade

lumiar

leques

reflexão

contraste

horizonte

pontilhismo

extremo ocidente

altitudes elevadas

NINHO

contato - Post 2400

lúdico trivial

mosaico divino

fazenda - M.G

pacífico

quarta-feira, 20 de julho de 2022

VIAGEM 1 - AMOR

Num passado não muito distante
Num instante que ainda pouco me cercou
Eu olhava firmemente nos teus olhos
Mas tua face, em não me sorrindo, desbotou
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Numa cercania que mesmo ontem me detinha
Num local do espaço-tempo onde-quando me encontrava
Eu tentava inutilmente encontrar teu vago espírito 
Mas tua alma, feito água, esvaindo evaporava
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Numa tentativa de realidades sob a qual me restei
Num átomo de ex-agoras que em mim inda conservo
Permanece a esperança de poder o que nem sei
Resguardando um terno amor que em mim sutil preservo
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VIAGEM 2 – LITERATURA 1

Tantos foram os dias que vaguei
Sem saber ao certo para onde elevar meus olhos
Sem saber como e por quem rezar 
Sem saber o modo que me permitiria
Sentir-me um pouco mais liberto
.
Tantos foram os dias que vaguei
Nesta imensidão raquítica
De instáveis ignorâncias 
Que se me assentavam numa estranha obediência 
Não me permitindo encontrar o atalho que me salvaria
.
Por isso eu fui apenas indo
Passando os dias como quem não se sabe
E fui mirando somente o mínimo necessário
Adaptando-me ao que me não cabia 
Esmagando-me no vão de um estreito horizonte
Formando, momentaneamente, o espaço de não me bastar
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E foi assim que aconteceu
Pois a realidade fica estranhamente silenciosa
Quando se se dedica menos a escrita da vida
Quando as palavras passam em vão 
Num largo equidistante de perdição 
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Quando não se escreve e apenas se sobrevive 
Os ruídos profundos não chegam claros aos ouvidos internos
E tudo parece uma constante escuridão amórfica
Que está aparentemente em silêncio
Mas resguarda um perigoso buraco de nunca se escutar
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VIAGEM 3 – INDIGENTE

Um mendigo quebra 
Alguns pedaços de concreto
Aos pés do prédio em que vivo
Tentando encontrar matéria para uns trocados
Que o permita sobreviver por mais uns dias
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Seu esforço é tremendo
E suas pancadas ecoam por toda noite
Enquanto seu corpo se curva num esforço enorme
E as pedras fabricadas pelo homem
Teimam em resistir aos seus golpes
.
Tua face não me é visível
Mas posso pressentir sua agonia
Frente a resistência do material
Que guarda dentro de si
O metal que ele muito almeja
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Dentro destas pedras feitas por humanos
Está o café da manhã de uma nova alvorada
A quantidade alucinógena de um novo trago
Ou os mililitros sedentos de um futuro gole
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Dentro do concreto armado
Está seu “pão nosso de cada dia nos daí hoje”
Que teima em escapar cada vez mais fundo
Quanto mais ele tira em lascas
As camadas que redomam o maior de seus tesouros
.
Dentro daquela cápsula feita para resistir ao tempo
Concretamente reside sua esperança 
Seu caminho para vencer a fome que gruda em suas entranhas
Sua vida que permanece sem conclusão
Suas noites que se arrastam sem descanso
E seu itinerário que nunca alcança um destino
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Dentro daquele pedaço de concreto
Está ele mesmo
Seu amanhã dourado
Sua felicidade esquecida
E seu futuro distante numa eternidade luminosa 
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Dentro daquele resto de construção
Está o pecado original da humanidade
Que enquanto eu escrevia
Gritou anunciando sua libertação 
E o homem se iluminou 
Junto ao fim de sua carnal escravidão
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VIAGEM 4 – LITERATURA 2

Quando as janelas estão todas fechadas
Meu apartamento parece minúsculo 
E a inspiração por vezes bate nas vidraças
Tentando entrar para poder vir ao meu encontro
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Às vezes abro as ventanas
Às vezes permaneço teimoso em não me ouvir
Às vezes queria mesmo não ter que enfrentar
A agonia da criação frasal 
Infinita em seu desespero e maravilha
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Mas agora os cômodos estão mortos 
E os cantos se retorcem em silêncio
Não me restando muito o que fazer
A não ser agarrar ao mínimo da sanidade
E fazer germinar uma poeira de esperança 
Nesta pseudo-literatura que a mim agora proponho 
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Nesta madrugada fria
Enquanto teimo em escrever pequenos poemas
Cujas frases iniciais me ocorreram descontroladamente
Em momentos instáveis de exasperadas epifanias
O que me restou foi prosseguir
Perseguir, procurar e persistir
Dando formas malmente acabadas
A estas cinzas verbais que me caíram num revés da paz
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VIAGEM 5 - TECELAGEM

Linhas perpendiculares
Entremeios de ladrilhos
São avenidas de propostas
Que percorrem meu quarto
Minha sala, meu apartamento
E saem pelo corredor afora
Indo além de meus domínios
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Linhas perpendiculares
São os vãos que meus olhos recortam 
Buscando para além das paredes
Aquilo tudo e tanto que 
Ainda que esteja numa outra dimensão 
Logo ali pode se me apresentar
.
Linhas perpendiculares
São junções tectônicas 
São os únicos elementos 
Que me fazem companhia 
Nesta jornada noite adentro
Em que desvairado
Me atormento propositalmente 
Na vaga esperança de me inspirar
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Linhas perpendiculares
É o que agora de concreto sou
Pois o resto
Eu não mais sei
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VIAGEM 6 - ÁRVORE

Seu pudesse enxergar
Para além da margem casca
Para além do invólucro rugoso 
Que teus contornos definem
Se eu pudesse mesmo pressentir
A beleza de tua interioridade
A vida circular que em tuas veias se elabora
Seria eu um vidente de tuas luminescências
Ou um tresloucado desumano 
Apartado do mundo físico medíocre?
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Seu pudesse enxergar
Para além da margem casca
Para além do invólucro rugoso
Que teus contornos definem
Se eu pudesse ao menos antever 
A seiva que em vós se faz ânima
Cairia eu numa realidade outra
De maravilhas incalculáveis
Ou me agonizaria pela exclusividade
De só solitariamente poder vislumbrar
O que nenhum dos meus iguais
É capaz de deliciosamente pressentir?
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terça-feira, 7 de junho de 2022

PoemAnálise

 .
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I
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Achar a frase capaz de rasgar 
O invólucro da cotidiana mediocridade 
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Achar o beco por meio do qual
Possa passar aquilo que
Como num milagre
Advindo de mim
Me pareça belamente estranho
Ou, ao menos,
Minimamente
Digno de ir além
.
Mas
Na bem da verdade
O começo da inspiração
Não é bem a frase
Mas o sentimento que da frase emana 
E que me faz sentir para ainda além
Do instantâneo medíocre
Que ronda tudo o que é vivo
Algo que valha a pena!
.
Não! 
Ainda não é isso!
Aquieta-te 
Introspectisa-te mais, Wagner
Pois este ainda não é o ponto
.
Pensa-te mais
Esmiúça-te mais
Recorta mais e melhor
Aquilo que sentistes
Há alguns instantes atrás...
.
.
II
.
.
Não é achar a frase
Não é o vislumbrar o beco
Não é o pulsar o sentimento
.
Antes de qualquer poema
Antes de tudo 
Está a VONTADE DE PALAVRA
A vontade de palavrear
.
E
Se esta vontade conseguir 
Achar a frase
Vislumbrar o beco
E pulsar o sentimento
Daí o intrínseco será capaz 
De quebra o teto comunesco
.
E
Ao quebrar o teto costumeiro
Poderei eu encontrar 
O novo céu que acima dele resiste
E que me espera 
Para sempre!
.
Daí sim
Poderei eu vicejar
Um grão de vocábulo
Um caminho que vigora
Ou um mexido interno 
Que valha a pena 
O trepidar dos dedos
Rasgando o silêncio
Do teclado noturno
.
Daí sim
Sentirei uma pulsão diferente 
Que me fará
Superar a incansável autocrítica 
Pois
Eu me canso...
Mas
Minha autoanálise
Ou melhor,
Minha preguiça...
NUNCA!
.
.
III
.
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Estava eu deitado em meu sofá
Quando me ocorreu a vontade de escrever
Não sabia bem o que dizer
Como começar
Sobre o que falar
.
Então ocorreu-me a frase
Que estampa 
A primeira estrofe deste poema
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E dela 
Me fiz pensante em retrógrado
Para poder saber
O que existia 
No anterior a algo tão imediato
No ulterior de minh`alma
Que há tanto tempo não me renascia
.
E
No ulterior de meu espírito
No átomo de minha ressalva
Ainda reside
E resiste
A VONTADE DE PALAVRA!
.
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segunda-feira, 23 de maio de 2022

MEU MAIO

O
Futuro
é
a
casa
de
Deus!

terça-feira, 19 de abril de 2022

Voltando aos Palcos depois de 8 anos!!!

Sou o Pianista 
desta linda montagem 
da Companhia da Revista!